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Quando a caçadora se torna a caça | REVIEW Metroid Dread

Em 1994 a Nintendo lançava o aclamadíssimo Super Metroid, terceiro título da franquia Metroid, iniciada no NES em 1986, e trazia um contraste explícito com os outros títulos da empresa. Ao passo que Mario e cia. sempre apresentavam temas leves, músicas felizes e muitas cores aqui as cores eram mortas, a atmosfera sombria e misteriosa com direito a trilha sonora de dar medo nos mais novinhos.

A narrativa, com direito a momentos cinematográficos, casava harmonicamente com momentos de ação, exploração, mistério e principalmente solidão.

Na pele da caçadora de recompensas Samus Aran, você estava totalmente sozinho em um ambiente extremamente hostil, em um engenhoso labirinto vertical, e só você poderia escapar daquela situação obtendo upgrades e voltando em áreas que antes eram inacessíveis (o famoso backtracking) de modo que o jogo, aos poucos, fosse se abrindo mais e mais ao jogador.

Ao final, depois de muito sufoco, você se sentia recompensado controlando uma Samus mais poderosa e capaz de abrir atalhos e caminhos que não eram imagináveis no começo da jornada.

O jogo contou com uma sequência direta lançada em 2002 para Game Boy Advance chamada Metroid Fusion e desde então não houve continuação direta.

Neste meio tempo, Metroid ganhou uma brilhante reformulação para primeira pessoa na trilogia Metroid Prime, que contava eventos anteriores ao terceiro jogo e ganhou remakes no estilo clássico side-scrolling do primeiro e segundo jogos, respectivamente chamados de Metroid Zero Mission (GBA) e Metroid Samus Returns (3DS).

Este último, lançado em 2017 para o Nintendo 3DS, contou com o diretor da obra original e a equipe da MercurySteam e foi o pontapé mais importante para que Metroid Dread visse a luz do dia.

Após o sucesso, a Nintendo, agora aliada à MercurySteam, reviveu os planos do projeto lendário de mesmo nome.

– Sim, Metroid Dread foi inicialmente projetado para o Nintendo DS, em 2006, com nome vazado e teria sido cancelado supostamente após resultados tidos como insatisfatórios com a tecnologia da época ficando apenas como “rumor” na comunidade e mídias especializadas da época.

Com direito a uma bem vinda retrospectiva dos jogos anteriores o jogo começa com uma cutscene contando de maneira resumida e direta os eventos com gráficos modernos e reformulados.

Seguindo diretamente os acontecimentos de Metroid Fusion, Samus Aran é chamada ao planeta ZDR, onde supostamente uma amostra do perigoso parasita X, que teria sido exterminado pela própria Samus na aventura anterior, foi encontrado à paisana neste misterioso planeta. Samus é sinalizada pela Federação Galáctica e vai de encontro a esta poderosa suposta reminiscência de ameaça biológica.

Já no início, com a Samus deitada no chão, temos ciência de que algo aconteceu neste curto espaço de tempo, e que, com alguns flashes, percebemos que Samus foi atacada ao entrar no planeta, sua nave não estava mais ao seu alcance e algo de estranho havia ocorrido com ela mesma.

A jogabilidade é bem fluida e, como em toda aventura, Samus precisa reaver suas habilidades e poderes através da exploração e enfrentamento de chefões começando apenas com seu tiro simples, o parry introduzido em Samus Returns e uma nova rasteira, possibilitando que ela alcance lugares apertados e mudando um pouco a fórmula clássica dos jogos anteriores.

Se nos títulos anteriores a famosa Morphing Ball, que faz com que a protagonista se transforme em uma bola para acessar áreas estreitas, seja um dos primeiríssimos power-ups adquiridos, aqui, com a introdução da rasteira, este item só ficará disponível mais tarde no game, trazendo um estranhamento, mas ao mesmo tempo um frescor ao ritmo do jogo e dificultando um pouco mais a vida do jogador.

Falando em dificuldade e mudança de ritmo temos também os “verdadeiros protagonistas” do jogo, os letais e ágeis robôs de pesquisa E.M.M.I., que patrulham áreas específicas e dão um constante medo ao jogador, que tem que se esconder e contornar confrontos já que essas belezinhas possuem o poder de matar a Samus com um hit.

As suas áreas de patrulha, no entanto, são bastante delimitadas, e não frustram o fator de exploração do jogo. Para derrotar o E.M.M.I. de cada área você precisará do Omega Canon, um upgrade temporário e poderoso que só é obtido após derrotar a unidade central responsável por aquela área de patrulha e que fica imediatamente inabilitado após a destruição de um E.M.M.I.

As perseguições e batalhas contra os E.M.M.I. são eletrizantes e satisfatórias, nestes momentos, inclusive, é onde fica perceptível como o jogo consegue transitar bem entre o side-scrolling e o 3D em terceira pessoa, mesmo que por apenas ângulos de visão quando você está apontando o omega cannon.

Assim como nos títulos anteriores o planeta é dividido em áreas, e estas áreas possuem um próprio mapa a ser preenchido, seja pela exploração, seja pelos mapas adquiridos nas Map Rooms, onde agora é possível salvar o jogo.

O mapa agora é mais amigável, mostrando de amarelo as salas onde são possíveis salvar o jogo, vermelhas para áreas com alta temperatura e azul escuro para áreas com baixa temperatura. Se há algum item pra trás, em uma área que você já explorou, a área ficará piscando no mapa, mas não indicará exatamente em qual parte do quadrante brilhante o item se encontra para não prejudicar a exploração. Há também o registro de porcentagem de itens por área, que é uma implementação de qualidade de vida muito útil para aqueles que, assim como, são maníacos pelos 100%

Cada área tem o seu bioma e inimigos característicos mas, confesso, em comparação com os títulos anteriores, não achei tão marcantes as diferenças entre as áreas pois quase todas compartilham de certas regiões com alta e baixa temperaturas, áreas background robótico/tecnológico e até mesmo as músicas, que são excelentes, não são instantaneamente memoráveis como no resto da série.

Em Super Metroid e Metroid Fusion, por exemplo, era mais evidente as diferenças entre regiões e setores, possibilitando-se adivinhar fácil em qual lugar você estava. A transição entre regiões como Crateria, Brinstar, Maridia e Tourian, ou entre os setores 1, 2, 3 e 4 eram visualmente muito mais perceptíveis pelas diferenças explícitas entre suas paletas de cores, fundo e música.

