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Pisque Duas Vezes acerta em seu roteiro, mas tropeça em sua direção

Pisque Duas Vezes marca a estreia de Zoë Kravitz como diretora, um nome que desperta curiosidade, tanto pelo seu trabalho como atriz quanto pela promessa de uma nova visão no gênero de suspense. No entanto, ao assistir ao filme, fica evidente que, embora Kravitz demonstre um potencial indiscutível para criar narrativas intrigantes, sua falta de experiência como diretora afeta o ritmo e a entrega da trama. O longa, que gira em torno de um suspense psicológico, é tão complexo quanto parece à primeira vista, com um roteiro inesperado e envolvente, mas que, por vezes, se perde na execução lenta e cansativa.

Channing Tatum e Naomi Ackie encabeçam o elenco, trazendo dinâmicas contrastantes que funcionam de maneiras diferentes ao longo da produção. Enquanto Tatum parece preso a um tipo de papel que já interpretou várias vezes, Ackie brilha intensamente, carregando parte significativa da tensão dramática. Mesmo com performances desequilibradas, a obra é sustentado pelo roteiro afiado de Kravitz, que entrega reviravoltas chocantes e momentos que deixam o espectador preso à cadeira, ansioso pelo próximo movimento da história.

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A garçonete Frida o bilionário Slater King e concorda em passar as férias em sua ilha particular. Mas o que parecia ser a viagem perfeita se torna uma experiência angustiante quando Jess, a melhor amiga de Frida, desaparece. A garçonete questiona a realidade após situações estranhas acontecerem e luta para descobrir a verdade.

A maior virtude de Pisque Duas Veze está, sem dúvida, em seu roteiro. Kravitz, também responsável pela escrita, constrói uma narrativa rica em suspense, marcada por mistérios e surpresas bem elaboradas. A trama evita os clichês do gênero, surpreendendo com momentos de tensão bem construídos, que forçam o espectador a questionar tudo o que pensava saber sobre os personagens e suas motivações. É uma história que exige atenção total, e quando as revelações começam a aparecer, elas vêm como um golpe repentino, trazendo reviravoltas que são genuinamente chocantes. Kravitz demonstra um olhar astuto para a criação de suspense psicológico, fazendo com que o público desconfie de cada pequeno detalhe.

Enquanto o roteiro é o ponto alto do filme, a direção de Kravitz acaba sendo o elemento que enfraquece a experiência. Fica claro que esta é sua primeira incursão como diretora, já que alguns momentos parecem arrastados, com uma cadência que poderia ter sido mais ajustada. O longa, em certos trechos, sofre de um ritmo irregular, tornando-se entediante em partes que deveriam ser mais envolventes. A construção do suspense se dilui em sequências prolongadas e silenciosas que, em vez de contribuir para a tensão, acabam tornando a experiência cansativa. O resultado é uma obra que flutua entre momentos brilhantes e outros que carecem de força, prejudicando a imersão.

É claro que Kravitz ainda está encontrando seu caminho como cineasta, e isso é perceptível em várias decisões que acabam por minar o ritmo do filme. O resultado é uma obra que poderia ter sido muito mais impactante se tivesse uma mão mais experiente no comando. Mas, ao mesmo tempo, é uma estreia que mostra potencial, e Kravitz certamente tem o talento necessário para crescer nesse novo papel. Se ela conseguir alinhar seu olhar estético com uma narrativa mais fluida em suas futuras produções, podemos esperar grandes coisas de sua carreira como diretora.

Blink Twice' Ending Explained: What Happens to Channing Tatum?

Channing Tatum, que tem um papel de destaque, traz mais uma vez o carisma que lhe é característico. Contudo, sua atuação carece de profundidade. Tatum parece preso a um tipo específico de personagem: o homem charmoso e misterioso, mas sem grandes variações emocionais. Não se pode dizer que ele seja um ator ruim, mas a sua performance não foge do que ele já fez em outros filmes. Seu personagem acaba se tornando previsível, sem grandes nuances, o que contrasta fortemente com a complexidade que o roteiro tenta oferecer. Tatum entrega o esperado, mas não surpreende.

Por outro lado, Naomi Ackie é o oposto de Tatum. A atriz mergulha profundamente em sua personagem, transmitindo desespero e inquietação em cada cena. Suas expressões faciais, gestos e até mesmo o silêncio que permeia algumas de suas falas refletem uma atriz em pleno controle de sua atuação. Ackie consegue traduzir o medo do desconhecido e o peso da trama de uma forma que mantém o público engajado. Sua personagem traz uma energia visceral que equilibra a falta de dinamismo de outras partes do filme, oferecendo ao público momentos genuínos de tensão e emoção. É inegável que sua performance é um dos elementos que mantêm o suspense vivo até o final.

