Começarei a postagem de hoje com uma adivinhação. Confiem em mim, eu treinei tarô com o Abdul, aprendi a ler as águas com os Jinyu e sei consultar uma bola de cristal do jeito que a Sabrina me ensinou. Depois de consultar as estrelas, elas me disseram que “japonês é um povo estranho“.
O tema da abertura das Primeiras Impressões de 2017 é justamente a adivinhação. Baseado num mangá 4-koma com início de publicação em 2014, cujo autor possui apenas dois one-shots antes desta (que, inclusive, também fez todas as ilustrações presentes nesse post. Dê uma passada no Twitter dele!), temos um anime que envolve magia, misticismo, fé e tudo isso junto sem levar nada disso a sério.
Se você lembra das minhas primeiras impressões sobre New Game!, então não tenho muito o que acrescentar aqui. Urara Meirochou segue a exata mesma fórmula que o seu colega da editora Houbunsha: pegue uma ambientação qualquer que não seja demasiadamente comum, encha com o maior número possível de garotinhas bonitinhas, dê uma desculpa convincente para o fato de haver zero presença masculina no elenco, e as faça fazer coisinhas bonitinhas ligeiramente relacionadas à ambientação pré-determinada.
E neste aspecto, eu diria que Urara possui a vantagem sobre seu antecessor. Embora o objetivo de ambas as obras sempre tenham sido o de mostrar o dia-a-dia de garotinhas fazendo garotinhagens, muita gente foi atrás de New Game! buscando um documentário sobre a Indústria de Jogos Japonesa, algo próximo a Shirobako, e acabaram se decepcionando e descontando a frustração desse engano em suas opiniões sobre o show. Mas não há como esperar um “retrato realístico” quando a ambientação é a de uma cidade mágica onde garotas mágicas fazem magia. Eu torço para que ninguém espere, pelo menos.
Tfw a waifu faz besteira.
Quem escolhe assistir Urara sabe exatamente o que está em suas mãos. A pessoa que decide dar uma chance para o show sabe que vai encontrar garotinhas fofinhas fazendo coisas fofinhas com um pouco de história no plano de fundo. Isso já garante que, embora menos pessoas deem uma chance para a série, as que derem muito provavelmente vão gostar do que verão.
Como qualquer obra desse gênero, Urara é completamente dependente de suas personagens. A série se baseia nelas para manter o espectador interessado. Não é um show que te prende pela história. Apesar de existir sim uma história, ela é fraca, comum e principalmente, previsível. Qualquer um, ao final do episódio dois, consegue prever como será o desfecho dessa trama. Não é surpresa pra ninguém como as coisas vão se desenvolver.
Só que isso se resolve facilmente com o seu elenco. Como já dito, Urara se sobressai como obra por conter personagens carismáticos, com designs cativantes e bem chamativos, ótimo trabalho de dublagem e uma animação fluida que dá vida ao espaço detalhado em que elas se encontram. A própria essência das personagens e os métodos que elas escolheram para realizar as adivinhações já contam muito sobre elas, e essas diferenças interagindo entre si são o brilho do anime. Esse argumento vai ao extremo quando analisamos a protagonista, Chiya: ela foi criada e passou toda a vida nas montanhas, cercada apenas por animais e uma única companheira humana. Isso faz com que tudo seja desconhecido, qualquer acontecimento seja novo e traga uma nova experiência para Chiya. Até mesmo a mais banal das informações serve como mote de não apenas piadas, mas crescimento da personagem.
O elenco é o que agita a trama, às vezes, literalmente…
Apesar de conter um pouco de algo que, forçando a barra, poderia ser chamado de “fanservice” no primeiro episódio, ele pareceu funcionar de forma muito mais natural do que, por exemplo, em New Game!. Lá, dedicarem um episódio inteiro para as personagens irem fazer um check-up pareceu uma simples desculpa esfarrapada para mostrar pele que normalmente não aparece, assim como aquela vez que elas decidiram tomar banho juntas. Já em Urara, todo o foco nessa área acontece por conta da criação animalesca de Chiya, e ajuda a construir a personalidade e comportamento da garota.
Um ponto negativo que eu poderia levantar seria a OST: alguns minutos depois de assistir dois episódios em sequência, parei para conversar sobre o anime e reparei que não conseguia me lembrar de uma única música que tivesse tocado ao longo dos 45 minutos de exibição. Nem abertura, nem encerramento, nem músicas de fundo, nada. Simplesmente não deixou nenhum impacto em mim. Tenho certeza que a OST está lá, e que ajuda a construir uma ambientação para cada cena, mas não é nada memorável.
