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A Leitura Que Te fez Bem! As Indicações de 2020!

Olá pessoal! Que ano né? Nossa parece até que estamos somente esperando o 2021 começar para soltarmos um grande “UFA!” por tudo que aconteceu em 2020. Lá no réveillon de 2019, quando todos comemoravam, brindavam e projetávamos o 2020, nunca imaginaríamos que iriamos estar passando pano com álcool em pacote de arroz.

Esse foi um ano marcado com a morte. E em uma escala em que afligiu à todos no mundo inteiro. De forma direta ou indireta. Alguém sofreu ou presenciou o sofrimento de alguém. As políticas controversas. As pessoas que insistiam em “desafiar” e desacreditar no que estava acontecendo. Ficar em um isolamento. Longe dos amigos, dos familiares, foi e estar sendo difícil. E não pense que o tal grande UFA! se passa à meia-noite de 31 de dezembro. Não, o ano seguinte ainda terá muitas dificuldades e ninguém aqui está esperando que seja diferente e nem enganando ninguém.

Mas nada impede de tentarmos fazer algo melhor. De tentar ser melhor. Pelo menos, alguns de nós, aprendemos a limpar melhor as mãos.
Essa lista de indicações fala muito sobre se sentir melhor. É uma lista de leitura que em algum momento desse ano, fez uma pessoa sorrir, refletir, pensar ou mesmo se distrair. Aqui tem publicações que nem foram lançadas em 2020. Mas o intuito não é nem esse. É apresentar/indicar uma leitura que fez bem para a gente em algum momento do ano. Que mexeu com a gente. Que fez entender (ou aceitar) melhor o que está acontecendo.

Agradeço a todos que participaram dessa lista (até mesmo porque foi idealizado aos 45 do segundo tempo). Nomes importantes que produzem quadrinhos, que divulgam quadrinhos, que falam sobre quadrinhos e principalmente os que “somente” leem quadrinhos! Pois no final de tudo, somos todos leitores.

Confira a nossa lista de indicações e que 2021 seja uma jornada mais leve para todos!

O Azul Indiferente do Céu (Shiko) Por Ricardo Ramos

Francisco José Souto Leite, mais conhecido como Shiko, conta em um clássico dos quadrinhos brasileiro, por meio de ficção os fatos que antecederam o assassinato do ativista colombiano, jornalista e especialista em saúde pública Héctor Adad Gómez. A “encomenda” pela vida de Héctor aconteceu após ele publicar como funcionava o universo dos matadores de aluguel naquele país que agiam para o forte narcotráfico e a tensão política da América Latina mergulhada em conflitos.

Mas o que me chamou muito atenção com Azul Indiferente do Céu, foi o final do último texto escrito por Héctor Abad Gomez em 1987: “El Facismo por más que quisiéramos, no há desaparecido de la faz de la tierra”. Sentir que um continente, que desde do México para baixo, sofreu com mazelas das ditaduras militares que bebiam e se fortaleciam de religiosidade, ter uma frase, escrita em 1987, que apresenta o fascismo ainda forte em pleno 2020 é assustador. E quando vemos alguns governantes, vemos que o pavio já está acesso, mas a bomba realmente ainda não explodiu para valer.

O Azul Indiferente do Céu é um publicação da Editora Mino



Um Conto de Natal (Carlos Giménez) – Por Marcelo Naranjo (Universo HQ e COACH DE QUADRINHOS)

Uma das HQs que mais me impactou em 2020 foi Um Conto de Natal, de Carlos Giménez (Comix Zone). O motivo está nas últimas páginas, que mostram as opções que a vida nos oferece e a maneira com a qual lidamos com elas – esquecendo, por vezes, que o capítulo final é igual para todos nós. Em um ano tão complicado, ficou impossível não lidar com escolhas difíceis.

Um Conto de Natal é uma publicação da Editora Comix Zone.


Habibi (Craig Thompson) – Por Eduardo Bautitz (Leitor, baterista e churrasqueiro)

Desde o início, Thompsom parece ter a intenção de abalar o psicológico do leitor, de rasgar a simplicidade e de enaltecer a relação entre os personagens protagonistas de forma trágica, fazendo com que você adentre a história não só por empatia, mas muito por conta do envolvimento com o paralelismo que entoa em cada retomada da narrativa. O desenrolar da trama demonstra uma beleza que caminha ao lado de cortes profundos no imaginário, ilustra consciências e posicionamentos sobre qualquer estigma que podemos carregar. Em preto e branco, a obra arrebata, cativa, enfurece, ensina, oferece conhecimento e transforma, da melhor e pior maneira possível, demonstrando uma maestria de condução e de construção de um cenário tão próprio.

Com passagens lindíssimas e um trabalho de pesquisa invejável, Habibi trabalha mais do que uma simples narrativa, ela choca, machuca, cura, renova e fere mais uma vez as únicas coisas que podem ser preservadas em um ser humano; sensibilidade, integridade, honestidade e caráter.

Habibi é uma publicação da Quadrinhos na Cia


Cais do Porto (Brendda Maria) – Por Pablo Sarmento (Podcast Emoções Misturam Ovos, ComicPod e Terra Zero)

Cais do Porto foi um dos gibis mais bonitos que eu li esse ano. Com texto e arte da quadrinista premiada esse ano 2020 com HQ Mix melhor desenhista revelação o quadrinho mostra a encontro de duas amigas, falando sobre vida e coisas mundanas. Apesar a premissa simples, em tempos de pandemia um gibi de slice of life é algo que pode lembrar como coisas simples no mundo como andar de ônibus e falar sobre rotinas pode ter um peso tão na grande. Esse quadrinho mudou demais meu ano e me fez muito bem.

Cais do Porto é publicado pela Conrad Editora


Chainsaw Man (Tatsuki Fujimoto) – por Rodrigo Cândido (quadrinhista e membro do Coletivo Sarjeta)

Chainsaw Man é meu quadrinho no ano! Dentre muitas história fechadas bem especiais que me surpreenderam (a maioria, quadrinhos nacionais), acabei sendo pego por essa série que começa como típico “mangá de lutinha” para um misto de ação e terror totalmente inesperado, com reviravoltas na trama totalmente imprevisíveis e muitas, muitas tripas voando. Pra mim foi uma aula de onde se pode levar um personagem, que mesmo sendo reflexo de um clichê ainda traz elementos que nos fazem querer ler mais e mais sua história e ate torcer para seu sucesso. Mesmo que ele seja um diabão com cabeça de serra elétrica.

Chainsaw Man (Tatsuki Fujimoto) – por Bruno Brunelli (ilustrador, diretor de arte e membro do coletivo Sarjeta)

A leitura que mais me impactou esse ano horrendo de 2020 foi o mangá Chainsaw Man. Esse projeto é totalmente desgraçado da cabeça, cara! Não tem uma parte que eu não pensei QUE PORR@ É ESSA! Todo mundo é vilão, é mocinho, é humano, é demônio, daí aparece um anjo, depois uns 20 cachorros, conspiração política, trairagem, e também repleto de humor e “non sense”.

Casou perfeito para 2020, te asseguro 😉

Chainsaw Man é uma publicação da Panini


A Grande Farsa (do Carlos Trillo e Domingo Mandrafina) – Por Jean Jefferson (Leitor e Comix Zoner Boy)

Pra mim a leitura que mais curti no ano foi a Grande Farsa, do Carlos Trillo e Domingo Mandrafina. Incrivelmente divertido, ágil e com uma arte incrível, eu fiquei absurdamente envolvido e li numa tacada só. Acho que é o mesmo sentimento de assistir um filme massa do Tarantino pelo ritmo, com uma pegada latina que faz lembrar novela da Globo. O Iguana merece ser reconhecido com um dos maiores vilões dos quadrinhos e seria personagem cult se o gibi fosse adaptado pros cinemas (algo que eu torço fortemente).

A Grande Farsa é uma publicação da Comix Zone


Grama (Keum Suk Gendry-Kim) – Por Maria Eduarda Maggi (podcaster do HQ CORP)

Pensar no quadrinho que mais marcou meu 2020 não foi difícil. Geralmente essa é uma decisão árdua, pois com tantas leituras na bagagem, nossa mente acaba se perdendo em tantas histórias que, no fim, acabamos chegando no mesmo ponto que começamos. No meio desse pensamento, Grama me veio instantaneamente à memória: uma leitura diferente de tudo que eu havia conhecido, tanto em narrativa, traço, e, principalmente, abordagem. A autora, Keum Suk Gendry-Kim, nos apresenta à real história da pequena Ok-sun Lee, uma menina sul-coreana que foi vendida pela própria família e acabou sendo forçada a virar uma escrava sexual do Exército Imperial Japonês durante a Segunda Guerra Mundial. Além de Ok-sun, muitas outras mulheres foram forçadas à escravidão sexual no período, sendo comumente chamadas de “mulheres de conforto” – um eufemismo profundamente machista.