Blink Twice (2024) | MUBI

Pisque Duas Vezes é um filme que, apesar de suas falhas, consegue se destacar pelo roteiro e pela atuação de Naomi Ackie. Channing Tatum mantém sua zona de conforto, enquanto Zoë Kravitz, embora tropece na direção, demonstra um talento promissor na criação de histórias. Ele certamente entrega o suficiente para manter os fãs do gênero interessados. Kravitz tem um longo caminho a percorrer, mas, com mais experiência, ela pode se tornar uma diretora a ser observada nos próximos anos.

Nota: 3/5 

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Venom 3: A Última Rodada será o início da história de Knull

Fingiremos que o criador dos simbiontes não será o vilão de Homem-Aranha 4 do MCUKelly Marcel, diretora e co-roteirista de Venom 3: A Última Rodada afirmou ao IGN, que Knull não será o vilão do terceiro longa do Protetor Letal. 

Segundo Marcel, Venom 3 será o início da história de Knull, que deve ser extendida em demais filmes. 

O personagem que será interpretado por Andy Serkis, será o vilão de Homem-Aranha 4 de Tom Holland segundo rumores, colaborando com as informações de que a obra será multiversal. 

Venom: A Última Rodada é o terceiro capítulo da franquia. Eddie Brock (Tom Hardy) e Venom estão em uma frenética fuga. Caçados por forças tanto do seu planeta natal quanto da Terra, a dupla se encontra em um aperto crescente, com a rede se fechando rapidamente ao seu redor. À medida que a pressão aumenta, Eddie e Venom são forçados a tomar uma decisão devastadora que marcará o fim de sua última dança juntos. O filme conta com cenas eletrizantes, com Venom devorando inimigos enquanto luta ao lado de Eddie. A situação se complica quando outros alienígenas do planeta de Venom descobrem seu paradeiro e chegam à Terra com a missão de capturá-lo. A aliança inseparável entre Eddie e Venom é posta à prova como nunca antes, enfrentando ameaças implacáveis e perigos de todos os lados. Dirigido por Andy Serkis, o filme também conta com Juno Temple e Chiwetel Ejiofor, prometendo um desfecho épico e emocionante para a saga.

 

 

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Dreamworks trabalha em sequência de Robô Selvagem

Sabe aquele filme fofíssimo que você se apaixona na primeira assistida? Então, esse é Robô Selvagem que olha só, ganhará uma continuação para a alegria de quem tem o coração mole!

Cris Sanders, diretor do primeiro filme, retornará para a sequência, que também deve assinar a obra como produtor. 

Robô Selvagem arrecadou US$ 100 milhões em sua bilheteria mundial, sendo um sucesso inesperado de público e crítica. Uma data de lançamento para a continuação não foi definida. 

Uma nave naufraga numa terra desabitada e dá início à aventura épica do robô Roz, a última unidade das chamadas ROZZUM ainda funcional e inteligente. Preso nesta ilha aparentemente sozinho, Roz precisa sobreviver às intempéries da floresta. Sua única esperança é se adaptar ao ambiente hostil e avesso às suas programações. Para isso, Roz passa a conviver com os animais aprendendo sobre a vida na selva e os modos de sobrevivência na natureza. É durante essa exploração que Roz encontra um filhote de ganso e estabelece como missão cuidá-lo. Desse laço inesperado com o bicho abandonado, Roz se aproxima de uma realidade nova e instigante, construindo uma relação harmoniosa com os animais nativos. Do mesmo diretor de Lilo & Stitch e Como Treinar o Seu Dragão, Robô Selvagem é uma história comovente sobre a convivência entre tecnologia e natureza e o significado de estar vivo.

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O Grande Gatsby de Baz Luhrmann: exuberância visual e tragédia antemporal

O Grande Gatsby (2013), dirigido por Baz Luhrmann, é uma adaptação visualmente deslumbrante e exagerada da icônica obra de F. Scott Fitzgerald. A extravagância da direção de Luhrmann, marcada por sua assinatura carnavalesca, encontra um casamento perfeito com a proposta original do romance, destacando a opulência de uma Nova York que fervilhava com festas luxuosas e sonhos impossíveis. A energia frenética e excessiva que o cineasta imprime nas grandes festas de Jay Gatsby reflete de forma vívida a era do jazz e os excessos da sociedade americana na década de 1920, oferecendo ao público uma experiência visual impactante e envolvente.

Em um filme que transborda exageros, seja pela trilha sonora anacrônica ou pelo visual quase surreal, Luhrmann consegue capturar a essência das celebrações extravagantes de Gatsby, fazendo da obra um espetáculo visual que seduz tanto quanto choca. As luzes ofuscantes, os cenários grandiosos e a opulência exagerada transportam o público para uma Nova York emergente, onde riqueza e status eram o centro das atenções. Essa abordagem vívida não só enriquece a narrativa, mas também eleva o tom teatral da história, trazendo à tona o caráter ilusório do mundo que Gatsby criou ao seu redor.