É um limão. Entendeu? Ela é vidente. Li-mão. HÁ!
Consegui dar umas boas risadas e gostei bastante das interações mais “sérias” que ocorreram. Definitivamente um show que acompanharei e recomendaria a qualquer um que tenha gostado de New Game!, ou se encontre interessado em garotinhas bonitinhas fazendo garotinhagens com um background levemente influenciador (e acredite em mim, obras desse gênero não são poucas). Um bom começo, onde deixo com 6/10 com grande potencial para ambos os lados.
O show não possuistream oficial em português, mas pode ser encontrado em inglês no Anime Network.
Hoje o papo é sério, então não podemos começar com piadinhas. Se quiser rir por causa de japonês, essa nova novela das seis está cobrindo minha cota muito bem. Sério, vocês viram a Giovanna Antonelli falando (ou tentando falar) em glorioso NIHONGO? Nem preciso mais perder algumas linhas pra dizer que japonês é um povo estranho.
Você, caro leitor das partes menos obscuras (e mais ativas) da Torre, pode não dar a mínima para os meus outros posts. Eu escrevo sobre aqueles desenhos japoneses cheios de garotinhas, afinal de contas. E você gosta mesmo é do Bátima. Eu sei, eu sei. Acontece que esse post em específico, assim como aquela série (que eu ainda vou terminar, prometo) sobre como entrar no mundo dos animes, foi feito justamente pra você.
Dessa vez, vou tentar te vender outra roubada, mas um pouco diferente da anterior. Essa está bem mais próxima da sua zona de conforto do que você imagina, e tem uma influência midiática tão colossal, que a probabilidade de você já ter cruzado com algo diretamente amaldiçoado por ela é enorme. Começaremos pelo começo:
O recado está sendo dado na própria capa da Novel! Não diga que não avisei!
O que são Light Novels?
Segundo a Wikipédia: “são romances ilustrados geralmente no estilo anime/mangá, compilados de folhetins de revistas ou sites na internet“. Mas é claro que isso não explica nada. Vamos expandir um pouco a definição café-com-leite que nos foi dada.
A começar por “São romances“. Apesar de grande parte dos títulos terem algum tipo de relação de fato, romântica, entre seus personagens, o termo ‘romance‘ provém de seu significado mais amplo: uma prosa, um gênero narrativo. No ápice dos meus doze anos de idade, achei engraçado o fato de, na capa nacional de “O Diário de um Banana“, estar escrito que se tratava de “um romance em quadrinhos“. De forma semelhante, light novels são, portanto, prosas. Prosas que, por sua vez, são escritas, como é de se imaginar, em forma de textos. Em bom português, se trata, basicamente, de um livro.
Mas não apenas um livro. Continuando, temos que são “ilustrados“. Interessante, estamos começando a pegar o espírito da coisa. Então, além de ser um livro, uma light novel também possui ilustrações. Isso não é tão incomum assim, claro. Existem diversos livros ilustrados por aí. Se expandirmos o conceito o suficiente, podemos até incluir suas amadas HQs nesse conjunto.
A questão muda de figura (entendeu? Estamos falando de ilustrações! Há!) quando prosseguimos na leitura: “geralmente no estilo anime/mangá“. É agora que a porca torce o rabo. Sei que você fez cara feia quando chegou nessa parte. Tudo bem, eu te entendo. Como já comentei outras vezes, eu também mudaria de calçada se cruzasse comigo mesmo na rua. Nem todo mundo gosta desse estilo de arte, e isso faz com que a resistência dessas pessoas aos ‘animes‘ seja enorme. Muitos acabam perdendo ótimas tramas, com excelentes roteiros e histórias envolventes, apenas por desdém ao modo de exibição.
Você ainda vai ter que lidar com isso, só que em doses homeopáticas.
Mas é por isso que as light novels são tão importantes: elas trazem, no geral, o tipo de trama, narrativa e roteiro que você encontraria em animes e mangás… Mas com 347% (segundo fontes confiáveis) menos arte que você odeia! Hooray! Enquanto ambos os casos citados são repletos desse tipo de desenho, as light novels possuem poucas ilustrações em seu miolo, tendo o seu bruto preenchido por letras. É uma oportunidade que você tem de conhecer esse tipo de escrita sem precisar sofrer com imagens que fazem seus olhos sangrarem.