Isto não significa que Metroid Dread seja feio, longe disso, a direção de arte mais acerta do que erra e talvez tenhamos aqui biomas até mais verossímeis e complexos, não tão heterogêneos e com fundos que contam um pouco mais sobre aquele lugar.

Além dos teletransportes trazidos por Metroid Samus Returns as áreas são conectadas por elevadores e bondes, todos com cenas de loading bem disfarçadas através das lindas cutscenes de transição de imagem para cada mecanismo utilizado.

Os chefes, sem dúvida nenhuma, já não perdem nada em carisma e level design pros bosses da série. Eles até elevam e homenagem alguns já conhecidos. Bem desafiadores, os bosses espalhados pelo jogo lhe farão repensar estratégias, tentar múltiplas vezes, morrer, mudar sua estratégia e, principalmente, memorizar os movesets de cada um. A ambientação de cada batalhe contra chefões, a trilha sonora, e a diversidade movimentos e estratégias são uma verdadeira aula de dificuldade por level design.

A única coisa que eu ressaltaria nas batalhas contra chefes é como a obrigatoriedade do parry em determinadas situações davam uma sensação mais próxima de um quicktime event, já que, em algumas lutas, o acerto do timming do pareamento seja necessário para conseguir matar ou avançar para sua próxima fase caso você erre, e isso dá a impressão que o dano causado não está sendo levado em conta.

Em contrapartida, este caráter não é absoluto sendo que há chefões onde a janela de parry apenas te presenteie com mais oportunidade de causar mais dano, e, quando obrigatório, esta janela se torna mais frequente caso você tenha causado um dano considerável, então não se preocupe.

Outra coisa importante, é que, mesmo com poucos diálogos os mesmos se encontram dublados, com voz até para o computador ADAM, trazido no Fusion, e que tem este nome em homenagem ao antigo comandante da Samus quando a mesma integrava o exército da Federação Galáctica.

Suas salas também se tornaram oportunidade de salvar o jogo e além de por o jogador mais a par do que está acontecendo ADAM dá algumas instruções e insights que podem facilitar a dedução do seu próximo objetivo já que o jogo não o sinalizará no mapa.

Outra coisa que é importante ressaltar, o jogo possui momentos com salvamento automático, então nem sempre que morrer você será punido, sendo levado de volta à última sala de salvamento.

Há a presença de power ups velhos conhecidos como as armaduras Varia Suit (para calores extremos) e Gravity Suit (para andar na água e em frios extremos, como adaptações de poderes como, por exemplo, o Spider Magnet, que te permite grudar em determinadas paredes mas não em forma de bola como na antiga  Spider Ball.

No geral, tanto os poderes já conhecidos como sempre foram, tanto as adaptações de antigos junto aos novos formam uma gama muito gostosa de opções de exploração. A cada power up obtido mais fácil se torna transitar entre salas e mais gostoso acessar e buscar por áreas ainda não vistas ou escondidas.

A história, para não dar spoilers, talvez seja tão polêmica e corajosa que divida a base de fãs, enquanto algumas teorias acabaram se confirmando ainda há bastante pergunta deixada sem resposta e com lacunas imensas para o deleite dos fóruns de especulação da internet.

Explorando bem (e morrendo bastante, bem como ficando perdido na exploração) alcancei 15 horas de jogo quando zerei o game e vi que ainda tinha pego somente 40% dos itens do jogo. Além da deliciosa exploração final pelos 100% dos itens ainda ocorre a habilitação do hard mode para aqueles que já finalizaram a campanha do jogo aumentando consideravelmente o fator replay. E provavelmente aumentando de maneira relevante a duração do jogo já que, sendo bem sincero, não é um jogo fácil nem em seu modo normal. Não se deixe frustrar por algumas mortes, muitas ainda virão e faz parte da experiência. Metroid Dread é difícil mas deliciosamente recompensador.

Em sua imensa maioria de vezes dá pra dizer que o jogo é bem justo e recompensa e até ajuda o jogador na medida certa.

Em questão de performance o jogo fica na maior parte do tempo a 60FPS com eventuais quedas de frames que não chegam a prejudicar a imersão da experiência.

Apesar dos minúsculos tropeços, Metroid Dread alça vôos muito maiores que os detalhes que não afetam em nada a diversão e oferecem uma jornada a altura dos Metroid Clássicos, com direito a plot twist de cair o queixo e um final nada previsível e surpreende de maneira positiva ao invés de frustrar.

NOTA: 5/5 (Diamante)

Metroid Dread é exclusivo de Nintendo Switch e foi lançado no dia 08 de outubro para a plataforma.

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25 anos de Nintendo 64: Confira os 15 melhores jogos do console!

Há exatamente uma semana, mais especificamente no dia 29 de setembro de 2021, celebramos exatamente 25 anos do lançamento do primeiro console 3D da gigante japonesa Nintendo no ocidente.

Muita gente não sabe, inclusive, que o console (que já havia sido lançado em 23 de junho daquele ano no Japão) foi simultaneamente lançado nos Estados Unidos e Brasil.

Muito embora esteja longe de ser o campeão de vendas da época, que foi dominada pelo PlayStation da Sony, o console com o controle mais peculiar da história mainstream dos videogames realizou feitos tão grandes que ditaram fórmulas que são seguidas até hoje no que se refere a movimentação e câmera em jogos tridimensionais.

Para não deixar o feito passar batido fizemos uma dificílima lista com os 15 jogos que consideramos melhores e mais importantes do console e, como não foi nada fácil chegar a este resultado, cada jogo contará com uma menção honrosa (referente à franquia, gênero ou empresa) para que possamos abarcar o máximo de indicações do poderoso e modesto arsenal do tão amado Nintendo 64.

#15 – Pokémon Snap

O ano era 1999 e a franquia de monstros colecionável mais famosa do mundo iniciava um dos seus primeiros spin-offs.

O objetivo aqui não era mais capturar os pokémon, mas sim, fotografá-los em seus habitats naturais, descobrir segredos de seus comportamentos e participar de uma pesquisa biológica dos monstrinhos. A ideia nada convencional acabou pegando e, com o tempo, era difícil achar quem não tivesse o jogo no console, ou mesmo jogado na casa de um amigo, afinal, era o boom da popularidade da franquia no ocidente e, embora relativamente curto e repetitivo, muita gente comprou a ideia de sair por aí relaxando, e, ás vezes passando um pouco de raiva pra fotografar pokémon raros ou em diferentes situações.

