A Recording Academy divulgou hoje (24) a lista completa de indicados à 63 cerimônia do Grammy, principal prêmio da música. O evento ocorrerá no dia 31 de Janeiro de 2021, em Los Angeles.
Dentre os indicados, Beyoncé é a recordista da edição com 9 indicações. A cantora está nomeada nas categorias, de Música e Gravação do Ano por “Black Parade” e “Savage Remix”, faixa da rapper Megan Thee Stallion na qual faz participação especial. Além de concorrer em Melhor Clipe por “Brown Skin Girl” e Melhor Filme Musical por seu longa “Black Is King”.
Taylor Swift, Harry Styles, BTS, Post Malone, Dua Lipa, Justin Bieber, Lady Gaga, Roddy Ricch são outros nomes presentes na lista.
O período de elegibilidade para o Grammy 2021 foi do dia 1 de Setembro de 2019 até 31 de Agosto deste ano. A nova edição da premiação trouxe algumas mudanças para a disputada, como a mudança do nome da categoria “Melhor Álbum Urbano” para “Melhor Álbum de R&B Progressivo” devido a política antirracista adotada pela academia e a extinção de um limite de músicas lançadas para um artista concorrer ao premio de “Melhor Artista Novo”.
A grande surpresa da edição foi o cantor The Weeknd sem nenhuma indicação. Seu álbum “After Hours” é um dos mais vendidos e um dos mais bem recebidos pela crítica especializada no ano de 2020. Seu smash hit, “Blinding Lights” que acabou de se tornar a música com mais tempo de permanência no Top 10 da Billboard Hot 100 com 40 semanas consecutivas também foi ignorada da premiação.
Confira alguns dos indicados a seguir, o link para a lista completa estará no final da matéria.
Álbum do Ano
“Chilombo” — Jhené Aiko
“Black Pumas (Deluxe Edition)” — Black Pumas
“Everyday Life” — Coldplay
“Djesse Vol.3” — Jacob Collier
“Women in Music Pt. III” — HAIM
“Future Nostalgia” — Dua Lipa
“Hollywood’s Bleeding” — Post Malone
“Folklore” — Taylor Swift
Gravação do Ano
“Black Parade” — Beyoncé
“Colors” — Black Pumas
“Rockstar” —DaBaby Featuring Roddy Ricch
“Say So” — Doja Cat
“Everything I Wanted” — Billie Eilish
“Don’t Start Now” — Dua Lipa
“Circles” — Post Malone
“Savage” — Megan Thee Stallion Featuring Beyoncé
Música do Ano
“Black Parade” — Denisia Andrews, Beyoncé, Stephen Bray, Shawn Carter, Brittany Coney, Derek James Dixie, Akil King, Kim “Kaydence” Krysiuk & Rickie “Caso” Tice (Beyoncé)
“The Box” — Samuel Gloade & Rodrick Moore (Roddy Ricch)
“Cardigan” — Aaron Dessner & Taylor Swift (Taylor Swift)
“Circles” — Louis Bell, Adam Feeney, Kaan Gunesberk, Austin Post & Billy Walsh (Post Malone)
“Don’t Start Now” — Caroline Ailin, Ian Kirkpatrick, Dua Lipa & Emily Warren (Dua Lipa)
Na última sexta-feira (31), Beyoncé Knowles Carter lançou o aguardado filme Black Is King, projeto derivado do longa Rei Leão, filme de 2019 no qual a cantora não só deu voz à personagem Nala como também foi responsável pela curadoria da trilha sonora do longa. Descrito por Beyoncé em um post no Instagram, Black Is King “vai além de uma peça companheira da trilha sonora “The Lion King: The Gift”. É também um projeto que tem como objetivo “Celebrar a amplitude e a beleza da ancestralidade negra”. E com todos os acontecimentos nos últimos meses relacionados às pautas raciais, o projeto ganhou um significado ainda maior. Apesar de no começo, na época de lançamento, o álbum ter passado quase que despercebido.
Mesmo sendo bem recebido pela crítica especializada, ter sido lançado no nome da maior artista viva e derivado de uma das maiores bilheterias do ano, The Gift não foi abraçado pelo grande público. Ou pelo menos, passou longe dos padrões altos que um álbum de Beyoncé geralmente alcança.
