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Primeiras Impressões | Rascal Does Not Dream of Bunny Girl Senpai

Sei que vai ser difícil de acreditar, mas é verdade, então leia tudo até o fim. Faça isso, por favor! Apesar de estarmos falando de um animê, com um nome pouco chamativo e que provavelmente já te passou uma péssima primeira impressão, fazendo você achar que Japonês é um povo estranho… Dessa vez, tem algo a mais nisso. Algo que você precisa ver com seus próprios olhos. Dessa vez, até que animê não foi uma ideia tão ruim assim.

Fica bem fácil de saber que esse animê é baseado numa Light Novel, não fica? Digo, os sinais são óbvios: um nome longo e que descreve (ao menos) metade da sinopse; Nome, aliás, que soa ridículo para qualquer pessoa que já não esteja acostumada com esse tipo de coisa; Uma garota bonita na capa em alguma situação inusitada; Estrutura em arcos que fica óbvio onde cada volume acaba e onde o próximo começa… Poderia ficar aqui por horas, mas meu papel nessa postagem é outro, né?

Sabe o que é importante sobre uma Light Novel? Seu Autor. E o da Novel que deu origem a este animê é um já bem conhecido pelos fãs de melodrama adolescente: Hajime Kamoshida. Esse japonesinho com cara de simpático já passou pelas Primeiras Impressões quando o Luís comentou sobre Just Because!, quase um ano atrás. Se você assistiu a última obra adaptada do homem, sabe exatamente o que esperar disso aqui.

O estilo de escrita dele continua o mesmo, só mudando o enfoque: enquanto Just Because! se destacou por ser extremamente realista e pé no chão, Bunny Girl (que, desculpem, vou abreviar) parece ser uma primeira tentativa de trazer o sobrenatural para seu repertório.

E rapaz… Não é que ele está acertando em cheio?

Para explicar como que o nosso autor predileto consegue manter sua escrita “humanizada” enquanto parte para histórias além da compreensão humana, precisamos analisar justamente os humanos que estão inseridos nessa história: suas personagens.

Basta olhar para trás, que você verá o histórico do cara com seus protagonistas: tanto o Sorata de Sakurasou no Pet na Kanojo, como o Eita de Just Because! são farinha do mesmo saco. Apesar de terem suas próprias peculiaridades que conseguem distingui-los bem, eles têm um ‘esqueleto’ em comum: sua boa vontade e bom coração, sempre buscando ajudar os outros, mas cercado por diversas camadas de ironia e sarcasmo, que vão sendo derrubadas (e, às vezes, reconstruídas) com o passar da trama.

Em Bunny Girl, ele repete a fórmula, e consegue fazê-la bem, mais uma vez. E o motivo é simples: esse é o perfil mais genérico para um adolescente dos dias de hoje. É difícil errar quando você sabe exatamente onde quer acertar.

Esse garoto está saindo com coelhinhas bonitas graças a esse truque estranho. >>CLICA AQUI<<

Já a garota, tem suas peculiaridades (até por conta de suas circunstâncias), mas também é convincente. Também é uma pessoa que você consegue imaginar sendo real, existindo e tendo problemas semelhantes aos que você vê na tela. E o jeito como ela reage, tanto ao mundo ao seu redor (já falo disso) como aos esforços do garoto, duas coisas que beiram o sobrenatural… É deveras realista. Você se surpreende com a racionalidade dela.

A ambientação do mundo é a grande novidade da obra. Pela primeira vez, ele tenta fazer algo além de sua zona de conforto, e traz o místico pro palco principal. Fica claro que ele não tem muita experiência com o assunto, mas que está se esforçando para dar o seu melhor.

Ele explica a visão geral das coisas e deixa com que você preencha as lacunas com seus próprios pensamentos e ideais sobre o oculto… Mas cinco minutos depois, traz a personagem que é o bode expiatório da sua própria culpa, e tenta desmentir tudo.

Você reclamando de política na sua timeline depois de já ter excluído todo mundo.

Exatamente, essa analogia é perfeita: o autor queria escrever uma obra sobrenatural, mas sua racionalidade é muito arraigada ao seu jeito de redigir… Daí, para desencargo de consciência própria, ele fez questão de tentar racionalizar, equacionar e desmistificar qualquer aspecto que não seja cientificamente comprovável.