Menção Honrosa: Para quem preferia cuidar de animais de verdade ao invés de monstrinhos e relaxar na fazenda a indicação mais óbvia seria Harvest Moon 64, que também estava numa maré de mais popularidade em sua franquia e ajudou a consolidar um gênero que estouraria novamente no futuro.

#14 – Tony Hawk’s Pro Skater 2

Depois de conquistar o público da Sony era a vez das manobras radicais invadirem o console da Nintendo.

Muito bem recebido pelos jogadores do N64, que também recebeu o terceiro jogo da franquia posteriormente, Tony Hawks Pro Skater 2 mostrou que o potencial gráfico do N64 tinha bastante consistência e acabou sendo o jogo da franquia que mais fez sucesso entre os jogadores da plataforma.

Fazer manobras arriscadas com trilha sonora marcante e acumular pontuações aparentava ser uma nova fórmula de sucesso e que definitivamente marcou uma geração.

Menção Honrosa: Pra quem buscava uma diversão mais radical, mas no ambiente aquático, Wave Race 64 trazia corridas de jet ski que eram divertidamente caóticas, principalmente quando se jogava em multiplayer local. O game foi produzido pela própria Nintendo e já deu as caras no início da vida do console.

#13 -Star Wars: Rogue Squadron

As tão hypadas naves de Star Wars finalmente podiam ser pilotadas e o sonho de muitos fãs da franquia foi realizado com Star Wars: Rogue Squadron.

Controlar X-Wings também nunca foi tão lindo, já que o game foi um dos primeiros a utilizar o periférico tecnológico Expansion Pak que, pasmem, dobrava a resolução do jogo para 640 × 480 pixels em comparação com a resolução regular console de  320 × 240.

Menção Honrosa: Impossível não mencionar “Star Wars Episode I: Racer” que fez muita gente se sentir o próprio Anakin nas corridas de Pods e que também agradou muitos proprietários de Nintendo 64.

#12 – Resident Evil 2

Considerado um dos maiores milagres de tecnologia de compressão da época, Resident Evil 2 trouxe o gostinho do jogo de sobrevivência mais hypado da época.

Era impensável que um jogo que pedia 2 CDS no PlayStation 1 pudesse rodar, e até consideravelmente bem, em um cartucho de 64MB. Claro, algumas compensações gráficas foram feitas, mas nada a ponto de interferir na diversão que o clássico proporcionou aos usuários de N64. Explorar Raccon City no início de sua devastação foi uma experiência marcante para os gamers da época, e definitivamente merece seu lugar aqui.

Menção Honrosa:  Caso o interesse fosse deixar os zumbis e clima de medo para explodir demônios no melhor estilo, Doom 64 foi um marco e até ganhou versões remasterizadas para as plataformas mais recentes.

#11 – Star Fox 64

Finalmente em um 3D não emulado, como ocorrido em sua estreia no Super Nintendo através do chip FX, foi no Nintendo 64 que Fox McCloud e sua equipe brilharam de verdade.

Da ambientação, ao desafio, trilha sonora e jogabilidade fluidas, Star Fox 64 fez muito sucesso entre os Nintendistas, ganhando, inclusive, um remake posteriormente lançado para o 3DS.

Menção Honrosa: Talvez tão importante quanto Star Fox 64 na época, F-ZERO X também trouxe uma dose de diversão hardcore em suas corridas futuristas e espaciais e bem desafiadoras, pena que, ao que parece, a franquia foi esquecida pela Big N.

#10 – Conker’s Bad Fur Day

Ninguém imaginava que um exclusivo da Nintendo poderia contar a história de um esquilo de ressaca, cheio de vícios, palavrões e um humor que pode não ter envelhecido muito bem pros dias atuais, mas que definitivamente dizia muito sobre a época em que foi lançado.

Produzido pela Rare, a responsável por popularizar Donkey Kong e Banjo Kazooie trazia uma proposta bem inusitada, diferente e adulta, já que o jogo tinha classificação para maiores e contava com momentos absurdos como enfrentar um grande cocô como um dos chefões.

Menção Honrosa: Jet Force Gemini, também produzido pela Rare, trouxe inovações em suas fórmulas consogradas em um jogo que mistura aventura, shooter e uma jogabilidade muito fluida.

#09 – Mario Party 3

A franquia responsável por muitos conflitos internos entre amigos e familiares trouxe a sua melhor versão em seu terceiro jogo. Os vários jogos de tabuleiros, a diversidade de mini games e, com características individuais que poderiam mudar o rumo do jogo para cada tabuleiro escolhido, fez a versão ser aclamada pela crítica e jogadores.

E sim, roubar estrelas do coleguinha não é muito legal, mas pode ser perversamente divertido.

Menção Honrosa: Não dá pra falar de spin-offs de Super Mario sem mencionar o icônico Mario Tennis, que trouxe várias possibilidade de gameplay e com variações bem vindas para cada personagem deixando o multiplayer repleto de fator replay.

#08 – Pokémon Stadium 2

Um sonho se tornando realidade para jovens do final dos anos 90 e início dos anos 2000: Participar de batalhas Pokémon em 3D como um verdadeiro treinador, e desta vez, com um elenco maior, com o acréscimo dos Pokémon da segunda geração, que tornava mais ainda deslumbrante e completa toda a experiência.

Em batalhas épicas, a estratégia aqui estava em tentar antecipar os movesets inimigos, e até mesmo os tipos para planejamento de fraquezas e resistências, o jogo também contava com minigames e a possibilidade de trazer os monstros das versões de GameBoy para o 3D com o periférico apropriado.

Menção Honrosa: Como houve uma dificuldade muito grande em escolher um só, Pokémon Stadium, o primeiro da franquia merece o reconhecimento por construir e definir as bases que fizeram da franquia um grande sucesso.

#07 – Paper Mario

Quando Super Mario RPG explodiu cabeças no Super Nintendo ao demonstrar que era possível um RPG conciso, envolvente e viciante envolvendo Mario e seus amigos e inimigos, ninguém esperava que o spin-off RPG da trupe do encanador se consagraria com o maravilhoso Paper Mario.