Álbuns pop, às vezes, não contemplam grande êxito comercial por diversos fatores. Podem não ter uma sonoridade que converse com o que seja popular no momento, podem ter estratégias de marketing e divulgação que não sejam muito assertivas ou simplesmente, o público não consegue se conectar com a mensagem do artista. Essas coisas são normais. Nenhum grande artista está livre de sentir uma queda comercial em algum projeto, na verdade, é bem provável que todos sofram com isso em determinado ponto da carreira.
Como isso é comum, os artistas e gravadoras só seguem em frente. Mudam alguns passos, determinam novas estratégias para um futuro lançamento e assim o jogo continua. Mas como citado anteriormente, Beyoncé é a maior artista viva. Então, com ela, logicamente a história é diferente.
Que tipo de artista investiria em um trabalho visual de um álbum não tão bem aceito pelo mercado? O que isso agregaria para suas vendas? Se tratando de música pop, essas questões são bem pertinentes e coerentes.
Mas não para Beyoncé. Embora ela ainda seja uma artista popular e se encontre no jogo da indústria, ela não precisa mais se preocupar com vendas, hits e coisas do tipo. Está nessa posição de privilégio máximo e sequer chegou aos 40 anos. Como?
Para entender como Beyoncé chegou no topo da pirâmide musical, é preciso voltar para a madrugada do 13 de Dezembro de 2013, quando Beyoncé lançou seu quinto álbum de estúdio, autointitulado, de forma surpresa.
Com 14 músicas e 17 clipes, “BEYONCÉ” chegou às lojas pouco mais de 2 anos após o álbum “4” que, assim como Black Is King, não teve grande êxito comercial ou impacto como seus antecessores.
Indo na contramão de todo o ciclo habitual da indústria de um lançamento de álbum, Beyoncé simplesmente entregou o disco inteiro com um clipe para cada faixa de uma vez só. Mudando não somente as projeções de sua carreira como também toda a indústria musical.
A partir do lançamento de “BEYONCÉ”, todo o jogo da cadeia musical mudou. O impacto é sentido até hoje em dia. No mercado, vimos que os lançamentos de singles e álbuns são feitos com pouco tempo de espera desde seus anúncios. E também sabemos que atualmente, o dia oficial de lançamento de singles e álbuns são na sexta-feira, mesmo dia da semana qual o quinto álbum de Beyoncé foi lançado.
Houve também a popularização de anúncios e lançamentos de álbuns surpresas. Rihanna, Drake, Taylor Swift, J Balvin e Bad Bunny são artistas que já utilizaram dessa estratégia para seus próprios projetos.
No lado artístico, é perceptível a crescente quantidade de trabalhos visuais feitos por grandes nomes da música internacional. Florence And The Machine, Justin Bieber, Tove Lo, ROSALÍA e Jay Z, são alguns dos artistas que já trabalharam seus álbuns como projetos visuais.
O impacto de “BEYONCÉ” não ficou somente no hemisfério norte. Foi global.
No Brasil, temos exemplos como o duo Anavitória que lançaram o disco “O Tempo É Agora” em 2018 sem avisos prévios. E Anitta, com Kisses, no ano passado, fez questão de entregar um clipe para cada faixa de seu álbum “Kisses”. Tiago Iorc, é o nome que mais se aproximou do lançamento de “BEYONCÉ”. Depois de ter conquistado o mainstream nacional com o álbum “Troco Likes” e um longo tempo de hiato, o brasiliense também lançou seu álbum visual “Desconstrução” de forma surpresa.
Com um trabalho tão arriscado mas que deu tão certo, (afinal, mesmo lançado no final de 2013, o álbum auto intitulado de Beyoncé conseguiu ser o mais vendido por uma mulher naquele ano) era quase impossível para que ela conseguisse se superar e fazer algo mais grande. Até que 2016 aconteceu, e ele nos trouxe Lemonade.
Um dia antes da 50ª edição do Super Bowl, Beyoncé, que era uma das convidadas da banda Coldplay, headliners do evento, lançava, novamente de forma surpresa, o single e o vídeo de Formation.
