Categorias
Cinema Tela Quente

Vidas Passadas | Quando o final feliz é incomodo e prejudicado com a lentidão

Comédias românticas e romances são, sem dúvida, uma ótima escolha para quem busca entretenimento leve e descontraído após um dia cansativo. No entanto, a longo prazo, podem ser perigososs para aqueles que não possuem maturidade emocional. Isso ocorre devido aos gêneros em si, que, em sua maioria, são moldados por Hollywood e tendem a romantizar o amor de forma exagerada, criando expectativas irreais. Essa idealização afeta gerações recentes, alimentando visões ilusórias sobre relacionamentos. Em contraste, Vidas Passadas oferece uma visão mais realista dos altos e baixos do amor, proporcionando ao público uma perspectiva honesta e profunda sobre o que é “verdadeiramente” amar alguém no mundo real.

Vidas Passadas convida o espectador a refletir sobre os desafios e decisões que moldam um relacionamento ao longo do tempo, destacando que o verdadeiro amor está nos detalhes e nas escolhas difíceis, e não em idealizações inatingíveis.

movie gifs — PAST LIVES 2023, dir. Celine Song

Escrito e dirigido por Celine Song, Vidas Passadas é um drama que conta a história de Nora (Greta Lee) e Hae Sung (Teo Yoo), dois amigos de infância com uma conexão profunda, mas que acabam se separando quando a família de Nora decide sair da Coréia do Sul e se mudar para a cidade de Toronto. Vinte anos depois, os dois amigos se reencontram em Nova York e vivenciam uma semana fatídica enquanto confrontam as noções de destino, amor e as escolhas que compõem uma vida.

Com uma narrativa simples, Céline Song utiliza suas habilidades como diretora para abordar a trama com um olhar sensível e realista, evitando cair no exagero dramático que tantas vezes permeia filmes do gênero. Em Vidas Passadas, a Céline equilibra de forma competente as dores e as alegrias que compõem o amor, mostrando que o sentimento é formado por uma complexa mistura de sensações. A trama é trabalhada de forma a capturar a autenticidade das emoções, revelando que o romance não é apenas feito de momentos felizes ou tristes, mas de uma mescla constante entre eles.

A direção também se destaca por fugir de convenções previsíveis, conduzindo a história com sutileza e profundidade. Ela cria personagens que se sentem humanos, imperfeitos, e suas interações refletem isso de forma genuína. Vidas Passadas evita grandes reviravoltas ou gestos românticos exagerados, optando por pequenos momentos que carregam um grande peso emocional. Essa abordagem minimalista não apenas enriquece a trama, mas também traz uma sensação de autenticidade ao relacionamento central, permitindo que o público se conecte verdadeiramente com as experiências e os dilemas vividos pelos personagens.

Prime Video: Past Lives

Entretanto, uma história realista e bem dirigida, mesmo com um roteiro que atende às expectativas, pode ser prejudicada por um ritmo lento e cansativo, o que pode minar o interesse do espectador e desviar sua atenção para outros estímulos. Infelizmente, Vidas Passadas sofre desse mal em alguns momentos, quando seu ritmo se arrasta, prejudicando a imersão na narrativa. Essa lentidão só é parcialmente resgatada com a entrada de Arthur, vivido por John Magaro, o marido de Nora, interpretada por Greta Lee. A presença de Arthur traz uma nova dinâmica à trama e restaura parte do interesse que a premissa inicial prometia.

A chegada de Arthur não apenas reanima a narrativa, mas também adiciona um novo ponto de vista, criando uma tensão emocional que eleva o enredo. Sua interação com Nora adiciona camadas ao conflito central, destacando as complexidades de um relacionamento marcado por diferentes culturas, distâncias e expectativas.

Past Lives Cast: Every Actor and Character in the 2023 Movie

A disparidade de maturidade emocional entre Nora, vivida por Greta Lee, e Hae, interpretado por Teo Yoo, contribui para que a narrativa se torne arrastada em certos momentos, mesmo com os dois atores entregando performances competentes. Enquanto Nora já superou o romance do passado, mantendo uma afeição que se aproxima mais do filia (o amor entre amigos) do que do eros (o amor romântico), Hae ainda está preso a sentimentos mais intensos e não resolvidos. Essa diferença de perspectiva, embora essencial para o enredo, acaba por criar uma dinâmica desequilibrada que, em vez de intensificar o drama, provoca uma sensação de desgaste para o espectador.