Com seus gráficos em perspectiva 2,5D o jogo envelheceu bem até para os parâmetos de hoje e ganhou várias continuações nas plataformas diversas da Nintendo. Quem imaginaria, afinal, que um RPG com personagens feitos de papel seria tão divertido e celebrado até hoje?

Menção Honrosa: O Nintendo 64, infelizmente, não contou com muitos RPG’s em sua época de ouro mas conta com algumas pérolas inesquecíveis, e mesmo através de um combate mais tático,  Ogre Battle 64: Person of Lordly Caliber cumpriu muito bem o seu papel.

#06 –  Super Smash Bros

Imagine colocar Donkey Kong, Mario, Yoshi, Samus, Pikachu e outros para se debulharem na porrada em um jogo de luta inusitada que viria a se tornar o monstro que é hoje.

Em um formato de sumô, onde o objetivo é arremessar o oponente pra fora da tela, que diferenciou o título dos jogos de luta mais “padronizados” e até mesmo inaugurando o subgênero Brawler, Super Smash Bros fez e continua fazendo história e suas jogatinas multiplayer totalmente e divertidamente zoneadas e poluídas construiu o início de um legado que até mesmo Sakurai, criador de Smash e Kirby não poderia imaginar.

Menção Honrosa: Pra quem procurava uma luta mais adulta, séria, violenta e consideravelmente equilibrada, Killer Instinct Gold trazia um jogo de luta digno de fliperama e muito, muito divertido e sanguinolento.

#05 – Banjo Kazooie

Na era de ouro da Rare, que até então entregava trabalhos acima das expectativas, um dos mais famosos colectathons e plataformas era recheado de pura diversão.

Os mundos eram muito bem construídos, os personagens carismáticos e com desafios divertidos e viciantes de plataformas a puzzles, tornando o game um jogo obrigatório para quem possuía um N64.

Menção Honrosa: A experiência ganhou ainda mais polimento e maturidade de level design em sua sequência aclamada Banjo Tooie, com mundos mais detalhados, consistentes e balanceamento nos backtrackings.

#04 – Mario Kart 64

Se no SNES Mario Kart tinha ganhado visibilidade foi em Mario Kart 64 que uma das franquias mais vendidas e amadas da Nintendo se consolidou como um excelente jogo de corrida com aspectos de Party Game.

Apesar dos sprites dos personagens não serem totalmente em 3D isso não influenciou negativamente em suas vendas e notas, além do mais o jogo contava com vários cenários, pistas, personagens e desafios que manteriam, sozinhos ou com amigos, os jogadores vidrados.

Menção Honrosa: Totalmente ofuscado pela proposta parecida de Mario Kart 64, Diddy Kong Racing trazia ainda mais inovações, com veículos que já se transformavam dependendo se você está no ar, na terra ou na água e contando com uma campanha bem divertida e cenários coloridos e repletos de detalhes.

#03 – GoldenEye 007

Se Halo veio a revolucionar futuramente como se jogava Jogos de tiro em console, em 1997 foi GoldenEye 007 que consagrou o gênero da melhor maneira possível.

História, gameplay, gráficos, era tudo muito bem feito em mais uma obra prima produzida também pela Rare e que contava tanto com uma campanha sólida e interessante mas também com um dos multiplayer de sofá mais famosos da época. Até hoje o jogo recebe vários méritos pela maneira que influenciou o gênero FPS em tantos aspectos positivos.

Menção Honrosa: Se GoldenEye 007 teve mais alcance e fama, foi em Perfect Dark que a Rare trouxe o suprassumo do que esperar em um jogo de tiro, com história imersiva, inteligência artificial notável e uma protagonista incrivelmente habilidosa. Aqui vemos o que podemos chamar de evolução natural.

#02 – Super Mario 64

Definindo como um jogo de plataforma 3D deveria ser, seja pelo gameplay, seja pela câmera introduzida na época, Super Mario 64 desponta como uma verdadeira obra prima que pode facilmente ser jogada até os dias atuais.

Desafiador, revolucionário e surpreendente, em um jogo bem diferente dos seus antecessores 2D, Super Mario 64 reformula suas bases sem perder sua essências e raízes. Com inimigos conhecidos e novos, uma trilha sonora cativante o Bigodudo da Nintendo teve uma estreia magistral nos gráficos tridimensionais e é até difícil saber, como seriam os jogos de hoje em dia, sem o legado trazido pelo game.

Até hoje existem vários speedrunners e jogadores ativos no game, com fãs fervorosos e apaixonados.

Menção Honrosa: Kirby 64: The Crystal Shards foi primeira aventura tridimensional de Kirby e também trouxe uma reformulação refrescante a sua conhecida fórmula.

Engolir inimigos para copiar as suas habilidades é uma diversão que nunca sai de moda.

#1- The Legend of Zelda: Ocarina of Time

Não bastasse definir os pilares principais de um jogo de plataforma, Shigeru Myiamoto também definiu como seriam as estruturas de um bom jogo de aventura e ação ambientados num mundo de fantasia misterioso com o qual muitos jogadores sonharam durante anos.

Ocarina of Time segue como um dos jogos com nota mais alta de todos os tempos, e conseguimos ver sua influência até mesmo em jogos recentes, como no combate da aclamada série Souls, a câmera até hoje utilizada e aprimorada pela maior parte dos jogos de aventura, e até mesmo em progressão de personagem.

Em uma história de maturidade, viagem no tempo e repleto de personagens carismáticos e apaixonantes Ocarina of Time desponta como um dos melhores jogos de todos os tempos.

Menção Honrosa: The Legend of Zelda: Majora’s Mask foi a sequência de Ocarina, mas que desta vez trazia consigo novidades relevantes e definitivas para a escolha dos jogadores. Em um mundo mais sombrio, com personagens misteriosos, Link, agora em Termina, deve impedir que aquele mundo acabe em 3 dias com a queda da lua, e para isso, ele vai utilizar de poderes novos, as máscaras que transformavam link em uma nova espécie de ser vivo com habilidades únicas. A solidão é mais presente neste jogo já que link é obrigado a voltar no tempo várias vezes a fim de impedir a destruição do mundo, restando apenas ele com as lembranças das aventuras e lanços que construiu.

O Nintendo 64 foi uma verdadeira lenda em trazer títulos icônicos e necessários á indústria e deve sempre ser celebrado por seus feitos.