Desde o início de sua carreira, Beyoncé sempre foi vista como um grande símbolo de empoderamento feminino. As pautas feministas sempre estiveram presente em suas obras. Sucessos como “Independent Woman”, “Irreplaceable”, “Run The World”, “Partition” e “***Flawless” mostram como a artista foi se politizando ao passar dos anos e inserido seu engajamento na sua arte de forma cada vez mais consciente. Mas além do feminismo, Beyoncé também sempre foi um grande símbolo representativo no movimento negro, sobretudo à mulheres negras. E então, foi com Formation que Beyoncé, após chegar em um patamar na qual dificilmente seria atingida, mergulhou de cabeça no ativismo negro. Usando sua voz, arte, poder e popularidade para levantar pautas, discussões e representatividade na sociedade americana e ocidental.
Beyoncé cantou no maior evento televisivo do mundo sobre empoderamento negro e feminismo com referências diretas à Michael Jackson, Malcolm X e aos Panteras Negras. O suficiente para gerar uma série de reações na sociedade americana, tendo um impacto além da indústria fonográfica.
Mesmo sob protestos, ameaças, boicotes por parte do público conservador e supremacista americano, Formation se tornou a música e o clipe mais premiado da história; e claro, uma das músicas mais icônicas da última década.
Lemonade foi lançado 2 meses depois em abril de 2016. O disco também chegou ao mercado de forma visual, onde cada faixa possui um videoclipe. Entretanto, Beyoncé mais uma vez superou o próprio trabalho. Os clipes de Lemonade juntos contavam uma história só. Uma história cheia de nuances e detalhes, onde não só colocava holofotes sobre pautas raciais, como também ousava em mostrar a vulnerabilidade e questões pessoais da própria Beyoncé.
Por fim, o disco não só figurou as listas especializadas de melhores álbuns dos anos 2010s, como em quase todas as tabelas, aparecia sempre no top 3. A sua turnê, foi a mais lucrativa por um artista solo no ano de 2016, arrecadando quase 5 milhões de dólares por show. Lemonade teve um impacto cultural e social tão grande que, mesmo não tendo hits “convencionais”, aqueles que figuram as tabelas da Billboard, é um dos projetos mais bem sucedidos de todos os tempos. O projeto consolidou a ideia que Beyoncé havia apostado em 2013, de que não era mais necessário para ela ter um single #1 nas paradas quando o seu nome, e sua arte em geral, eram maiores do que qualquer coisa.
De 2016 até aqui, Beyoncé não lançou mais nenhum álbum solo. Entretanto, isto não signifique que a mesma não tenha trabalhado em outros projetos musicais. Em 2018, Beyoncé fez um show histórico durante o Coachella, sendo a primeira mulher negra à subir no palco de um dos maiores festivais de música do mundo. E posteriormente, o evento ganhou um documentário pela Netflix, intitulado de Homecomingque foi lançado no ano passado. No mesmo ano do “Beychella”, Beyoncé lançou, também de forma surpresa, o álbum colaborativo com seu marido Jay-Z “EVERYTHING IS LOVE”. O projeto chegou às plataformas junto com o histórico clipe de “APES**T” gravado no Museu do Louvre.
As palavras “surpresa” e “histórico” acompanhados de Beyoncé, a esta altura da matéria e de jogo chegam a ser redundante. Eu sei. E enfim, no ano de 2019, Beyoncé lança The Lion King: The Gift, um álbum de sua curadoria, inspirado na trama de Rei Leão. Como comentado no início da matéria, a recepção morna que o disco recebeu por parte do público não impediu para que Beyoncé seguissem em frente ao querer transformá-lo também em uma obra visual. E após entender os últimos e mais importantes anos da carreira de Beyoncé, podemos entender o porquê disto.