O conflito entre os sentimentos de Nora e Hae deveria agregar profundidade à trama, mas a insistência de Hae em manter uma conexão romântica unilateral acaba tornando suas cenas repetitivas e previsíveis. A tensão emocional que poderia ser explorada de forma mais rica e complexa se dilui, à medida que o espectador percebe que Hae está preso a uma idealização que Nora já deixou para trás. Isso acaba esgotando com a história se prolongando sem grandes mudanças de dinâmica, resultando em uma narrativa que, em alguns momentos, parece não avançar, apesar do bom trabalho dos atores.

Past Lives [LAST SCREENINGS] - Cinéma Moderne

Vidas Passadas é uma escolha atraente para aqueles que buscam uma abordagem mais madura e realista do amor, oferecendo ao espectador uma imersão profunda nas emoções e dilemas dos personagens. A trama convida à reflexão sobre as complexidades das relações e os sentimentos não resolvidos que muitas vezes nos acompanham ao longo da vida. No entanto, apesar da direção habilidosa de Celine Song e de um roteiro que explora bem essas nuances, o ritmo lento e a atmosfera de melancolia beirando ao tédio em certas ocasiões podem esgotar a paciência de quem não está familiarizado com esse tipo de narrativa mais contemplativa e sutil.

NOTA: 3,5/5

Categorias
Cinema

Henry Cavill protagonizará o filme live-action de Voltron

Se você estava com saudades de Henry Cavill, tenho boas notícias: o ator estará bem ocupado nos próximos anos! Foi revelado pelo The Hollywood Reporter, que o ex-Superman estrelará o filme em live-action de Voltron, produzido pela Amazon MGM.

Rawson Marshall Thurber, de Alerta Vermelho, será o diretor enquanto o iniciante Daniel Quinn-Toye interpretará o segundo protagonista do longa.

Ellen Shanman, junto de Rawson serão os roteiristas da trama que modernizará Voltron para um olhar hollwyoodiano. Detalhes estão sendo mantidos sob sigilo. 

Voltron aborda a história de um grupo de exploradores do espaço que, quando se unem, pilotam um robô gigante conhecido como Voltron. A série original foi bastante popular na década de 1980 e esta nova versão traz uma abordagem mais moderna da história.

 

Categorias
Cinema Tela Quente

Coringa: Desastre a Dois

Coringa: Delírio a Dois é um desastre, e isso não é engraçado. Com um antecessor que beira o perfeccionismo cinematográfico dentro do universo de filmes baseados em personagens de quadrinhos, o mínimo que se esperava da sequência era que seguisse um caminho semelhante. Ainda que não precisasse alcançar a excelência de Coringa (2019), ao menos deveria entregar algo satisfatório. No entanto, o que recebemos está longe disso.

A expectativa em torno de Coringa: Delírio a Dois era altíssima, alimentada tanto pelo sucesso estrondoso do primeiro filme quanto pela promessa de uma abordagem inovadora ao personagem através de elementos musicais. No entanto, o que se apresenta na tela é uma tentativa fracassada de capturar a essência do original sem a profundidade psicológica que fez do Coringa de Joaquin Phoenix uma obra marcante. Em vez de mergulhar no caos interno do personagem, a sequência se perde em excessos que acabam prejudicando a narrativa.

A mistura de gêneros, incluindo o musical, que poderia ter sido uma aposta ousada, acaba sendo mais um fator que afasta o longa de seu potencial. Ao tentar ser diferente, Coringa: Delírio a Dois parece esquecer o que tornou o primeiro filme tão impactante: a sua crueza e visceralidade. Em vez de elevar o legado de Coringa, a sequência entrega uma experiência que parece superficial e desconectada, frustrando as expectativas dos fãs que aguardavam uma continuação à altura.

FYEAHMOVIES — JOKER: FOLIE À DEUX ...

Em Coringa 2, acompanhamos a sequência do longa sobre Arthur Fleck (Joaquin Phoenix), que trabalhava como palhaço para uma agência de talentos e precisou lidar desde sempre com seus problemas mentais. Vindo de uma origem familiar complicada, sua personalidade nada convencional o fez ser demitido do emprego, e, numa reação a essa e tantas outras infelicidades em sua vida, ele assumiu uma postura violenta – e se tornou o Coringa. A continuação se passa depois dos acontecimentos do filme de 2019, após ser iniciado um movimento popular contra a elite de Gotham City, revolução esta, que teve o Coringa como seu maior representante. Preso no hospital psiquiátrico de Arkham, ele acaba conhecendo Harleen “Lee” Quinzel (Lady Gaga). A curiosidade mútua acaba se transformando em paixão e obsessão e eles desenvolvem um relacionamento romântico e doentio. Lee e Arthur embarcam em uma desventura alucinada, fervorosa e musical pelo submundo de Gotham City, enquanto o julgamento público d’O Coringa se desenrola, impactando toda a cidade e suas próprias mentes conturbadas.