Fechamos, então, com “compilados de folhetins de revistas ou sites na internet“. Se você está no famigerado grupo dos “Millenials”, que tem causado muitas discussões extremamente irrelevantes na mídia ultimamente, muito provavelmente nunca ouviu falar desse bagulho. E é claro que nunca ouviu mesmo. O único título nacional que eu conheço, que saiu nesse formato, é “Memórias de um Sargento de Milícias“, cuja publicação é datada em mil oitocentos e vovó menina (1852). Imagine algo próximo de… Harry Potter. A autora poderia ter escrito um grande livro contando toda a história do rapaz, mas decidiu fazer sete livros diferentes, com lançamentos mais ou menos igualmente espaçados entre si. Light Novels são publicadas nesse estilo: a cada seis ou doze meses, um ‘volume‘ novo é lançado, continuando a história de onde ela parou da última vez. Pensando enquanto digito, é quase que a mesma coisa que mangás e HQs, não é? Viu só como esse universo não é tão diferente do que você já conhece?
Por que elas são importantes?
Agora que você sabe (mais ou menos) do que estamos tratando, podemos dar um passo à frente. No começo do post eu disse que, além de apresentarem boas narrativas, Light Novels possuem uma influência midiática extraordinária. Você, com certeza, não acreditou em mim; e por isso eu irei provar meu ponto. Me acompanhe:
Se até JoJo tem conteúdo em Light Novels, como você pode ignorar algo tão FABULOSO?
Começarei com a mídia que, obviamente, é a mais afetada pelo surto de Light Novels, iniciado em meados dos anos 2000: os animes. E eu sei o que você está pensando, você não se importa com animes, certo? Meu grande objetivo de vida (e a única coisa que me mantém vivo atualmente) é fazer você se importar um dia. Por isso, é importante você saber dessas coisas.
Contando as últimas três temporadas de animes que já não estão mais entre nós (julho, abril e janeiro), aproximadamente um dezesseis avos (1/16) dos títulos são adaptações de Light Novels. Isso pode não parecer muito (e não é mesmo, se comparado ao número de adaptações de mangás, por exemplo), mas se levarmos em conta que cada temporada nos trás, em média, entre quarenta e cinquenta novos shows (com algumas abominações, como Julho/2016, que teve exorbitantes sessenta e quatro novas animações), e que essa proporção está mais ou menos constante nos últimos DEZ ANOS, podemos estimar aproximadamente 125 adaptações de Light Novels, na última década.
Não há como discordar…
E não apenas em quantidade, mas em volume de informações, esse dado é importante: uma obra originalmente escrita para animação é fácil de se trabalhar; um mangá requer um mínimo esforçode leitura, mas grande parte da adaptação pode se basear nas massivas ilustrações. Agora, Light Novels? O diretor do show precisa ler e reler diversas vezes cada volume da obra original, e tirar totalmente de sua cabeça todo o cenário e distribuição de todas as cenas que não são ilustradas. O trabalho nas costas do diretor é diversas ordens de grandeza maior, quando a obra a ser adaptada é uma Light Novel. E mesmo assim, elas continuam sendo adaptadas. Se isso não é um sinal de que elas são importantes, então eu não sei o que é.
Se isso não te convenceu, posso usar mais números para te assustar. Sem problemas. O mercado de Light Novels é surpreendentemente gigante, e movimenta muito dinheiro por ano. Em 2009, esse setor movimentou 30,1 bilhões de Ienes (392 milhões de dólares, na época), representando quase um quarto de todo o lucro da indústria de livros japonesa. Os títulos mais famosos vendem, anualmente, na faixa de um milhão de cópias, apenas no mercado nipônico. E os números são ainda maiores, quando expandimos para o mercado ocidental. Recentemente, a Editora Kadokawa publicou dados sobre as vendas mundiais da Novel de Sword Art Online, e os números ultrapassam os dezenove milhões de exemplares.
Acredite, essa imagem é Real™
Mas você não se importa com nada disso, não é? Parece que tudo que eu falei não está assim “tão influenciado” por Light Novels como eu fiz parecer no início. E se eu disser que, na realidade, até mesmo TOM CRUISE já encarnou um personagem vindo desse meio? Que foi, não acredita? “No Limite do Amanhã“, filme de Doug Liman (diretor de “Senhor e Senhora Smith”, a série de filmes de Jason Bourne, entre outros títulos que eu nunca ouvi falar… Exceto “Jumper”. Adoro esse filme, puta merda.) estrelado pelo galã citado é uma adaptação cinematográfica de nada mais, nada menos… Que uma light novel!Escrita por Hiroshi Sakurazaka em 2004, “All You Need is Kill” foi o primeiro (e único) grande sucesso do autor, que recebeu além do filme, adaptações para graphic novel e para mangá (esse último, publicado no Brasil pela JBC).