Black Is King, é Beyoncé indo novamente além da música e da indústria musical. É um projeto que é pretensioso e tem sede de entrar para história. Derivado de um álbum de afrobeat, no qual Beyoncé convocou diversos artistas africanos, o filme é complexo, rico e especial. Está evidente que Beyoncé pode se dar o luxo de contar e cantar sobre o que acredita e o que faz sentido, sem se importar com números. A música e a arte são mais importante do que playlists no Spotify e posições na Billboard, todos nós sabemos. Madonna, Elton John, Paul McCartney, Chico Buarque, Maria Bethânia, Gilberto Gil são alguns nomes que podem apenas se importar com os seus trabalhos e excelências artísticas, independente de cenários mercadológicos, porque eles são lendas. E lendas podem ser dar esse luxo, pois geralmente se consolidam após construírem um legado e com uns bons anos de carreira. Mas Beyoncé consegue ser a exceção. Com apenas 6 álbuns em sua trajetória e 17 anos em carreira solo, ela já é uma dessas lendas. E ela sabe disso. Sorte a nossa.
O mundo está acompanhando uma série de manifestações nos Estados Unidos à respeito do assassinato de George Floyd pela polícia de Minneapolis. George (40) foi asfixiado até sua morte por um policial branco, e teve o vídeo do crime divulgado nas redes sociais por testemunhas, o que fez com que a indignação popular criasse força. Mesmo sendo o país com o maior número de casos de covid-19, esse fator não impediu para que cidades estadunidenses fossem cenários de protestos históricos que atravessaram o país inteiro, chegando até mesmo na sede da CNN em Atlanta e na Casa Branca.
O racismo dos Estados Unidos é um tema historicamente conhecido pela maioria das pessoas, não à toa que ele é tema de várias produções culturais ao longo dos anos, desde filmes, séries, livros, peças e músicas. Na última década, no ano de 2013 devido aos diversos casos de brutalidade policial por parte do estado que se arrastavam por toda história americana e também a popularização e fortalecimento de grupos supremacistas brancos do país, surgiu o movimento Black Lives Matter, em tradução, Vidas Negras Importam que ganhou importância não só dentro dos EUA, como também no mundo todo. Tal movimento, de extrema importância não poderia passar despercebido dentro da cultura popular americana, principalmente na música. Os anos 2010 foram marcados por diversas músicas que exploravam temáticas sociais e levavam pra frente os debates que a sociedade americana estava lidando no atual momento, principalmente no que se diz respeito à comunidade afro-americana. Por isso, aqui estão 3 músicas que, devido às suas respectivas importâncias, se tornaram símbolos do movimento Black Lives Matter.
Alright – Kendrick Lamar
Lançada em 2015, o quarto single de To Pimp A Butterfly não foi considerado por muitos veículos internacionais como uma das melhores e mais importantes músicas da década passada á toa. Alright de Kendrick Lamar foi uma das pioneiras a se tornar símbolo do novo movimento social que marcaria a história da luta antirracista americana e mundial. O trecho “We gon’ be alright” (nós ficaremos bem) é até hoje um dos gritos de guerra utilizado nas manifestações do movimento nos Estados Unidos. Kendrick Lamar, contou em entrevista com o crítico de cultura pop Milles Marshall Lewis que a inspiração para Alright, veio em sua viagem à África do Sul, especificamente quando visitou a cela de Nelson Mandela na Ilha de Robben. Da mesma forma que na sua entrevista à National Public Radio, ele contou que: “Quatrocentos anos atrás, como escravos, orávamos e cantávamos canções alegres para manter a cabeça equilibrada com o que estava acontecendo. Quatrocentos anos depois, ainda precisamos dessa música para curar. E eu acho que ‘Alright‘ é definitivamente uma daquelas músicas que fazem você se sentir bem, não importa a que horas sejam.” É difícil de dizer quando e onde foi a primeira vez que Alright se tornou trilha sonora das manifestações, mas há casos que ficaram marcados na linha do tempo da canção. Como em 2015, ano de lançamento da faixa, na estudantes e ativistas da Universidade Estadual de Cleveland, no estado de Ohio viram policiais agirem com violência em cima de manifestantes do movimento e cantaram a canção enquanto se afastavam dos mesmos.