A HQ nos mostra, além da triste história da protagonista, um panorama histórico da Coreia durante a guerra, bem como o retrato – muito sofrido – de outras mulheres vítimas do Exército Japonês. Além de uma história sobre mulheres de conforto, Grama é a história de superação de toda uma vida. Ok-sun Lee, hoje já idosa, continua lutando bravamente para que esse período jamais seja esquecido, e para que as vítimas recebam o pedido de desculpas que merecem, pois “mesmo derrubada pelo vento e pisoteada por muitos, a grama sempre se reergue”.

Grama é uma publicação da editora Pipoca & Nanquim


Berlim (Jason Lutes) por Lucas Fazola (Vortex Cultural)

Berlim foi uma HQ que me impactou sobremaneira desde as primeiras páginas. Contudo, apenas ao finalizar a leitura da obra pude entender o que me pegou tanto ali: a assustadora semelhança do contexto da capital alemã nos anos vinte e trinta com os tempos que vivemos atualmente. O descrédito nas instituições, a escalada política do autoritarismo chancelada por uma parcela considerável da população, o obscurantismo cerceando qualquer possibilidade de diálogo e de pensamento crítico e pluralista… todo o contexto que permitiu a ascensão de Adolf Hitler ao poder encontra semelhanças indigestas com o absurdo representado pelo ressurgimento da extrema-direita na contemporaneidade. A “Berlim” de Jason Lutes fala do passado, sim, mas alerta também sobre o presente, afinal de contas, como diria Bertold Brecht, “a cadela do fascismo está sempre no cio”, e diante de uma ameaça tão nefasta, precisamos estar sempre atentos e fortes.

Berlim foi publicada pela Editora Veneta


1Q84 (Haruki Murakami) e muitos outros – Por Felipe Coutinho (escritor, artista, professor e membro do coletivo Sarjeta)

Olá, pessoal do Torre de Vigilância! Tudo bom? 2020 foi o ano que todo mundo que esquecer por motivos óbvios, mas ao mesmo tempo, foi o ano em que ficou evidente o papel das artes em tornar nossas vidas melhores, mais leves; essa é sem dúvidas uma grande lição para levarmos adiante e que acho que prendemos como público. Saímos de 2020 valorizando mais as manifestações artísticas. Por aqui, ouvi muita música e li bastante. Nas leituras, normalmente, me relaciono com essa coisa kafkiana. Adoro um absurdo e tramas psicológicas, mas neste ano foi relativamente diferente: alternei entre a habitual desgraceira de mente e coisas mais leves para distrair. Destaco alguns na literatura: 1Q84, do Haruki Murakami; A arte de produzir efeito sem causa, do Mutarelli; Abusado, de Caco Barcellos; Estação Carandiru, do Dráuzio Varella e Trainspotting, de Irvine Welsh.

Em termos de quadrinhos, li bastante umas Webtoons que acho muito interessantes, elas são: My Giant Nerd Boyfriend, de Fishball; Hellper, de SAKK; Lorem Olympus, de Rachel Smythe; Aisopos, de Yangsoo Kim/DOGADO e reli alguns clássicos dos quadrinhos, como New York, do Eisner e a trilogia sobre quadrinhos do Scott McCloud. Também folheei algumas vezes o Dois irmãos, dos Gêmeos Bá e Moon e Estórias Gerais, de Wellington Srbek e Colin. Esses clássicos estão sempre na minha mesa de trabalho, leio e releio com frequência, além de usar muito como referência. Sobre música: Nine inch Nails, risos.

Desejo a todos um ano novo melhor. Saúde, paz e harmonia. Um abraço.


Ten Years (Randall Munroe) – Por Érico Assis (Tradutor e colunista)

A leitura que mais me marcou em 2020 tem só uma página – ou seja lá como você chamar uma tripa só de webcomic. Chama-se Ten Years, faz parte da série XKCD, e é uma história autobiográfica de Randall Munroe e companheira comemorando dez anos desde que ela descobriu um câncer. E se recuperou, claro. Munroe é um engenheiro, técnico, objetivo, pragmático, com uma sensibilidade artística e narrativa que a gente não costuma ver em engenheiros técnicos objetivos e pragmáticos. E essa noção de engenheiro das coisas entra no jeito como ele faz quadrinhos pra emocionar. É único.

*“Quando me mostraram o gráfico de expectativa de vida em dez anos, eu nunca achei que fosse chegar aqui. Não entendo como você casou comigo quando eu estava horrível. Mas foi muito fofo.”“Você é a pessoa mais legal que eu já conheci. Eu só queria todo o tempo que a gente pudesse ter junto.”“Bom, boas notícias: vou seguir inabalada na minha existência horrenda e inexplicável! Toma essa, biologia!”*

Você pode ler Ten Years clicando AQUI.


Blue Note: Os Últimos Dias da Lei Seca (Mathieu Mariolle e Mikaël Bourgouin) – Por Roberto Siqueira (Leitor e futuro quadrinista)

Por se tratar de algumas temática que eu adoro como, música, lutas, máfia e o período histórico em que se passa, meados dos anos 1920-1933. Período este que sempre rendeu boas histórias, sobretudo para o cinema, e é aí a grande homenagem desse quadrinho europeu para o cinema noir. Roteiro cativante do Mathieu Mariolle e Mikaël Bourgouin, apresentando duas histórias paralelas que se conectam. E a arte e cores do já citado Mikaël Bourgouin e o ponto alto do quadrinho, com uma narrativa envolvente que não deixa o leitor se perder. Uma obra para ser lida e estudada.

Blue Note: Os Últimos Dias da Lei Seca foi publicado pela editora Mythos.


Sabrina (Nick Drnaso) por Vinicius (2Quadrinhos)

“Ninguém retratou os nossos tempos tão bem quanto o Nick Drnaso”. Esta foi a frase que me ocorreu assim que eu acabei a leitura de Sabrina. Na mesma hora, olhei atrás da graphic novel para ver se não foi dali que saiu e… não. Então, por enquanto, vou atribuir a mim mesmo esta frase maravilhosa. A tal Sabrina mal aparece na HQ, na verdade a história vai mostrar as repercussões do desaparecimento da garota na vida das pessoas próximas. Sem nenhum monstro ou criatura sobrenatural, este é o quadrinho mais apavorante que li nos últimos anos.

Em Sabrina vemos como uma vida humana é transformada num suculento espetáculo para alimentar sites famintos por cliques. Além de ilustrar como este mesmo espetáculo dá força a conspiracionistas que, no Brasil, usam termos como “extrema imprensa”, entre outras sandices.

Sabrina foi publicada pela Editora Veneta.


Paracuellos (Carlos Giménez) por Ricardo Ramos

Esse foi um ano em que li bem menos do que eu queria, mas as minhas leituras deram um salto considerável de qualidade. E fico com o misto de emoções em que senti quando li Paracuellos do Carlos Giménez. A história autobiográfica dos meninos nos abrigos, chamados de Auxílio Social, faz você se sentir um deles. Você sente a angustia de estar lá, o medo das governantas, a expectativa perto da visita dos pais, a alegria de alguma brincadeira entre eles, os sonhos de cada um, a violência que sofriam… até quando sentem fome, você sente também.

E sem contar a importância histórica de apresentar para o brasileiro, que parece que esqueceu, como funcionava as ditaduras e suas mazelas. Ela em certos momentos é muito difícil e faz você engolir seco. Em alguns momentos e arranca risos. E te faz sonhar juntamente com as crianças. Que apesar de estarem vivendo o pior momento de todos, são apenas crianças. Com sonhos, brincadeiras e desejos. Foi como estar em 2020. Em 2020, nos fomos essas crianças sonhando e desejando algo melhor.

Paracuellos foi publicado pela Editora Comix Zone

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Torre Recomenda | Animês de 2020

Agora sim, creio que isso seja um evento frequente o suficiente para chamarmos de “tradição”: Todos os anos, as equipes da Torre se esforçam por noites a fio para juntar as três coisas que o brasileiro mais gosta, que são “listas”, “entretenimento” e “confusão”.
A ideia dos “melhores do ano” é de botar o holofote em algumas coisas que podem ter passado despercebidas no meio de um ano agitado (que 2020 foi mais do que o normal, diga-se de passagem). Também serve para demonstrar o quão deslocada e fora do lugar a nossa equipe de animês está do público-alvo deste site. Mas tudo bem!

