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Análise | Just Cause 3 – Frenesi e anarquia

Produzido pela Avalanche Studios e publicado pela Square Enix. Revelado em Novembro de 2014 pela revista Game Informer, este é o terceiro jogo da série Just Cause.


Com produção iniciada em 2012. A equipe responsável da Avalanche Studios teve que se dividir para a produzir em conjunto, o jogo Mad Max, que teve data de lançamento anterior ao Just Cause 3. Mas isso não impediu os produtores de entregarem um game finalizado de forma excelente, e bem elaborado, com frenéticas sequências de ação, e uma pitada de sociopatia.

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Mais uma vez você é Rico Rodriguez, ex-agente da CIA, e um especialista em armamentos pesados. Rico volta à sua terra natal, o arquipélago de Medici no Mar Mediterrâneo, onde ele pretende derrubar o ditador Di Ravello e suas forças armadas, a DRM. Se você já jogou Just Cause 2, você estará familiarizado com o modus operandi de Rico. Mas caso você ainda não tenha tido contado com ele, não se preocupe, os controles são facilmente memorizados, e a jogabilidade é bem simples.

O tamanho do mapa do jogo é relativamente igual ao de Just Cause 2, a maior diferença ocorre na verticalidade do mapa, ou seja, terrenos elevados e declives, e é essa mudança que agora nos permite explorar cavernas subterrâneas e escalar edifícios de forma mais efetiva, e mais realista. Com cerca de 650 quilômetros quadrados, a ilha divide-se em três regiões, em uma encontramos cidades, ricas ou pobres, enquanto a segunda região é a locação de bases militares, cercada de algumas vilas de pescadores, e por fim a terceira, que nada mais é do que uma região de florestas, e tudo isso disponível logo desde o início do game. Além de contar com cinco biomas diferentes, o que dá uma atmosfera própria para cada região, cada qual com as suas paisagens e pontos de referência.

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É dado ao jogador uma enorme variedade de ferramentas. As características icônicas de Just Cause 2, como o gancho e o para-quedas, regressam para este jogo, mas com melhorias nas mecânicas. O foco no caos e nas físicas exageradas também estão presentes neste jogo.

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A novidade é o wingsuit, sempre equipado, permite aos jogadores planar por todo o mundo de uma maneira mais rápida. Os jogadores podem trocar livremente entre o wingsuit e o para-quedas, durante todo o gameplay. Em adição, o jogo inclui ainda uma grande quantidade de armas, como C-4 infinita, lança-mísseis ou RPGs, e veículos, como helicópteros, aviões, navios, e carros exóticos. Que podem ser personalizados além de serem usados como armas. Outras mecânicas foram igualmente melhoradas e atualizadas, como por exemplo, o gancho, que agora tem como função unir dois objetos, você pode prender um objeto a um carro em movimento, ou prender uma vaca a um helicóptero, por exemplo. Enquanto que o para-quedas é agora mais estável dando a possibilidade do gancho ser disparado enquanto Rico estiver no ar.

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O objetivo do jogo é bem simples, você controlando Rico, deve destruir toda a infraestrutura imposta por Di Ravello, impedindo assim que ele possa se comunicar com suas centrais de monitoramento, e/ou mandar na ilha, como um verdadeiro ditador, os objetivos principais ficam marcados de vermelho e branco. As bases militares são preenchidas com os satélites de comunicação, subestações elétricas, tanques de combustível, e assim por diante. Algumas cidades e aldeias contêm alto-falantes, onde são transmitidos anúncios, avisos, e propagandas, cartazes e estátuas, de Di Ravello, tudo para alienar os moradores locais de Medici.

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Mesmo possuindo uma história central e objetivos principais, a maneira que você vai se envolver com Just Cause 3, vai ser por conta do tom de anarquia e de toda a liberdade que o jogo lhe entrega. O game ganha vida nesses momentos, quando você está voando entre violentas sequências de ações violentas, e atos explosivos. Há diversão está escrita aqui, uma vez que você deixa de lado a necessidade de libertar províncias intermináveis, e se concentra em apenas espalhar o caos e destruir a milícia implacável de Di Ravello.

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Mas nem tudo são flores em Just Cause 3, o game se contradiz a todo momento, com a tentativa de criar um mundo completamente aberto, mas deixa os objetivos principais, quase que obrigatórios, com muitos momentos de repetição. A inteligência artificial aqui não funciona bem, a milícia comandada por Di Ravello, não mete medo, é pouco eficaz, e nem chega perto de ser uma pedra no caminho de Rico, enfrenta-los torna-se uma luta desgastante, especialmente no final do jogo, quando soldados mais fortemente armados são introduzidos.

VEREDITO:

Um game de ação caótica, que tragicamente se perde em repetição e monotonia. Há diversão, mas tudo pouco variado, e mau aproveitado, no seu imenso mundo aberto. Just Cause 3 dispõe de cerca de 650 quilômetros quadrados de mundo, mas não consegue fornecer a variedade de ações e de diversão constante, suficiente para manter as coisas interessantes (nem chega perto de um Far Cray). O que resta é um muito estilo, mas muito pouco conteúdo.

PONTOS POSITIVOS:

  • Ambientação
  • Variedades de armamento
  • Física insana
  • Jogabilidade de fácil compreensão

PONTOS NEGATIVOS:

  • Mundo aberto mau aproveitado
  • Repetição nas missões
  • Dependência no tiroteio
  • Inteligência Artificial

NOTA FINAL: 7

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Just Cause 3 está disponível nas versões para para Microsoft Windows, PlayStation 4 e Xbox One.

 

 

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Análise | Star Wars Battlefront – In a galaxy far, far away…

Star Wars Battlefront é a nova versão da franquia de tiro inspirada na obra cinematográfica de George Lucas. Produzido pela DICE e distribuído pela Eletronic Arts, o game aposta em empolgantes batalhas multiplayer entre a Aliança Rebelde e o Império. Com altíssimas expectativas, o game chega para tentar acompanhar a crescente onda de fãs, e aproveitar ao máximo o marketing vindouro do mais novo filme, Star Wars: O Despertar da Força, que tem lançamento marcado para o dia 17 de Dezembro de 2015.

Iniciada com Battlefront (2004) e Battlefront II (2005), anteriormente produzidos pela Pandemic Studios juntamente com a Savage Entertainmente e distribuídos pela Lucas Arts. Assim, Star Wars Battlefront chega como primeiro jogo produzido fora da esfera “Lucas”, o título não é considerado uma continuação, mas uma nova visão dos games anteriores, porém, possui a difícil missão de manter a boa qualidade técnica de seus antecessores.