Talvez esse defeito acabe sendo uma de suas maiores façanhas, no final das contas. O clima que temos acerca desta tal “Síndrome da Adolescência” é justamente de mistério. É uma “doença” que não faz sentido algum para a “ciência tradicional”, mas que, quando analisada psicologicamente por moleques de quinze anos, faz todo o sentido.

É a tal da “puberdade” sendo explicada em formato mais entretível. Ambas as personagens estão mergulhadas no oculto, em coisas sem explicação… Mas você consegue trazer todos os problemas que elas possuem para o âmbito de carne e osso. O real “inimigo” da série não é o fenômeno sobrenatural que é chamado de “Síndrome da Adolescência”, mas sim o fenômeno real de se viver numa sociedade e de ver e experienciar as consequências disso.

Agora, vem cá… O QUE ESSES JAPONESES TEM COM O SCHRÖDINGER E SEU MALDITO GATO? Desculpem a exaltação, mas francamente… Toda hora, o tempo todo, esse maldito experimento sendo citado e redesenhado e remodelado por animês e afins. E o pior de tudo? METADE DAS VEZES, ELES TÃO ERRADOS! O Gato de Schrödinger é um experimento criado pelo cientista de mesmo nome para mostrar justamente… o quão ABSURDO é o conceito por trás da Mecânica Quântica. Mas parece que gostam de citá-lo como uma fonte de razão e de racionalidade sempre que possível… E não é isso… Não assim… Não desse jeito…

Desculpem o desabafo.

Eu nem vou me dar ao trabalho de mostrar os erros científicos do show, então fiquem com esse meme de baixa qualidade ao invés disso…

Voltando a programação normal, podemos falar da parte técnica, que vejam só, não está decepcionando nem um pouco! A animação é do estúdio CloverWorks (que fez relativo sucesso recentemente com Darling in the FranXX); tem direção de Souichi Masui (que já tem um bom tempo na indústria); Um destaque também vai para Satomi Tamura, que fez os excelentes Designs de Personagens, e participou da animação dos primeiros episódios.

O visual é lindo, as personagens são muito bem desenhadas e se envolvem perfeitamente com o mundo (também belamente desenhado) em que estão. Até os figurantes e personagens de fundo, que muitas vezes são ignorados (ou renderizados em 3D) acabaram ficando bons. E a trilha sonora não deixa a desejar, sendo perfeita para todas as ocasiões, quase todas as vezes.

No mais, fica claro que Bunny Girl é muito mais do que aparenta ser, e que traz muito mais do que seu título poderia te fazer imaginar. É, literalmente, um livro que não se pode julgar pela capa, e parte disso se reflete até na própria trama do show. Sinceramente, não gostaria de me exaltar aqui, mas creio que, no mínimo, 8/10 para essa estreia é o que ela merece.

A série está sendo transmitida pela Crunchyroll, com novos episódios todas as quartas-feiras.

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Primeiras Impressões: RErieD: Derrida, who leaps through time

Enquanto sofríamos com o péssimo Steins;Gate 0, Satou Takuya, diretor do anime de 2011, estava trabalhando em um anime original, nomeado de RErideD: Derrida, who leaps through time, que também tem como tema, viagem no tempo. É com ele que iremos começar a cobertura da Temporada de Outono 2018, ainda que bem adiantada.

Além de Takuya na direção, tem na staff de RErideD, o compositor de série Konuta Kenji, que trabalhou em… PERA

OH BOY, ESTAMOS FODIDOS

Abe Yoshitoshi, de Serial Experiments Lain, é o responsável pelo Character Design Original, e Watanabe Kouji pela animação. A produção está a cargo do recém-formado Geek Toys, é o primeiro anime feito pelo estúdio.

Apesar de estrear somente no dia 03 de Outubro, RErideD teve a exibição de seus 4 primeiros episódios em um evento no Japão, e com isso a Crunchyroll os trouxe para o seu catálogo no mesmo dia.

A história de RErideD se passa no ano de 2050 e temos como protagonista, o cientista Derrida Yvain, que é um dos responsáveis pela criação dos “Automatas DZ”. Após descobrirem uma falha na programação, Derrida e seu companheiro Nathan e decidem reportar para seu chefe, na companhia Rebuild. Após isso, Derrida e Nathan são atacados, e ao conseguir fugir, Derrida entra em uma cápsula de criogenia e acorda 10 anos no futuro, em um mundo devastado pela guerra, e então decide procurar Mage, filha de Nathan, e protege-la a todo custo.