Esse ano, este que vos digita (Vini) estará acompanhado de ninguém menos que Luiz Alex para te trazer os animês que foram, em nossas humildes opiniões, os cinco melhores de 2020 (com algumas ressalvas).

Redator: Vini Leonardi

5 – BOFURI: I Don’t Want to Get Hurt, so I’ll Max Out My Defense. (Inverno 2020)

Eu já disse que amo comédias? Em quinto lugar, um show do já tãaaao longuínquo mês de Janeiro.
Esse animê foi um caso positivo de quebra de expectativa (e vocês vão ver que isso aconteceu bastante esse ano): Eu imaginei que teríamos um simples show Slice of Life fofinho com garotinhas fofinhas fazendo coisas fofinhas. E, sinceramente? Isso bastaria pra mim. Mas o que eu recebi foi muito mais do que foi prometido. Recebemos um show hilário com uma comédia absurda e nonsense que eu simplesmente adoro. E, como a cereja do bolo, um elenco de personagens carismáticos tanto em design como em personalidade, que conseguiram me cativar em meros 12 episódios.
Estou com muitas saudades da Maple e ficarei feliz de assistir a segunda temporada – que já está anunciada – assim que ela começar.

O show está disponível na Funimation.

4 – Ikebukuro West Gate Park (Outono 2020)

(Contestavelmente) O único título da minha lista que não é uma comédia. O show que se auto-abrevia como IWGP faz parte de um gênero que eu adoro, e que sempre que encontro, decido assistir imediatamente: O mistério urbano. Esse, em especial, trata de um subgênero do mistério urbano que eu gosto ainda mais: O urbano racional, onde os conflitos são intrinsecamente humanos.
Você gosta de guerras de gangue em um centro urbano japonês do início dos anos 2000? Se sua resposta é “sim”, eu não tenho como te recomendar mais esse show.

Apesar de ser totalmente fabricado para apelar aos meus gostos, eu ainda consegui encontrar algo que me surpreendeu na trama: Os temas que seus contos episódicos contam, se considerando a data do material de origem. O show trata de temas complexos como xenofobia e imigração, preconceitos irraigados da cultura japonesa, uso de drogas e prostituição, suicídio e muito mais. Pode não parecer nada de extraordinário nos dias de hoje tratar desses assuntos, mas quando você percebe que o show é uma adaptação de uma série de livros cuja publicação começou em 1998, você entende o quão “ousado” foi Ira Ishida, o autor da obra.

Como comentei, o show é episódico, então você pode pegar apenas o primeiro episódio para assistir, e ver se é o seu tipo de entretenimento. Se não gostar logo de cara, já abandona o barco e parte pro próximo. Simples assim.

O show está disponível na Funimation.

3 – My Next Life as a Villainess: All Routes Lead to Doom! (Primavera 2020)

Já falei bastante sobre “Hamefura” quando tratei do futuro do isekai. Recomendo a leitura para entender do que o show se trata: O Futuro do Isekai e “My Next Life as a Villainess”.

E, agora que o show já está terminado, tenho ainda um ponto extra a acrescentar, e que fez com que as aventuras de Catarina (que, aliás, espero que esteja tendo um bom dia) ficassem ainda melhores: A história é fechada com uma conclusão extremamente satisfatória. É muito, mas muito raro encontrar shows adaptados de Light Novels (principalmente isekais) que conseguem… terminar. Sempre acabamos com um final em aberto que grita “vá ler o material original” na sua cara. Mas a Catarina é boba demais para fazer isso. Ela te deu um final que é realmente um final, e isso foi o suficiente para me dar uma satisfação absurdamente grande.

As Light Novels continuam depois do animê, e, inclusive, já temos uma segunda temporada anunciada. Mas é um caso onde a história não precisava continuar. Isso, aliás, me dá um pouco de medo do que vem por aí…

O show está disponível na Crunchyroll.

2 – A Destructive God Sits Next to Me (Inverno 2020)

Possivelmente uma das comédias mais tecnicamente perfeitas já feitas na história da humanidade. Eu fiz questão de explicar os motivos por trás dessa afirmação ousada numa postagem: Os princípios da comédia em “A Destructive God Sits Next to Me”.

Entendo que se trata de um show que não faz o gosto de todo mundo, mas tenho certeza que se você, assim como eu, simplesmente adora o absurdo e se acaba de rir com a desgraça alheia, você vai adorá-lo, a ponto de cair da cadeira rindo. Não que isso tenha acontecido comigo… Não… Jamais…

Tendo sido um título de Janeiro, eu passei o ano todo tendo certeza que uma das posições do meu TOP 5 já estava ocupada. E, por grande parte do ano, tive a impressão de que nada – nem ninguém – seria capaz de tirar o título de Koyuki Seri. Porém…

O show está disponível na Crunchyroll.

1 – The Misfit of Demon King Academy (Verão 2020)

Você achou mesmo que ser o melhor animê do ano seria o suficiente para tirar Anos Voldigoad, o Rei-Demônio da Destruição, do primeiro lugar?

Surpreendendo você, eu, e até a minha mãe, o melhor show do ano foi um Harém Escolar Mágico Genérico com protagonista invencível. É um animê que trabalha com expectativas e realidade, e é justamente isso que eu explico no meu mais sincero pedido de desculpas: Expectativas e Realidade em “The Misfit of Demon King Academy”.

Como comentei mais cedo na lista, há controvérsias sobre classificar “The Misfit of Demon King Academy” como uma comédia, pois… Bem… Não temos certeza se a ideia era ser uma comédia ou ser levado a sério. A arte de ser capaz de fazer uma obra que pode ser lida tanto seriamente, como também se fosse uma paródia, e fazer ambas as leituras serem viáveis e plausíveis é de aplaudir de pé.
E a minha forma de aplaudir de pé é dedicando o título de “Melhor animê do ano” para o Rei-Demônio da Destruição, Anos Voldigoad.

Fico com muita expectativa de que façam mais. Eu quero mais! Há muito mais a se explorado! A ser explicado! Muitas frases de efeito cafonas para serem ditas! Por favor, Japão, nunca te pedi nada!

O show está disponível na Crunchyroll.

Redator: Luiz A. Butkeivicz

– Dorohedoro (Inverno 2020)

Adaptando o mangá seinen de mesmo nome, Dorohedoro foi um dos destaques e surpresas desse ano.

Produzido pelo estúdio MAPPA e dirigido por Yuuchirou Hayashi, Dorohedoro é um animê em CGi que se passa na sombria cidade distópica, Hole, onde usuários de magia testam suas habilidades nos seus residentes. Kaiman, um homem misterioso com cabeça de lagarto, e Nikkaido, dona de um restaurante cuja especialidade é o seu gyoza, caçam esses usuários de magia a fim de conseguir respostas sobre o passado de Kaiman. No decorrer da história, conhecemos outros personagens fascinantes como Shin e sua parceira Noi, usuários de magias extremamente fortes e violentos mas também incrivelmente carismáticos, que fazem a trama brilhar ainda mais ao borrar a linha entre protagonistas e antagonistas.

Produzido completamente em CGi, Dorohedoro demonstra, através de cenas de luta incrivelmente brutais e multicoloridas, a realidade cruel, monstruosa, suja e distópica de Hole e que é possível se apropriar dessas técnicas sem quedas de qualidades na animação em comparação com o estilo tradicional 2D.

Dorohedoro é uma recomendação excepcional que se destaca pela sua ambientação fantástica, lutas incríveis e sangrentas e personagens vívidos e carismáticos que, a cada episódio, sempre deixam ansioso para o próximo e com um gostinho de quero mais.

Dorohedoro está disponível em streaming na Netflix.

– Kakushigoto (Primavera 2020)

Uma obra de um dos meus mangakas favoritos, Koji Kumeta, não decepcionou ao trazer Kakushigoto para a tela através do estúdio Aija-Do (Honzuki no Gekokujou) na primavera de 2020.

A sinopse do animê, pela Funimation, diz: “Kakushi Goto é um pai solteiro com um grande segredo. Ele é o artista mais vendido de mangás eróticos populares, e sua filha, Hime, não pode descobrir. Ele tem que rebolar para impedi-la de descobrir neste conto de amor e risos entre pai e filha.”

Ainda seguindo muitos passos característicos do autor desde sua obra anterior, Sayonara Zetsubou Sensei, Kakushigoto cria sua própria marca e é em comparação uma história muito mais linear e pessoal, que a cada episódio traz com extremo sucesso o espectador mais próximo da tela e de seus personagens.