Ok, “Isso é um caso a parte“, você deve estar pensando. “Esse negócio de Light Novels continua sendo coisa de Japonês safado“. Ah amigo, eu bem que queria concordar contigo. Bem que queria dizer que você está certo dessa vez… DAGA KOTOWARU Mas eu estaria mentindo. O maior exemplo que posso dar para refutar essa sua hipotética afirmação é uma pessoa que, coincidentemente, surge das terras em que nós pisamos agora: Thiago Lucas Furukawa, nascido no Brasil. Este jovem rapaz futuramente seria conhecido pelo nome artístico de “Yuu Kamiya” (afinal, tenho certeza que ele sofreria bullying no Japão, se tentasse publicar qualquer coisa com o nome de “Thiago Lucas”), é a prova viva que para fazer algo dar certo, só é preciso dar um jeitinho brasileiro.
Piadas a parte, “No Game No Life“, maior obra do jovem tupiniquim, é um sucesso absurdo em todo o mundo: no primeiro semestre de 2013 foram vendidas mais de 255 mil cópias da novel, e um dos volume mais recentes vendeu, só na primeira metade deste ano, 168 mil cópias; Foi adaptado em uma série animada pelo estúdio Madhouse, que teve uma média de 8,5 mil blurays vendidos (que é um bom número, caso você não esteja familiarizado), e que causou uma comoção colossal com o público na internet. Enfim, é uma Light Novel importante nos dias de hoje, e de fazer inveja em muito japonês safado.
Tudo bem, você me convenceu! Que Light Novels eu encontro no Brasil?
Ok, ok, formem uma fila organizada para comprar as suas Light Novels! Tem pra todo mundo! (Isso não são Novels, mas use sua imaginação)
Ora pois, que bom que perguntou! Embora existam milhões de títulos super interessantes e que não apenas eu, mas muitas pessoas adorariam ver sendo publicados por aqui (inclusive… Junior, se estiver lendo esse post… Dá uma olhada no cantinho de sugestões com carinho, vai? Nunca te pedi nada, só queria um Encontro ao Vivo… *wink*), o mercado nacional de Light Novels ainda está começando a engatinhar. É um nicho relativamente recente, e com poucos títulos a disposição. O seu apoio é essencial nessa fase importante da vida dessa criança, pois é neste momento que começamos a moldar o seu futuro, começamos a ver se ele crescerá forte e saudável e conquistará muitas realizações memoráveis em sua vida, ou se vai acabar como umblogueiro depressivo que escreve sobre desenhos chineses. E eu tenho certeza que, por mais que você não se importe com isso, você não ia querer um destino tão ruim para ninguém, não é?
A melhor forma de mostrar para as editoras que você gosta (ou gostaria de começar a gostar) da mídia, e que adoraria um catálogo maior de títulos, é apoiando os títulos atuais, e orientando-os a que rumo seguir. Se os títulos atuais não te agradam, peça novos! Comente, procure, recomende às editoras! Elas, apesar de parecerem, não são monstros de sete cabeças que vivem em outra dimensão. Se você conversar civilizadamente com elas, elas te responderão com todo o prazer.
No Brasil isso não está tão grave… Ainda…
De qualquer maneira, vamos deixar essa parte chata de lado e ir logo ao ponto. Embora existam publicações mais antigas de outras editoras, atualmente, apenas JBC e NewPOP publicam Light Novels no mercado brasileiro, normalmente apenas em lojas especializadas (ou seja, você pode não encontrá-las em sua banca de esquina predileta). Mas é claro que compras online são sempre viáveis. Segue lista:
E… Ufa! Acabamos por aqui, hoje. Se você realmente chegou até aqui, espero que eu tenha te convencido sobre a importância das Light Novels na mídia atual. E mesmo se você não goste, entenda a sua influência, que aos poucos, se alastra pelas vastidões, e logo logo alcançará você. Isso se já não alcançou. Eu não olharia para trás se fosse você…
Imagine que você é um cara normal na casa dos 30 anos de idade que herda o antigo restaurante de seu falecido pai. Sem grandes promessas para seu próprio futuro, você visita o local com o objetivo de limpá-lo para vender e acaba encontrando um garotinho de rua, aparentando ter no máximo cinco anos de idade. Parece o sonho de um pedófilo, mas é só Udon no Kuni no Kiniro Kemari, anime recém-estreado (e ouso dizer, mais fofo) da atual temporada!