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Nick Carraway (Tobey Maguire) tinha um grande fascínio por seu vizinho, o misterioso Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio). Após ser convidado pelo milionário para uma festa incrível, o relacionamento de ambos torna-se uma forte amizade. Quando Nick descobre que seu amigo tem uma antiga paixão por sua prima Daisy Buchanan (Carey Mulligan), ele resolve reaproximar os dois, esquecendo o fato dela ser casada com seu velho amigo dos tempos de faculdade, o também endinheirado Tom Buchanan (Joel Edgerton). Agora, o conflito está armado e as consequências serão trágicas.

O fascínio de Nick Garraway por Jay Gatsby é um dos pilares mais intrigantes da narrativa. Nick, interpretado por Tobey Maguire, se vê irresistivelmente atraído pela figura misteriosa de Gatsby, um homem cuja vida de festas luxuosas oculta segredos profundos. À medida que o jovem narrador mergulha na vida de Gatsby, a busca por conhecer o verdadeiro motivo por trás das festas de arromba revela camadas inesperadas. Diferente do que se poderia esperar de um melodrama convencional, a motivação por trás das festas não se limita à busca de poder ou fama. O desejo de Gatsby por reencontrar sua amada Daisy Buchanan, e o sonho de recriar um passado idealizado, traz uma profundidade emocional inesperada para a história.

Essa revelação sobre as festas de Gatsby, ao invés de soar clichê, adiciona complexidade ao personagem-título, vivido por Leonardo DiCaprio com uma combinação perfeita de charme, mistério e vulnerabilidade. Gatsby, ao invés de ser apenas mais um magnata festeiro, é um homem trágico, obcecado por um ideal inatingível. Suas festas, repletas de brilho e grandiosidade, são apenas uma fachada para uma dor profunda e um desejo impossível de realizar. Esse contraste entre a exuberância externa e o sofrimento interno faz de Gatsby um personagem inesquecível, e a relação entre ele e Nick Garraway ganha nuances emocionais ricas que afastam a trama dos padrões previsíveis.

A interação entre Nick e Gatsby não só revela o lado humano por trás da fachada glamorosa do anfitrião, mas também coloca Nick em um dilema moral. Ao descobrir o real motivo por trás das festas, Nick se torna mais do que um mero espectador; ele passa a ser um confidente, alguém que compreende a tragédia por trás da luxúria. O filme explora essa dualidade de forma intrigante, permitindo que o público veja o quanto Gatsby, no fundo, é um homem solitário, preso a um passado inalcançável. O roteiro, nesse sentido, é bem-sucedido ao mostrar como os sentimentos e motivações dos personagens fogem dos estereótipos, trazendo frescor à história.

O Grande Gatsby (LEG) - Movies on Google Play

Apesar de Luhrmann conduzir com maestria a estética exagerada e teatral do filme, o uso excessivo de CGI em certas sequências compromete o impacto visual da obra. Há momentos em que o apelo estético, tão bem manejado em muitas cenas, é quebrado pela artificialidade dos efeitos digitais, afastando o espectador da sensação de imersão total. Em festas que já eram naturalmente grandiosas e cenas de paisagens urbanas que poderiam ser impressionantes por si só, a dependência excessiva de CGI cria uma barreira entre o público e o mundo que o filme tenta apresentar.

Em vez de recorrer a cenários práticos ou efeitos mais sutis, o filme acaba se perdendo em um excesso visual que prejudica o seu ritmo em alguns momentos. A extravagância estilística de Luhrmann, que é uma de suas marcas registradas, poderia ter sido ainda mais impactante se o diretor tivesse optado por elementos palpáveis em vez de depender tanto de tecnologia. Isso não chega a ofuscar a grandiosidade do filme como um todo, mas certamente há momentos em que o CGI desnecessário tira parte da mágica e da autenticidade que poderiam ter sido alcançadas com uma abordagem mais contida.

THE GREAT GATSBY (2013) movie review – Splatter: on FILM

No fim, O Grande Gatsby de Baz Luhrmann é uma obra visualmente estonteante e emocionalmente poderosa, que captura com precisão a essência da sociedade americana dos anos 1920. O exagero estilístico de Luhrmann, embora às vezes prejudicado pelo excesso de CGI, entrega uma adaptação moderna e vibrante de um clássico literário, trazendo nova vida a uma história que, mesmo quase um século após sua publicação, continua a fascinar. Com performances marcantes e uma direção ousada, o filme se destaca como a melhor versão cinematográfica da obra de Fitzgerald, proporcionando ao público uma experiência memorável e única.

NOTA: 4/5

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A ficção-científica que transformou V/H/S/Beyond o melhor filme da franquia!