Um slice of life dramático incrível que demonstra o crescimento do autor tanto dentro quanto fora da obra, além de uma ótima introdução – leve e casual – para as obras de Kumeta.

Kakushigoto está disponível em streaming na Funimation.

– Keep Your Hands Off Eizouken! (Inverno 2020)

Do lendário diretor, Masaaki Yuasa (Devilman: Crybaby, Tatami Galaxy), “Keep Your Hands Off Eizouken!” brilhou como ouro desde o seu primeiro episódio ao apresentar uma história hilária e cativante sobre o poder que a animação tem de criar e trazer sonhos à vida.

Midori Asakusa é uma garota com uma grande imaginação sempre perdida em seu sketchbook, enquanto sua melhor amiga, Sayaka Kanamori, é uma calculista que traz Asakusa de volta das suas viagens imaginárias.
Após as duas se encontrarem com Tsubame Misuzaki, as três imediatamente formam uma conexão quando Asakusa e Misuzaki percebem suas paixões pela arte da animação. Movida pelo seu interesse em fazer dinheiro, Kanamori sugere que as três formem o clube de animação com Asakusa desenhando as magníficas paisagens e cenários e Misuzaki os vívidos personagens. A história segue o trio em uma aventura através dos insights e técnicas da indústria da animação em trechos fantásticos que ilustram a imaginação das personagens ganhando vida.

Com diversas indiretas e referências a ícones e obras da indústria, Eizouken é uma declaração de amor que transpira sentimentos de paixão e nostalgia pelo sonho de criar um mundo absurdo e fantástico através do poder da animação; uma declaração compreendida tanto por aqueles que possuem esse sonho como aqueles que cresceram vivenciado as histórias e magias que ela proporciona.

Eizouken é verdadeiramente uma experiência mágica que através de uma direção e animação geniais leva o espectador de volta à infância e nos lembra o esforço e paixão que está por trás das obras que colocam um sorriso em nossos rostos.

Keep Your Hands of Eizouken! está disponível em streaming na Crunchyroll.

– The God of Highschool (Verão 2020)

Numa nova onda de adaptações de manhwa e webcomics, The God of Highschool traz tudo que um shounen de torneio precisava.

The God of Highschool, abreviado GOH, é um torneio nacional de artes marciais livre organizado pelo misterioso Park Mujin, membro da Assembléia Nacional, a fim de testar os lutadores mais fortes da Coréia, conferindo ao vencedor do torneio um desejo a seu alcance. É nesse torneio que o expert de taekwondo Jin Mo-ri, o karateka Han Dae-wi e a espadachim Yu Mi-ra se encontram, cada um seu objetivo para alcançar o título de God of Highschool.

Através de uma animação incrível, o estúdio Mappa traz à vida as sensacionais cenas de luta que definem o animê. Aos poucos o show se distancia do torneio e começa a revelar um plot maior envolvendo poderes divinos que, embora já explicados, devem ser mais explorados futuramente.

Com o manhwa em andamento; a promessa de uma continuação ambientada na China; e ter terminado deixando mais dúvidas do que respostas, o show nos deixa ansiosos para o retorno do trio de Seul.

The God of Highschool está disponível em streaming na Crunchyroll.

– The Millionaire Detective – Balance: Unlimited (Primavera 2020)

Seguindo na linha da comédia e do gênero policial, The Millionaire Detective – Balance: Unlimited foi uma das surpresas ofuscadas da temporada de primavera de 2020, estreando ao lado de Kaguya-sama e Kakushigoto. Entretanto, acabou reluzindo no final das contas e ganhando seu espaço nessa lista.

O animê segue Haru Katou, um mundano detetive guiado pela justiça que após um evento traumático é transferido para a Divisão de Prevenção de Crimes da polícia metropolitana, e Daisuke Kanbe, um playboy multimilionário que ingressa para força policial como parceiro de Katou. Completamente opostos, Daisuke e Haru deverão rever seus valores e trabalhar juntos para chegar a conclusão de um caso enraizado no alto escalão.

É brincando com os estereótipos do gênero mas também explorando a temática do poder ilimitado do dinheiro que “The Millionaire Detective” se faz uma história movida por seus personagens; onde aos poucos, o objetivo é entender o que “justiça” significa para Katou e Daisuke, e como isso afeta seu trabalho como detetives. A discrepância entre os detetives é o que verdadeiramente faz a história do animê brilhar, já que suas diferenças vão muito além apenas da sua metodologia em relação a combater o crime, mas também suas vidas financeiras e personalidades, fazendo com que muitas vezes sua amizade pareça com uma rivalidade.

Com uma excelente dinâmica e interação entre os personagens e extremamente divertido do primeiro ao último episódio, The Millionaire Detective – Balance: Unlimited não chamou muita atenção durante sua estreia mas no fim das contas se destaca como um dos melhores de 2020.

The Millionaire Detective – Balance: Unlimited está disponível em streaming na Funimation.

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Tela Quente

Mulan: Roteiro e a Covid-19 Sabotaram o Live-Action da Disney

Seguindo os planos da Disney de transformar suas animações clássicas em live-action, Mulan foi mais um blockbuster afetado este ano pela pandemia de covid-19: semanas antes de seu lançamento nos cinemas, a quarentena se iniciou e sua estreia foi cancelada. Por conta disso, a Disney decidiu lançar o longa no seu serviço de streaming por 30 dólares – o que gerou algumas polêmicas. Como o aplicativo não estava disponível aqui no Brasil, o título só chegou agora dia 4 de Dezembro. Mas será que foi uma boa decisão lançar um filme desse porte na Disney Plus e não nos cinemas?

Lançamento de Mulan no streaming pode matar a sala de cinema - 05/09/2020 - UOL TILT

Mulan conta a mesma história vista na animação de 1998, entretanto com algumas diferenças: no longa, não há a presença de Mushu e nem canções durante sua exibição. Tais decisões foram tomadas para que o título se assemelhe com a lenda chinesa e agrade tanto o público ocidental como o oriental, que criticou duramente a forma caricata que a balada foi retratada no desenho. Mesmo com a tentativa de se aproximar do público chinês, Mulan ainda apresenta uma visão hollywoodiana em sua exibição e isso faz com que o filme tente agradar os dois lados e não consiga agradar nenhum. O principal ponto negativo do longa está em seu roteiro, que não consegue sustentar a trama e falha em desenvolver diversos aspectos do título.

Começando pela vilã, a bruxa Xianniang apresenta uma subtrama extremamente mal desenvolvida que faz com que o seu plot no terceiro ato não tenha nenhum valor para o telespectador. Sua motivação não se sustenta em nenhum momento, fazendo com que seu papel fique restrito apenas a ser uma antagonista para que a protagonista possa enfrentar eventualmente. Não só a vilã como também Bori-Khan, o vilão principal, se torna limitado a apenas isso. Além disso, todos os outros personagens secundários também são mal aproveitados no decorrer do filme apresentando pouco ou quase nenhum desenvolvimento em suas subtramas, fazendo com que não haja simpatia por eles.

Liu Yifei não consegue sustentar bem o peso da protagonista, fazendo com que a personagem não tenha o carisma necessário para que o telespectador sinta seu peso dramático – ela apenas está lá para fazer com que a história progrida. Entretanto, a atriz merece destaque por ter dispensado os dublês em todas as cenas de ação realizadas.

Disney packs new 'Mulan' with actionO roteiro falha também ao transformar Mulan em uma pessoa com poderes. No filme a personagem apresenta uma força interior denominada ”chi”, sendo assim, a protagonista já nasce com suas habilidades e não progride elas com treinamento assim como na animação. Em tese, é interessante pois durante a exibição observamos que a protagonista cresce ouvindo o discurso que ela não deve usar seus poderes até que finalmente toma coragem para quebrar esta corrente e se tornar independente para seguir seu destino – mas, por outro lado, isso ajuda na falta de desenvolvimento da personagem e não vemos tanta transformação no decorrer da trama.

Por fim os efeitos especiais são nitidamente ruins em alguns momentos e isso acaba sendo injustificável, tendo em vista o alto custo da produção – não é difícil de ver, em algumas cenas, o fundo em cgi. Além disso, a montagem do longa nas cenas de batalha (principalmente na luta final do terceiro ato) apresenta diversos cortes e acaba ridicularizando completamente a sequência.

Mas o longa não é completamente ruim: seus figurinos são bem feitos, suas cenas de ação são épicas e sua fotografia é espetacular, dignos de serem vistos na tela grande do cinema. Infelizmente, com a pandemia, o título foi lançado diretamente na plataforma de streaming da Disney. Por fim o longa deve ser parabenizado também por se diferenciar ao máximo das outras adaptações live-action da empresa, procurando uma identidade própria ao não ser uma cópia exata da animação original.