Produzido pelo estúdio LIDENFILMS (Terra Formars, Aiura), Udon no Kuni é a adaptação de um mangá criado por Nodoka Shinomaru. Dirigido por Ibata Yoshihide (Haikyuu!!), o anime contará com 12 episódios e narra a história de Souta Tawara, um designer que morava em Tóquio e herdou o restaurante de udon (tipo de macarrão japonês grosso feito de farinha, servido comumente como sopa) de sua família em Kagawa. Lá ele encontra um garotinho de rua escondido e com fome, e sem sinal de seus pais, acaba o adotando. Contudo, o garoto não é somente um perdido, mas sim um cão-guaxinim folclórico que se disfarça de criança!
O primeiro episódio de Udon no Kuni foi uma grata surpresa sendo bastante introdutório e singelo. Seja por conta de sua belíssima animação bem detalhada e limpa ou por sua trilha sonora calma e tocante dirigida por Tsuruoka Yota (insira aqui uma infinidade de animes famosos), a obra entregue é de fazer qualquer um sorrir bastante. A premissa é simples e a simplicidade é bela. E fofa. Kawaii. Já falei que isso é muito fofo?
Em poucas cenas o anime situa bem o espectador sem parecer um panfleto de introdução, característica típica de obras seinen/joseislice of life. Utilizando flashbacks e detalhes simples nos cenários, aos poucos a história vai sendo contada e alguns personagens (que aparentemente serão parte do elenco fixo) são apresentados. E se não bastasse a ótima e relaxante construção de episódio (de verdade, assistir isso é muito desestressante), o elenco de dublagem também fez um ótimo trabalho, especialmente o responsável pela voz de Souta, Nakamura Yuuichi (Haikyuu!!, 91 Days da temporada passada, Drifters da atual temporada, Fairy Tail, Durarara!!, Fullmetal Alchemist: Brotherhood e outros).
Infelizmente, algumas cenas deste anime darão fome. Assista por sua conta e risco.
Para os mais conhecedores de animes a premissa deve lembrar bastante Barakamon, com um quê de Usagi Drop e Amaama to Inazuma. A diferença, além do restaurante da família de Souta ser de udon, é o lado místico/folclórico, já que o garotinho chamado Poko é um tanuki (cão-guaxinim) mágico descrito pelo monge do templo como “uma criatura que se disfarça de humano e vive assim durante anos e anos“. E Souta acaba descobrindo isso no final do episódio de forma hilária.
Parece doença mas é só um guaxinim mágico e fofo.
Souta, o protagonista, é o típico esteriótipo de personagem que não se importa com o legado da família. Ao demonstrar zero interesse em reabrir o restaurante, fica óbvia a construção de plot onde Souta reabrirá o negócio e tentará tocá-lo à sua maneira com a ajuda dos amigos e familiares (como sua irmã), motivado por sua convivência com Poko e aprendendo com as recém descobertas receitas de seu pai. A relação perturbada de pai e filho entre Souta e seu progenitor também deve servir como inspiração, especialmente para o seu convívio com Poko. É tudo muito bonito nessa belezinha. Até a música de abertura é uma belezinha.
Souta decide começar a seguir os passos do pai ao herdar seu restaurante.
Udon no Kuni no Kiniro Kemari tem potencial. Julgando somente pelo primeiro episódio e comparando com outros “primeiros episódios” da temporada assistidos até o momento, este foi de longe meu favorito, recebendo todo o apoio possível e a torcida para que o bom nível se mantenha.
A série é exibida aos sábados no Japão e pode ser assistida simultaneamente através do serviço de streamingCrunchyroll.
Samurais. Decapitações. Sangue jorrando em doses cavalares. Elfos. Esferas mágicas. Um homem usando óculos. Portas que levam a outros mundos. História japonesa e patos depenados. Adicione a tudo isso uma trilha sonora bem louca com um humor doente e temos Drifters, um dos animes mais promissores da atual temporada. É até meio louco parar pra pensar que tudo isso saiu da cabeça de um japonês estranho.