No ano seguinte, um comício republicano em Chicago, marcado na agenda de Donald Trump em sua campanha eleitoral, foi cancelado graças às manifestações contra a brutalidade policial e o racismo no local onde ocorreria o evento, os ativistas também usavam o trecho de Lamar como ato de resistência política, confira os dois casos a seguir:
O quê acontece quando a maior cantora dos últimos anos estreia uma música sobre empoderamento feminino negro, com referências direta aos Panteras Negras e Malcolm X no maior evento televisionado do mundo, com uma audiência de mais de 110 milhões de pessoas? Bem, Beyoncé tem a resposta. Lançada em fevereiro de 2016 e também sendo considerada uma das melhores e mais importantes músicas dos anos de 2010 por diversos veículos, Formation causou um impacto tão grande na sociedade estadunidense que não só transformou a carreira da texana, como também toda a cultura popular do país.
Beyoncé foi duramente criticadas por representantes conservadores, desde apresentadores do canal Fox News até o ex-prefeito da cidade de Nova York. Ela também foi alvo de manifestações e boicotes por parte do público do espectro reacionário e da própria polícia dos Estados Unidos, onde em algumas cidades, os corpos policiais se recusaram a fazer a segurança dos locais onde ocorreriam os shows, como por exemplo, em Miami. Mas obviamente, Beyoncé contou com um grande apoio popular, principalmente da comunidade afro-americana, muitos foram às ruas, para defendê-las e se posicionarem ainda mais contra a violência policial e o racismo americano.
Lemonade, álbum que teve Formation como seu carro chefe, não se tornou só um dos álbuns mais aclamados do seu ano, como de toda a década, além de ser provavelmente o mais importante da carreira da cantora até aqui. Beyoncé desde então continua se provando um grande ícone e uma grande voz no movimento afro-americano.
Em 2017, a cantora apareceu de surpresa no evento Sports Illustrated Sportsperson of the Year Awards para homenagear Colin Kaepernick, jogador de futebol americano que ficou conhecido mundialmente por, a partir de 2016 se recusar a prestar homenagem a bandeira e ao hino nacional estadunidense ante das partidas dos jogos, como protesto à brutalidade policial e assassinato de negros no país. Kaepernick, assim como Beyoncé, sofreu diversas críticas e boicotes, tanto que não conseguiu nenhum time para a temporada de 2017.
Em seu discurso, Beyoncé disse: “ É triste que o racismo seja tão americano ao ponto de que, quando protestamos contra o racismo, algumas pessoas assumem que estamos protestando contra a América.”
Um dos clipes mais icônicos da última década pode não ter repercutido “fisicamente” como as outras gravações já citadas, mas é impossível ignorar o impacto e a popularidade de This Is America, sobretudo na internet. Lançado em 2018, Childish Gambino afirma o poder que as mídias sociais têm sobre as questões sociais. O trabalho como um todo, música e clipe, recebeu uma repercussão midiática pouco vista antes. Do Washignton Post, à revista Time e virando pauta de programas de TV, This Is America alcançou o primeiro lugar nas paradas americanas e coleciona hoje mais de 650 milhões de views, 4 prêmios Grammys (sendo 2 deles por Música e Gravação do ano) mas acima de tudo isso, um impacto cultural inigualável. Recheado de simbolismos que podem servir como pauta de outra matéria, o clipe de This Is America fala de não somente críticas à brutalidade policial, do estado, ao assassinato de pessoas negras, como também critica o estúpido movimento supremacista branco, a posse de arma, a mídia americana, o conservadorismo, e outras mazelas como a apropriação cultural. Além de também fazer referências a tragédias ocorridas com pessoas negras nos Estados Unidos, como o Massacre da Igreja de Charleson, na Carolina do Sul, quando um homem branco entrou na igreja armado e matou 9 pessoas ali presente com um discurso extremamente racista. A igreja em questão era referência na luta por direitos civis da sua região, o que deixa tudo ainda mais simbólico.
A música é tão importante dentro do contexto digital que atualmente, com as diversas manifestações que estão acontecendo nos Estados Unidos por causa do assassinato de George Floyd, a música virou uma hashtag nas redes sociais onde usuários postam fotos e vídeos dos eventos em que participam, como forma de denunciar a opressão por parte do estado que eles estão sofrendo. This Is America também está servindo como trilha sonora no aplicativo Tik Tok para vídeos quais os usuários, além de mostrarem como andam os protestos, denunciam problemas do país em que vivem. A corrente da música vem tornando-se novamente um viral, sendo aderido por pessoas de vários outros países.