Honest Trailer For Disney's Live-Action MULAN, Which Stripped Everything We Loved About The Original Film — GeekTyrantEntão, é bom?

A adaptação live action de Mulan toma diversas decisões erradas no decorrer da sua execução. Graças ao nítido problema estrutural em seu roteiro, o longa apresenta vilões que não passam nenhuma ameaça, personagens que passam batidos, uma protagonista que não possui nenhum carisma fazendo com que o público não consiga se apegar com a mesma e uma péssima montagem, principalmente nas cenas de batalha e no terceiro arco do título. O objetivo do filme não é ser igual ao desenho, mas sim procurar um equilíbrio entre o original e a história da heroína, de forma que agrade tanto o mercado ocidental como o oriental – este que, por sua vez, problematizou a animação da Disney lançada em 1998. Entretanto, não agradou.

De qualquer forma, a experiência poderia ter sido um pouco melhor caso vista no cinema – afinal é inegável que as batalhas presentes no filme são épicas. Infelizmente o roteiro mal construído e a pandemia atual da Covid-19 ajudaram a sabotar o filme.

Nota: 2/5 

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Música

Bad Bunny é o artista mais ouvido no mundo em 2020. J Balvin, The Weeknd, BTS e Billie Elish completam lista

O Spotify, plataforma de streaming mais popular do mundo, divulgou hoje (01) os números de plays globais no ano de 2020. Desta vez, o porto-riquenho Bad Bunny é quem mais tem motivo para comemorar. Ele aparece no topo da lista dos artistas mais ouvidos no mundo com mais de 8.3 bilhões de reproduções e também é dono do álbum mais reproduzido do serviço no último ano.

Lançado em fevereiro, “YHLQMDLG”, segundo álbum da carreira de Benito Antonio Martinez Ocasio, nome de batismo do cantor e rapper latino conta com 3.3 bilhões de streams.

Ao decorrer do ano, Bad Bunny lançou mais dois álbuns de estúdios, “LAS QUE NO IBAN A SALIR” e “EL ÚLTIMO TOUR DEL MUNDO” esse sendo divulgado na última sexta-feira (27)

No ranking dos artistas, o canadense Drake e o colombiano J Balvin completam respectivamente o segundo e terceiro lugar.

Oasis': How J Balvin, Bad Bunny Made the Collab Album of the Summer - Rolling Stone

J Balvin & Bad Bunny

 

Na lista dos álbuns, “After Hours” de The Weeknd foi o segundo mais consumido da plataforma. Sucedido por “Hollywood’s Bleeding” de Post Malone, “Fine Line” de Harry Styles” e “Future Nostalgia” de Dua Lipa.

A música mais ouvida do ano, foi a esnobada pelo Grammy 2021, “Blinding Lights” de The Weeknd. Que detém o recorde de música com mais tempo dentro do top 10 global da plataforma: 337 dias e a incrível marca de 1.6 bilhões de reproduções.  “Dance Monkey” de Tones And I, “The Box” de Roddy Ricch, “Roses Imanbek Remix” e “Don’t Start Now” de Dua Lipa completam o top 5.

Entre os brasileiros, a cantora Anitta foi a qual teve o maior número de reproduções globalmente. A cantora figura a 25ª posição na lista dos artistas mais ouvidos no mundo todo. Sendo a 4ª mulher latina que mais recebeu reproduções na plataforma, ficando atrás de Camila Cabello, Karol G e Shakira, respectivamente.

No Brasil, o sertanejo dominou as listas de artistas, álbuns e músicas. Marília Mendonça foi a artista mais consumida no país, junto com Henrique & Juliano e Gusttavo Lima. A dupla sertaneja teve a música mais ouvida do ano na plataforma, Liberdade Provisória. Já o cantor, teve o álbum mais reproduzido no país com “O Embaixador in Cariri (Ao Vivo)”.

Dua Lipa foi a cantora internacional que mais teve sucesso no nosso país. Ela foi a 5ª  mulher mais ouvida em terras brasileiras. Seu álbum “Future Nostalgia” foi o 4º mais ouvido no país, e o hit “Don’t Start Now”, a música internacional mais tocada por aqui, sendo a 8ª no geral.

Artistas mais ouvidos no mundo em 2020:

#1 Bad Bunny
#2 Drake
#3 J Balvin
#4 Juice WRLD
#5 The Weeknd
#6 BTS
#7 Billie Eilish
#8 Taylor Swift
#9 Post Malone
#10 Travis Scott

Álbuns mais ouvidos no mundo em 2020:

#1 YHLQMDLG – Bad Bunny
#2 After Hours – The Weeknd
#3 Hollywood’s Bleeding – Post Malone
#4 Fine Line – Harry Styles
#5 Future Nostalgia – Dua Lipa
#6 Shoot For The Stars Aim For The Moon – Pop Smoke
#7 WHEN WE’RE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO? – Billie Eilish
#8 Legends Never Die – Juice WRLD
#9 Lewis Capaldi Divinely Uninspired to a Hellish Extent – Lewis Capaldi
#10 Changes – Justin Bieber

Músicas mais ouvidas no mundo em 2020:

#1 Blinding Lights – The Weeknd
#2 Dance Monkey – Tones And I
#3 The Box – Roddy Ricch
#4 Roses – Imanbek Remix – SAINt JHN
#5 Don’t Start Now – Dua Lipa
#6 ROCKSTAR (feat. Roddy Ricch) – DaBaby
#7 Watermelon Sugar – Harry Styles
#8 death bed (coffee for your head) – Powfu
#9 Falling – Trevor Daniel
#10 Someone You Loved – Lewis Capaldi

Artistas mais ouvidos no Brasil

Marília Mendonça
Henrique & Juliano
Gusttavo Lima
Zé Neto & Cristiano
Jorge & Mateus
Os Barões Da Pisadinha
Anitta
Matheus & Kauan
Alok
Maiara & Maraisa

Músicas mais ouvidas no Brasil

Liberdade Provisória – Henrique & Juliano
A Gente Fez Amor – Ao Vivo – Gusttavo Lima
Graveto – Ao Vivo – Marília Mendonça
Volta por Baixo – Ao Vivo – Henrique & Juliano
S de Saudade – Luíza & Maurílio, Zé Neto & Cristiano
Litrão – Ao Vivo – Matheus & Kauan
Barzinho Aleatório – Ao Vivo – Zé Neto & Cristiano
Don’t Start Now – Dua Lipa
Cheirosa – Ao Vivo – Jorge & Mateus
SENTADÃO – Felipe Original, JS o Mão de Ouro, Pedro Sampaio

Top 10 álbuns mais ouvidos no Brasil

O Embaixador in Cariri (Ao Vivo) – Gusttavo Lima
Por Mais Beijos Ao Vivo (ao Vivo) – Zé Neto & Cristiano
10 Anos Na Praia – Matheus & Kauan
Future Nostalgia – Dua Lipa
Todos Os Cantos, Vol. 1 (Ao Vivo) – Marília Mendonça
Agora Eu Pego Mesmo – Os Barões Da Pisadinha
Batom de Ouro – Os Barões Da Pisadinha
Melim – Melim
VIVA (Ao Vivo) – Luan Santana
Celebridade – Orochi

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Quadrinhos

TROFÉU HQMIX Divulga os indicados de 2020 ao prêmio do Quadrinho Nacional

E foi liberada a lista de indicados para o Troféu HQMIX, que irá contemplar os melhores de 2019. A 32º edição da premiação terá como troféu do ano Radical Chic, do cartunista Miguel Paiva. Como é tradição, todo ano um personagem brasileiro das HQs é homenageado, esse ano será a famosa Radical Chic, criada pelo Miguel Paiva que era publicada na revista Domingo, suplemento do Jornal do Brasil. Na década de 90, a personagem ganhou a sua versão live action estrelada pela atriz Andreia Beltrão. O artista Wilson Iguti é o responsável pela escultura.

No dia 12 de dezembro será realizado, em formato on-line, nas redes sociais do SESC, a divulgação dos vencedores. Foram 1.162 itens inscritos, em 32 categorias, os jurados especialistas na área trabalharam durante quatro meses para analisar os trabalhos e escolherem em média de 10 indicados em cada item. Os vencedores sairão da votação nacional, neste mês de outubro, pelos profissionais dos quadrinhos entre editores e autores.