Sim, um anime de viagem no tempo, com elementos pós-apocalípticos. Graças a Deus a gente não tem tantos animes com esse tema. Mas olha só, temos o diretor de Steins;Gate comandando o projeto. Não tem como dar errado, não é mesmo? Bem…

Olha só, LOLIS!

A direção de Satou Takuya é a coisa menos problemática de RErideD. O problema do anime em si, está em seu roteiro. A história é genérica, já vimos isso diversas vezes em outras mídias. Até o final do quarto episódio, eu, que sou burro igual uma porta, conseguia saber pra onde a história estava sendo levada. Mas admito, que não esperava a utilização de tal “plot twist” tão cedo no anime.

Então fica aqui a dica mais genérica possível: PRESTE ATENÇÃO NOS DETALHES. Mais especificamente, no primeiro episódio, é ele quem vai ditar as revelações do anime.

E o harém vai se formando

Os personagens até o momento são bastante unidimensionais, você não se importa e nem liga para nenhum deles, não há ligação entre personagem/telespectador. Então não tem muito o que comentar sobre eles por agora.

Aliás, AMGE, sério? Vocês não poderiam pensar em um anagrama melhor?

Eu sei como é…

Outro grande ponto negativo ao meu ver, é a montagem. Algumas cenas possuem cortes estranhos, em especial a do congelamento de Derrida. Onde claramente ele se deita na cápsula de criogenia (o que já não faz nenhum sentido), e no frame seguinte ele simplesmente já está amarrado.

Apesar do Geek Toys ser um estúdio novato, a animação está bem consistente, sendo o episódio 3 o mais fraco nessa questão. O uso de CG está aceitável, é feio em algumas partes, mas não incomoda tanto, como em outros animes. O som do anime tem algumas… esquisitices???? Ainda não consegui definir se é proposital ou falta de orçamento.

Hum…

Considerações Finais:

Apesar de boa direção e animação consistente, RErideD possui uma história genérica e já manjada  e terá que se apoiar em plot twists se quiser manter um público.

De qualquer forma, é VIAGEM NO TEMPO, quem não gosta de VIAGEM NO TEMPO? O trouxa aqui vai acompanhar.

Nota para os 4 primeiros episódios: 5/10

Curiosidade: Jacques Derrida foi um filósofo que inventou o conceito de “desconstrução”. Em RErideD, o protagonista se chama Derrida, e seu pai, Jacques. O que isso significa? Não faço ideia e não me esforçarei para descobrir.

Como eu citei acima, RErideD teve os 4 primeiros episódios disponibilizados de uma vez na Crunchyroll. Até onde eu sei, o anime terá ao todo 12 episódios.

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Crunchyroll anuncia maratona de animes dublados na Twitch

A Crunchyroll anunciou que, no próximo domingo (26), realizará uma maratona de animes dublados em seu canal de Twitch. Serão exibidos os animes Free! Iwatobi Swim Club e Youjo Senki (Saga of Tanya the Evil), com dublagens em português brasileiro.

Será uma oportunidade única para conferir gratuitamente as dublagens de ambos os animes, visto que já estão disponíveis do catálogo da plataforma para usuários Premium.

Free!

A maratona começará ao 12:00 com um pré-show estrelado por Bia Purin e Malu Arantes, apresentadoras da Crunchyroll TV. A exibição dos doze episódios de Free! começa às 13:00, e terá cinco horas de duração, seguida da exibição de Youjo Senki, às 18:00.

Por motivos de licenciamento, esta maratona poderá ser assistida apenas por usuários do Brasil, Portugal, Angola e Moçambique.

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Primeiras Impressões | Holmes of Kyoto

Quem não gosta de um conto de detetive? Faz sucesso há anos, tem que ser bom! E claro que, como tudo que faz sucesso (e as vezes até coisas que não fazem), tem que vir algum japonês transformar o negócio em alguma coisa estranha. É o caso de Holmes of Kyoto.

Pois bem… Elementar, meu Caro Watson… Só que dessa vez o Watson é uma garota de 16 anos ressentida com a vida e que não ajuda em nada nos casos. E o próprio Holmes também é um jovem adulto ressentido com a vida. Sério, tá todo mundo depressivo nesse show, bicho?