Existem diversas músicas ao longo do ano que conversam com minorias e viram trilhas sonoras e gritos de guerra de suas lutas, principalmente na história do movimento negro. E não só dos Estados Unidos, no mundo todo, incluindo o Brasil. Esses pequenos exemplos provam que a extrema importância da cultura popular dentro dos movimentos civis e políticos, não podendo ser subestimada ou deixada de lado. Além de nos mostrar o quanto é importante que artistas e criadores de conteúdos não brancos conquistem cada vez mais um espaço maior dentro da sociedade. A arte e a cultura popular são dois dos aliados mais fortes na luta para um mundo mais igual e justo. Justiça para Goerge Floyd, João Pedro e todos as outras pessoas negras assassinadas pelo estado e pelo racismo.
A cantora Lana Del Rey, anunciou hoje (21) a data de lançamento do seu próximo álbum através de uma carta postada de surpresa em suas redes sociais. A publicação da nova-iorquina está sendo alvo de polêmicas e controvérsias, por tratar de assuntos um tanto quanto delicados, principalmente envolvendo o feminismo, já que Lana está rebatendo as críticas que recebe desde o início da sua carreira e as acusações de que ela “glamouriza o abuso” em suas canções. Além de citar o nome de artistas como Ariana Grande, Beyoncé e Nicki Minaj em seu desabafo pessoal. Confira a seguir a publicação original e sua tradução:
“Agora que Doja Cat, Ariana, Cardi B, Kehlani, Nicki Minaj e Beyonce tiveram um número #1 com músicas que falam sobre serem sexy, não vestirem roupa, transarem e traírem – eu posso, por favor, voltar a cantar sobre ser realizada, me sentir bonita por estar sendo amada mesmo que o relacionamento não seja perfeito, ou dançar por dinheiro – ou qualquer coisa que eu queira – sem ser crucificada e dizerem q estou glamourizando o abuso?
Estou cansada de compositoras femininas e artistas alternativos dizerem que eu glamourizo o abuso, quando na verdade, sou apenas uma pessoa glamourosa, que está cantando sobre uma realidade que hoje em dia é vista como relacionamento emocionalmente abusivo por todo mundo.
Com todos os tópicos que as artistas mulheres agora podem explorar, eu só quero dizer que, nos últimos dez anos, é meio patético que a minha exploração lírica detalhada do meu papel por vezes submisso ou passivo em relacionamentos tenha feito as pessoas dizerem que estou atrasando a independência feminina em centenas de anos.
Que isso seja claro: eu não sou uma anti-feminista, mas tem de haver um lugar no feminismo para mulheres que tenha o mesmo olhar e pensamento que eu – o tipo de mulher que diz não, mas o homem ouve sim, o tipo de mulher que é massacrada sem piedade por serem autênticas, delicadas… – Sou o tipo de mulher que tem suas próprias histórias e vozes silenciadas por mulheres mais fortes ou por homens que odeiem mulheres.
Eu tenho sido honesta e otimista sobre os desafiantes relacionamentos que eu tive.
Novidades! É assim que acontece com qualquer mulher.
E essa, infelizmente, foi minha experiencia até aquele presente momento onde aqueles álbuns tinham sido feitos. Então só quero dizer que tem sido longos 10 anos de críticas de merda até recentemente, e eu aprendi muito com elas.
Mas eu sinto que eu abri as portas para outras mulheres pararem de colocar um rosto feliz e se sentirem livres pra dizerem o que diabos quiserem dizer em suas músicas – diferente do que eu enfrentei quando se eu colocasse uma linha de tristeza – era tratado com tamanha histeria que parecia que estávamos nos anos de 1920.
Eu estarei detalhando meus sentimentos nos meus próximos dois livros de poesias (principalmente no segundo) com Simon e Schuster. Sim, eu continuo fazendo reparações pessoais com os lucros dos livros para fundações Nativo Americanas que escolhi, das quais eu estou muito feliz a respeito. E tenho certeza que terá alumas dessas reflexões no meu novo álbum que sairá dia 5 de Setembro.