Drifters é um mangá escrito e ilustrado por Kouta Hirano. Caso o nome não signifique nada pra você, saiba que esse gordinho simpático é o criador de Hellsing, mangá violento com vampiros nazistas em dirigíveis matando pessoas por nada. Drifters vem sendo publicado no Japão numa velocidade tão lenta quanto a editora Nova Sampa lança mangás no Brasil, já que em sete anos a série teve somente cinco volumes compilados. Mas quem se importa? Nada impede que um anime bacana seja feito.
No vídeo acima é possível ter uma leve noção da porraloquice desse anime. Produzido pelo estúdio Hoods Entertainment (que só fez porcarias que não merecem ser mencionadas), Drifters possui uma história peculiar. Figuras históricas japonesas são teletransportadas para um mundo desconhecido onde deverão, basicamente, salvar esse mundo da destruição total. Mas é impossível chegar a essa conclusão assistindo somente o primeiro episódio, já que ele não diz absolutamente nada sobre a história. No próximo eles podem formar uma banda e começar a dar shows, destruindo essa parte do texto. Quem sabe?
Após sofrer ferimentos mortais durante a Batalha de Sekigahara (que ocorreu no ano de 1600), Shimazu Toyohisa se vê transportado para um corredor com diversas portas ao seu redor e um homem usando óculos sentado numa mesa. Subitamente, após ação do homem misterioso, Toyohisa é sugado para uma das portas e acaba sendo salvo e conhecendo outros dois guerreiros, Oda Nobunaga (daimyo do Período Sengoku da história japonesa que viveu entre 1534 e 1582) e a garota Nasu Yoichi Suketaka (samurai que viveu no final do Período Heian, entre 1169 e 1232). E o primeiro episódio acaba aí mas ouso prever que, juntos, essa turminha do barulho (que mal foi apresentada) entrará em várias confusões neste mundo com elfos e anões.
Remember Monstros S.A.? This is him now! Feel old yet?
É difícil julgar Drifters somente pelo primeiro episódio, mas ao mesmo tempo o currículo do autor nos permite fazer isso. Hirano é um cara muito louco, que adora fazer loucuras loucas em situações malucas. E Drifters, numa primeira impressão, é o tipo de coisa que só um cara como ele conseguiria pensar. Ao mesmo tempo que a série parece não exigir muito do espectador, um leve conhecimento da história do Japão é importante para que algumas piadas façam sentido, visto que a obra usa tais personagens históricos como protagonistas. Porém, tirando isso, você pode simplesmente gostar de ver algumas cenas violentas, típicas das obras de Hirano, uma vez por semana.
E essa violência fica linda de se ver na ótima animação utilizada no anime. Ágeis, poluídas, meio granuladas e respeitando muito o traço do autor no mangá, as cenas são todas muito bem animadas. Além disso, o character design de Nakamori Ryouji (que trabalhou na animação Hellsing Ultimate) é perfeito e, sendo fiel à obra original, diferencia muito bem todos os personagens. Pausa rápida para admiração de violência gratuita:
VASH! SPLASH!
Outro ponto positivo do anime é sua trilha sonora, que simplesmente não dá a mínima para o contexto da época da Batalha de Sekigahara e enfia logo um rock’n roll nas cenas de luta, para alguns momentos depois utilizar uma típica música relaxante de dez horas do YouTube com o objetivo de criar um aspecto mais sério. Música essa que é quebrada rapidamente com um rap louco. No final das contas, assim como a trama, os personagens e a animação, a trilha sonora também é uma bagunça. É tudo uma bagunça. E funciona muito bem. Como ponto negativo só consigo pensar no ritmo acelerado até demais, dificultando a leitura e associação dos nomes de personagens. Alguns morrem com cinco segundos de cena, então tudo bem. Pausa rápida para admiração de violência gratuita:
VASH! VASH! PÉIM! BLOSH!
Drifters entregou um primeiro episódio muito bom. Não se levando muito a sério e prometendo situar o espectador aos poucos especialmente com relação aos mistérios (tipo quem diabos é aquele cara do corredor), a trama tem um potencial absurdo e praticamente infinito, já que existem diversas portas diferentes que, deduzo, levam para outros mundos. A ideia gera situações cômicas com um humor típico do autor, e mesmo que entregue um desenvolvimento de personagens raso como um pires, tem um potencial gigantesco para gerar uma boa diversão despretensiosa.