V/H/S consolidou-se como uma saga de terror que oferece aos seus criadores total liberdade criativa por se tratar de uma antologia, presenteando os fãs com sete filmes (além de dois spin-offs) que oscilam entre segmentos de qualidade impressionante e outros tão vergonhosos que nem deveriam ter saído do papel. O que começou como uma produção de baixo orçamento, rapidamente escalou para obras mais ambiciosas, com cineastas renomados do mainstream de horror se envolvendo na franquia e trazendo novas visões e ideias.

Com o passar dos anos, a franquia foi evoluindo e, em 2024, a Shudder lançou V/H/S/Beyond, a nona produção dessa mitologia rica, que não apenas veio para somar, mas também com a pretensão de ser o melhor filme da série; um objetivo que, sem dúvida, foi alcançado com maestria.

O grande diferencial de Beyond não é apenas o orçamento maior ou os nomes por trás das câmeras, mas a capacidade de resgatar a essência visceral do terror que fez a franquia ganhar notoriedade, misturando-se com ficção. Cada segmento não só busca provocar medo, mas também explorar novos limites do gênero, entregando uma experiência que, mesmo para os mais veteranos fãs de horror, consegue surpreender.

V/H/S/Beyond (2024) - IMDb

V/H/S/Beyond conta com seis novas fitas horripilantes, colocando o terror na vanguarda de uma paisagem infernal inspirada na ficção científica.

Inspirando-se nas artes de Oleg Vdovenko e até trazendo um “sucessor” espiritual de Tusk: A Transformação, V/H/S/Beyond oferece aos seus diretores e roteiristas um nível mais evidente de intimidade em comparação aos filmes anteriores da série. Isso ocorre porque a produção escolheu seguir um caminho mais coeso, focando em uma abordagem única e convidando cineastas experientes na ficção e no terror para dar vida a suas visões perturbadoras.

Como em qualquer antologia, alguns segmentos irão ressoar mais com certos espectadores do que com outros. Contudo, a Shudder e o Bloody Disgusting conseguiram a rara façanha de criar um longa-metragem onde todas as fitas mantêm um padrão de qualidade consistente. Cada história vai direto ao ponto, sem enrolação, e entrega exatamente o que se propôs desde o início: uma experiência aterrorizante, com atmosfera densa e história criativas.

O grande trunfo de V/H/S/Beyond está em sua capacidade de equilibrar o experimentalismo com o tradicional. Mesmo trazendo elementos inovadores para a saga, como temas mais introspectivos e camadas de comédia, o filme não perde o impacto visual e visceral que os fãs esperam. Cada segmento se encaixa perfeitamente no contexto da antologia, criando uma narrativa que, embora fragmentada, parece coesa e bem amarrada.

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A grande inovação de V/H/S/Beyond reside na sua capacidade de pegar temas já amplamente explorados, como robôs e o conceito clássico de Frankenstein, e transformá-los em algo completamente imprevisível dentro do gênero de horror. O filme subverte as expectativas do público ao apresentar histórias que, à primeira vista, parecem seguir fórmulas conhecidas, mas logo se desviam para direções surpreendentes. Essa habilidade de impactar o espectador, mesmo em contextos familiares, é um dos pontos fortes da produção, intensificando a tensão e mantendo quem assiste sempre em estado de apreensão, sem jamais antecipar o que virá a seguir.

Além disso, a narrativa central, desenvolvida em formato de documentário, confere ao filme uma sensação de proximidade. Ao emular produções mais comuns em grandes estúdios, V/H/S/Beyond cria uma conexão imediata com o público, mas rapidamente desfaz essa segurança ao inserir elementos desconcertantes e sobrenaturais que desviam a trama de qualquer previsibilidade. Essa combinação entre o familiar e o perturbador torna o filme uma experiência singular, em que o espectador se sente constantemente desafiado, incapaz de adivinhar os próximos acontecimentos.

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V/H/S/Beyond não é apenas mais uma adição à antologia; é o ápice criativo da franquia. Com uma execução impecável, a produção consegue revitalizar temas consagrados, transformando-os em algo inesperado e aterrorizante. A forma como brinca com a familiaridade, ao mesmo tempo em que desafia o espectador com reviravoltas imprevisíveis, faz com que essa obra se destaque como a mais ousada e coesa de todas. A combinação de criatividade, direção afiada e uma narrativa que sabe exatamente até onde levar o público faz deste filme o maior marco da série. V/H/S/Beyond eleva o padrão de qualidade da franquia, consolidando-se como o melhor filme até agora.
NOTA: 5/5
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Casamento Sangrento 2 está oficialmente em desenvolvimento

Agora vai ser Divórcio Sangrento! Foi divulgado de forma exclusiva pelo The Hollywood Reporter, que a sequência de Casamento Sangrento está oficialmente me desenvolvimento. 