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Multiplayer é foco aqui, com nove modos dedicados a esse tipo de jogabilidade, entre eles estão, o modo Supremacia (similar a Conquest, de Battlefield), Batalha (espécie de mata-mata em equipes), Esquadrão de Combate (batalhas usando exclusivamente naves) e outras variações de modos de jogo tradicionais.

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O modo sobrevivência vem como ponto alto no jogo, durante o gameplay você pode jogar sozinho ou com algum companheiro, e a sua missão é sobreviver ao máximo de ondas de inimigos possíveis, no total de 15, e defender cápsulas, que oferecem habilidades especiais de tempos em tempos. Há 13 mapas disponíveis, dispostos em quatro planetas, Hoth, Tatooine, Endor e Sullust, cada qual com suas peculiaridades, recursos e contexto.

Em contrapartida temos o modo Batalha, é o que menos agrada. Nele, você joga no controle da infantaria, ou no papel de um herói ou vilão. Duas equipes são formadas, e o objetivo principal é simples, o primeiro time que completar 100 pontos vence a partida, esses pontos são conquistados a partir da coleta de fichas proporcionadas pela morte de um jogador. O problema é que logo o modo Batalha se torna entediante. A falta de dinâmica do multiplayer com mais pessoas ao modo, é o que mais incomoda. Assim como a falta de profundidade nas batalhas, e as grandes extensões de terra que você deve percorrer durante o gameplay.

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Os gráficos impressionam, ponto muito importante, com ele você se sente realmente diante do fogo cruzado das batalhas, uma imersão completa, diante da nostalgia e de paisagens impressionantes. Logicamente os cenários exóticos presentes das duas trilogias cinematográficas ajudaram em muito por já possuírem suas características próprias, mas nada que diminua o excelente trabalho realizado pela DICE, que reproduziu com perfeição todos os planetas no game. Mas alguns probleminhas podem ser encontrados, como a renderização em algumas cenas, e em alguns momentos durante a batalha, onde objetos desfocados simplesmente são cortados de vista, enquanto é ajustado de forma monótona, dependendo da proximidade.

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A jogabilidade em Battlefront foi um problema durante a versão Beta, e infelizmente permaneceu na versão final do game. Durante todo o gameplay, você sente que em alguns mapas, um time está sendo favorecido, seja pela mimetização com o ambiente, ou com os próprios power-ups que são mais eficazes em determinadas situações próprias de cada mapa.

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Rapidamente descobrimos outros problemas, como o sistema de disparo, não temos nenhuma diferença real, entre os disparos em perspectiva normal ou pelo cano da arma, apenas trocamos tempo de reação por uma perspectiva aproximada do alvo. Outro ponto é o fato das armas não possuírem nenhuma força de reação, não há recoil em Battlefront, que em tese seria uma determinante na jogabilidade individual, tirando a necessidade de adaptação para cada arma. Além do único elemento que influência de verdade nas gestões, que é o sistema de aquecimento, variável de arma para arma, e que extingue a necessidade de recarrega-las. Elementos que são importantes para qualquer jogo de shooter, mas que são deixados de lado em Star Wars Battlefront.

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Isso porque este é mais um simulador de Star Wars do que um tradicional jogo de tiro em primeira pessoa. Você está aqui para mergulhar no universo que você ama, para fazer parte dele, para experimentá-lo com os seus amigos, para não ser bucha de canhão que leva headshot de um camper do outro lado do mapa. Battlefront é uma engenharia simples de diversão. O que infelizmente pode ser levado como ponto negativo para o game.

O que temos em mão é um enorme fan-service da história. E isso é a melhor característica de Battlefront. Como um jogo de Star Wars este é incomparável, as referências da trilogia original, sem nenhum sinal de qualquer material prequel. Todos os veículos, personagens, armas, e planetas, inteligentemente criados não só para resistir a uma análise minuciosa de qualquer entusiasta de Star Wars dedicado, mas também para trabalhar de forma coerente dentro do game. E este é um FPS divertido, embora não seja aquele que vai satisfazer as exigências dos jogadores mais hardcores. A recriação da grande ópera sci-fi de George Lucas é milimétrica e é o mais acessível possível, um jogo para que todos possam desfrutar. Entretanto, alguns vão achar a experiência de Battlefront um pouco limitada.

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VEREDITO

Star Wars Battlefront pode não ser é o melhor jogo do universo Star Wars, mas como uma recriação maravilhosa de algumas das minhas fantasias sci-fi preferidas, e caso você também goste vai sentir a mesma emoção ao jogar. Battlefront é um triunfo absoluto. O visual deslumbrante dos mapas faz com que qualquer um se sinta em um dos filmes da série, além da trilha sonora que é maravilhosamente nostálgica.

À grosso modo a jogabilidade fica por conta do multiplayer, assim como os melhores momentos da jogatina. Infelizmente o jogo está cheio de modalidades com mecânicas repetitivas e pouco inovadoras. Com exceção do modo Sobrevivência, os modos single-player e cooperativo são facilmente esquecíveis.

Uma bela recriação de Star Wars, e um sólido e simples FPS. Este é um jogo que você vai amar intensamente ainda que por um curto espaço de tempo.

PONTOS POSITIVOS:

  • Fidelidade ao universo
  • Imersivo

  • Visual gráfico
  • Alguns modos de jogo excelente

  • Multiplayer

  • Batalhas épicas

PONTOS NEGATIVOS:

  • Jogabilidade individual

  • Falta de profundidade técnica

  • Distribuição de personagens no mapa

  • Modos de jogo enjoativos

NOTA FINAL: 9

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Star Wars Battlefront está disponível para, PlayStation 4, Xbox One, e PC.

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Análise | Fallout 4 – À comunidade com orgulho!

A Bethesda regressa à série, cerca de cinco anos depois do lançamento de Fallout New Vegas, com a adição de novas tecnologias a sua Engine na PlayStation 4, Xbox One e PC, e equipado com um modelo de iluminação melhorada, chega aos mercados Fallout 4.

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O jogo se passa no ano de 2287, anos após o fatídico dia em que Estados Unidos e China devastaram boa parte da humanidade com sua guerra nuclear. Descobrimos que Boston agora é conhecida como Commonwealth, passamos também a conhecer o único sobrevivente da Vault 111, acompanhado da versão mais atualizada e melhorada do Pip-Boy, aparelho que permite a verificação de condições vitais para o personagem, e de seu companheiro, um cão da raça pastor-alemão.