Concorda com a nossa lista? Tem alguma lista diferente? Conte pra gente nos comentários!

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Beta aberto de Battlefield 2042 não exigirá assinatura online somente no PlayStation e PC

O beta aberto do próximo game da gigante franquia focada em multiplayer da EAGAmes, Battlefield 2042, foi confirmado para os dias 6 a 9 de outubro e também foram divulgados todos os requisitos e especificações para a versão de PC do jogo que será vendido nas plataformas Steam, Epic, EA App e Origin.

No entanto, no referido anúncio, uma amarga surpresa atingiu os usuários da plataforma da Microsoft:

Conforme anunciado no site oficial do jogo é possível verificar, em tradução livre, que “o Beta Aberto de Battlefield 2042 ficará disponível para ser jogada no PC (Steam, Epic, EA App e Origin) e nos consoles (PlayStation 4 e PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series X|S). Por favor tenham ciência que a assinatura da PlayStation Plus não é necessária para participar na Beta Aberta, no entanto, se usar o Xbox, terá de estar com a assinatura da Xbox Live Gold ativa”.

Ainda não foi anunciado se haverá alguma mudança de postura aos usuários do lado verde da força, nem tampouco se as restrições serão idênticas em todos os países.

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Steel Assault | O Arcade hardcore não está morto!

Trazido pela Zenovia Interactive em parceria com Tribute Games,  Steel Assault aparece como uma homenagem clara aos jogos de ação da era de ouro dos 16-bits 32-bits e Arcades.

As referências passam desde Contra, Castlevania (os primeirões) e vão até Megaman e MegaMan Zero, e isso vale tanto para a dificuldade quanto para a jogabilidade. O jogo inclusive, não é widescreen, com as bordas arredondas e filtro de linhas simulando bem uma boa e velha TV de tubo.

A mecânica é bastante simples, o jogo é divido em capítulos que são fases lineares onde o seu personagem, Taro Takahashi,  deve seguir de uma direção até a outra chegando ao final da fase e, no caminho, estraçalhar inimigos que aparecem aos montes e estrategicamente em partes onde podem te atrapalhar da mais diversas maneiras, seja por emboscadas e hordas, seja pelo level design de modo a fazer com que você seja empurrado a penhascos. Os principais poderes do personagem consistem em um chicote relâmpago e uma tirolesa,  que pode ser utilizada até na diagonal para escalar e atravessar certas partes do cenário, contanto que você sempre a encaixe entre duas paredes do cenário. Algumas cenas rápidas exigem agilidade na escalada mas o jogo conta com um tutorial bem amigável já que o recurso é amplamente utilizado durante todo o game.

A história, como a maioria dos games dos anos 90, fica em segundo plano e é só um pretexto para que o seu personagem saia em uma jornada contra um grupo de supervilões.

Os chefões, inclusive, ganham bastante destaque e são apresentados com mais cerimônia. As mecânicas são variadas e as batalhas contra chefes são bem divertidas, e desafiadoras, quando não são injustas pois o jogo não é nada, nada fácil.

Na base da clássica repetição e erro você segue avançando, e no meio você provavelmente vai encontrar muito com esta telinha aqui:

Superados os desafios, há uma boa dose satisfação ao passar para o próximo estágio. E o jogo ainda conta com várias opções de dificuldade que podem ser uma mão na roda para  jogadores que não estão tão dispostos a se dedicarem tanto ao desafio, ou até mesmo aos jogadores iniciantes e casuais. Você pode escolher entre as opções de Muito Fácil, Fácil, Normal e Difícil onde a dificuldade artificial é ajustada, seja alterando o dano e até mesmo a barra de vida do personagem.

Os cenários são lindos, a trilha sonora nostálgica e tudo é aproveitado bem harmonicamente, apesar de um ou outro eventos de puro abuso de dificuldade artificial e excesso de inimigos, situações que vão requerer, conforme informado, algumas repetições e boa vontade do jogador.

O único problema é que quando você realmente se percebe adaptado ao jogo, e acompanhando os desafios subsequentes, acontece o inesperado: O jogo acaba.

É preciso entender, que, um jogo não precisa necessariamente ser longo para ser bom, alguns podem se tornar enfadonhos e arrastados e um jogo deve saber quando acabar. A sensação, no entanto, é que acontece aqui abrupta demais. Mas que não desmereça o título, principalmente quando falamos de um jogo de preço e orçamentos baixos, no lançamento desta matéria, por exemplo, o jogo custa R$ 31,49 na plataforma da Valve.

Considerando que o jogo possui excelente  jogabilidade, Taro conta com salto duplo, esquiva e agilidade, bem como eventuais PowerUps como escudo elétrico e tudo é muito cadenciado. É preciso prestar atenção ao timming dos pulos e esquivas já que o jogo não oferece janelas muito generosas para erro já que tudo aqui foi intencionalmente colocado como parte do desafio.

Muito embora os estágios sejam curtos é preciso não subestimá-los, até se acostumar com tudo o que tenta te matar você o repetirá por muitas, muitas vezes, até conseguir chegar ao objetivo se sentindo o melhor jogador do mundo. Uma boa sensação que não dura muito já que o novo trecho apresenta sempre diversificados e bem executados confrontos do personagem com absolutamente o resto do cenário.

Muito bem executado, com pelejas até mesmo memoráveis, Steel Assault é um game que traz sorrisos ao seu público alvo, sejam os jogadores hardcores ou os nostálgicos. A missão é bem cumprida, uma pena que seja bem curta. Demorei um pouco mais de uma hora para chegar ao final do jogo, mas ainda há uma opção adicionada reservada aos sádicos de plantão com um modo com uma única vida POR TODO O JOGO. Há um imenso gosto de “quero-mais” abrindo torcida para uma sequência que seja tão boa em jogabilidade e execução, mas também consideravelmente mais longa.

Nota 4.0 (Ouro)

O jogo foi lançado no dia 28 de outubro para PC (Steam) e  Nintendo Switch.

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Confira o que rolou no Nintendo Direct Setembro/2021

Anunciado de supetão, como de costume, a Nintendo anunciou no Twitter, em sua conta oficial, a Nintendo Direct programada para hoje, dia 23 de setembro.

O evento aconteceu ás 19 horas, horário de Brasília, e se você não pôde acompanhar o evento vem com a gente pra conferir tudo o que rolou! Os jogos aparecem na ordem em que foram apresentados no evento.