Radio Silence retornará para a direção e produção, enquanto Samara Weaving estará de volta no papel central. Uma data de lançamento ainda não foi divulgada. 

O primeiro Casamento Sangrento custou US$ 6 milhões e arrecadou US$ 28 milhões em suas bilheteria doméstica, sendo considerado um verdadeiro sucesso. 

Horas após o casamento dos seus sonhos, Grace retorna à casa de campo do novo marido para passar a noite com seus novos sogros. Mas isso não é lua de mel, e Grace logo se vê em uma luta sangrenta pela sobrevivência. Diz a sinopse do primeiro longa-metragem. 

 

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Vidas Passadas | Quando o final feliz é incomodo e prejudicado com a lentidão

Comédias românticas e romances são, sem dúvida, uma ótima escolha para quem busca entretenimento leve e descontraído após um dia cansativo. No entanto, a longo prazo, podem ser perigososs para aqueles que não possuem maturidade emocional. Isso ocorre devido aos gêneros em si, que, em sua maioria, são moldados por Hollywood e tendem a romantizar o amor de forma exagerada, criando expectativas irreais. Essa idealização afeta gerações recentes, alimentando visões ilusórias sobre relacionamentos. Em contraste, Vidas Passadas oferece uma visão mais realista dos altos e baixos do amor, proporcionando ao público uma perspectiva honesta e profunda sobre o que é “verdadeiramente” amar alguém no mundo real.

Vidas Passadas convida o espectador a refletir sobre os desafios e decisões que moldam um relacionamento ao longo do tempo, destacando que o verdadeiro amor está nos detalhes e nas escolhas difíceis, e não em idealizações inatingíveis.

movie gifs — PAST LIVES 2023, dir. Celine Song

Escrito e dirigido por Celine Song, Vidas Passadas é um drama que conta a história de Nora (Greta Lee) e Hae Sung (Teo Yoo), dois amigos de infância com uma conexão profunda, mas que acabam se separando quando a família de Nora decide sair da Coréia do Sul e se mudar para a cidade de Toronto. Vinte anos depois, os dois amigos se reencontram em Nova York e vivenciam uma semana fatídica enquanto confrontam as noções de destino, amor e as escolhas que compõem uma vida.

Com uma narrativa simples, Céline Song utiliza suas habilidades como diretora para abordar a trama com um olhar sensível e realista, evitando cair no exagero dramático que tantas vezes permeia filmes do gênero. Em Vidas Passadas, a Céline equilibra de forma competente as dores e as alegrias que compõem o amor, mostrando que o sentimento é formado por uma complexa mistura de sensações. A trama é trabalhada de forma a capturar a autenticidade das emoções, revelando que o romance não é apenas feito de momentos felizes ou tristes, mas de uma mescla constante entre eles.

A direção também se destaca por fugir de convenções previsíveis, conduzindo a história com sutileza e profundidade. Ela cria personagens que se sentem humanos, imperfeitos, e suas interações refletem isso de forma genuína. Vidas Passadas evita grandes reviravoltas ou gestos românticos exagerados, optando por pequenos momentos que carregam um grande peso emocional. Essa abordagem minimalista não apenas enriquece a trama, mas também traz uma sensação de autenticidade ao relacionamento central, permitindo que o público se conecte verdadeiramente com as experiências e os dilemas vividos pelos personagens.

Prime Video: Past Lives

Entretanto, uma história realista e bem dirigida, mesmo com um roteiro que atende às expectativas, pode ser prejudicada por um ritmo lento e cansativo, o que pode minar o interesse do espectador e desviar sua atenção para outros estímulos. Infelizmente, Vidas Passadas sofre desse mal em alguns momentos, quando seu ritmo se arrasta, prejudicando a imersão na narrativa. Essa lentidão só é parcialmente resgatada com a entrada de Arthur, vivido por John Magaro, o marido de Nora, interpretada por Greta Lee. A presença de Arthur traz uma nova dinâmica à trama e restaura parte do interesse que a premissa inicial prometia.

A chegada de Arthur não apenas reanima a narrativa, mas também adiciona um novo ponto de vista, criando uma tensão emocional que eleva o enredo. Sua interação com Nora adiciona camadas ao conflito central, destacando as complexidades de um relacionamento marcado por diferentes culturas, distâncias e expectativas.

Past Lives Cast: Every Actor and Character in the 2023 Movie

A disparidade de maturidade emocional entre Nora, vivida por Greta Lee, e Hae, interpretado por Teo Yoo, contribui para que a narrativa se torne arrastada em certos momentos, mesmo com os dois atores entregando performances competentes. Enquanto Nora já superou o romance do passado, mantendo uma afeição que se aproxima mais do filia (o amor entre amigos) do que do eros (o amor romântico), Hae ainda está preso a sentimentos mais intensos e não resolvidos. Essa diferença de perspectiva, embora essencial para o enredo, acaba por criar uma dinâmica desequilibrada que, em vez de intensificar o drama, provoca uma sensação de desgaste para o espectador.