Resta saber se, com tão pouco material do mangá disponível até o momento, o estúdio optará pela fidelidade ou apelará para os tão odiosos fillers, que porém, podem ser bem aplicados numa ideia como a desta série. É tudo uma incógnita e uma bagunça, assim como esse anime. Mas que ele é legal, é.
Eu poderia começar dizendo que japonês é um povo estranho, mas isso é coisa do Vinicius, então deixa pra lá. Além do mais, hoje o assunto é sério pois envolve vingança e máfia em um anime que conseguiu fisgar a todos logo no seu primeiro episódio com a promessa de ser um dos mais interessantes da temporada.
Produzido pelo mesmo estúdio responsável pela segunda temporada de Durarara!!, 91 Days (naindi uan kawaii desus, em japonês) é uma história original sobre assassinatos que se passa na cidade de Lawless, onde o comércio ilegal de bebidas é o centro dos negócios no mercado negro graças a implementação da Lei Seca. Após ter sua família assassinada por uma disputa da máfia, o protagonista busca vingança contra todos os responsáveis, após receber uma carta de um remetente misterioso que dizia para ele retornar a esta cidade e saciar sua sede de vingança.
O enredo é o ponto forte de 91 Days e se assemelha bastante a uma “história clássica de mafiosos” (estou sinceramente esperando uma cena onde algum personagem acordará com uma cabeça de cavalo na sua cama). O ódio do protagonista pela família Vanetti torna a tensão de algumas cenas algo que é possível sentir na pele, especialmente após as reviravoltas de roteiro. O final do segundo episódio, que foi ao ar recentemente, é de fazer qualquer um bater a cabeça na parede.
O primeiro episódio do anime abre com uma sequência (o assassinato da família de Angelo, o protagonista) de tirar o fôlego, violenta e realmente perturbadora. Algo interessante a ressaltar é que a obra é totalmente pé no chão, então não espere encontrar poderzinhos ou monstros gigantes. O maior monstro da história talvez seja a birita. Essa é marvada.
O verdadeiro inimigo dos homens.
O enredo interessante é somado a uma animação muito bonita do estúdio Shuka (que nome), que entrega designs de personagens muito competentes. Cada um possui características únicas, os cenários são bonitos e as cenas de ação são de tirar o fôlego. As cores combinam com o tipo de história contada , e talvez os únicos pontos fracos sejam os momentos de animação em CG, especialmente dos veículos, onde tudo fica meio bizarrinho. Ainda assim não é nada alarmante.
A trilha sonora de Shogo Kaida é outro ponto altíssimo de 91 Days (que eu acabei não explicando, mas recebe este nome pois mostrará o decorrer da história em noventa e um dias. Isso significa que teremos 91 episódios? Deus…). Com músicas belíssimas, e todas combinando perfeitamente com o tom da história, toda a trilha merece destaque e muitos elogios. Existem momentos que são bem parecidos com O Poderoso Chefão, com violinos e outros instrumentos que eu não possuo inteligência suficiente para diferenciar. Talvez nem sejam violinos. Enfim.
Corte rápido. Tramontina.
Apesar de você como espectador comprar a vingança do protagonista, ele não possui uma personalidade muito marcante. Angelo (que mudou seu nome para Avilo) é o típico personagem-calado-frio-e-inteligente de animes, fazendo com que a única empatia que você sinta seja pela vingança. Pode sentir-se mal, pois você vai desejar a morte de pessoas. Seu monstro.
Para equilibrar a balança da chatice, todos os outros personagens possuem personalidades bem marcantes. O que é triste, visto que (obviamente) o enredo entregará diversos assassinatos, e no final deve ser uma amargura só… Sério, nem precisa assistir, o final vai ser trágico com certeza. Você pode evitar essa tragédia na sua vida.
Brincadeiras à parte, 91 Days entregou até o momento dois episódios com uma qualidade bem acima da média, se destacando entre os animes da temporada. Com uma tensão adulta e um enredo convincente, se bem trabalhado até o fim, pode subir ainda mais rumo ao posto de Melhor da Temporada (por mais que seja até um pouco prepotente já ir afirmando isso, mas esse texto é única e exclusivamente minha opinião, então beleza). Este início de temporada entregou algo equivalente a uma nota 8/10, que pode subir ainda mais. Ou cair, vai saber né. Vale destacar, por fim, o tema de abertura cantado por TK do trio Ling Tosite Sigure, que é muito bom.
