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Construindo o Universo Marvel nas séries

Atualmente, o MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) encontra-se bem estabelecido na mídia e essa empreitada ousada teve início em 2008. A Fox já estava caminhando com suas próprias pernas ao produzir a adaptação dos mutunas e ainda não era o bastante. Com os direitos de vários personagens, o presidente da Marvel Studios, Kevin Feige, começou esse grande projeto que consistia em filmes-solos, culminando no crossover onde todos se juntariam aos Vingadores. Na época em que este projeto foi anunciado, gerou grande euforia entre os fãs de quadrinhos.

Com a Fase 1 concluída e a Fase 2 chegando ao fim, era preciso expandir ainda mais essa grande mitologia. A solução foi a criação de séries onde pudéssemos contemplar de maneira mais ampla o que víamos nestes filmes.

Agents of S.H.I.E.L.D

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Antes da criação da série, essa grande organização teve seu debut rapidamente em Homem de Ferro com a primeira olhada em Nick Fury e seu convite para os Vingadores. Homem de Ferro 2 nos apresentou um personagem carismático chamado Coulson (que também esteva em Thor) e o vimos morrer nos Vingadores. Após um tempo do lançamento do filme, foi confirmada uma série onde o tema seria o dia-a-dia desses agentes e o mais inesperado foi a participação regular de Coulson. Ué! Ele não estava morto? Sim, sendo que conseguiram driblar essa morte numa explicação que era apenas a ponta do iceberg da mitologia que estava sendo criada lá.

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É de fácil entendimento que a série teve a primeira metade de seu ano de estreia totalmente mediana, onde a produção estava muito presa à Batalha de NY e sem nenhuma mitologia própria para atrair os telespectadores. A partir do episódio 1×09, teve uma notável melhora e fomos surpreendidos com uma evolução na trama tão impressionante que parecia ser outra série. E foi seguindo esse estilo até o excelente season finale.

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Outro atrativo de AoS foi a execução de crossovers. Como a série estava interligada com o MCU, nada mais justo que os eventos de alguns filmes respingarem nela, certo? E foi isso que aconteceu na primeira temporada. Foram realizados dois crossovers leves com Thor: O Mundo Sombrio e o excelente crossover com Capitão América: O Soldado Invernal. Este segundo foi o elemento principal para tornar AoS o que ela é hoje, pois a representação dessa ligação foi feita num formato tão maravilhoso que parecia um filme, de tão eletrizante. Na segunda temporada aconteceu o crossover com Vingadores: Era de Ultron, que deixou esclarecido ao público como os Vingadores descobriram a localização do Cetro do Loki e o Projeto Teta sendo de grande ajuda no final do filme. Com o desfecho da temporada atual, acho que fica fácil deduzir o vindouro crossover.

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O filme dos Inumanos terá lançamento só para 2019, mas a origem sobre esses seres modificados pelos Kree deu seus primeiros passos nesta série. Foi uma decisão arriscada, mas até o momento, todo o material apresentado foi utilizado com bastante coerência. Guerreiros Secretos é um importante arco dos quadrinhos que apresenta uma equipe formada pelo Nick Fury, onde uma dos integrantes é a Daisy Johnson (também chamada de Tremor). Para quem lembra, é a nossa querida hacker Skye. Várias referências ao arco foi feito na série e a partir da 3° temporada, veremos uma adaptação do mesmo.

AoS veio para oficializar sua localização na extensa teia do Universo Marvel e também para sentir as consequências de alguns eventos mostrados nas fases citadas no início da matéria. O MCU ainda terá vida longa, mas será que a série terá gás para acompanhar tudo?

Agent Carter

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Peggy Carter foi introduzida no primeiro filme do Sentinela da Liberdade e tornou-se o interesse romântico de Steve Rogers. Um amor que foi interrompido com a ‘morte do Capitão América’. Naquela época, a S.H.I.E.L.D. ainda não existia e o Caveira Vermelha proclamava o domínio total da H.Y.D.R.A. A Segunda Guerra Mundial sendo retratada no filme abriu várias possibilidades para explicar alguns elementos mostrados no presente. A S.H.I.E.L.D. no presente já estava sendo representada e faltava mostrar como tudo teve início. Quem a criou? Quais foram os desafios com os primeiros comprometidos em deter qualquer ameaça que pessoas leigas não entenderiam? O gancho veio com o One-Shot da personagem num período pós-guerra, em que as mulheres não eram tratadas com a devida atenção num ambiente onde a maioria era composta por homens. Não demorou muito para que uma série-solo fosse oficializada pela Marvel junto com a ABC (mesma emissora responsável por AoS).