O animê vem baseado em uma obra já antiga: o material original é uma Novel com início de publicação em 2015 por Mai Mochizuki. Se considerarmos que Sherlock Holmes é de 1887, dá pra chamar de velho né? De qualquer maneira, a novel de Mochizuki também foi adaptada em versão mangá em 2016, com um design muito mais próximo do que vemos na animação. Não que isso importe muito para o caso em questão.

Assim como uma obra de investigação faz, Holmes of Kyoto mostra algo para te enganar no começo, te dar pistas falsas e te convencer de que sabe o que está acontecendo. Quando na verdade, você está sambando na mão do assassino o tempo inteiro.

Mas o que exatamente é pura lábia no animê? Elementar, pois: o primeiro episódio te faz acreditar que teremos uma temporada inteira de Trato Feito Quioto, dentro da loja de antiguidades que nos é apresentada. E sinceramente? Acho que isso seria muito bom. Quem não gosta de Trato Feito? É um dos melhores programas da TV fechada atual.

Infelizmente não é isso que acontece. A partir do segundo episódio, temos uma série de “casos” que precisam ser resolvidos pelo protagonista (que aliás nem se chama Holmes de verdade, mas achei uma boa sacada o motivo do apelido), e todos surgem tão repentinamente quanto acabam. Em momento algum nós somos apresentados aos motivos que fazem esses casos serem levados especificamente para o Yashigara (que é o nome real do Holmes, aliás). E nunca nos é explicado como que essas pessoas conseguem se sustentar, tendo em vista que todos os casos até então foram resolvidos na base da “troca de favores” e eles aparentemente ignoram a existência da loja por longos períodos de tempo.

Quem fez melhor?

Mesmo com uma trama aparentemente episódica que serve mais para mostrar a vasta gama de trívias de rodapé de livro que o protagonista leu, as personagens conseguem ser interessantes. Digo, as duas personagens que apareceram por mais de cinco minutos na tela. Temos o mocinho, que abertamente admite ser uma pessoa ruim; e temos a mocinha, que é totalmente uma adolescente gótica da cidade grande que se mudou pro interior. São pequenos traços de personalidade, sim, mas que são bem explorados e conseguem te definir como são as pessoas que estamos lidando.

Acontece que mesmo com um elenco legal, as investigações não são tão divertidas como deveriam ser. Passamos quinze minutos gastando tempo com alguma coisa que parece ser relevante, para no final o caso ser resolvido com alguma coisa nunca antes mencionada, literalmente tirada da cartola do protagonista. Não existe nenhuma forma de você chegar na mesma conclusão que o caso toma. O mistério deixa de ser divertido e se torna frustrante. Você passa a pensar: “Que coisa minúscula e idiota vai ser a chave para resolver esse caso?“. Você precisa ignorar todas as pistas reais que são dadas (e que ocupam 80% do episódio sendo mostradas) e apontar para a coisa mais não-relacionada que aconteceu.

Na parte técnica, temos uma animação razoável. Não é ruim, e tem até algumas cenas bonitas, mas peca em algumas outras. Cortesia do estúdio Seven com direção de animação de Yosuke Ito. Sobre músicas… Eu sinceramente nem percebi se tinha algo tocando no fundo ou não. Acredito que é um sinal negativo para a OST. Mas ao menos a dublagem é bem bacaninha, com Kaito Ishikawa no papel do mocinho e Miyu Tomita no papel da assistente-peso-de-papel.

Eu assistindo aos casos sendo desvendados magicamente.

No final das contas, não é mistério nenhum que eu não fui muito com a cara do show. Mas é claro que você pode acabar gostando. Afinal, nem todo mundo gosta das mesmas coisas, e não precisa ser um xeroque rolmes pra saber disso. Pra mim, ao menos, a nota inicial para o animê é de 4/10. Pode melhorar, com certeza, se decidir ser mais racional, mas por enquanto…

Você pode conferir por si mesmo assistindo ao show, que está disponível na Crunchyroll com novos episódios lançados todas as segundas-feiras.

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Primeiras Impressões | Chio’s School Road

A gente tenta postar no horário, mas no caminho do painel de controle acontecem coisas bizarras, e nós acabamos quase sempre nos atrasando. Parece que sempre que vou escrever sobre japonês, surgem umas coisas estranhas… O que era de se esperar. E hoje, temos o animê mais idiota e mais vergonhoso que eu vi nos últimos tempos. E justamente por isso, ele é sensacional.