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Há uma enorme densidade de coisas aqui, e isso significa que você tem um longo caminho pela frente. Nada é muito complicado de entender em Fallout 4, há apenas uma imensidão de coisas para processar e compreender sua necessidade no game, mas rapidamente você está fora do “cofre”, livre para ir a qualquer lugar e fazer o que bem entender.

A cidade de Boston está impecável. E junto a ela chega um enorme mapa, cheio de variáveis, podendo competir, pelo menos em tamanho, com produções como The Witcher 3 ou Skyrim. E não é a toa, a Bethesda utilizou a mesma Engine distribuída em Skyrim para Fallout 4, a chamada “Creation Engine”, porém com uma boa quantidade de melhorias.

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Quer se trate de uma missão, um confronto com a facção aleatória, ou descobrir um novo assentamento, o mundo inteiro é uma história à espera para ser contada pela direção que você resolver seguir. Há sinais de rádio, conversas para ouvir, edifícios abandonados cheios de utensílios em potencial, como cartas, livros, instrumentos musicais, e assim por diante.

É o tipo de jogo onde você define uma missão, e sem querer, quatro horas e múltiplas missões secundárias depois, você acidental se lembra da real razão de ter saído para explorar. Esta enorme nível de distração vem em parte do fato de que Fallout 4, como todos os jogos da Bethesda, não faz qualquer distinção real entre uma missão principal ou uma side-quest. O mundo é um lugar muito mais interessante por causa disso e você nunca sabe o que esperar. Alguns objetivos sem nomes, escondidos, podem chegar a durar três horas. Entre resolver assassinatos, bancos roubados, cair de um arranha-céu, e seguir o caminho principal, nem chega perto da total diversão proposta no game.

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A reforma não foi apenas nas missões ou nos mapas, o combate é muito mais gratificante aqui. Não chega a ser um Call Of Duty, ou um Battlefield mas o tiroteio proposto, já não se encontra como um evento desconectado do jogo, conseguindo se integrar de forma coesa, funcionando muito bem durante todo o gameplay.

Trabalhando para o Minuteman, uma espécie de milícia local, você visita locais diferentes, apaga os inimigos próximos e, em seguida, ajuda a comunidade a se reconstruir. Recursos como alimentos e água são muito importantes para o bom desenvolvimento da Comunidade, a energia e defesa devem ser aprimoradas através do recolhimento de sucata da região, além de ser úteis para construir bombas, geradores e torres.

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Outra distração que serve para um propósito muito maior é o armor crafting. Embora este seja um pouco menos relaxante. Cada pedaço de lixo que você pode encontrar em terrenos baldios agora tem um uso, possibilitando a personalização tanto dos equipamentos como sua Power Armor. Tudo isso visando mais o futuro do que resultados imediatos, o que muitas vezes, deixa mais claro que é bem melhor, você comprar ou encontrar melhores armas, do que perder tempo procurando e enchendo seu personagem de peças de sucata.

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Mas isso é uma questão de opção, o jogo te deixa livre para escolher, você pode muito bem se preocupar nos recursos para a sua Comunidade, assim como suas defesas, e sua armor crafting ou simplesmente correr com uma espingarda a laser procurando rastros de super-mutantes.

Um pouco mais fácil, mas ainda sim rendendo uma bela dor nas costas a armadura de energia aparece. Você tem contato com essa novidade logo no início do jogo. Ao contrário de armas ela não necessita de reparos constantes após cada missão mas, como as armas, precisa de upgrades e mods, que exigem uma quantidade absurda de materiais, mas é tão satisfatório que todos os esforços valem a pena quando você o utiliza e sai por cima da missão. Pense nisso como um carro com as pernas. Você vai crescer ligado a ele, ficar irritado por arranhões, e mexer por horas sob o capô.

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VEREDITO:

Há um mundo inteiro aqui para descobrir e mesmo depois de muitas horas, parece que apenas arranhamos o jogo superficialmente. De longe a coisa mais importante a se fazer é finalizar todas as missões, poucos jogos pregam uma sensação de liberdade total como Fallout 4. Além de suas ações terem consequências reais no game, se você jogou New Vegas, Skyrim, Oblivion ou qualquer outro da Bethesda, certamente encontrará várias familiaridades.

Fallout 4, não é nada mais que um enorme jogo, que pode ser qualquer coisa que você quiser que ele seja. Um imenso RPG, com um enorme mundo para explorar que só é limitado pela sua imaginação e desejo de explorar.

PONTOS POSITIVOS

  • Enorme mundo totalmente aberto

  • Jogabilidade

  • Design

  • Efeitos visuais

PONTOS NEGATIVOS:

  • Complexidade

  • Taxas de frame rate irregulares

NOTA FINAL: 9

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Fallout 4 está disponível para Microsoft Windows, PlayStation 4 e Xbox One

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Final Fantasy VII | Remake é mostrado

A Square Enix, logo no início de sua apresentação, durante a PlayStation Experience, revelou o primeiro gameplay de Final Fantasy VII Remake.

A notalgia tomou conta do público, que se arrepiou e chorou durante toda a apresentação.

Confira o trailer de Final Fantasy VII Remake:

https://www.youtube.com/watch?v=oMWEjWCwjzM

 

Final Fantasy VII Remake  foi anunciado oficialmente pela Square Enix na E3 2015 em 15 de junho de 2015, estará disponível para PlayStation 4.

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Análise | Call Of Duty: Black Ops III – O inimigo agora é outro!

A mudança de paradigmas transformou muito a estrutura do décimo segundo título da franquia Call Of Duty, o que antes apenas favorecia a guerra, agora favorece você! A tecnologia é sua aliada nesse mais novo lançamento da Activision, desenvolvido pela Treyarch.

Black Ops III chegou para levar a franquia a um futuro nunca antes alcançado, em um título que foi fortemente inspirado nos novos moldes dos FPS.

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O jogo segue os acontecimentos de Black Ops II, porém com um salto temporal de 40 anos, estamos em 2065, o governo deixou de confiar em tecnologias autônomas após Raul Menendez conseguir assumir o controle de drones das Forças Especiais Americanas e os fez se voltar contra toda a nação. Assim em vez de focar todos só seus esforços em estudos para novos sistemas autônomos o governo agora investe pesado em melhorias de habilidades para os seus soldados, passando a usar implantes mecânicos acompanhados do novo DNI (Direct Neural Interface), que além de permitir avanços satisfatórios em seus níveis físicos, possibilita que seus portadores interajam com máquinas remotamente. Tudo caminhava para a perfeição até que um grupo de soldados modificados, são enviados a uma missão secreta, onde descobrem um grande esquema de escala global.