Troféu do Ano: Radical Chic

Confira os indicados ao 32º Troféu HQMIX:

ADAPTAÇÃO PARA OS QUADRINHOS

A Nova Califórnia (Independente)
A Viola Encarnada (Independente)
Jane (Pipoca & Nanquim)
Lenora (Independente)
Manga-Documentário – Virgem Depois dos 30 Anos (Pipoca & Nanquim)
O Corvo (Diário Macabro)
O Elísio: Uma Jornada ao Inferno (Avec)
O Ninguém (Pipoca & Nanquim)
Os Mitos de Cthulhu (Pipoca & Nanquim)
Travesti (Veneta)

ARTE-FINALISTA NACIONAL

Al Stefano (Salseirada)
Alex Genaro (Valkiria)
André Vazzios (Tuhú e o Andarilho do Tempo)
Chairim Arrais (E8!)
Felipe Fox (Seedtown)
Luciano Salles (Grand Prix Metanoia)
Mario Cau (Monstruário 2)
Santtos (Blackout 2)
Shiko (Três Buracos)
Victor Harmatiuk (Shimra)

COLORISTA NACIONAL

Amaury Filho (Nas Profundezas da Loucura)
Danilo Freitas (Monstruario 2)
Fred Rubim (A Todo Vapor!)
Italo Silva (Bill Finger)
João Gutkoski (Por Assim Dizer)
Marcelo Costa (Piteco – Fogo)
Mary Cagnin (Bittersweet)
Pedro Cobiaco (Lila)
Rafael Torres (Simultâneo)
Renato Dalmaso (O Elísio: Uma Jornada ao Inferno)
Wagner William (Silvestre)
Wesley Samp (A Última Dança)

DESENHISTA NACIONAL

Al Stefano (Salseirada)
Alex Rodrigues (O Último Assalto)
Cavani Rosas (Polinização)
Danilo Beyruth (Love Kills)
Fefê Torquato (Tina – Respeito)
Jefferson Costa (Roseira, Medalha E Engenho)
Marcel Bartholo (A Necromante)
Marcello Quintanilha (Luzes De Niterói)
Mary Cagnin (Bittersweet)
Orlandeli (Os Olhos de Barthô)
Santtos (Blackout 2)
Shiko (Três Buracos)
Wagner William (Silvestre)

EDIÇÃO ESPECIAL ESTRANGEIRA

A Louca do Sagrado Coração (Veneta)
Aurora das Sombras (Darkside)
Benzimena (Zarabatana)
Deadwood Dick – Negro Como a Noite, Vermelho Como Sangue (Panini)
Intrusos (Nemo)
Luz Que Fenece (Pipoca & Nanquim)
Mister No – Revolução (Panini)
Moonshadow (Pipoca & Nanquim)
O Dia de Julio (Nemo)
O Eternauta 1969 (Comixzone!)
Solitário (Pipoca & Nanquim)
Spinning (Veneta)

EDIÇÃO ESPECIAL NACIONAL

Capa Preta (Comixzone!)
Love Kills (Darkside)
Luzes de Niterói (Veneta)
O Elisio: Uma Jornada ao Inferno (Avec)
Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos (Cepe)
Roseira, Medalha e Engenho (Pipoca & Nanquim)
Silvestre (Darkside)
Tina: Respeito (Panini)
Três Buracos (Mino)
Último Assalto (Zapata)

EDITORA DO ANO

Avec Editora
Comix Zone
Devir Brasil
Jbc
Jupati/Marsupial
Marca de Fantasia
Mino
Nemo
Pipoca & Nanquim
Todavia Editora
Panini
Darkside
Veneta
Draco
Zarabatana

LIVRO TEÓRICO

– Catálogo HQ Brasil por Bienal de Quadrinhos Curitiba
– Como Escrever Tirinhas de Quadrinhos?- Um Pequeno Manual de Roteiro e Storytelling por Rafael Duarte Oliveira Venancio
– Educando Na República – Charges, Cartuns E Histórias Em Quadrinhos Da Revista -Illustrada Por Thiago Modenesi
– Grande Almanaque De Super-Heróis Brasileiros Por Franco De Rosa
– Mulheres & Quadrinhos Por Dani Marino E Laluña Machado
– Mulheres Quadrinistas – No Ceará Tem Disso Sim Por Jeanni Cordeiro Barros
– O Estatuto Das Belas-Artes Nos Quadrinhos Por Gazy Andraus
– O Justiceiro De Garth Ennis E O Mundo Como Graphic Novel Por Alberto Pessoa
– São Internacional De Humor Da Caratinga – 15 Anos Por Edra (Elcio Danilo Russo Amorim)
– TIRAS PAULISTAS 1963-1968 Por LUIGI ROCCO

NOVO TALENTO – DESENHISTA

Andre Luis da Silva Pereira (Tuhu e o Andarilho do Tempo)
Brendda Maria (Cais do Porto)
Deborah Salles (Viagem em volta de uma ervilha)
Fabio Quill (Amálgama)
Gio Guimarães (Hologramas)
Gleisson Cipriano (Caçada Azul)
Greg (O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos)
Gustavo Novaes (A Cabana)
Juliana Fiorese (Lenora)
Natália Vulpes (A Casa Da Lua Cheia)
Renato Dalmaso (O Elísio: Uma Jornada ao Inferno)
Victor Harmatiuk (Shimra)

NOVO TALENTO – ROTEIRISTA

Al Stefano (Salseirada)
Amanda Miranda (Tabu)
Caru Moutsopoulos e Caroline Favret (A Cabana)
Eliane Bonadio (Hologramas)
Gabriela Antonia Rosa (Shimra)
Guilherme Match (Kophee)
Jefferson Costa (Roseira, Medalha e Engenho)
Marília Marz (Indivisível)
Mille Silva (Doce Jazz)
Rafael Marçal (Filhote de Mandrião)
Renato Dalmaso (O Elísio)
Silva João (HQ de Briga)

PRODUÇÃO PARA OUTRAS LINGUAGENS

Turma da Mônica: Laços – O Filme (Cinema)
Espetáculo Teatral Turma da Cabeça Oca contra o bullying (Teatro)
The Boys 1ª Temporada (Série)
Turma do Pererê.Doc (Documentário)
A Mulher Surda na Segunda Guerra Mundial (Exposição Virtual)
Umbrella Academy 1ª Temporada (Série)

PUBLICAÇÃO DE CLÁSSICO

Akira 6 (JBC)
Almanaque 50 Anos de The Supermãe (Melhoramentos)
Biblioteca Eisner: Um Contrato Com Deus (Devir)
Capa Preta (Comixzone!)
Lendas do Universo DC, Quarto Muno – Jack Kirby (Panini)
Lone Sloane (Pipoca & Nanquim)
Moonshadow (Pipoca & Nanquim)
O Eternauta 1969 (Comix Zone)
Squeak The Mouse (Veneta)
Tio Patinhas por Carl Barks: A Coroa Perdida de Gengis Kahn (Panini)

PUBLICAÇÃO DE TIRA

A Vida e Outras Ansiedades (Independente)
Batatinha Fantasma (Independente)
Corenstein: Como faz para Parar? (Independente)
Malu: Pequena, Comum e Extraordinária (Independente)
Memes são a Salvação (Independente)
Navio Dragão (Bast!/Jambô)
Os Mundos de Liz (Noir)
Razão Vs Emoção (Independente)
Teo & O Mini Mundo (Independente)
Vida Besta (Independente)

PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE DE AUTOR

A Cabana
Blackout 2
Brisa Errada
Doce Jazz
Existe Outro Caminho
Hologramas
Kophee
Mjadra
O Cramulhão e o Desencarnado
Salsadeira
São Francisco
Tengu – Hyakki Yakou

PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE DE GRUPO

Café Especial 17
Harmonihq
Histórias Passageiras – Baseado nos Contos “Entreouvidos no Metrô”
Histórias Quentinhas sobre sair do armário
Orixás: Ikú
Pé De Cabra 2
Segunda-Feira Eu Paro
Shoujo Bomb
VHS – Video Horror Show
Volkan 2

PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE EDIÇÃO ÚNICA

A Cabana
A Nova Califórnia
Caroço de Abacate
Divino Mundanismo
Entre Cegos e Invisíveis
Hologramas
Mjadra
Os Olhos de Barthô
Pedra Pome
Simultâneo
Último Assalto

PUBLICAÇÃO INFANTIL

A Casa da Lua Cheia (Independente)
A Última Dança (Independente)
Boa Noite Planeta (VR Editora)
Bravo (Independente)
Como fazer amigos e enfrentar fantasmas (Independente)
Filhote de Mandrião (Independente)
Luberjanes (Devir)
Milka (Empíreo)
Mônica Tesouros (Panini)
Princesa Astronauta Fantasma – Em Aterrissagem Forçada (Independente)
Tuhú e o Andarilho do Tempo (Independente)