À primeira vista, transformar um longa-metragem do Coringa em um musical pode parecer uma ideia ousada, abrindo espaço para infinitas possibilidades criativas — desde delírios que refletem o caos em sua mente até cenas que personificam a verdadeira loucura do personagem. No entanto, Todd Phillips não soube explorar esse recurso de maneira que se encaixasse organicamente na trajetória de Arthur Fleck e Lee (Lady Gaga). O filme acaba entregando músicas melosas e tediosas, que poderiam facilmente ter sido substituídas por canções que abordassem temas mais ligados com o verdadeiro mau da dupla, como psicopatia e distúrbios mentais, algo que teria acrescentado uma camada de complexidade ao enredo.

A introdução do elemento musical prometia trazer uma nova perspectiva à mente fragmentada de Arthur Fleck, mas o que vemos em Coringa: Delírio a Dois são cenas que falham em transmitir a angústia e a perturbação do protagonista. As músicas escolhidas não refletem a psique distorcida do personagem, mas sim caem em um terreno genérico e pouco inspirado. Essa abordagem descompassada acaba quebrando o ritmo do filme, tornando as sequências musicais mais um obstáculo do que um recurso criativo que pudesse expandir a narrativa.

Além disso, a química entre Arthur e Lee, que poderia ter sido o ponto alto do filme, é prejudicada pela falta de coerência entre suas interações e as escolhas musicais. As letras, em vez de explorar a dualidade entre sanidade e loucura, optam por uma superficialidade que minimiza a profundidade emocional do relacionamento dos dois personagens. O potencial dramático da relação deles, que deveria ter sido explorado com intensidade, se perde em meio a números musicais que pouco acrescentam à trama.

No fim, o uso do musical em Coringa: Delírio a Dois parece mais um artifício que visa a diferenciação do que uma escolha narrativa sólida. Phillips tentou inovar, mas ao fazer isso, esqueceu de manter a essência sombria e introspectiva que fez do primeiro Coringa uma obra de arte psicológica. A sequência falha em capturar a complexidade mental de Arthur, resultando em um filme que, em vez de instigar o público, o afasta com sua execução desconexa e falta de substância.

Joker Sequel 'Folie à Deux': Everything We Know

Lady Gaga, no papel de Lee, é um verdadeiro desperdício de talento, prejudicada por um roteiro covarde que reduz sua personagem a uma simples “doente mental” apaixonada por Arthur. Em vez de explorar uma obsessão visceral pelo Coringa, o filme entrega uma versão superficial e estereotipada da personagem. A profundidade e a complexidade que poderiam ter feito de Lee uma figura fascinante e aterrorizante são deixadas de lado em favor de um romance mal desenvolvido e sem o peso psicológico que a trama exigia.

A personagem Lee, que tinha potencial para ser uma figura impactante e ameaçadora, perde completamente sua força com o desenvolvimento frágil e mal executado no filme. Ao contrário de outras versões de vilãs dos quadrinhos, como a Harley Quinn de Margot Robbie, que traz uma mistura de perigo, carisma e imprevisibilidade, Lee é retratada de maneira rasa e inofensiva. Sua obsessão por Arthur deveria ter sido uma fonte de tensão, mas, em vez disso, ela se transforma em uma personagem passiva, desprovida da energia caótica que poderia ter conectado o público com sua loucura.

Diferente de Harley, que cativa o espectador com sua personalidade excêntrica e imprevisível, Lee não consegue criar uma ameaça tangível que sustente sua presença em tela. Enquanto Harley Quinn é uma força avassaladora, Lee parece existir apenas como um complemento do Coringa, sem uma motivação própria que mova a narrativa. Isso resulta em uma personagem que falha em envolver o público ou gerar qualquer empatia, tornando suas interações previsíveis e pouco impactantes. O filme perde uma grande oportunidade de criar uma vilã memorável e relevante dentro desse universo.

Coringa: Delírio a Dois (2024) | MUBI
ATENÇÃO, OS TRECHOS A SEGUIR CONTÉM SPOILER DE CORINGA: DELÍRIO A DOIS. PULE PARA A FINALIZAÇÃO! 
A revelação de que Arthur Fleck não é o verdadeiro Coringa, mas sim um colega de Arkham que o observava constantemente dentro das paredes da prisão psiquiátrica, é um dos raros acertos de Delírio a Dois. Esse personagem, cujo nome nunca é revelado, mas sua natureza psicopática é evidente, traz ao telespectador uma sensação similar à que se tem ao ler os quadrinhos do Batman, onde o passado do Príncipe do Crime permanece um mistério envolvente. A decisão de manter essa incerteza sobre a verdadeira identidade do Coringa é uma jogada inteligente, pois reforça a aura de caos e imprevisibilidade que o personagem sempre teve.