A série pode ser assistida pelo site da Crunchyroll, com novos episódios exibidos todas as sextas.
Os fãs de quadrinhos, cinema, séries, mangás, música, anime, cosplay e jogos de videogame já podem se preparar para invadir o Campo de Marte, na capital paulista, durante as férias de julho. Cerca de 120 mil deles irão participar do Anime Friends, o mais tradicional festival multitemático de cultura pop da América Latina, que completa 13 anos e acontece em dois fins de semana, nos dias 08, 09 e 10, 15, 16 e 17 de julho. E você também deve passar por lá!
O megafestival terá dezenas de atrações como convidados nacionais e internacionais, grandes shows musicais com bandas japonesas renomadas, concursos mundiais de cosplay, feira de colecionáveis e de quadrinhos, exposição e campeonatos de videogames, encontro com youtubers, comidas típicas, palestras e autógrafos com convidados nacionais e internacionais.
Colecionáveis no Anime Friends 2015.
Quando: 08, 09, 10, 15, 16 e 17 de julho Horários: Sextas-feiras das 12h às 21h, sábados e domingos das 10h às 21h. Local: Campo de Marte, em São Paulo – Av. Santos Dumont, 2241 (perto do Metrô Santana) Valores: Ingressos individuais de R$ 50 a R$ 120 ou o combo para 3 dias de R$ 120 a R$ 240. Ingressos no dia do evento de R$ 60 a R$ 140.
Em um palco imenso e cheio de luzes e efeitos especiais, irão se apresentar artistas nacionais e internacionais, como a aclamada banda japonesa Sambomaster, conhecida por representar temas do anime como Naruto e do drama japonês Densha Otoko, no dia 9, sábado, às 20h. O brasileiro Detonator e as Musas do Metal farão um show especial de aniversário de quatro anos da banda, no dia 15, sexta, às 19h. Também se apresentarão a dupla japonesa LM.C (17, às 19h30) e a cantora e pianista Mai Hoshimura (17, às 18h30).
Neste ano, o evento terá três shows especiais para séries de animes consagrados. No dia 09, os cantores japoneses Hiroki Takahashi, Yuuya Asaoka e Takayoshi Tanimoto juntarão forças com o brasileiro Ricardo Cruz no Super Friends Spirits Especial Dragon Ball. Já no dia 10, o especial será para a série Digimon, com Ayumi Miyazaki e Takayoshi Tanimoto. Já o especial que comemora os 30 anos de Cavaleiros do Zodíaco, no dia 16, contará com Yumi Matsuzawa, Nobuo Yamada e Ricardo Cruz.
O WEB POP Festival é um evento que tem como foco aproximar os internautas de seus youtubers preferidos com uma interação mais direta. Neste ano, irá dobrar de tamanho. Durante todos os dias de evento serão realizados bate-papos e brincadeiras com a participação do público, como jogos de perguntas e respostas, gincanas e sessões de autógrafos e fotos. Neste ano, o norte-americano Joe Inoue, que ficou conhecido por sua carreira como cantor tendo uma canção como tema do anime Naruto, será um dos convidados. Entre os demais youtubers estão Cauê Moura, Irmãos Piologo, Muca Muriçoca, Cellbits e mais.
O evento também conta com a Brasil Comic Con, edição nacional baseada no mais famoso evento de quadrinhos e cultura nerd do mundo, a San Diego Comic Con, além das competições de cosplay como o Yamato Cosplay Cup Brazil (YCC) com participantes de diversas regiões do Brasil, o Yamato Cosplay Cup International (YCCI) que premia o melhor cosplayer mundial, o Desfile Cosplay Kids, e o Concurso Cultural de Cosplay que possui inscrições gratuitas nos dias do evento, onde os participantes concorrem a prêmios.
A área de games contará com campeonatos de jogos como Naruto Shipuuden: Ultimate Ninja Storm 4, Mortal Kombat X e Fifa 16 e o Espaço Free Play, onde é possível treinar para os campeonatos ou simplesmente jogar com os amigos em diferentes plataformas sem pagar nada. Editoras de mangás, quadrinhos, livros e jogos como a Panini, JBC, NewPOP, Nova Sampa, Draco e Europa também estarão presentes, com estandes recheados de produtos, além é claro das lojas como a Liga HQ! e outras.
São muitas atrações, então não deixe de passar no Anime Friends 2016! Comprando os ingressos antecipadamente, você paga mais barato e já pode ir se preparando 😉