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Em Black Ops III não há um protagonista, o jogador deve portanto escolher um Especialista, cada um possui sua característica própria, assim como, sua gama de habilidades. Isso permite que cada jogador tenha uma experiência diferente de gameplay.

As novas habilidades especializadas são as mais valorosas novidades, power-ups temporários, teleporte de curto alcance e lança-granadas, que fornecem amplas oportunidades para que você possa definir um estilo de jogo próprio. Essas perícias são desbloqueadas em uma espécie de árvore de habilidades, facilitando o combate. Isso também gera uma variedade enorme de combinações, criando momentos alegres de vantagens injustas, que oferecem uma breve corrida pelo poder, sem interromper o fluxo do jogo.

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Naturalmente, o multiplayer competitivo é onde Call Of Duty Black Ops III tem a sua mais agradável e expressiva jogabilidade. A maioria dos mapas online captam a liberdade de circulação, incluindo elementos verticais, como outdoors, aberturas estreitas entre edifícios altos, varandas, tudo isso livre para a exploração do jogador durante a partida. A descoberta de locais para o ataque é a melhor parte da diversão, com novas arenas o jogador sente a necessidade de compreender tudo ao seu redor, durante todo o gameplay, esses campos de batalha parecem ser muito maiores do que realmente são, pelo fato da constante mudança de posicionamento e de estratégia.

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A presença de uma história interessante sempre foi um diferencial da franquia Call Of Duty. Tramas sombrias, surpreendentes, que nos faz lembrar de alguns momentos importantes para essa afirmação, como o interrogatório de Maison no primeiro game e de Menendez no segundo. Infelizmente Black Ops III está muito atrás de todos os seus antecessores, em termo de Campanha, mesmo sendo uma continuação de Black Ops II, algumas menções ao passado, apenas para confirmar que se trata de uma sequência não agrada, o conto tem sua trama autônoma que não se liga ao passado remoto onde Raul Menendez brincou e bordou. Este é um conto simples para uma campanha mais simples.

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A maioria das missões são extensas horas de tiro contra ondas de grunhidos, quebradas por viagens para o esconderijo para personalizar a sua “save area”. Onde você pode disponibilizar algumas horinhas de seu gameplay para, personalizar seus equipamentos, criar novas armas, escolher acessórios para a próxima missão, e se isso não bastar, você ainda pode evoluir suas habilidades, além de visitar a área de seu amigo, e ver como ele personalizou seu Especialista, podendo encontrar novas ideias e entendendo como ele procede nas missões, tudo para trazer mais “diversão” na atuação da sua unidade.

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Jogar a campanha sozinho é uma tarefa maçante. Você não sente isso ao jogar com seus amigos, transformar robôs em bolas de fogo e ao fazer combatentes humanos vomitarem seus cafés da manhã com suas habilidades tecno-mágicas. Mas quando você está jogando solo, é uma tarefa árdua. Um sentimento de vazio constante te preenche, com fluxos constantes de jargões militares e grandes explosões. Você sente a repetição definida em como você acerta headshots em um robô após o outro.

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Após uma campanha solo, não muito agradável, o modo Zombies é muito bem-vindo. Diferentemente de sua campanha solo, o Zombies realmente entrou em seu próprio firmamento desta vez. A sua forte ênfase em táticas de sobrevivência de cooperação é uma recordação de Left 4 Dead, com uma pequena diferença, os zumbis vão cortar você muito mais rápido desta vez. Sobreviver a qualquer onda de inimigos exige comunicação entre a equipe, o que torna ainda mais gratificante quando você sai ileso de uma missão com seus amigos. E se você está pensando em jogar este modo de maneira solo, apenas desista. É equivalente ao suicídio.

VEREDITO:

Call Of Duty: Black Ops III é um jogo variado, mas a sua satisfação vai depender muito se você tem amigos para te acompanhar em missões onlines ou offlines. Zombies finalmente entrar em seu próprio caminho, sem se esgueirar nos outros modos de jogo, aqui com um estilo de jogo e design próprio. O multiplayer é a principal atração aqui, e os loadouts altamente personalizáveis e habilidades especializadas se combinam para torná-lo um dos mais variados e agradáveis jogos da série. PONTOS POSITIVOS:

  • Variedade de modos de jogo
  • Multiplayer
  • Novo Sistema de Habilidades
  • Novos Especialistas
  • Gráficos

PONTOS NEGATIVOS:

  • Campanha Solo chata e repetitiva
  • Falta de Protagonista

NOTA FINAL: 8,5

Totalmente em português, Call Of Duty: Black Ops III está disponível para PlayStation 4, Xbox One, PC, PlayStation 3 e Xbox 360.

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Xenoblade Chronicles X | Mapa do jogo é um dos maiores da história

O jogo exclusivo do console Nintendo Wii U ainda não foi lançado no ocidente, mas já está dando o que falar. Segundo o site Nintendo World Report, o mapa de Xenoblade Chronicles X é maior do que o dos jogos: The Elder Scrolls V: Skyrim, Fallout 4 e até mesmo do que o mapa de The Witcher 3: Wild Hunt. Confira o trailer:

Em algumas comparações, o RPG de mundo aberto, que contém 400 km², seria 5 vezes maior do que o atual Fallout 4, e 3 vezes maior que o gigante The Witcher 3. Comparando também dessa vez no “mundo real”, para se ter uma noção melhor, no game caberia 4 vezes a cidade de São Francisco, localizada na Califórnia. Confira o vídeo de comparação feito pela Nintendo World Report TV:

Xenoblade Chronicles X tem sua estreia nos EUA em 4 de Dezembro desse ano.

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Duelo | FIFA 16 vs PES 16 – Façam suas apostas!

Se você é um apaixonado por jogos de esporte, já deve estar cansado de ouvir a célebre frase “FIFA ou PES?”! Bem, o reinado absoluto do PS3 na década passada nos trouxe a ascendência do FIFA, dessa forma ganhando o espaço antes ocupado pelo antecessor do PES no PS2, o Winning Eleven.

No cenário atual, a briga da EA e Konami foi pela disputa pelo mercado brasileiro. As duas empresas se esforçaram, tentando garantir em seus produtos os licenciamentos dos times que disputam o campeonato brasileiro.