PUBLICAÇÃO MIX

Bruttal (Omelete)
Café Espacial 17 (Independente)
Gibi de Menininha 2 (Zarabatana)
Histórias Passageiras – Baseado nos Contos “Entreouvidos no Metrô” (Qualidade em Quadrinhos)
Mulheres & Quadrinhos (Skript)
Na Quebrada – Quadrinhos de Hip Hop (Draco)
Pé de Cabra 2 (Independente)
Sangue no Olho (Draco)
Segunda-Feira Eu Paro (Independente)
Tools Challenge – Sayonara Bye Bye (Draco)

ROTEIRISTA NACIONAL

Aline Zouvi (Pão Francês)
Daniel Esteves (Sobre o tempo em que estive morta e último assalto)
Danilo Beyruth (Love Kills)
Fefê Torquato (Tina: Respeito)
Felipe Nunes (Clean Break)
Lillo Parra (O Cramulhão e o Desencarnado)
Marcello Quintanilha (Luzes de Niterói)
Mário César (Bendita Cura 2)
Milena Azevedo (Penpengusa)
Orlandeli (Os Olhos de Barthô)
Shiko (Três Buracos)
Thiago Ossostortos (Mjadra)

WEB QUADRINHOS

A Todo Vapor!
Bendita Cura
Bittersweet
Gemini
Instacomics The Last Drive
Laços
O Abismo
Por Assim Dizer
Porto Alegre em Quadrinhos
Valkíria – Guerra Fria

WEB TIRA

A vida e outras ansiedades
Astro Não Mia
Batatinha Fantasma
Cartumante
Depósito do Wes!
Larkness
O Capirotinho
Razão Vc. Emoção
Tirinhas de Helô D’angelo
Tirinhas do Silva João

EVENTO

Butantã Gibicon
Esquentamente Artist’s Alley
Heromix 2019
Kuadrombi!
Nitcomics
Panorama Nona Arte
Poccon – Feira LGTBQ+ De Quadrinhos e Artes Gráficas
Semana De Quadrinhos da UFRJ
Siq – Semana Internacional de Quadrinhos
Virada Nerd – Dia do Quadrinho Grátis

EXPOSIÇÃO

O Ordinário Rafael Sica
Batman 80 – A Exposição
Angola Janga De Marcelo D’salette Em Angola/Moçambique
O Matrimônio De Céu & Inferno
Malu – Pequena, Comum E Extraordinária
Exposição Catálogo Hq Brasil – Gibiteca De Curitiba
Exposição Ao Mestre Com Carinho – Ziraldo
Este Não É Um Lugar Seguro
Underground Ilustrado
Traços Curitibanos 3

PUBLICAÇÃO JUVENIL

A Heroica Lenda de Arslan 1 (JBC)
Cabra D’água (Draco)
Golias (Todavia)
Luz que Fenece (Pipoca & Nanquim)
Malu – Pequena, Comum e Extaordinária (Independente)
O Mundo de Yang – Rumo ao Sul (Gambatte)
Os Mundos de Liz (Noir)
Província Negra (Independente)
Tina – Respeito (Panini)
Umbrella Academy Hotel Oblivion (Devir)

PUBLICAÇÃO DE AVENTURA/TERROR/FANTASIA

A Cabana (Outside)
A Grande Odalisca (Pipoca & Nanquim)
A Última Flecha (Monomito)
Aurora nas Sombras (Darkside)
Gibi de Menininha 2 (Zarabatana)
Gideon Falls 2 (Mino)
Monstruário 2 (Jupati/Marsupial)
O Esqueleto – O Fim de todas as espécies (Zarabatana)
Penpengusa (Zarabatana)
Sobre O tempo em que estive morta (Zapata)
Três Buracos (Mino)

PUBLICAÇÃO DE HUMOR

Corenstein: Como faz para parar? (Independente)
Hell, No! Bem vindo ao inferno (Balão)
Malu – Pequena, Comum e Extraordinária (Independente)
Navio Dragão (Bast!/Jambô)
O Clube da Criança Junkie (Independente)
Olga, A Sexóloga Vol. 2 (Cubzac)
Os Catecismos de Mama Jellybean – Minha Vida no Convento (Independente)
Razão Vs Emoção (Independente)
Trambik (Independente)
Vida Besta (Independente)

PUBLICAÇÃO EM MINISSÉRIE

Akira 6 (JBC)
Boa Noite Punpun 7 (JBC)
Bone 3 (Todavia)
Erased 9 (JBC)
Little Witch Academia 3 (JBC)
Monstruario 2 (Jupati/Marsupial)
O Marido Do Meu Irmão (Panini)
Rosa De Versalhes (JBC)
Senhor Milagre (Panini)
Tengu – Hyakki Yakou (Independente)

Parabéns para todos os indicados!

 

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Música

Bon Jovi lança Do What You Can, faixa de seu próximo álbum intitulado 2020

Na última terça-feira (25), a banda Bon Jovi lançou o vídeo oficial de Do What You Can para promover seu vindouro álbum chamado 2020. Confira a faixa abaixo:

A música foi escrita durante a atual pandemia do novo coronavírus e tinha sido lançada em julho.

A tracklist será composta por:

01. Limitless (Jon Bon Jovi, Billy Falcon, John Shanks)
02. Do What You Can (Jon Bon Jovi)
03. American Reckoning (Jon Bon Jovi)
04. Beautiful Drug (Jon Bon Jovi, Billy Falcon, John Shanks)
05. Story Of Love (Jon Bon Jovi)
06. Let It Rain (Jon Bon Jovi)
07. Lower The Flag (Jon Bon Jovi)
08. Blood In The Water (Jon Bon Jovi)
09. Brothers In Arms (Jon Bon Jovi)
10. Unbroken (Jon Bon Jovi)

Fonte: Blabbermouth

2020 será lançado em 2 de outubro pela Island Records.

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Cinema Entretenimento Tela Quente

Destacamento Blood: Luta, Superação e Redenção

Entre as décadas de 50 e 70 foi desencadeada a Guerra do Vietnã, servindo como palco para a mais nova obra-prima de Spike Lee, porém, não é este o palco principal. O confronto, no caso, serve apenas para introduzir a trama e o objetivo dos personagens, além de trabalhar seus traumas e seus conflitos internos (e externos). O palco principal de ‘Destacamento Blood’ é o trauma passado, e como ele deixa feridas que custam – ou que nunca – cicatrizam, e Lee trabalha isso com maestria em seu novo título lançado na Netflix.

Destacamento Blood é a principal estreia digital do fim de semana ...A história de ‘Destacamento Blood’ gira em torno de quatro amigos, veteranos de guerra que lutaram no Vietnã, que decidem retornar ao país para recuperar os restos mortais de seu companheiro, Stormin’ Norman (interpretado por Chadwick Boseman) e com uma missão secundária: encontrar um baú repleto de ouro que foi deixado lá durante a guerra. Entretanto, há diversos obstáculos na missão e transtornos psicológicos desencadeados pelos traumas passados no local que servem como uma forma de resolução entre conflitos internos e externos com os membros do grupo.

A trama se desenrola a partir de cenas nos dias atuais e de flashbacks do conflito, mostradas em tela de forma genial com alteração na dimensão da tela de forma leve e sutil – dando um aspecto de documentário gravado na época, graças à paleta de cores e ao contraste. Em apenas três minutos de longa, já somos apresentados a problemática que Spike Lee quer criticar, através de um mini documentário sobre o contexto político-social e a luta contra a situação e o racismo. Além disso o diretor também utiliza, em cortes, imagens com personalidades para homenagear as pessoas envolvidas na luta e reconhecer o seu papel social, inclusive citando Malcolm X e Martin Luther King durante a trama.  A crítica e o discurso de Lee são claros durante todo o filme e é interessante a forma que o mesmo faz através dos discursos de Norman durante os flashbacks do Vietnã.

https://i0.wp.com/fr.cameroonmagazine.com/wp-content/uploads/2020/06/1592005307-da-5-bloods-cast-spike-lee.jpg?fit=1500%2C871&ssl=1&fbclid=IwAR0uJqTEmn1Yd1nHpbhKnT4f69_rKmFnJmow59qlciFPUWhpshabGhpf8W8A forma como Spike Lee trabalha com a história da América e em como cada acontecimento repercute entre os personagens e a reação dos mesmos diante do ocorrido é lindo de se ver, sendo um filme que trabalha com memória e abre debates importantes atualmente. Um outro ponto interessante é ver a interação entre os quatro veteranos, o quanto discordam entre si e suas lutas pessoais durante a trama para superar os traumas do passado e conquistar sua redenção pelos erros cometidos – destaque aqui para o personagem de Delroy Lindo, que apresenta a melhor atuação do longa e surpreende a todos com seu desenvolvimento. Com toda a certeza, o ator será também destaque nas futuras premiações.