O conflito entre os sentimentos de Nora e Hae deveria agregar profundidade à trama, mas a insistência de Hae em manter uma conexão romântica unilateral acaba tornando suas cenas repetitivas e previsíveis. A tensão emocional que poderia ser explorada de forma mais rica e complexa se dilui, à medida que o espectador percebe que Hae está preso a uma idealização que Nora já deixou para trás. Isso acaba esgotando com a história se prolongando sem grandes mudanças de dinâmica, resultando em uma narrativa que, em alguns momentos, parece não avançar, apesar do bom trabalho dos atores.

Past Lives [LAST SCREENINGS] - Cinéma Moderne

Vidas Passadas é uma escolha atraente para aqueles que buscam uma abordagem mais madura e realista do amor, oferecendo ao espectador uma imersão profunda nas emoções e dilemas dos personagens. A trama convida à reflexão sobre as complexidades das relações e os sentimentos não resolvidos que muitas vezes nos acompanham ao longo da vida. No entanto, apesar da direção habilidosa de Celine Song e de um roteiro que explora bem essas nuances, o ritmo lento e a atmosfera de melancolia beirando ao tédio em certas ocasiões podem esgotar a paciência de quem não está familiarizado com esse tipo de narrativa mais contemplativa e sutil.

NOTA: 3,5/5

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Henry Cavill protagonizará o filme live-action de Voltron

Se você estava com saudades de Henry Cavill, tenho boas notícias: o ator estará bem ocupado nos próximos anos! Foi revelado pelo The Hollywood Reporter, que o ex-Superman estrelará o filme em live-action de Voltron, produzido pela Amazon MGM.

Rawson Marshall Thurber, de Alerta Vermelho, será o diretor enquanto o iniciante Daniel Quinn-Toye interpretará o segundo protagonista do longa.

Ellen Shanman, junto de Rawson serão os roteiristas da trama que modernizará Voltron para um olhar hollwyoodiano. Detalhes estão sendo mantidos sob sigilo. 

Voltron aborda a história de um grupo de exploradores do espaço que, quando se unem, pilotam um robô gigante conhecido como Voltron. A série original foi bastante popular na década de 1980 e esta nova versão traz uma abordagem mais moderna da história.

 

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Coringa: Desastre a Dois

Coringa: Delírio a Dois é um desastre, e isso não é engraçado. Com um antecessor que beira o perfeccionismo cinematográfico dentro do universo de filmes baseados em personagens de quadrinhos, o mínimo que se esperava da sequência era que seguisse um caminho semelhante. Ainda que não precisasse alcançar a excelência de Coringa (2019), ao menos deveria entregar algo satisfatório. No entanto, o que recebemos está longe disso.

A expectativa em torno de Coringa: Delírio a Dois era altíssima, alimentada tanto pelo sucesso estrondoso do primeiro filme quanto pela promessa de uma abordagem inovadora ao personagem através de elementos musicais. No entanto, o que se apresenta na tela é uma tentativa fracassada de capturar a essência do original sem a profundidade psicológica que fez do Coringa de Joaquin Phoenix uma obra marcante. Em vez de mergulhar no caos interno do personagem, a sequência se perde em excessos que acabam prejudicando a narrativa.

A mistura de gêneros, incluindo o musical, que poderia ter sido uma aposta ousada, acaba sendo mais um fator que afasta o longa de seu potencial. Ao tentar ser diferente, Coringa: Delírio a Dois parece esquecer o que tornou o primeiro filme tão impactante: a sua crueza e visceralidade. Em vez de elevar o legado de Coringa, a sequência entrega uma experiência que parece superficial e desconectada, frustrando as expectativas dos fãs que aguardavam uma continuação à altura.

FYEAHMOVIES — JOKER: FOLIE À DEUX ...

Em Coringa 2, acompanhamos a sequência do longa sobre Arthur Fleck (Joaquin Phoenix), que trabalhava como palhaço para uma agência de talentos e precisou lidar desde sempre com seus problemas mentais. Vindo de uma origem familiar complicada, sua personalidade nada convencional o fez ser demitido do emprego, e, numa reação a essa e tantas outras infelicidades em sua vida, ele assumiu uma postura violenta – e se tornou o Coringa. A continuação se passa depois dos acontecimentos do filme de 2019, após ser iniciado um movimento popular contra a elite de Gotham City, revolução esta, que teve o Coringa como seu maior representante. Preso no hospital psiquiátrico de Arkham, ele acaba conhecendo Harleen “Lee” Quinzel (Lady Gaga). A curiosidade mútua acaba se transformando em paixão e obsessão e eles desenvolvem um relacionamento romântico e doentio. Lee e Arthur embarcam em uma desventura alucinada, fervorosa e musical pelo submundo de Gotham City, enquanto o julgamento público d’O Coringa se desenrola, impactando toda a cidade e suas próprias mentes conturbadas.