Nesse clima a lá “Battlefield x Call Of Duty” fizemos uma análise individual de cada jogo, e em seguida discutimos os cinco principais elementos do futebol virtual, que são a jogabilidade, modos de jogo, realismo, licenças e conteúdo nacional, tudo que podíamos. Então, você está preparado?

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FIFA 16

FIFA 16 chegou ao mercado um pouco depois que o rival PES. Então o plano seria entregar um jogo superior e que atraísse os fãs com suas correções dos problemas da edição anterior. Em FIFA 15, o jogador não conseguia interagir de forma coesa o ataque com a defesa, oferecendo uma partida não muito satisfatória. Então, FIFA 16 foi lançado com o intuito de restaurar as boas experiências perdidas na edição passada.

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O sistema defensivo agora é baseado na agilidade e capacidade de interceptação. Os defensores conseguem realizar mudanças no direcionamento de maneira mais rápida e ágil. E temos um meio campo que funciona de verdade, assim se você tiver um jogador voltado para a defesa em seu meio-campo ele realmente focará na defesa, e não correrá em direção ao gol, deixando um espaço gigantesco para a realização do contra-ataque. Da mesma maneira, se você possuir um jogador mais agressivo ele pode garantir mais pressão sobre o adversário, especialmente se for realizado por jogadores notáveis nessas posições. Mas não se engane. O foco dado ao setor defensivo não impediu que desenvolvedores dessem aos atacantes uma renovação considerável.

Outra novidade em FIFA 16 é que pela primeira vez, atletas femininas são retratadas em um jogo de futebol, onde os fãs poderão jogar com 12 das principais seleções femininas (entre elas, Alemanha e Brasil). A mecânica do jogo feminino reflete as especificidades de cada atleta, um jeito próprio de correr, passar a bola e disputas pela posse da bola. Além disso, relacionados aos homens, elas ocupam menos espaço no campo, assim possuindo mais espaços para jogadas individuais, passes longos e chutes colocados. A presença dessas seleções é um grande avanço, e deixa um desejo para que nas próximas edições esse modo de jogo cresça ainda mais. (Estou falando com você FIFA 17!)

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Deixando de lado o descaso com alguns jogadores, em exclusivo aos brasileiros, FIFA 16 é graficamente fantástico, apresentando uma trilha sonora bem selecionada e estádios detalhadíssimos e muito melhores quando comparado com a edição anterior.

Tiago Leifert surgiu como narrador em FIFA 13, e como toda novidade, dividiu opiniões dos jogadores, mas a EA não dá ponto sem nó, e ao lado de Caio Ribeiro, a linguagem libertina acerta na maior parte. Foram adicionadas, em FIFA 16, novas frases, como discussões sobre a formação das equipes e falas para o futebol feminino.

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Porém um ponto a ser comentado foi a demora na instalação do jogo digital, que possui nada mais nada menos que 17GB, com uma internet de 50MB, levou cerca de 10 horas. O download é feito em partes, primeiramente são 4GB, e permite que joguemos partidas rápidas com os times já apresentados na versão demo. Enquanto isso, os 13GB restantes são instalados, mesmo assim a demora é bem considerável e merece uma atenção.

VEREDITO

Com FIFA 16, a EA Sports trouxe uma das maiores novidades da franquia, o futebol feminino e segue aprimorando a mecânica de jogo, acrescentando novidades que facilitam as interações dentro do campo.
Tecnicamente falando, FIFA 16 é excelente e oferece uma física inquestionável, e muitos modos de jogo, para agradar todos que curtem uma experiência diferenciada. Mas sentimos falta de algo realmente novo, tudo não passa de uma evolução do que já vem tendo sucesso. Mesmo o futebol feminino, novidade muito bem-aceita, parece um pouco incompleto.

PONTOS POSITIVOS

  • Física aprimorada

  • Seleções femininas

  • Conteúdo

  • Ambientação

  • Narração brasileira

PONTOS NEGATIVOS

  • Times brasileiros

  • Complexidade

  • Alguns bugs

  • Poucas inovações

NOTA FINAL: 8

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Pro Evolution Soccer 2016

Tivemos a oportunidade de jogar e analisar o título da Konami antes de seu rival, descobrindo que a empresa trabalhou muito bem para oferece novidades a fim de conquistar mais simpatizantes. Preenchendo as lacunas e as deficiências da edição de 2015, a ponto de concorrer de forma igualitária com seu concorrente.

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A primeira coisa que notamos é a jogabilidade. Elemento vital para gerar a vontade de jogar mais do que uma simples partida. Nesse aspecto, PES 16 evoluiu muito quando comparado a sua versão do ano passado e, apresenta uma ótima fluidez de jogo, mesmo ainda possuindo alguns problemas. O ritmo de jogo mudou, assim torna-se necessário a troca maior de passes e a criação de estratégias, isso refletiu muito no estilo de jogo, que antes era completamente individual, quando você saia correndo com um jogador em direção à área adversária. A Konami ainda aumentou o número de animações, mais especificamente na parte de colisão, e em momentos únicos nos jogos, como passes em que a bola sequer encosta no chão e quando o jogador tenta evitar uma queda no campo molhado. As colisões deixaram as disputas pela bola mais realistas. Os dribles porém não tiveram o mesmo esmero, os controles são complexos e difíceis de executar, parecidos com golpes de jogos de luta. De maneira geral PES 16 ainda é mais fluido do que PES 15, com as respostas dos jogadores mais rápida aos comandos e a maior variedade de situações, podendo tornar o jogo ainda mais espetacular e realista.

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Os goleiros foram os que mais receberam muitas mudanças. Estão muito mais ágeis e evitarão sair do gol em um cruzamento perigoso e poderão, por exemplo, antecipar um atacante que esticou a bola demais. A arbitragem também foi modificada e quem jogou PES 15 vai perceber que os jogos estão sendo apitados de forma mais coesa e equilibrada. A questão da fadiga porém, não foi tão bem trabalhada, Messi durante os 90 minutos possui o mesmo vigor, resistência e velocidade de quando iniciou a partida. Deixando a impressão que em FIFA 15, essa questão foi melhor dirigida, deixando bem evidente as diferenças entre um jogador que jogou a partida inteira e um que iniciou o jogo aos 45”.