Anunciando uma DLC de grande porte, a Capcom iniciou o evento com um teaser de Sunbreak, Conteúdo de expansão pago para o já consagrado Monster Hunter Rise.

Mario Party Superstars também deu as caras com novos 3 tabuleiros e mecânicas de cada um, o jogo sai em 29 de outubro e promete uma quantidade imensa de mini games.

A Square Enix apresentou seu novo jogo baseado em cartas e estratégia em um RPG, Voice of Cards. O jogo também foi anunciado para o PlayStation 4 em seu canal oficial. O jogo é previsto para 28 de outubro:

Aclamadíssimo pela crítica e público, o RPG focado em narrativa Disco Elysium apareceu com sua versão definitiva pro console híbrido da Nintendo.

O musou com o elenco de Legend of Zelda, Hyrule Warriors: Age of Calamity ganhou anúncio para sua segunda DLC:

Mario Kart encontra Final Fantasy e temos o inesperado Chocobo GP:

Continuando a série de surpresas da noite, e um com potencial de ser um dos mais impressionantes e esperados pela base de fãs da Big N, Kirby and the Forgotten Lands traz uma nova aventura de Kirby, dessa vez totalmente em 3D em cenários de cair o queixo:

Mario Golf Super Rush ganha mais conteúdo adicional gratuito:

Disney Magical World 2, originalmente lançado para Nintendo 3DS, ganha a sua versão definitiva para Nintendo Switch:

Quem também ganha a sua versão para o Nintendo Switch é o amado Star Wars: Knights of the Old Republic:

O aguardado Dying Light 2 ganhou uma versão em nuvem (via streaming) para o Nintendo Switch, bem como um port do primeiro jogo da franquia, intitulado Dying Light Platinum Edition para o Nintendo Switch:

Intitulado temporariamente como Project Triangle, agora com nome definitivo, TRIANGLE STRATEGY traz um combate de RPG tático aliado aos gráficos que misturam 16bit com 3d e efeitos de iluminação ao mesmo estilo do belíssimo Octopath Traveler, também trazido pela Square Enix:

Com uma campanha de marketing nunca vista na franquia, Metroid Dread ganhou mais um trailer de lançamento estonteante:

Animal Crossing New Horizons ganhará ainda mais conteúdo original e com um Direct só pra ele:

Quem também ganhará um Direct totalmente dedicado será Super Smash Bros Ultimate, com o último personagem do jogo a ser anunciado via DLC! O evento será no dia 05 de outubro.

Talvez um dos anúncios mais controversos do evento, foi anunciado o lançamento do Nintendo 64 e Mega Drive (Sega Genesis) para os assinantes do Switch Online com um detalhe salgado, tal adição terá um custo adicional para ser acessada:

Com a temática Cyberpunk, a aclamada trilogia cult de games Shadowrun ganha uma versão para o console da Nintendo:

A compilação dos Castlevania clássicos lançados para Game Boy Advance ganhou nome Castlevania Advance Collection e inclui os games Castlevania Circle of the Moon, Castlevania Harmony of Dissonance e Castlevania Aria of Sorrow a coletânea também conta com a adição de Castlevania Dracula X:

Um clássico de Super Nintendo ganha sua versão definitiva e remasterizada, Actraiser Renaissance Remaster:

Da família Undertale, Deltarune Chapter  2 também ganhou versão para o Switch:

Tivemos também trechos supercurtos de Hot Wheels Unleashed, Surviving the Aftermath, Shin Megami Tensei V, Wreckfest, Arcade archives Pac Man.

Na reta final tivemos Rune Factory 5.

Para surpresa de todos, Shigeru Myiamoto, a lenda viva por trás de Mario, Zelda, Donkey Kong, Kirby e muitos outros interrompeu a programação de jogos para anunciar o evento do aguardado filme do Super Mario, que contará com Chris Pratt, Anya Taylor Joy e outros nomes de peso:

Splatoon 3 também deu as caras como penúltimo anúncio do evento com um trailer grandioso:

Por fim, e definitivamente não menos importante, o evento foi encerrado pelo belíssimo e tão aguardado trailer de Bayonetta 3 que reaperece com redesign épico e com direito a gameplay:

Expectativas atendidas? Frustração? Conte-nos sua opinião!

Para mais informações sobre o mundo dos games e cultura pop continue ligado na Torre de Vigilância!

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Consoles Games

Resumão do PLAYSTATION SHOWCASE 2021

Hoje, no dia 09 de setembro, aconteceu o PlayStation Showcase 2021 com teasers e trailers do que vem por aí pro futuro do PS5, com um evento totalmente focado na nova geração de consoles.

Se você não pôde acompanhar o evento, que ocorreu ás 5 da tarde no Brasil, fizemos um resumão com todos os vídeos apresentados na ordem em que foram anunciados no evento que teve um pouco de tudo, corrida, ação, aventura, RPG, tiro e até remasterização de jogo que só havia saído em console da Microsoft.

O primeiro jogo anunciado foi Star Wars: Knights of the Old Republic Remake do título de sucesso da Bioware em 2003. O remake ainda não tem previsão de lançamento.

https://www.youtube.com/watch?v=lL-RfE-ioJ8&ab_channel=PlayStation

Em sequência fomos apresentados ao belíssimo Project EVE, jogo de RPG de ação tão lindo e fluido que até parece ter sido feitopela Platinum Games, responsáveis pela série Nier, Astral Chain e Bayonetta tanto no combate como na trilha sonora. O título também não possui data de lançamento.

Um aparentemente divertido e colorido spin-off da famosa franquia Borderlands chamado Tiny Tina’s Wonderlands. O título será lançado em 25 de Março de 2022 no PC (Steam e Epic Games Store), e nos consoles da nova e da geração passada, para as plataformas PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S e Xbox One.

https://youtu.be/OfcDN-Yewh8

Absolutamente lindo e previsto para 2022, Forspoken é o novo jogo da Square Enix. O jogo parece beber de referências clássicas e modernas de RPG de ação com direito a gameplay.

A Ubisoft apresentou novo trailer de Rainbow Six Extraction, previsto para Janeiro de 2022, também para PC, PS4,PS5, Xbox Series S e X e Xbox One.

Quem finalmente ganhou vida foi a tão aguardada e especulada remasterização de Alan Wake.