À primeira vista, transformar um longa-metragem do Coringa em um musical pode parecer uma ideia ousada, abrindo espaço para infinitas possibilidades criativas — desde delírios que refletem o caos em sua mente até cenas que personificam a verdadeira loucura do personagem. No entanto, Todd Phillips não soube explorar esse recurso de maneira que se encaixasse organicamente na trajetória de Arthur Fleck e Lee (Lady Gaga). O filme acaba entregando músicas melosas e tediosas, que poderiam facilmente ter sido substituídas por canções que abordassem temas mais ligados com o verdadeiro mau da dupla, como psicopatia e distúrbios mentais, algo que teria acrescentado uma camada de complexidade ao enredo.

A introdução do elemento musical prometia trazer uma nova perspectiva à mente fragmentada de Arthur Fleck, mas o que vemos em Coringa: Delírio a Dois são cenas que falham em transmitir a angústia e a perturbação do protagonista. As músicas escolhidas não refletem a psique distorcida do personagem, mas sim caem em um terreno genérico e pouco inspirado. Essa abordagem descompassada acaba quebrando o ritmo do filme, tornando as sequências musicais mais um obstáculo do que um recurso criativo que pudesse expandir a narrativa.

Além disso, a química entre Arthur e Lee, que poderia ter sido o ponto alto do filme, é prejudicada pela falta de coerência entre suas interações e as escolhas musicais. As letras, em vez de explorar a dualidade entre sanidade e loucura, optam por uma superficialidade que minimiza a profundidade emocional do relacionamento dos dois personagens. O potencial dramático da relação deles, que deveria ter sido explorado com intensidade, se perde em meio a números musicais que pouco acrescentam à trama.

No fim, o uso do musical em Coringa: Delírio a Dois parece mais um artifício que visa a diferenciação do que uma escolha narrativa sólida. Phillips tentou inovar, mas ao fazer isso, esqueceu de manter a essência sombria e introspectiva que fez do primeiro Coringa uma obra de arte psicológica. A sequência falha em capturar a complexidade mental de Arthur, resultando em um filme que, em vez de instigar o público, o afasta com sua execução desconexa e falta de substância.

Joker Sequel 'Folie à Deux': Everything We Know

Lady Gaga, no papel de Lee, é um verdadeiro desperdício de talento, prejudicada por um roteiro covarde que reduz sua personagem a uma simples “doente mental” apaixonada por Arthur. Em vez de explorar uma obsessão visceral pelo Coringa, o filme entrega uma versão superficial e estereotipada da personagem. A profundidade e a complexidade que poderiam ter feito de Lee uma figura fascinante e aterrorizante são deixadas de lado em favor de um romance mal desenvolvido e sem o peso psicológico que a trama exigia.

A personagem Lee, que tinha potencial para ser uma figura impactante e ameaçadora, perde completamente sua força com o desenvolvimento frágil e mal executado no filme. Ao contrário de outras versões de vilãs dos quadrinhos, como a Harley Quinn de Margot Robbie, que traz uma mistura de perigo, carisma e imprevisibilidade, Lee é retratada de maneira rasa e inofensiva. Sua obsessão por Arthur deveria ter sido uma fonte de tensão, mas, em vez disso, ela se transforma em uma personagem passiva, desprovida da energia caótica que poderia ter conectado o público com sua loucura.

Diferente de Harley, que cativa o espectador com sua personalidade excêntrica e imprevisível, Lee não consegue criar uma ameaça tangível que sustente sua presença em tela. Enquanto Harley Quinn é uma força avassaladora, Lee parece existir apenas como um complemento do Coringa, sem uma motivação própria que mova a narrativa. Isso resulta em uma personagem que falha em envolver o público ou gerar qualquer empatia, tornando suas interações previsíveis e pouco impactantes. O filme perde uma grande oportunidade de criar uma vilã memorável e relevante dentro desse universo.

Coringa: Delírio a Dois (2024) | MUBI
ATENÇÃO, OS TRECHOS A SEGUIR CONTÉM SPOILER DE CORINGA: DELÍRIO A DOIS. PULE PARA A FINALIZAÇÃO! 
A revelação de que Arthur Fleck não é o verdadeiro Coringa, mas sim um colega de Arkham que o observava constantemente dentro das paredes da prisão psiquiátrica, é um dos raros acertos de Delírio a Dois. Esse personagem, cujo nome nunca é revelado, mas sua natureza psicopática é evidente, traz ao telespectador uma sensação similar à que se tem ao ler os quadrinhos do Batman, onde o passado do Príncipe do Crime permanece um mistério envolvente. A decisão de manter essa incerteza sobre a verdadeira identidade do Coringa é uma jogada inteligente, pois reforça a aura de caos e imprevisibilidade que o personagem sempre teve.