Se fosse para definir Chio’s School Road em uma só frase, seria “eu mesmo”. Apesar de todos os absurdos e da enorme falta de seriedade em qualquer coisa (que já falo sobre), a maior qualidade da série é ser extremamente relatável e te conquistar por proximidade e intimidade.

Mas calma, vamos primeiro conhecer o que estamos lidando. A obra vem de um mangá, com autoria de um cara que é conhecido por… Desenhar Hentais: Tadataka Kawasaki (eu sei que vocês iam perguntar). A única obra que não precisa de faixas de censura dele é justamente essa, e isso já diz muito mais do que precisávamos saber sobre o assunto…

Voltando ao que importa, que é o animê em questão… O show promete ser algo extremamente simples: uma garota indo pra escola. O que poderia dar errado? Simplesmente por conhecermos a mídia em que estamos, a única resposta possível é “tudo”.
As coisas sempre dão errado, o tempo todo. Mas a melhor parte é que são pequenas coisas, acontecimentos do dia-a-dia que você, eu e todos nós passamos também. A diferença é que a Chio faz tudo que nós sempre sonhamos e nunca pudemos (ou melhor, nunca tivemos a coragem de) fazer. Isso torna esses pequenos imprevistos em cenas de repercussão astronômica, que por beirar a insanidade, acabam cruzando a linha do cômico.

Não só os acontecimentos como as personagens têm o seu humor próprio. Começamos de garotas terríveis cientes de sua própria maldade, passamos por lésbicas psicopatas, e chegamos até ex-membros de gangue em recuperação. O elenco é tão diverso que é impossível não gerar uma situação cômica pelo simples encontro dessas figuras.

Claro, não é um show para qualquer um. É preciso gostar de absurdo e ser aquele tipo de pessoa que morre de rir com uma foto de um atum. Também existem algumas barreiras culturais, com piadas que fazem mais sentido em japonês e/ou para a cultura oriental (você sabe como é o corte ideal de um Atum inteiro? Pois eu também não sabia). Mesmo assim, ainda há algum aproveitamento para todos, basta desligar seu cérebro e se divertir por alguns minutos. Ou só assistir, se você for como eu que já está com o cérebro desligado há alguns anos.

De verdade, a obra me conquistou desde o primeiro episódio, mas pode demorar um pouco mais para cair no gosto de pessoas menos imbecis que eu. Se o começo não te prender, dê uma chance para o segundo.

Pessoas que batem bem da cabeça tentando entender o que diabos está acontecendo.

Na parte técnica, o estúdio Diomedea está cuidando da animação, que está ótima e propositalmente simples, para realçar todos os efeitos necessários; a música é essencial, com uma OST adequada para a obra (simples, mas absurda), abertura e encerramento de excelente nível, e efeitos sonoros dignos de vídeo-cassetadas do Faustão (e isso é um elogio!); uma dublagem perfeita, com a protagonista Chio (CV: Naomi Oozora) tendo a voz ideal para as ações que ela toma…
Resumindo, é uma baita duma produção, dentro de seus méritos.

O comedômetro quebrou e foi substituído por outro, mas as notas continuam: 8/10 é mais do que merecido e Chio’s School Road tem um futuro brilhante pela frente. Completamente nonsense, mas brilhante.

O anime está disponível na Crunchyroll, com legendas em Português (ou inglês, se preferir) e novos episódios são lançados todas as sextas-feiras.

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Primeiras Impressões | Asobi Asobase e Cells at Work

Cá estamos nós para mais um post de primeiras impressões dos animes da temporada de Verão 2018. Dessa vez, trago à vocês dois animes, que estão no meu TOP 5 da temporada: Asobi Asobase e Cells at Work.

Até o momento dessa postagem, ambos os animes estão em seu terceiro episódio, então já é o suficiente para serem indicados. O fato é que, nenhum dos dois animes traz uma discussão complexa, ou tramas pesadas, então ficaria muito difícil fazer um post separado para os dois. Então na tentativa de me poupar tempo e criatividade, que já é escassa, decidi juntar os dois em um post só.

Pois bem, vamos lá!

Asobi Asobase  é uma comédia sobre três garotas, Hanako, Kasumi e Olivia, que possuem um “Clube de Passatempeiros” em sua escola. O anime é produzido pelo estúdio Lerche e é dirigido por Seiji Keishi, ambos trabalharam na adaptação do mangá Assassination Classroom.