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O spin-off ambientado no passado permitiu preencher lacunas sobre o MCU e também o que foi mostrado em AoS. O desenvolvimento da mitologia foi executada de forma precisa e sem enrolações. Peggy Carter ainda mostrava total gás para executar missões e agora estava ajudando Howard Stark a provar sua inocência. Futuramente, os dois seriam os fundadores da S.H.I.E.L.D.

A série não dispensou as referências aos quadrinhos, o que tornou ainda mais rico o entendimento sobre diversos eventos ocorridos. Agent Carter diverte, brinca com o passado e deixa o público gritando ‘eu entendi a referência’. A renovação veio com grande alegria e foi prometida a introdução de alguns personagens conhecidos do público.

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Participações da Hayley Atwell:

– Capitão América: O Primeiro Vingador
– Agent Carter
– Agents of S.H.I.E.L.D. (flashback)
– Homem-Formiga
– Capitão América: O Soldado Invernal
– Vindouro Capitão América: Guerra Civil

Demolidor

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O público estava totalmente familiarizado com os Vingadores, mas ainda estava faltando algo. A resposta veio com a parceria da Marvel com a Netflix, onde a Fase 1 se trataria da apresentação de personagens urbanos e as tentativas de tornar Hell’s Kitchen um bairro melhor após a destruição em massa causada pela invasão dos Chitauri em Os Vingadores.

Matt Murdock (a.k.a. Demolidor) foi o primeiro a ser produzido e as expectativas estavam altíssimas com a série. Acho que posso falar por muitos que foi uma das melhores séries adaptadas. Essa parceria veio numa hora oportuna e nos trouxe um clima distinto ao que víamos nos filmes. O realismo estava todo ali. Matt não voava numa armadura e nem usava o Mjölnir, mas sua disposição para combater o crime era algo louvável.

Conhecemos o personagem em quatro momentos: na infância se adaptando à cegueira; Matt como advogado; Matt com o visual inspirado no uniforme do Frank Miller e John Romita Jr. e finalmente usando o uniforme vermelho como Demolidor. A série brincou bastante com elementos vistos nas histórias do personagem e também oficializou sua entrada no MCU, com referências ao Incrível Hulk e aos Vingadores. Para tornar tudo mais gostoso de assistir, ainda abriu portas para as aparições de Elektra, Justiceiro e quem sabe, Mercenário.

Jessica Jones

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A série ainda está em produção e será o segundo lançamento dessa parceria com a Netflix. Como as imagens acima mostram, veremos Luke Cage fazendo sua primeira aparição. Rumores de que poderá rolar um crossover entre Demolidor e Jessica Jones, pelo fato de ambos morarem em Hell’s Kitchen.

Com todas as referências aparecendo em todas as séries citadas, não fica difícil deduzir que esta também estará repleta de easter-eggs.

Luke Cage e Punho de Ferro + Defensores

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As três séries ainda demorarão para entrarem em produção, mas já fica valendo a intenção da Netflix/Marvel em finalizar a primeira fase num grande crossover entre os quatro personagens.

À exemplo dos filmes confirmados para a Fase 3, as séries ainda possuem um longo caminho pela frente e construindo um universo bem amplo, porém mantendo ligações com o MCU.

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Detective Comics

Sugestão HQ | Batman Eterno

Em janeiro deste ano, a Panini Comics, editora brasileira responsável pelas revistas da DC Comics e Marvel Comics, entre outras, anunciou o lançamento de Batman Eterno, uma das grandes sagas do Morcego nos Novos 52.

No começo da trama, vemos Gordon e Batman confrontando o Professor Porko que teria envenenado algumas crianças. No meio do conflito, vendo que estava quase tudo perdido, o Professor Porko foge com seus capangas fazendo Gordon e Batman se separarem. Com isso, o comissário James Gordon vai caçar um dos homens nos trilhos do metrô de Gotham. Quando Gordon vê que ele está encurralado, ele mira sua arma no capanga e vendo uma tentativa de desarmá-lo dispara uma bala que atinge uma caixa de energia, e é quando o problema começa.