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Em relação a expressão e o realismo dos jogadores PES 16, continua seguindo os passos de seus antecessores. Nem todos os jogadores estão licenciados, o que desconfigura certas equipes. Os jogadores das grandes equipes europeias têm expressões faciais estranhas (principalmente na movimentação da boca), os jogadores brasileiros são os menos parecidos, mas alguns também possuem uma semelhança considerável. A qualidade gráfica, deixa um pouco a desejar. E o jogo possui diversos problemas por falta de atenção. Alemanha e Espanha ficaram com seus nomes em inglês “Germany” e “Spain“, o que causa certa confusão quando vamos buscá-las no menu em ordem alfabética. O mais grave problema é empatar em um amistoso com um amigo, em modo local, não temos a opção de prorrogação ou pênaltis, o jogo acaba em empate.

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A narração de PES 16 é algo que já conhecemos, Sílvio Luiz e Mauro Beting nos comentários participam desde PES 2011. No geral, a narração funciona bem. Porém a quantidade de bordões de Silvio Luiz rapidamente se torna cansativa (Se não já se tornou). Cobra o escanteio “lá no meio do pagode”, e o time entrar na “cozinha” ou na “zona do agrião”, repetem até que o jogador entre em exaustão.

VEREDITO

PES continua evoluindo em diversos aspectos, principalmente a jogabilidade que melhorou desde os últimos anos. Dando ênfase em aspectos que envolvem a construção do jogo, táticas, velocidade e dribles. Porém, ainda é necessário observar essas mecânicas e prestar atenção nos mínimos detalhes que fazem toda a diferença. Pro Evolution Soccer 16 é um dos melhores games de PES da história, no ponto para agradar os fãs, e conquistar novos adeptos.

PONTOS POSITIVOS

  • Times brasileiros

  • Jogabilidade aprimorada

  • Respostas dos comandos mais rápidos

  • Modo Rumo ao Estrelato

  • Gráfico melhor finalizado

PONTOS NEGATIVOS

  • Comandos complexos

  • Física de movimentação

  • Atualização e licenciamentos

NOTA FINAL: 7

fifa james

Agora vamos iniciar a verdadeira disputa! Está preparado para a verdade?

  • Jogabilidade

É o ponto que mais influencia o gosto do jogador a gostar de determinada série, ou geralmente por já estar acostumado. Porém, além da preferência pessoal há questões mais técnicas, como movimentação e resposta dos jogadores, física, sistemas de disputas e outros fatores incontestáveis.

Em PES 16, a Konami encontrou o ponto da fluidez de jogo, velocidade perfeita. Os jogadores se movimentam bem, porém a Inteligência Artificial volta a ser o vilão maior. Certas jogadas não são correspondidas e os goleiros por muitas vezes cometem erros triviais. O sistema de colisão melhorou evitando que os atletas se “atravessem”, mas faltam disputas mais duras em certos lances. A física ainda está longe de ser boa, mesmo sendo aprimorada. Ela não possui uma interação coesa com as novas animações.

FIFA GOLERIO

FIFA 16 tornou o jogo ainda mais fluido, mas basicamente continua com a base do FIFA 15, com o sistema de colisão e a física da bola funcionando perfeitamente. A física está muito bem retratada, disputas mais intensas e os passes que levam em consideração a velocidade do jogador e sua posição no espaço. Além de trazer uma jogabilidade diferenciada com o futebol feminino.

SAI NA FRENTE!

PES 2016 subiu muito de nível, diminuindo a distância do rival, procurando acertar nas mecânicas de jogabilidade, porém a EA apenas aprimorou o que já havia conseguido a anos. E trazendo também a jogabilidade única do futebol feminino que tem seu próprio estilo de jogabilidade e impressiona.

placar 1s

  • Modos de Jogo

O que mais empolga fora do campo? Quem nunca sonhou em ser um técnico de respeito ou um atacante da sua seleção? É portanto a variedade de modalidades que traz a diversão. Mas como cada série consegue trazer isso ao público?

psg fifa

PES 16 nos trouxe três modos principais de jogo, além das partidas de amistosos, são eles: Master Liga, Rumo ao Estrelato e MyClub. A Master Liga permite o gerenciamento de um clube inteiro desde preparador físico até os astros que vão defender sua equipe em campo. O Rumo ao Estrelato por sua vez funciona como um modo carreira, onde você controla apenas um jogador e o leva a ascensão no cenário futebolístico. Esses dois modos de jogos já estão presentes em PES a um bom tempo, a novidade vem com o MyClub que surgiu ano passado e voltou em PES 2016. Você administra um clube e compra melhorias com a moeda do jogo. Porém há o fator aleatório quando se trata de contratar jogadores. Você não escolhe um determinado atleta, você escolhe a posição que pretende que tal jogador atue. Um sistema um pouco confuso, assim como o modo de divisões online onde o sistema de pontuação é bastante caótico. Já os modos de campeonatos licenciado, como Champions League e Libertadores agradam por trazerem os times e jogadores reais e o visual do torneio.

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O principal modo de jogo em FIFA 16 é o Ultimate Team, que foi aprimorado com o sistema Draft FUT, uma alternativa para montar sua equipe do zero, com seus pros e contras. O modo carreira tanto atuando como jogador ou técnico, conta agora com transferências mais realistas, treinamentos, torneios, e pré-temporada. E além de manter outros modos que agradaram como Temporadas, Temporadas Co-op e Pro Clubs, a “mini” Copa do Mundo feminina é uma adição considerável.

MAIS UM DELE!!

A série FIFA encontrou com o Ultimate Team, o sucesso, e a implementação do sistema Draft deixa tudo mais interessante, o MyClub de PES ainda não conseguem passar a verossimilidade que queremos. Portanto com seu maior leque de modos de jogo e sua melhor fluidez online, FIFA 16 segue na frente e continua a se distanciar de seu rival.

placar 2s

  • Gráficos

Nesse quesito analisamos muita coisa que diz respeito ao realismo, desde a verossimilhança entre os jogadores e suas contrapartes reais, até o design do campo e os menus de opções.

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Em PES 16 alguns jogadores, principalmente os que atuam em grandes clubes europeus são bem realistas, muito bem detalhados. Já os jogadores brasileiros, aqueles que seriam o chamariz para o mercado nacional, deixam a desejar, alguns são semelhantes, mas não no mesmo nível dos europeus, outros se quer possuem o mesmo penteado e porte físico. E além de tudo isso, quando as animações puxam para expressões corporais e a movimentação da boca, os jogadores mostram seu lado mais robótico, causando um certo desconforto e estranheza. Dentro de campo vemos um retrocesso, o que deveria ser algo espetacular. Graças a Fox Engine no PlayStation 4, não passa de gráficos da geração anterior. E quando falamos de menu a beleza fica em segundo plano, o jogo nos entrega algo prático e sem muito esmero.