Essa abordagem de manter o verdadeiro palhaço nas sombras não só cria uma tensão intrigante, como também dialoga com o legado do personagem nos quadrinhos e no cinema. Ao recusar-se a fornecer respostas claras sobre quem realmente é o Coringa, o filme preserva a essência enigmática que o torna tão fascinante. Assim como nos quadrinhos, onde múltiplas origens e histórias competem entre si, Delírio a Dois acerta ao deixar o público sem uma definição concreta, o que apenas reforça a ideia de que o Coringa é mais um conceito de caos do que uma pessoa definida. Esse elemento, sem dúvida, é um dos poucos momentos em que a produção atinge a profundidade que faltou em grande parte da narrativa.

Entre os poucos elogios que Delírio a Dois merece, destaca-se o monólogo de Arthur Fleck com Gary Puddles, um confronto indireto onde os diálogos manipuladores e narcisistas de Fleck demonstram sua verdadeira natureza. A tensão entre os personagens é habilmente construída, revelando as camadas de perversidade de Fleck sem a necessidade de violência explícita. Outro ponto que merece reconhecimento é a direção de arte, que, embora mais tímida em comparação com o filme anterior, consegue manter a fidelidade estética aos musicais de época, criando um ambiente que, mesmo discreto, ainda assim contribui para a ambientação peculiar do longa.

Crítica: 'Coringa - Delírio a Dois' (2024) com Joaquin Phoenix e Lady Gaga  | Mais Goiás

Coringa: Delírio a Dois descarta o que foi magistralmente construído em Coringa (2019), onde o epílogo deixava claro que Arthur Fleck havia finalmente abraçado sua loucura e se transformado em algo mais do que uma vítima. A sequência, no entanto, retrocede essa evolução ao colocá-lo novamente no papel de uma figura trágica, presa às circunstâncias, como se seu destino fosse sempre o de um homem oprimido e não o de um agente do caos. Isso não apenas desconsidera o desenvolvimento do personagem no primeiro filme, como também mina o impacto que aquela transformação final causou no público.

Ao tentar se distanciar da profundidade psicológica e da crueza visceral do original, Delírio a Dois acaba se perdendo em uma tentativa de inovação que falha em todos os aspectos cruciais. Desde a superficialidade do musical até o subdesenvolvimento dos personagens, o filme não consegue replicar a força narrativa que fez do primeiro Coringa uma experiência tão marcante. O que restou foi uma sequência que parece desconectada de sua própria origem, oferecendo mais espetáculo do que substância.

No fim, Coringa: Delírio a Dois demonstra que nem sempre o desejo de inovar é suficiente para sustentar uma continuação. A sequência subverte o que foi estabelecido de forma poderosa no primeiro filme, mas sem oferecer algo igualmente forte em troca. O resultado é uma obra que, apesar de alguns acertos pontuais, falha em honrar o legado de Arthur Fleck, deixando o público com uma sensação de cansaço e de uma oportunidade desperdiçada.

NOTA: 2/5

Categorias
Cinema

Será um quarentão! DC Studios quer um ator de meia idade para interpretar o Batman

Agora, é a vez dos quarentões interpretarem super-heróis! O insider My Time to Shine Hello, revelou que o Batman da DC Studios será vivido por um ator de meia idade. 

O que isso significa? Significa que o Homem-Morcego do DCU terá um astro com mais de 40 anos sendo o seu intérprete, sendo assim, um Batman mais maduro e já estabelecido. 

Ter uma estrela de Hollywood mais experiente como o novo rosto do Morcego de Gotham não é novidade. Ben Affleck, por exemplo, tinha 43 anos quando foi escalado para dar vida ao personagem no DCEU. Além disso, na maioria das interpretações, sejam elas em live-action ou não, o herói é representado como uma contraparte mais velha quando comparada com o Superman.

Brave and the Bold será supostamente a primeira aparição do Batman no DCU. Ainda sem data de lançamento, ator e roteirista, as únicas informações oficiais são que Damian Wayne estará no filme e que Andy Muschietti dirigirá. 

Categorias
Cinema

Próximo filme de Christopher Nolan estreia em 2026 com Matt Damon como protagonista

E o homem já está se preparando para lançar a sua próxima bomba (no bom sentido)! Christopher Nolan, conhecido por Interestellar, trilogia Batman, A Origem e pelo recente Oppeheimer, que lhe rendeu a estatueta do Oscar 2024 como melhor diretor, já está se preparando para gravar o seu próximo longa-metragem. A informação, é do Deadline

Com Matt Damon negociando o papel central, a obra será distribuída pela Universal Pictures, marcando pela segunda vez a parceria entre o estúdio e Nolan, após o mesmo se disvincular da Warner Bros. 