James GordBATMAN-ETERNO-10-600x917on é incriminado por ser o culpado pela morte de vários Gothamitas e o  capanga estava desarmado, na realidade. Olhando a situação, Batman chega à conclusão de que aquilo é bem mais complexo do que todos imaginavam. Com Gordon preso, um  velho criminoso retorna a Gotham e trava uma guerra de gangues contra o Pinguim, que  até o momento era o rei do submundo de Gotham, além disso, o criminoso que acabara  de retornar, influência o prefeito e muda completamente o sistema policial de Gotham elegendo um novo comissário, consequentemente vários problemas começam a aparecer e o cruzado encapuzado tem pouco tempo para salvar Gotham City.

A história é escrita por Scott Snyder e James Tynion IV e conta com vários artistas como: Jason Fabok, Iam Bertram, Dustin Nguyen, entre outros. Forte recomendação para fãs do  personagem e adoradores de histórias de suspense e policial.

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Crítica | House of Cards – Terceira Temporada

Com a proposta de criar conteúdo original para seu serviço de streaming, a Netflix apostou na série dramática House of Cards, que foi bem aceita pelo público e hoje é uma das séries mais assistidas e que já está em sua terceira temporada atualmente.

Passaram-se duas temporadas e a história se transformou em algo completamente diferente do que era no início. Agora com seu ambicioso cargo de presidente, Frank Underwood (Kevin Spacey) precisa lidar com os problemas e conflitos que ameaçam seu cargo. Com isso, Underwood deve contar com alguns aliados como Remy Danton (Mahershala Ali) e Seth Grayson (Derek Cecil) para se preparar para as eleições de 2016 e ganhar de sua concorrente, Heather Dunbar (Elizabeth Marvel).

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Nessa terceira temporada, alguns personagens possuem uma importância e desenvolvimento bem maiores do que nas últimas duas, como Doug Stamper, brilhantemente interpretado por Michael Kelly, que era braço direito de Frank, mas que agora passa por uma recuperação depois de alguns acontecimentos na temporada anterior e ainda deve recuperar a confiança de Frank, pois ficou no hospital enquanto Underwood era eleito presidente. Já Claire Underwood (Robin Wright) toma posse do cargo de primeira dama e deve começar a resolver problemas de temporadas passadas e ainda ser uma imagem importante para a reeleição de Underwood.

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A teceira temporada possui muitos pontos positivos. Apesar de ser inferior à sua antecessora, esta consegue ter um desenvolvimento em quesito de história muito grande, além de mostrar muitos elementos reais do sistema governamental em todo o mundo. É quando entra Viktor Petrov (Lars Mikkelsen), o presidente da Rússia, um excelente personagem que consegue ficar no mesmo patamar de Underwood, deixando o presidente constrangido em algumas horas e consegue ainda chantagear Frank deixando a trama mais intensa.

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Infelizmente, nem tudo é um mar de rosas. Muitos elementos da série foram esquecidos nessa temporada, por exemplo, a quebra da quarta parede, quando Frank fala com o telespectador. Isso era um elemento muito presente e que ficou marcado na série inteira e foi muito pouco usado durante esta terceira parte. Mas, o pior da temporada são as personagens e suas histórias paralelas completamente insignificantes para a trama. Dois grandes exemplos são Kate Baldwin (Kim Dickens) e Thomas Yates (Paul Sparks): quando você pensa que esses personagens podem substituir Zoe Barners (Kate Mara) que representava uma grande ameaça para o presidente Underwood, na verdade eles são dois personagens medíocres com um romance raso e nenhuma ameaça, algo que estava sendo desenvolvido e explorado muito bem. A questão é que quando não é mostrado nada desse gênero na temporada, decepciona o telespectador e faz a série diminuir em questão de personagens.

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As gravações da quarta temporada já tiveram início. Provavelmente essa temporada irá abordar as eleições de 2016 e os candidatos à presidência dos Estados Unidos. Por isso, ainda não veremos qualquer tipo de ameaça ao presidente e é muito provável que aconteça só em uma quinta ou sexta temporada. E os indícios que foram deixados nesta última é de que o relacionamento de Claire e de Frank será o mais abordado na próxima.

A série já ganhou muitos prêmios, como Emmy e Globo de Outro e dessa vez não deve ser diferente. Seus principais atores, Kevin Spacey, Robin Wright e Michael Kelly devem levar algum dos prêmios para a casa.

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Apesar de tudo, a série mantém seu padrão de qualidade, que é magnífico, mas se ela resgatar alguns elementos utilizados anteriormente e investir mais em seus personagens secundários poderá ser uma das melhores séries dramáticas da história.