Sim, é uma sinopse bastante vaga mas, garanto a vocês, é um anime extremamente bizarro. A começar pela sua abertura que é totalmente diferente do tema do anime.

As três protagonistas são bem exóticas, e isso eu coloco na conta das suas dubladoras. As vozes que elas criaram para as personagens funcionam perfeitamente, em especial a da Hanako, que é dublada por Hina Kino. Rika Nagae e  Konomi  Kohara também fazem um excelente trabalho como Olivia e Kasumi, respectivamente. Vale dizer que as três dubladoras são relativamente novatas.

As piadas de Asobi Asobase são excelentes, algumas são leves ou pesadas, ou trazem um tom dramático muito bem dosado. Mas sem dúvida, a melhor parte do anime para mim, são as caretas das personagens, que me fazem rir igual um imbecil.

Destaque também para o encerramento bizarríssimo.

Agora vamos para Cells at Work, um anime sobre… células… trabalhando em um… corpo humano?

É isso mesmo. Cells at Work (ou Hataraku Saibou), é um anime que se passa em um corpo humano e traz o dia a dia de trabalho das células dentro do dele. É produzido pela David Production e dirigido Kenichi Suzuki que foi diretor de série das 3 primeiras partes de JoJo’s Bizarre Adventure, que também é do mesmo estúdio.

Cells at Work é um anime de comédia, que funciona muito bem. No entanto, ele possui bastante cenas de ação, já que temos células combatendo bactérias, e isso faz ele ser bem sangrento, mas de uma maneira leve. Além disso, é um anime bastante educativo.

Alô, Polícia Federal!

Os personagens são bem interessantes, ainda que unidimensionais , afinal, são células, e cada uma tem diferentes funções, que acabam sendo repetitivas, mas quem sabe o anime acabe “desenvolvendo” as personalidades delas. Uma dessas coisas repetitivas, é o fato da Glóbulo Vermelha ficar se perdendo, é uma jogada para apresentar os lugares do corpo humano, mas pode acabar ficando chato. Mas de resto, é um ótimo anime. Estou esperando um episódio sobre rinite para ver se me ajuda.

Asobi Asobase e Cells at Work estão disponíveis no Brasil via Crunchyroll.

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Crunchyroll.pt anuncia novos animes dublados

A Crunchyroll.pt anunciou hoje mais quatro novos animes que serão dublados pelo serviço de Streaming.

São eles:

  • Free! Iwatobi Swim Club

Haruka Nanase é apaixonado pela água e fanático por natação. No fundamental, ele venceu uma prova de revezamento com seus três amigos Rin Matsuoka, Nagisa Hazuki, e Makoto Tachibana. Após esta vitória, cada um dos quatro amigos seguiu seu próprio caminho, mas se reencontraram ao virar colegas de colegial. Contudo, Rin não quer saber de fazer as coisas voltarem a ser o que eram – seu único objetivo de vida é provar que é um nadador melhor que Haruka. Após esse amargo reencontro Haruka, Nagisa, e Makoto foram o Clube de Natação do Colégio Iwatobi, mas precisam de um quarto membro para participar do próximo torneio. Eis que Nagisa recruta Rei Ryuugazaki, ex-membro da equipe de atletismo. À medida que a competição se aproxima, os quatro forjam laços firmes e treinam intensamente para vencer e resolver a rixa entre Haruka e Rin de uma vez por todas.

  • Youjo Senki

Junho de 1923. Uma jovem garota loira de olhos azuis, Tanya Degurechaff, estuda no último nível na Academia Militar Imperial e treina na terceira linha de patrulha do distrito militar do norte, o Norden Theater, como parte de seu serviço para as forças armadas. Na transição, Tanya é apontada para tarefas de observação, mas um ataque surpresa força Tanya a entrar em combate com as tropas de magos da Federação. Tanya está em menor número e não resistirá até a chegada de reforços, mas não pode fugir, sob pena de ser condenada ao crime de deserção.

  • Kobayashi-san Chi no Maid Dragon

A Srta. Kobayashi é uma funcionária comum que leva uma vida bem banal e mora sozinha em um pequeno apartamento – até que ela salva a vida de um dragão fêmea em apuros. Esse dragão, chamado Tohru, é capaz de se transformar numa adorável garota humana (com chifres e um longo rabo) que fará de tudo para retribuir seu gesto, queira a Srta. Kobayashi ou não! Com esse persistente e amoroso dragão como colega de apartamento, tudo fica mais difícil, e a vida normal da Srta. Kobayashi está prestes a ir pelos ares!