As filmagens serão feitas inteiramente em IMAX com início no primeiro semestre de 2025. Já, o seu lançamento está agendado para Julho de 2026. 

A trama está sendo mantida sob sigilo, dado que não há pistas se será uma ficção-científica ou mais uma história biografica. Mais detalhes, devem ser revelados no início do próximo ano.

Categorias
Cinema

Oi?! Todd Phillips afirma que Arthur Fleck nunca foi de fato, o Coringa

Se você está decepcionado com Coringa: Delírio a Dois, essa notícia talvez não te deixe muito feliz. Todd Phillips, diretor de Delírio a Dois e seu antecessor, revelou que Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) nunca foi de fato, o Coringa

”No primeiro filme, ele percebeu que tudo é tão corrupto, que nunca vai mudar, e a única maneira de consertar isso é queimar tudo. Em seguida, quando ele percebe que os guardas machucam aquele garoto na prisão [por apoiá-lo], ele percebe que se maquiar, se vestir como esse alter ego, não muda nada. De certa forma, ele aceitou o fato de que sempre foi Arthur Fleck; ele nunca foi o Coringa, essa ideia foi o que as pessoas de Gotham atribuíram a ele. Ele é um ícone involuntário. Essa persona foi colocada nele, e ele simplesmente decide que não quer mais viver como uma farsa – ele quer ser quem ele é” disse Phillips à EW

Enquanto o seu antecessor fez inesperados US$ 1 bilhão em bilheteria mundial, Delírio a Dois teve uma abertura nos Estados Unidos abaixo de Morbius e As Marvels, considerados grandes fracassos pela crítica especializada. Projeções do Box Office Mojo indicam que o filme deve encerrar sua trajetória nos cinemas com uma bilheteria abaixo de US$ 170 milhões.

joker 2 on Tumblr

Em Coringa 2, acompanhamos a sequência do longa sobre Arthur Fleck (Joaquin Phoenix), que trabalhava como palhaço para uma agência de talentos e precisou lidar desde sempre com seus problemas mentais. Vindo de uma origem familiar complicada, sua personalidade nada convencional o fez ser demitido do emprego, e, numa reação a essa e tantas outras infelicidades em sua vida, ele assumiu uma postura violenta – e se tornou o Coringa. A continuação se passa depois dos acontecimentos do filme de 2019, após ser iniciado um movimento popular contra a elite de Gotham City, revolução esta, que teve o Coringa como seu maior representante. Preso no hospital psiquiátrico de Arkham, ele acaba conhecendo Harleen “Lee” Quinzel (Lady Gaga). A curiosidade mútua acaba se transformando em paixão e obsessão e eles desenvolvem um relacionamento romântico e doentio. Lee e Arthur embarcam em uma desventura alucinada, fervorosa e musical pelo submundo de Gotham City, enquanto o julgamento público d’O Coringa se desenrola, impactando toda a cidade e suas próprias mentes conturbadas.

Coringa: Delírio a Dois está em cartaz em todos os cinemas brasileiros. 
Categorias
Cinema Tela Quente

Twisters | Entre tornados e CGI: a tentativa de reviver um clássico

”Qual a necessidade de uma continuação de Twister” é o que pensaram os fãs saudosistas do clássico longa-metragem de catástrofe natural. Quase que desnecessário, Twisters é um filme divertido que causa uma sensação de nostalgia ao telespectador

A sequência chega com a difícil missão de capturar o espírito do original, enquanto tenta modernizar a trama para um novo público. Embora traga novos personagens e desafios, a essência permanece a mesma: a luta humana contra a força implacável da natureza. Essa conexão entre o imprevisível e o heroísmo continua sendo o coração da história, e é nisso que Twisters busca se apoiar para conquistar tanto os fãs antigos quanto os novatos.

Ainda assim, Twisters entrega momentos de tensão e adrenalina que remetem ao charme do seu antecessor. A direção mantém o ritmo acelerado, com cenas de perseguições intensas e perigos imprevisíveis que nos prendem à tela. O maior desafio, no entanto, é conquistar tanto os novos espectadores quanto aqueles que guardam com carinho as lembranças do original. Será que a sequência consegue esse feito?