Um problema observado por mim ao longo do filme foi a insistência de mostrar o boné ‘Make America Great Again’, da campanha presidencial do Trump. De início, ele aparece e ok, serve para apresentar a ideologia política do personagem. Porém, após isso e em todo o momento ele vira foco no enquadramento e se torna insistente demais por parte do diretor. Spike Lee deixa sua mensagem e sua crítica claras durante todo o longa, não era necessário mostrar esse elemento toda hora. Outro problema que achei durante o longa foi o roteiro durante o segundo ato do longa, que se torna um pouco preguiçoso pela fácil resolução do objetivo que os levou ao Vietnã e conveniente com um obstáculo que surge durante a missão, além de se tornar também um pouco arrastado depois de um tempo, Entretanto, isso muda na transição para o terceiro ato. Mas mesmo com esses problemas, o segundo ato ainda tem seus momentos e o seu brilho no filme.

Crítica: Destacamento Blood (2020) - Cinem(ação): Filmes, podcasts ...Mesmo apresentando claras homenagens aos longas do gênero, ‘Destacamento Blood’ não é um apenas mais um filme sobre guerra, mas sim é mais uma obra-prima de Spike Lee. Além de ser uma história sobre a luta pela igualdade e pelo que é certo, sobre a superação de traumas passados e sobre redenção, é um filme importantíssimo de ser visto e debatido diante do atual contexto histórico que vivemos, principalmente agora com o movimento Black Lives Matter após o assassinato covarde de George Floyd. Vale a pena assistir e conferir outras obras do diretor, como o seu último lançamento ‘Infiltrados na Klan’.

Nota: 4/5

 

O vencedor do Oscar Spike Lee apresenta Destacamento Blood – a história de quatro veteranos da Guerra do Vietnã: Paul (Delroy Lindo), Otis (Clarke Peters), Eddie (Norm Lewis) e Melvin (Isiah Whitlock, Jr.). Acompanhados do filho de Paul (Jonathan Majors), eles retornam ao Vietnã em busca dos restos mortais do líder de seu esquadrão (Chadwick Boseman) e de um tesouro escondido.

 

Destacamento Blood está disponível na Netflix.

 

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Cinema Entretenimento Séries

História de um Casamento e O Irlandês lideram indicações ao Globo de Ouro 2020

Nesta segunda-feira, o Globo de Ouro divulgou seu indicados para 2020.

História de Um Casamento com seis indicações, seguido pelo O Irlandês e Era uma Vez… em Hollywood, em cinco categorias. Coringa e Os Dois Papas têm quatro indicações cada.

Dentre os indicados de televisão, lideram as séries Chernobyl, The Crown e Unbelivable, empatadas com quatro indicações cada.

A Netflix foi o estúdio com maior número de indicações: 34 no total. Confira todos os indicados abaixo.

CINEMA

MELHOR FILME DE DRAMA

O Irlandês
História de Um Casamento
1917
Coringa
Os Dois Papas

MELHOR ATRIZ EM FILME DE DRAMA

Cynthia Erivo – Harriet
Scarlett Johansson – História de Um Casamento
Saoirse Ronan – Adoráveis Mulheres
Charlize Theron – Bombshell
Renée Zellweger – Judy

MELHOR ATOR EM FILME DE DRAMA

Christian Bale – Ford Vs. Ferrari
Antonio Banderas – Dor e Glória
Adam Driver – História de Um Casamento
Joaquin Phoenix – Coringa
Jonathan Pryce – Dois Papas

MELHOR FILME DE COMÉDIA OU MUSICAL

Meu Nome é Dolemite
Jojo Rabbit
Entre Facas e Segredos
Era Uma Vez em… Hollywood
Rocketman

MELHOR ATRIZ DE FILME EM COMÉDIA OU MUSICAL

Ana de Armas – Entre Facas e Segredos
Awkwafina – The Farewell
Cate Blanchettt – Cadê Você, Bernadette?
Beanie Feldstein – Booksmart
Emma Thompson – Late Night

MELHOR ATOR EM FILME DE COMÉDIA OU MUSICAL

Daniel Craig – Entre Facas e Segredos
Roman Griffin Davis – Jojo Rabbit
Leonardo DiCaprio – Era Uma Vez em Hollywood
Taron Egerton – Rocktman
Eddie Murphy – Meu Nome é Dolemite

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM FILME

Kathy Bates – Richard Jewell
Anette Bening – The Report
Laura Dern – História de Um Casamento
Jennifer Lopez – As Golpistas
Margot Robbie – Bombshell

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM FILME

Tom Hanks – A Beautiful Day in the Neighborhood
Anthony Hopkins – Os Dois Papas
Al Pacino – O Irlandês
Joe Pesci – O Irlandês
Brad Pitt – Era Uma Vez em… Hollywood

MELHOR DIRETOR

Martin Scorsese – O Irlandês
Quentin Tarantino – Era Uma Vez em… Hollywood
Bong Joon Ho – Parasita
Sam Mendes – 1917
Todd Phillips – Coringa

MELHOR ANIMAÇÃO

Frozen 2
O Rei Leão
Toy Story 4
Link Perdido
Como Treinar Seu Dragão 3

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA

The Farewell (EUA)
Os Miseráveis (França)
Dor e Glória (Espanha)
Parasita (Coréia do Sul)
Portrait of a Lady on Fire (França)

MELHOR ROTEIRO

História de um Casamento
Parasita
Dois Papas
Era uma Vez em… Hollywood
O Irlandês

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL

Adoráveis Mulheres
1917
História de um Casamento
Coringa
Brooklyn – Sem Pai Nem Mãe

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

I’m Gonna Love Again – Rocketman (Elton John, Bernie Taupin)
Into the Unknown – Frozen 2 (Kristen Anderson-Lopez, Robert Lopez)
Stand Up – Harriet (Joshuah Brian Campbell, Cynthia Erivo)
Beautiful Ghosts – Cats (Andrew Lloyd Webber, Taylor Swift)
Spirit – O Rei Leão (Timothy McKenzie, Ilya Salmanzadeh, Beyoncé)

TELEVISÃO

MELHOR SÉRIE TELEVISIVA DE DRAMA

Big Little Lies
The Crown
Killing Eve
The Morning Show
Succession

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA

Jennifer Aniston – The Morning Show
Olivia Colman – The Crown
Jodie Comer – Killing Eve
Nicole Kidman – Big Little Lies
Reese Witherspoon – The Morning Show

MELHOR ATOR EM SÉRIE TELEVISIVA DE DRAMA

Brian Cox – Succession
Tobias Menzies – The Crown
Billy Porter – Pose
Kit Harington – Game of Thrones
Rami Malek – Mr. Robot

MELHOR SÉRIE TELEVISIVA DE COMÉDIA OU MUSICAL

Barry
The Politician
Fleabag
The Kominsky Method
The Marvelous Mrs. Maisel

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE TELEVISIVA DE COMÉDIA OU MUSICAL

Rachel Brosnahan – The Marvelous Mrs. Maisel
Kirsten Dunst – On Becoming a God in Central Florida
Christina Applegate – Dead to Me
Natasha Lyonne – Russian Doll
Phoebe Waller-Bridge – Fleabag

MELHOR ATOR EM SÉRIE TELEVISIVA DE COMÉDIA OU MUSICAL

Michael Douglas – The Kominsky Method
Ben Plat – The Politician
Bill Hader – Barry
Paul Rudd – Living With Yourself
Rammy Youssef – Ramy

MELHOR MINISSÉRIE OU FILME PARA TV

Catch 22
Chernobyl
Fosse/Verdon
The Loudest Voice
Inacreditável

MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV

Michelle Williams – Fosse/Verdon
Helen Mirren – Catherine, a Grande
Merritt Wever – Inacreditável
Kaitlyn Dever – Inacreditável
Joey King – The Act

MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV

Christopher Abbott – Catch-22
Sacha Baron Cohen – The Spy
Russell Crowe – The Loudest Voice
Jared Harris – Chernobyl
Sam Rockwell – Fosse/Verdon

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV

Patricia Arquette – The Act
Helena Bonham Carter – The Crown
Toni Collette – Inacreditável
Meryl Streep – Big Little Lies
Emily Watson – Chernobyl

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV

Alan Arkin – The Kominsky Method
Kieran Culkin – Succession
Andrew Scott – Fleabag
Stellan Skarsgard – Chernobyl
Henry Winkler – Barry