Alan Wake Remastered é trazido pela Remedy previsto para5 de outubro e remasteriza totalmente o jogo original incluindo as suas expansões The Signal e The Writer. Agora existe suporte para resolução 4k e promete que a remasterização se estenda até nas cutscenes.

O jogo também possui a opção de comentários do Diretor.

A versão para a nova geração do gigante da Rockstar, GTA 5 apresenta uma nova data, adiando a previsão anterior, sendo agora previsto para março de 2022.

Além disso foi informado que GTA 5 será vendido separadamente de GTA Online:

Ghostwire: Tokyo é trazido pelo lendário criador de Resident Evil, Shinji Mikami, com novo trailer que inclui gameplay e é previsto para 2022:

Também houve mais um trailer novo para o já anunciado Guardians of the Galaxy, da Square Enix para PS4, PS5, XBOX Series, Xbox One e Nintendo Switch via cloud previsto para 26 de outubro deste ano:

Houve trailer da versão Battle Royale do RPG Vampire The Masquerade – Blood Hunt para o PS5:

Um dos últimos jogos anunciados pela Bethesda antes da aquisição pela Microsoft, Deathloop ganhou novo trailer e é previsto para já ser lançado no dia 14 de setembro:

https://youtu.be/6uERbqyh-Tc

Uma curiosa colaboração da Sony com a banda Radiohead, Kid A mnesia Exhibition foi anunciada em forma de teaser num misterioso vídeo que ainda não mostra como será o projeto

Tchia, jogo trazido pela desenvolvedora independente Awaceb, promete uma aventura diferente onde você pode possuir o corpo de outros seres vivos de um mundo fantástico:

Uncharted: Legacy of Thieves Collection é uma coletânea remasterizada para o PS5 e PC de Uncharted 4: A Thief’s End e Uncharted Lost Legacy com previsão de lançamento para o começo de 2022.

O novo projeto entre a Sony Interactive Entertainment e a Marvel Games traz o surpreendente teaser de Wolverine que não contou com muita informação, mas, já com bastante hype:

Gran Turismo 7, a série de simulação de corrida da PlayStation chegará ao PS5 e PS4 a 4 de Março de 2022 e também ganhou novo trailer de gameplay.

O tão amado Homem Aranha está de volta ao PlayStation em Spider-Man 2 previsto para 2023 e e continuará a história de Peter Parker e Miles Morales.

No trailer, podemos contar com a participação de Venom:

O evento foi encerrado com trailer, incluindo gameplay da sequência do tão aclamado  God of War de PS4.

God of War: Ragnarok conta a história de Kratos e Atreus após o fim do jogo anterior, com um Atreus cada vez mais questionador e curioso e um Kratos aparentemente mais impaciente. O trailer também mostra a participação de Thor e Freya, que apareceram no primeiro jogo.

Para mais informações fiquem ligados na Torre de Vigilância.

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Gameplay Games

Monster Harvest: Seja bem vindo à Planimália!

Monster Harvest é trazido pela Merge Games (responsável por Alex Kidd in Miracle World DX) e explora conceitos já conhecidos nos gêneros de simulação e monstrinhos colecionáveis a la Pokémon.

Para quem já jogou Stardew Valley e Harvest Moon, Monster Harvest soará bem familiar, em vários aspectos durante a sua jornada, principalmente no começo.

A história é praticamente a mesma que já vimos no gênero, você se muda para uma pacata cidade (chamada Planimália) onde recebe a tarefa de cuidar da fazenda do seu tio, já que ele está muito ocupado com pesquisas sobre o fenômeno que dá um twist inesperado ao gênero de simulação de fazendas: os planimais.

Os planimais são monstrinhos criados através das mutações de plantas com os slimes encontrados nas masmorras, contando o jogo com 75 variações de monstros e possuem o papel semelhante ao de um Pokémon, com direito a batalhas por turno e tudo o mais.

No entanto, até chegar ao verdadeiro brilho do jogo há um enfadonho pedágio a ser pago.

O começo de Monster Harvest pode espantar quem não tem muita paciência, tarefas mais básicas como limpar o terreno quebrando pedras e cortando madeira consomem exageradamente a energia do personagem a um nível que pode quebrar o ritmo de exploração em meio as atividades necessárias já que você é obrigado a dormir para recuperar a sua energia. Caso durma só até a noite, ela se recuperará um pouco, caso durma até o dia seguinte ela se regenera completamente. Comidas ajudam mas não estão muito disponíveis a você desde o começo.

Como é impossível fazer sua fazendo crescer sem remover pedras e galhos para apanhar matérias e, com apenas 9 sementes de plantio, o começo do jogo por vezes parecerá mais trabalho do que Happy Hour, até o jogo realmente engrenar.

É importante lembrar que os ciclos de dia e noite importam e os adoráveis gráficos pixelados ganham maior destaque devido ao cuidado aos detalhes na ambientação. Reflexos em tempo real nas águas, vagalumes à noite e três estações definidas (Estação seca, estação úmida e estação escura) dão um dinamismo muito bem-vindo e que demonstram a dedicação dos desenvolvedores no jogo.

As plantas necessitam de cuidado como a atividade de regá-las todos os dias, com exceção dos dias chuvosos, onde esse trabalho fica com a mãe natureza.

Os próprios planimais, precisam de todo um cuidado para a criação pois só será seguro leva-los consigo assim que estiverem totalmente crescidos e desenvolvidos.

O jogo brilha com o desenrolar dos dias (e conta com um calendário interno) e as visitas às masmorras, onde você encontrará slimes, materiais de decoração, materiais de crafting e desafios como as lutas entre Planimais ao melhor estilo Pokémon: Batalhas de turnos com ações para cada Planimal e sempre de 1 contra 1.

Até mesmo a primeira masmorra do game poder ser bem desafiadora, requerendo paciência e estratégia em relação a sua movimentação e seu arsenal de Planimais aliados mas no decorrer do jogo ele vai ficando mais amigável e consequente mais fácil.

A trilha sonora não deixa nada a desejar, e combina perfeitamente com o visual pixelado do jogo, uma harmonia bem vista até nas trocas de ambientes.

O jogo está localizado no Português do Brasil brilhantemente, inclusive na versão de Nintendo Switch, onde jogamos o game.