Twister GIFs | Tenor

Twisters é uma continuação do longa homônimo de Jan de Bont, lançado em 1996. Desta vez, sob a direção de Lee Isaac Chung (Minari) o filme foca em uma dupla de caçadores de tempestade. Kate Cooper (Daisy Edgar-Jones) é uma ex-caçadora desses fenômenos, mas que acaba sendo atraída de volta às planícies por seu amigo Javi (Anthony Ramos), para testar um novo sistema experimental de rastreamento meteorológico. Nessa missão, ela cruza seu caminho com Tyler Owens (Glen Powell), um ícone das redes sociais que compartilha suas aventuras de caça à tempestade. Conforme a temporada de tempestades se intensifica, dando início a acontecimentos aterrorizantes, Kate e Tyler, que são concorrentes, se encontram em meio a uma situação nunca antes vista, colocando suas vidas em risco. 

De fato, Twisters não precisava de uma nova produção cinematográfica. Aqui, Twisters é tratado mais como um soft-reboot (termo usado quando uma saga ou franquia é reiniciada do zero, mas situada no universo original, sem desconsiderar o que veio antes). Contudo, devido ao peso do clássico, apostar em um elenco jovem, com Lee Isaac Chung como diretor, que está se experimentando no mundo dos blockbusters, foi uma jogada arriscada da Warner e da Universal. Por sorte, eles acertaram em cheio o alvo que estavam mirando.

Essa decisão ousada reflete a tentativa dos estúdios de equilibrar tradição e inovação. Ao mesmo tempo em que homenageiam o original, buscam cativar uma nova geração de espectadores que talvez nunca tenham assistido ao filme de 1996. O elenco jovem, com rostos promissores de Glen Powell, Daisy Edgar-Jones e Anthony Ramos, traz uma energia fresca à narrativa, e o diretor, em sua primeira grande incursão no mundo dos blockbusters, surpreende ao entregar um filme dinâmico e frenético, distanciando de seus dramas experimentais. 

A escolha de manter conexões sutis com o original, sem depender exclusivamente da nostalgia, foi um ponto forte. Os novos personagens enfrentam desafios próprios, com suas histórias e motivações, o que impede o filme de cair em uma simples repetição. A presença de alguns elementos icônicos do primeiro filme, no entanto, garante que o sentimento de familiaridade seja preservado, criando um vínculo emocional com os fãs de longa data.

Por fim, o equilíbrio entre momentos de tensão e cenas mais introspectivas contribui para o desenvolvimento da trama. O espectador não é apenas levado pelas cenas de ação frenética, mas também convidado a se conectar com os personagens e suas obsessões em caçar tornados. Esse foco no lado humano da história, mesmo que superficialmente, dá ao filme uma camada emocional que o diferencia de outras obras de desastres, tornando Twisters mais do que apenas um espetáculo visual.

Twisters' Is Now Streaming—How To Watch The Blockbuster Thriller At Home

 Mesmo com um CGI de alta qualidade, o uso excessivo dessa tecnologia e o abandono quase completo dos efeitos práticos prejudicam o impacto visual de Twisters. Enquanto o original trazia uma sensação de perigo palpável, aqui o realismo é diluído em meio a tantas cenas geradas por computador, o que diminui o senso de urgência e desespero que o primeiro filme conseguia transmitir com maestria.

O avanço tecnológico permitiu que Twisters criasse cenas grandiosas e visualmente impressionantes, com tornados que parecem ganhar vida na tela. No entanto, essa dependência do CGI muitas vezes rouba a autenticidade que os efeitos práticos do filme original proporcionavam. Em Twister (1996), cada cena de destruição era visceral, com objetos sendo realmente lançados pelo ar, e os atores interagindo com os elementos ao redor. Esse toque realista fazia toda a diferença na construção da tensão, algo que a sequência não consegue replicar com o mesmo impacto.

A ausência de efeitos práticos não é apenas uma questão de nostalgia, mas sim de imersão. Quando vemos atores interagindo com cenários reais e elementos físicos, o perigo parece mais tangível, e o espectador é arrastado para dentro do caos. No caso de Twisters, embora o CGI seja tecnicamente impressionante, ele muitas vezes cria uma barreira entre o público e o desastre na tela. O perigo parece distante, calculado demais, o que acaba tornando a experiência menos visceral e emocionalmente intensa.

Esse contraste entre os dois filmes evidencia uma mudança na forma como os desastres naturais são representados no cinema moderno. Enquanto o primeiro Twister usava efeitos práticos para criar um senso de urgência e medo genuínos, Twisters aposta no espetáculo visual. Isso gera uma dualidade: por um lado, temos cenas de tirar o fôlego; por outro, falta o toque de realismo que fazia o espectador sentir que estava vivendo aquele momento. A tecnologia pode ter avançado, mas o impacto emocional parece ter ficado para trás.