Obrigada por lerem,
Feliz quarentena.”
O próximo álbum de Lana Del Rey, que a princípio se chamará Hot White Forever e será lançado no dia 5 de Setembro, como anunciado pela mesma. O disco será o sucessor do aclamado Norman Fucking Rockwell lançado em agosto do ano passado, que conta com o carro chefe Mariners Apartament Complex.
A revista Billboard, responsável pela principal parada musical americana, divulgou hoje (11) a sua atualização da semana, e mostrou que Beyoncé conquistou um feito histórico. Graças a sua participação no remix oficial de Savage, da rapper Megan Thee Stallion que pegou a segunda posição desta semana, Beyoncé possuiu a conquista de ter pelo menos uma música por ano, na parada americana nos últimos 24 anos. Igualando-se somente à Madonna, a única a também possuir o mesmo feito.
— billboard charts (@billboardcharts) May 11, 2020
A primeira entrada de Beyoncé na lista americana, foi em 1997 com o single de estreia No, No, No de seu grupo, Destiny’s Child. De lá pra cá, Queen B, como também é conhecida, já conta com 64 entradas no hot 100, sendo delas, 19 top 10 e 6 números #1.
Savage Remix está disponível em todas as plataformas digitais.
Foi divulgado na tarde de hoje (29) de forma surpresa, o remix oficial de Savage, hit de Megan Thee Stallion. A atualização da faixa conta com a participação de ninguém menos do que Beyoncé, ambas conterrâneas do estado americano do Texas. Confira:
A música se encontra atualmente na posição #14 na Billboard Hot 100, a principal parada americana. E a previsão é de que o remix ajude a canção a chegar em posições maiores nas próximas semanas. Megan Thee Stallion ganhou notoriedade no cenário musical mundial no ano passado com seu hit Hot Girl Summer em parceria com Nicki Minaj e Ty Dolla Sing. A rapper também esteve presente na trilha sonora oficial de Aves de Rapina, em Diamonds lançada este ano junto com a ex-Fifth Harmony Normani.
Segundo o site Micky, a Beyoncé pode estar em negociações iniciais para compor a música tema de Pantera Negra 2.
A trilha sonora do primeiro filme foi produzida por Kendrick Lamar. Lamar, também foi responsável pela música tema do longa.
Caso a informação se concretize, será o segundo filme da Disney que Beyoncé se envolve, sendo o primeiro O Rei Leão de 2019.
Beyoncé é uma cantora, compositora e atriz norte-americana. Nascida e criada em Houston, no Texas, Beyoncé se tornou conhecida no ano de 1997, como uma das integrantes do grupo feminino de R&B Destiny’s Child, que já vendeu mais de 50 milhões de discos mundialmente.
Em Pantera Negra 2, veremos T’Challa comandando uma ”nova” Wakanda, após abrir as portas para o mundo. Entretanto, o que o herói não esperava, era que uma ameça muito maior está por vir, e ela por estar chegando ou da Europa ou dos sete mares.
A atriz e cantora Beyoncé liberou na íntegra, o clipe de Spirit, composto exclusivamente para o live-action de O Rei Leão. A artista interpreta Nala, o interesse amoroso de Simba, vivido por Donald Glover.
Simba (Donald Glover) é um jovem leão cujo destino é se tornar o rei da selva. Tudo corre bem, até que uma grande tragédia atinge sua vida mudando sua trajetória para sempre.
O Rei Leão já está em cartaz em todos os cinemas do país.
A atriz e cantora Beyoncé liberou na íntegra, o single Spirit, composto exclusivamente para o live-action de O Rei Leão. A artista interpreta Nala, o interesse amoroso de Simba, vivido porDonald Glover.
Simba (Donald Glover) é um jovem leão cujo destino é se tornar o rei da selva. Tudo corre bem, até que uma grande tragédia atinge sua vida mudando sua trajetória para sempre.
A Walt Disney Pictures divulgou um vídeo promocional inédito do filme Rei Leão, embalado pela nova versão de Can You Feel The Love Tonight nas vozes de Beyoncé e Donald Glover. Confira.
O Rei Leão estreia no dia 19 de julho nos cinemas do Brasil.