O visível elefante no meio da sala, no entanto, precisa ser mencionado: as referências aos seus títulos de inspiração as vezes chegam a ser parecidos até demais, levando a inevitáveis comparações com Stardew Valley e Pokémon e o problema maior é que, se comparado a tais franquias, ele não consegue se destacar com toda a maestria merecida.

Há um sistema de relacionamentos de relacionamentos com os moradores, mas o sistema é muito simplificado e raso, faltando, na maioria das vezes, a motivação para investir na amizade com outros personagens.

As batalhas entre planimais são bastante divertidas, mas os monstrinhos também possuem limitações rasas pra quem está acostumado com sistemas complexos de Pokémon.

Isso não faz com que o jogo deixe de ser divertido, é justamente a soma destas mecânicas tão diferentes que fazem o game brilhar do seu jeitinho carismático.

Há uma misteriosa e empolgante trama envolvendo uma corporação industrial que estaria utilizando slimes para algo maligno, os personagens são interessantes e tem histórias a contar, que inclusive envolvem o seu personagem, já que a cidade não lhe é estranha, afinal, parte da sua infância foi aqui.

Durante a minha jogatina experimentei alguns pequenos bugs que incluíam até o uso do teclado do jogo, que, infelizmente, não se aproveita dos recursos touchscreen do Nintendo Switch onde poderia brilhar ainda mais.

Veredito:

Monster Harvest é uma excelente escolha para quem gosta do gênero de simulação de fazenda com o fator diferente dos planimais, que podem mudar e complementar a experiência.

No entanto, o jogo não traz nada que não tenhamos visto antes, e peca um pouco quando isolamos as mecânicas que ficam mais simplificadas, devendo ser levado em conta a soma destas mecânicas para realmente brilhar, nada que torne o jogo menos divertido e viciante, mas que definitivamente não o torna para qualquer jogador.

Nota 3.5 (Prata)

O jogo foi lançado hoje, dia 31 de agosto, para as plataformas PC, Nintendo Switch, Xbox One e PS4 (Xbox Series e PS5 através de retrocompatibilidade) e foi nos gentilmente fornecido com antecedência pela Merge Games.

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Entretenimento Games Quadrinhos

Marvel’s Midnight Suns é anunciado durante a Gamescom com previsão de lançamento para 2022

Durante a Gamescom, evento de games de maior escala da Europa, na data de hoje (25) foi anunciado o novo jogo da Marvel produzido pela 2K Games e Firaxis (mais conhecida por Civilization e XCOM).

O game será do gênero tático com elementos de RPG, na mesma linha de conhecidos como Fire Emblem, XCOM e Final Fantasy Tactics.

Em seu elenco se encontram personagens clássicos dos quadrinhos da editora, entre eles Capitão América,  Homem de Ferro, Dr. Estranho, Blade e outros.

O trailer cinematográfico, ainda sem gameplay, já pode ser conferido logo abaixo:

O jogo tem previsão de lançamento para março de 2022 para as plataformas PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X/S e PC.

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Games

Saiba quais são os jogos mais baixados na loja Playstation no mês de Julho

Em um ano ainda relativamente morno em questão de lançamentos, o mês de julho foi consistente com o gênero de esporte, além dos clássicos habituais já conhecidos no pódio pelos jogadores da plataforma da Sony.

O consagrado Grand Theft Auto V permanece sempre no top 3 de downloads na plataforma do PS4, estando, este mês, abaixo apenas do mais recente lançamento da série FIFA.

FIFA 21 é o último título da franquia de sucesso da EA Games, que nem é tão recente assim, considerando que o jogo foi lançado no final do ano passado, e segue firme nos rankings de venda desde então.

O título de esporte da EA Games também permanece no topo do PS5, que em seu pódio vem contando cada vez com jogos com versões exclusivas para o próprio console e dependendo cada vez menos da retrocompatibilidade para firmar a sua biblioteca.

Confira os 10 jogos mais baixados no PS4 e PS5:

PS5:

1 – FIFA 21
2 – F1 2021
3 – Call of Duty: Black Ops Cold War
4 – Marvel’s Spider-Man: Miles Morales
5 – Mortal Kombat 11
6 – Metro Exodus
7 – NBA 2K21 Next Generation
8 – Assassin’s Creed Valhalla
9 – Tribes of Midgard
10 – It Takes Two

PS4:

1 – FIFA 21
2 – Grand Theft Auto V
3 – NBA 2K21
4 – Minecraft
5 – eFootball PES 2021 SEASON UPDATE
6 – Red Dead Redemption 2
7 – The Witcher 3: Wild Hunt – Complete Edition
8 – Need for Speed Rivals
9 – Anthem
10 – Call of Duty: Black Ops Cold War

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Consoles Games PC

Metal Slug Tactics é anunciado para Nintendo Switch com lançamento previsto para 2022

 Nesta quarta-feira (11/08/21) aconteceu o evento Nintendo Indie World, evento periódico da Nintendo para dar destaque aos lançamentos de jogos indies de maior relevância para sua plataforma Nintendo Switch.

Um dos principais destaques é o novo Metal Slug Tactics, uma nova perspectiva sobre a amada franquia de shooter arcade Metal Slug!

O game será um RPG tático, ao estilo dos já conhecidos Final Fantasy Tactics, Advance Wars e Fire Emblem, com combate baseado em turnos e foco na estratégia de movimentação e ações de seu exército que contará contará com personagens clássicos como Marco, Eri, Fio e Tarma.

Em desenvolvimento pelo Leikir Studio com distribuição pela DotEmu (mais conhecida pelo lançamento de Streets of Rafe 4) o jogo ainda não conta com uma data de lançamento específica mas com uma janela de previsão para o ano de 2022.

Prometido como uma sequência direta dos eventos dos últimos games da franquia, Metal Slug Tactics, terá elementos de roguelike como criação de desafios procedurais, ou seja, o algoritmo do jogo criará as fases aleatoriamente (respeitando as regras e condições dos desenvolvedores), de forma a manter os desafios sempre imprevisíveis e requerendo novas estratégias.

Contando com um arsenal já conhecido na série, como metralhadoras pesadas e tanques de guerra, o jogo teve um curto trailer gameplay revelando um estilo pixel-art combinado com artes gráficas conceituais:

 

Importante lembrar que o jogo também está previsto para PC através da plataforma da Valve, a Steam, com a mesma janela de previsão de janela de lançamento para 2022.