  • Mob Pyscho 100

Kageyama Shigeo, o “Mob”, é um garoto que não leva muito jeito pra se expressar, mas que é um poderoso telepata. Decidido a levar uma vida normal, Mob suprime seus poderes extrasensoriais, mas quando suas emoções atingem um pico de 100%, algo terrível lhe acontece! Rodeado de falsos telepatas, espíritos do mal e misteriosas organizações, como Mob reagirá? Que decisões ele vai tomar? Baseado numa história original de ONE, a sensação do mundo das webcomics que criou One-Punch Man, vem aí um anime produzido pelo estúdio Bones!

As versões dubladas de Youjo Senki e Free! Iwatobi Swim Club chegarão ao catálogo da Crunchyroll já no dia 1º de agostoKobayashi-san Chi no Maid Dragon e Mob Psycho 100 ainda não possuem uma previsão de estreia.

Kobayashi-san Chi no Maid Dragon e Youjo Senki foram dublados pelo estúdio Wan Macher e Mob Psycho 100 pelo UniDub. Já Free! Iwatobi Swim Club, ficou a cargo do Som de Vera Cruz.

Vale lembrar que o serviço de streaming também exibirá os animes dublados de Black Clover, Re:ZERO e Bungou Stray Dogs no canal Rede Brasil, dentro do bloco Crunchyroll TV. Os animes estarão disponíveis no site após as vossas exibições.

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Gamers! | Uma agradável surpresa

Meu plano inicial para Gamers! era fazer um texto de Primeiras Impressões, no entanto elas não foram muito boas. Isso porque o primeiro episódio do anime é bem mediano. Ele se utiliza de todos os clichês possíveis de um anime sobre clube escolar e os joga na tela.

Então por que Gamers! seria “uma agradável surpresa”?

Pois no final do primeiro episódio, o anime simplesmente revira todos esses clichês e acaba surpreendendo o telespectador. A resposta que Amano (o nosso protagonista) dá a Tendou é bem anticlímax. Você acaba querendo ver o que acontece em seguida, e então o anime te pega.

Amano, o protagonista clichézão que surpreende.

A partir do segundo episódio, Gamers! entra em uma evolução constante, é um episódio melhor do que o outro. O diretor conseguiu ter um excelente timing cômico, as cenas dos mal-entendidos são hilárias, além das ótimas piadas sobre games em si (principalmente as do último episódio). Como não li a Light Novel de Gamers!, não consigo saber quais piadas foram adicionadas pelo diretor. Mas uma coisa é certa: as facetas dos personagens com certeza foram obras dele.

“Desu Desu”. Chiaki best girl.

A animação de Gamers! é bem inconstante, existem episódios bem animados e uns que são porcamente mal animados. Mas como se trata de uma comédia, ter uma animação bem constante não é bem uma prioridade.

O episódio 12 funciona mais como um OVA do que uma continuação da história em si, mas certamente é divertido demais. As piadas sobre DLCs são sensacionais.

E não! Gamers! não é um anime de fanservice, mas por algum motivo, tanto as capas das Light Novels, quanto os endcards dos episódios são recheados deles. Eu realmente queria saber o motivo disso. Um dos poucos momentos em que tivemos um mínimo de fanservice foi no episódio 12, que como eu falei, é mais um OVA do que um episódio do anime.

Apesar de Tsuredure Children ter sido o melhor anime dessa temporada de Verão (antes que venham reclamar, ainda não assisti Made in Abyss), Gamers! acabou me divertindo muito mais.

Gamers! não é um anime que possui uma história impressionante, nem piadas geniais como Gintama e muito menos personagens altamente desenvolvidos, mas é uma diversão honesta para o que se propõe e com certeza foi a surpresa da temporada.

Gamers! ficou em primeiro lugar como o anime mais visto na Crunchyroll na América do Sul.

Ainda não foram divulgados os números de vendas de Gamers!, mas a previsão delas, assim como a maioria dos animes dessa temporada, não estão lá muito boas. Vamos torcer para que venda o bastante para que possa garantir uma segunda temporada.

Os doze episódios de Gamers! estão disponíveis com legendas em português pela Crunchyroll.