Twisters' se apoia em elenco carismático para quase compensar falta trágica  de ambição; g1 já viu | g1 já viu | G1

Em resumo, Twisters se apresenta como uma sequência que tenta capturar o espírito do clássico original, mas que enfrenta o desafio de equilibrar tradição e inovação. Embora traga um elenco jovem e use da nostalgia para cativar antigos fãs, a falta de efeitos práticos e a forte dependência do CGI acabam diminuindo o impacto emocional que fez de Twister um marco no gênero de desastres. O filme entrega cenas de ação visualmente impressionantes, mas não consegue atingir o mesmo nível de urgência e autenticidade que seu predecessor alcançou com recursos mais limitados.

Ainda assim, Twisters consegue proporcionar entretenimento, principalmente para aqueles que buscam um espetáculo de efeitos especiais e momentos de tensão. É uma produção que reflete as mudanças da indústria cinematográfica, onde a tecnologia avança, mas a conexão humana com a história pode se perder. No fim, Twisters pode não causar o mesmo impacto que o original, mas ainda assim, merece ser reconhecido pelo esforço de manter viva uma franquia que marcou uma geração.

Nota: 3/5

Categorias
Cinema

Ser quadrado nunca foi tão legal! Assista ao trailer de Um Filme Minecraft

Com Jack Black e Jason Momoa no elenco, a Warner Bros. Pictures divulgou o primeiro trailer oficial de Um Filme Minecraft, longa que estreia no primeiro semestre de 2025 nos cinemas. 

Bem-vindo ao mundo do Minecraft, onde a criatividade não apenas ajuda você a se divertir como construtor, mas também é essencial para a sua sobrevivência! Quatro desajustados – Garrett “The Garbage Man” Garrison (Momoa), Henry (Hansen), Natalie (Emma Myers) e Dawn (Danielle Brooks) – envolvidos com seus problemas do dia a dia, de repente são transportados, por um misterioso portal, para Overworld: um bizarro país das maravilhas cúbico onde impera a imaginação. Para voltar para casa, eles vão ter que dominar este mundo (e protegê-lo de criaturas malignas como Piglins e Zumbis) enquanto embarcam em uma missão mágica com um experiente construtor imprevisível, Steve (Black). Juntos nessa aventura, os cinco serão desafiados a ousar e se reconectar com suas qualidades únicas que tornam cada um deles extraordinariamente criativos… as mesmas habilidades das quais eles precisam para prosperar no mundo real.

Categorias
Cinema Tela Quente

O Dublê é um filme que não se leva a sério, e isso é ótimo!

Filmes que não se levam a sério costumam ser honestos com o telespectador: não prometem muito e deixam claro que não são obras de grande profundidade. Isso é excelente, especialmente quando um longa-metragem abraça essa honestidade, em vez de tentar transmitir uma seriedade ou grandiosidade que não consegue sustentar.

O Dublê, protagonizado por Ryan Gosling e Emily Blunt, é um exemplo claro dessa despretensiosidade. O filme não tenta ser mais do que realmente é e funciona como um excelente passatempo para quem busca um entretenimento leve. No fim, ele cumpre seu papel, deixando um gosto satisfatório após sua conclusão.

Happy Ryan Gosling GIF by The Fall Guy

O Dublê é um filme de ação e comédia dirigido por David Leitch (Trem-Bala, Deadpool 2) e baseado na série Duro na Queda, sucesso dos anos 80. A história acompanha Colt Seavers (Ryan Gosling), um dublê de Hollywood que precisou abandonar a vida de acrobacias perigosas após sofrer um acidente que quase acabou com a vida e a carreira dele. Porém, um tempo depois, ele é chamado de volta para trabalhar em um filme dirigido por sua ex-namorada, Jody Moreno (Emily Blunt), realizando as cenas mais intensas de ação de Tom Ryder (Aaron Taylor-Johnson), protagonista do longa. Durante as filmagens, este herói da classe trabalhadora abraçou a missão e a responsabilidade de desvendar um grande mistério: o desaparecimento misterioso de Tom. E, enquanto grava suas sequências e tenta entender o sumiço do astro de Hollywood, Colt descobre que pode ter se envolvido em algo muito maior do que um simples trabalho como dublê, tudo isso enquanto tenta reconquistar o amor da sua vida.

O longa equilibra essa falta de pretensão com momentos de humor e ação. A química entre Gosling e Blunt é evidente, o que torna a experiência ainda mais divertida, transformando cenas do cotidiano em algo quase carnavalesco. A direção de David Leitch, embora sem grandes inovações, cumpre bem sua função, mantendo o ritmo e garantindo que o filme nunca se leve a sério demais.