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FIFA 16 nos entrega jogadores de grandes clubes europeus bem parecidos, mas poucos jogadores brasileiros se assemelham aos reais. Para compensar esse deslize, o menu de escalação usa fotos dos jogadores reais. Em termos gráficos dentro de campo, FIFA 16 agrada, mas por trazer aquilo que já havíamos visto na edição anterior. Já os menus continuam belos e apresentam as informações de forma harmônica.

UM FRANGAÇO!

Mesmo trazendo o que já havíamos aprovado nas edições passadas FIFA 16 deixa a desejar no quesito inovação, a Konami por sua vez, trouxe uma qualidade gráfica excepcional, se comparada com as versões anteriores. Mesmo cometendo alguns deslizes como não utilizar todo o potencial da Fox Engine como gostaríamos ou deixando os jogadores em certos momentos muito robóticos. Esse ponto valeu mais a inovação.

placar 3s

  • Licenças

Quem vai ter os melhores times? As melhores seleções? Os melhores campeonatos? A licença garante o direito de usar o nome, escudo e uniforme dos times, além da aparência e o nome dos jogadores.

PES 16, possui a licença dos grandes campeonatos do mundo, entre eles Libertadores, Champions League, UEFA League, Copa Sulamericana e AFC Champions League. Porém mesmo contando com tudo isso, o número de equipes não é tão alto, mesmo com times dos grandes campeonatos, como o espanhol, italiano, francês e holandês, ficam de fora o campeonato inglês, onde apenas o Manchester United é licenciado, mas os jogadores de todos os times aparecem de forma correta nos clubes genéricos, como os casos mais famosos, North London (Arsenal) e London FC (Chelsea), times referentes a Bundesliga, como Bayern de Munique e Wolfsburg, aparecem em “outros times da Europa”. A lista se completa com os 24 clubes brasileiros e alguns argentinos e chilenos. Quando falamos de seleções nacionais, PES 16 possui 81 seleções, sendo apenas seis licenciados, a Alemanha, Brasil, Espanha, França, Holanda e Itália. Possui 21 estádios, com 11 deles licenciados, entre eles cinco brasileiros.

PES psg vs

O número de licenças é algo que impressiona em FIFA 16. São 33 ligas nacionais, poucos não licenciados, 14 times argentinos, a segunda divisão italiana e três times do campeonato português. Fora isso todos os campeonatos principais estão completos, inclusive trazendo mais que uma divisão. Nas seleções, a masculina conta com 24 licenciados de 48 times no total, além de trazer 12 seleções femininas. E os estádios são 78 no total, com 50 licenciados.

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O TERCEIRO É DELE!

A série da EA mantem a frente do placar. É verdade que muitos campeonatos importam para nós, mas as novidades da Konami, Libertadores e Champions League, não superam todos os times licenciados das ligas mais importantes da atualidade. Mas para compensar, PES 2016 traz um editor, onde você pode incluir os uniformes e símbolos dos clubes e seleções que a empresa não tem o direito de distribuir.

placar 4s

  • Brasil

Nós sabemos o quão complicado é tentar qualquer coisa no Brasil, e mais especificamente a dificuldade em buscar licenciamentos dos times de futebol pelo fato de não existir uma associação de jogadores e clubes, a EA e Konami disputaram e suaram muito para trazer a maior quantidade de times, jogadores e estádios do nosso país.

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PES 16 trouxe 24 times brasileiros, 20 referentes a Série A, além de Bahia, Botafogo, Criciúma e Vitória que disputam a Série B. Porém, existem muitos jogadores genéricos e o jogo tem as transferências com erros, como por exemplo, sem Sheik ou Guerrero no Flamengo, e sem Gabriel Jesus no Palmeiras, além de Robinho ainda está no Santos. O diferencial é então os estádio brasileiros, Mineirão, Arena Corinthians, Morumbi, Vila Belmiro, Beira-Rio e o Maracanã que segundo a Konami chegará por DLC.

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FIFA 16 possui 16 times da Série A do Campeonato Brasileiro, com seus elencos atualizados, ficando de fora Corinthians e Flamengo por serem exclusivos do PES, além de Sport e Goiás. Não foi criada uma liga para os times brasileiros, eles estão no “resto do mundo”, mas no Ultimate Team existe a Liga do Brasil. Nenhum clube apresenta jogadores genéricos e boa parte dos atletas possui a sua foto no menu de escalação com exceções, como Ronaldinho Gaúcho e Rogério Ceni, que não concordaram em exibir suas imagens. Não há estádios brasileiros em FIFA 16.

DIMINUI A DIFERENÇA!

Apesar de trazer muitos jogadores genéricos, o jogo da Konami trouxe a exclusividade de Corinthians e Flamengo considerado uma grande jogada. Mesmo com uma narração inferior, PES 16 traz muito conteúdos nacionais, estádios brasileiros, os atletas brasileiros, e suas semelhanças com suas contrapartes reais o que mostra o carinho e afeto com o público do Brasil.

placar 5s

FIFA 16 está disponível nas versões para Microsoft Windows, PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360Xbox One, Android e iOS

Pro Evolution Soccer 16 está disponível nas versões para PCPlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360Xbox One.

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Uncharted 4 | Primeiro trailer do multiplayer é divulgado

O multiplayer do quarto game da franquia Uncharted teve hoje divulgado seu primeiro trailer pelo co-presidente da Naughty Dog, Christophe Balestra, na Paris Game Week. Confira:

Uncharted 4 : A Thief’s End, contará com recursos inéditos em seu modo multijogador, como itens capazes de dar superpoderes ou ativar modificações no mapa da partida. No jogo será possível jogar tanto com personagens da franquia quanto com figuras criadas pelos jogadores. Ansiosos para o lançamento?

O beta do Multiplayer de A Thief’s End será disponibilizado para aqueles que compraram uma cópia de Uncharted: The Nathan Drake Collection e acontecerá entre os dias 4 e 13 de dezembro.

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Análise | Assassin’s Creed Syndicate – Rumo a Londres

De forma sutil, a Ubisoft fez o que não havia conseguido desde seu segundo jogo da franquia. A evolução que vemos quando comparamos Unity com Syndicate é quase como a que vimos com Ezio e Altair há cerca de 8 anos, jogabilidade e definições mais bem trabalhadas, além da adição e reparação nos termos técnicos onde o jogo se transforma em algo realmente “novo”.