Essa abordagem de manter o verdadeiro palhaço nas sombras não só cria uma tensão intrigante, como também dialoga com o legado do personagem nos quadrinhos e no cinema. Ao recusar-se a fornecer respostas claras sobre quem realmente é o Coringa, o filme preserva a essência enigmática que o torna tão fascinante. Assim como nos quadrinhos, onde múltiplas origens e histórias competem entre si, Delírio a Dois acerta ao deixar o público sem uma definição concreta, o que apenas reforça a ideia de que o Coringa é mais um conceito de caos do que uma pessoa definida. Esse elemento, sem dúvida, é um dos poucos momentos em que a produção atinge a profundidade que faltou em grande parte da narrativa.

Entre os poucos elogios que Delírio a Dois merece, destaca-se o monólogo de Arthur Fleck com Gary Puddles, um confronto indireto onde os diálogos manipuladores e narcisistas de Fleck demonstram sua verdadeira natureza. A tensão entre os personagens é habilmente construída, revelando as camadas de perversidade de Fleck sem a necessidade de violência explícita. Outro ponto que merece reconhecimento é a direção de arte, que, embora mais tímida em comparação com o filme anterior, consegue manter a fidelidade estética aos musicais de época, criando um ambiente que, mesmo discreto, ainda assim contribui para a ambientação peculiar do longa.

Crítica: 'Coringa - Delírio a Dois' (2024) com Joaquin Phoenix e Lady Gaga  | Mais Goiás

Coringa: Delírio a Dois descarta o que foi magistralmente construído em Coringa (2019), onde o epílogo deixava claro que Arthur Fleck havia finalmente abraçado sua loucura e se transformado em algo mais do que uma vítima. A sequência, no entanto, retrocede essa evolução ao colocá-lo novamente no papel de uma figura trágica, presa às circunstâncias, como se seu destino fosse sempre o de um homem oprimido e não o de um agente do caos. Isso não apenas desconsidera o desenvolvimento do personagem no primeiro filme, como também mina o impacto que aquela transformação final causou no público.

Ao tentar se distanciar da profundidade psicológica e da crueza visceral do original, Delírio a Dois acaba se perdendo em uma tentativa de inovação que falha em todos os aspectos cruciais. Desde a superficialidade do musical até o subdesenvolvimento dos personagens, o filme não consegue replicar a força narrativa que fez do primeiro Coringa uma experiência tão marcante. O que restou foi uma sequência que parece desconectada de sua própria origem, oferecendo mais espetáculo do que substância.

No fim, Coringa: Delírio a Dois demonstra que nem sempre o desejo de inovar é suficiente para sustentar uma continuação. A sequência subverte o que foi estabelecido de forma poderosa no primeiro filme, mas sem oferecer algo igualmente forte em troca. O resultado é uma obra que, apesar de alguns acertos pontuais, falha em honrar o legado de Arthur Fleck, deixando o público com uma sensação de cansaço e de uma oportunidade desperdiçada.

NOTA: 2/5

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Prime Video renova Reacher para a sua quarta temporada

Os fãs de Alan Ritchson acordaram mais felizes hoje, isso porque a Prime Video renovou Reacher para a sua quarta temporada. 

Ainda sem data de lançamento na plataforma de streaming, o novo ano da produção começará suas filmagens no início de 2025. Especula-se, que ele pode chegar no streaming em 2026. 

Já, a terceira temporada da série estreia em 2025 no Prime Video, mas sem uma data de lançamento exata até o momento. 

Após abandonar o Exército dos Estados Unidos, o veterano Jack Reacher (Alan Ritchson) decidiu percorrer o país e seguir uma nova carreira. Agora, ele trabalha como investigador freelancer, examinando as situações mais suspeitas, estranhas e perigosas. Quando chega em uma pequena cidade, várias mortes começam a ocorrer e ele acaba se tornando o principal suspeito. Quando consegue provar sua inocência, o xerife local decide pedir sua ajuda para resolver a série de brutais homicídios. Mesmo contrariado, Reacher decide usar suas habilidades para desvendar que está por trás dos crimes e suas motivações. Para isso, ele não medirá esforços e usará todos os recursos disponíveis, inclusive burlando algumas leis quando necessário. Aos poucos, o ex-militar vai juntando as pistas necessárias e percebe que há algo muito mais obscuro por trás das mortes. Reacher descobre uma rede de conspiração e corrupção envolvendo pessoas muito poderosas e que não serão fáceis de derrubar.