Pode-se dizer que O Dublê se assemelha a um longa de ação dos anos 80/90, onde tudo era exagerado e despreocupado, focado em entregar sequências de ação intensas, mas sem muita profundidade, visando entreter a grande massa.

O Dublê': 5 motivos para assistir ao novo filme de Ryan Gosling

Mesmo sem se destacar grandiosamente no gênero de ação ou comédia, O Dublê entrega exatamente o que promete: um entretenimento descompromissado, que diverte o suficiente para valer a pena, mesmo que de forma momentânea. É o tipo de filme que você assiste sem grandes expectativas, mas que, ao final, deixa uma sensação de satisfação.

Pela honestidade desde os materiais promocionais e com a comédia “pastelona” sendo um de seus principais elementos, O Dublê se torna uma opção relevante para uma noite em família ou com amigos, perfeito para um momento de descontração coletiva.

Nota: 4/5 

 

Categorias
Cinema Tela Quente

Fúria Primitiva: A Violência Visual que Deslumbra em Meio ao Comum

Filmes de ação com violência excessiva e coreografias cativantes ganharam popularidade desde o lançamento de John Wick: De Volta ao Jogo, criando uma onda de produções focadas em vingança desenfreada e com pouca inovação. Fúria Primitiva surge nesse cenário, marcando a estreia de Dev Patel como diretor, além de atuar e assinar como produtor.

A proposta de Fúria Primitiva não se afasta muito da fórmula consagrada, mas a ambientação na Índia e a influência cultural trazem uma leve diferenciada. O filme se posiciona entre os tradicionais longas de ação, mas com uma camada de profundidade que poderia ter sido mais explorada.

Monkey Man GIFs - Find & Share on GIPHY

Após anos de raiva reprimida, um lutador descobre uma maneira de se infiltrar no enclave da elite. Ele logo embarca em uma campanha explosiva de vingança para acertar as contas com os homens que tiraram tudo dele.

Fúria Primitiva é uma obra comum e formulaica, que não traz inovações e parece tímida ao abordar temas mais sérios que poderiam ser seu diferencial, como uma exploração mais profunda da religião hinduísta. Apesar de se alinhar a dezenas de filmes que contam histórias semelhantes, ele cumpre seu papel de entreter, sem se esforçar para ir além do que foi proposto.

Em sua estreia como diretor, Patel faz um bom trabalho, mas que permanece no básico. Ele não imprime uma assinatura própria que poderia diferenciá-lo de outros cineastas especialistas em ação, podendo ser facilmente substituído por diretores como David Leitch ou Chad Stahelski, sem grande impacto na qualidade final.

Por outro lado, a atuação de Patel é brilhante, como de costume. O ator, mais uma vez, prova ser um dos melhores de sua geração em Hollywood. Ele encarna perfeitamente um personagem furioso em busca de justiça, com olhares e gestos arrepiantes que convencem o espectador de que sua sede por vingança é genuína.

Monkey Man chega com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes

Apesar de um começo arrastado e tedioso, Fúria Primitiva revela seu verdadeiro potencial à medida que a tensão aumenta e a ação se intensifica. Os últimos 50 minutos não apenas elevam o ritmo, mas também trazem uma mudança significativa na qualidade da narrativa, mantendo o espectador à beira do assento. É como se ele finalmente encontrasse sua identidade, revelando uma intensidade e urgência que estavam ausentes na primeira metade.

A violência apresentada não é gratuita; ela é uma extensão do personagem central, refletindo a brutalidade do mundo em que está inserido. Patel utiliza cenas de ação coreografadas com maestria, criando uma dança de caos e controle que é visualmente impressionante. Esses momentos são a alma do filme, oferecendo um espetáculo visual que contrasta com a história monótona.

Se a narrativa tivesse ousado mais, poderia ter elevado o filme a um patamar superior, mas, mesmo dentro de seus limites, Fúria Primitiva consegue se destacar, ainda que de forma modesta.

Monkey Man: Filme de ação de Dev Patel ganha data de estreia no Brasil | Chippu

Fúria Primitiva é um longa que se leva um pouco mais a sério do que as tradicionais obras de Sessão da Tarde, mas que poderia facilmente ser encaixado nesse mesmo contexto. Com cenas de ação de alta qualidade, que acabam sendo seu ponto forte, o filme não se destaca pela inovação, mesmo com um potencial latente para explorar algo diferente, com raízes indianas mais presentes. É uma escolha certeira para quem busca uma pausa em um dia monótono, oferecendo um entretenimento mediano sem exigir reflexões complexas.

NOTA: 3/5