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Não podemos negar que enquanto pulamos, saltamos, e enfrentamos templários, identificamos elementos que nos rementem a uma fase específica de Assassin’s Creed, a necessidade de conquistar bases para liberar uma área específica, e um inventor meio alucinado que cria e melhora algumas de nossas armas, nós traz a lembrança de algo já visto. Dessa forma a empresa nos apresentou um produto que já havíamos experimentado e aprovado, tudo funcionando perfeitamente. Se em 2014 a Ubisfot não conseguiu marcar sua entrada na nova geração de consoles de forma épica, em 2015 eles conseguiram reviver uma franquia que cada vez mais se tornava monótona e que estava fazendo seus fãs ficarem um tanto quanto decepcionados.

Em Syndicate seguimos a história dos gêmeos Jacob e Evie Frye, filhos de um grande mestre assassino que morreu enquanto tentava libertar o mundo dos templários. Cansados de seguir ordens de seus superiores, que julgavam não os levarem a nenhum resultado satisfatório, partem com destino a uma Londres vitoriana, no ápice da Revolução Industrial, com o objetivo de livrar a cidade dos templários que passaram a comandar vários setores da economia, política e da sociedade. Dessa vez a grande mente por trás de tudo isso é o excêntrico Crawford Starrick, que controla desde a alta cúpula do governo ao mais baixo e asqueroso muquifo.

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Ao decorrer do gameplay a história ramifica-se com emoções e diversões quase opostas. Criticada por não trazer personagens empolgantes, os fãs de Assassin’s Creed podem encontrar personalidades profundas o suficiente para agradar o público. Foi um dos elementos mais importantes para deixar qualquer um apaixonado pelo jogo. Com exceção de partes específicas, como na introdução onde jogamos obrigatoriamente com um e com outro, podemos escolher livremente entre os personagens.

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Enquanto Jacob nos leva com sua personalidade explosiva e um tanto quanto violenta, a conflitos corpo a corpo, e ao submundo de Londres, Evie com sua personalidade mais serena e elegante, age de maneira mais stealth e estratégica, seguindo assim alguns dos princípios básicos da irmandade. Isto coloca-nos diante de duas personalidades distintas e bem trabalhadas, quer seja através de diálogos, através das missões especificas com objetivos secundários, ou até mesmo durante toda a narrativa. Dessa forma criamos laços com determinado personagem, que acaba por influenciar o nosso modo de jogo.

A partir da chegada em Londres podemos começar a percorrer toda a cidade, descobrindo pontos turísticos, lutar pelo controle de bairros, e perseguir e realizar os mais variados assassinatos. Esta sensação de liberdade e controle da experiência incrivelmente gratificante. Não existem restrições na exploração dos locais ou missões, tudo depende da forma como o jogador quer conhecer Londres.

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A Ubisoft realizou um excelente trabalho, principalmente na reconstrução visual da cidade e principalmente na reconstituição da era da Revolução Industrial. Os gráficos em Syndicate estão muito bem finalizados. O brilho e beleza da cidade chega a variar mediante o local, o tempo e hora do dia, seja de noite ou de dia, seja durante uma chuva forte ou um sol escaldante.

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Claro que são encontradas algumas falhas, mas nada que se compare aos bugs encontrados em Unity. Em locais com maior densidade de elementos, ou quando a ação acelera, é visível uma ligeira instabilidade a nível de framerate, são na verdade problemas mínimos se levarmos em conta a escala em que o jogo se encontra, e a performance permanece constante e simplesmente perfeita do início ao fim, sem qualquer problema na fluidez dos gráficos e jogabilidade.

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Syndicate melhorou muita coisa, a ausência de multi-jogador foi um ponto que trouxe uma certa felicidade pois sem essa manobra pra prolongar a vida útil do jogo, a equipe teve que compensar em jogabilidade e na valorização do produto, tendo uma experiência de jogo fluída e coesa.

Trazendo algumas mudanças significativas para Assassin’s Creed, Syndicate nos apresenta como novo equipamento, o arpão, que permiti ao jogador uma movimentação muito mais ágil, diminuindo a necessidade de escalar grandes altitudes, o que gastava muito tempo e paciência, ainda por cima nos permite escapar de situações difíceis, uma aquisição ala Batman Arkham. E a naturalidade de movimentos combinados, como o uso do arpão com a tirolesa e o parkour característico de Assassin’s Creed, faz com que as viagens rápidas não sejam tão importantes como antes.
Outra opção de viajem é pegar uma carruagem “emprestada” e guia-lá pelas ruas de Londres. O controle dos veículos não é nem um pouco notável, mas em não desaponta de forma geral, além de poder ser aprimorado ao decorrer do jogo.

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O sistema de combate e furtividade traz várias novidades. Combos de golpes, contra-ataques e esquivas, finalizações sangrentas, e usar vários tipos de armas, são figurinhas carimbadas durante toda a franquia e não poderia faltar em Syndicate
Conforme o jogo é progredido, você pode adquirir novas armas que são compartilhadas entre os personagens, além de trajes e habilidades próprias de cada um. As habilidades devem ser adquiridas através dos pontos de experiencia, que são distribuídos individualmente entre os protagonistas, já o dinheiro é compartilhado, assim como as habilidades da gangue.

VEREDITO

A Londres vitoriana torna-se desde o início o principal personagem no jogo, além de ser o cenário para os acontecimentos de um dos melhores Assassin`s Creed dos últimos tempos.

Apesar de alguns problemas técnicos já mencionados, algo que se têm como característica nos lançamentos da série, não há duvida em afirmar que Syndicate é o título mais divertido depois de muito tempo, principalmente por conta da jogabilidade e combate mais refinados. Além de corrigir as principais falhas de Unity, Syndicate dá um passo em frente para se distanciar da situação em que Assassin´s Creed se encontrava anteriormente. A Ubisoft esta seguindo na direcção certa, e qualquer fã que respeite a franquia saberá que Syndicate funciona muito bem.

PONTOS POSITIVOS

  • A cidade de Londres

  • Os gêmeos

  • Mecânicas novas

  • Gerenciamento de habilidades

  • Ausência de multi-player

PONTOS NEGATIVOS

  • Bugs e IA

  • Controles imprecisos

  • Jogabilidade de veículos

  • Inimigos repetitivos

 

NOTA FINAL: 9

Assassin’s Creed: Syndicate está disponível nas versões para PlayStation 4, Xbox One e PC. A versão testada foi a de Xbox One.

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Consoles Games PC

Bethesda lançará cerveja comemorativa de Fallout

Bethesda revelou que em comemoração do lançamento de seu mais novo jogo, Fallout 4, uma cerveja especial será produzida.