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Crítica | Humans (Piloto)

Humans vem trazendo uma premissa já conhecida pelo público, mas convence em nos mostrar um caminho totalmente diferente do que vimos em produções Hollywoodianas. Um ponto interessante a se notar que esse futuro na série não está assim tão distante para nós no final de 2015. Só dar uma goggleada na intranet que veremos inúmeros casos de invenções robóticas que carregam características humanas e seus criadores (ou podemos chamá-los de pais?) prometem grandes revoluções com seus projetos em quaisquer ramos. Anteontem mesmo eu vi um vídeo de um pequeno robô andando de bicicleta tão bem quanto qualquer humano e ainda dava tchau para as pessoas que estavam passando no local. Agora dá para acreditar que esse futuro está quase na esquina certo? cof cof Skynet is coming cof cof 

O Piloto foi bastante esclarecedor em nos explicar como essa realidade funciona com os Synth. Mas afinal, o que são esses Synth? São androides com tamanha semelhança com os humanos, que caso você esbarre na rua, nem saberia reconhecê-lo como um robô e as pessoas os olham como total sonho de consumo. Quem nunca queria um robô para fazer suas tarefas, enquanto você ficava relaxando? Pois é. O conceito deles é exatamente esse. Três plots são desenvolvidos nesse episódio, onde conhecemos alguns desses seres que seguiram um caminho diferente do habitual. Eles pensam.

Fomos apresentados a uma família (com sotaque maravilhoso, diga-se de passagem) onde a matriarca da mesma se encontra num estado atual de desgaste emocional. Com a intenção de melhorar a situação com a esposa, o marido compra um Synth. Quem achou que ia melhorar, se enganou profundamente. Após a androide ser nomeada como Anita, toda a família percebeu que ela não era comum. Tinha algo diferente nela. Algo bastante humano, mas não só aparência. Em seu interior. Esse plot se liga totalmente ao segundo, pelo fato dela ter feito parte de um grupo com outros androides com a mesma capacidade dela e eram liderados pelo humano Leo. Além disso, tem os flashes que Anita se relembra de vez em quando. Trazendo um certo mistério a trama e sua afeição pela filha caçula do casal ruivo. Longe dali, Leo faz o possível e impossível para descobrir o paradeiro de seus outros amigos, e claro, de sua amada Anita.

O terceiro plot capta o lado emocional de se sentir apegado a um Synth. Com aparência humana, com certeza esse apego não é impossível. O Dr. Milican tem um robô com a validade vencida, porém não consegue trocar por algo novo. Mesmo com insistência de terceiros na troca, ele permanece firme em manter o seu ”filho” protegido e seguro. Em nenhum momento, dá a entender que esse plot possa se interligar com os dois primeiros. Nunca se sabe, né?

Acho que esse pequeno texto deu uma certa ansiedade para conferir o primeiro episódio, assim espero. Lembrando que a série já teve sua segunda temporada confirmada e desde o início deste mês tem sido exibida pela emissora AMC Brasil.

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Crítica | Peter Pan

Com o novo filme de Peter Pan, Joe Wright narra a origem do herói mais conhecido na narrativa fantástica infantil de uma forma nunca vista. Tendo muitos discursos envolvidos e críticas contemporâneas, Pan consegue alcançar o gosto do público infantil e adulto.

A história inicia mostrando a atual situação das crianças em uma das piores épocas do mundo, a Segunda Guerra Mundial. É aí que vemos Peter, brilhantemente interpretado por Levi Miller. Peter é mostrado como um garoto muito travesso que não demonstra respeito por ninguém. O filme se mostra muito atencioso com esta parte do roteiro para exemplificar muito bem o contexto em que Peter está, e após seus 20 minutos, chegamos à Terra do Nunca.

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Na Terra maravilhosa onde habitam criaturas mágicas notamos personagens tão bons quanto seus respectivos atores. Dentre eles estão Hugh Jackman (Barba-Negra), Garrett Hedlund (Capitão Gancho) e Rooney Mara (Princesa Tigrinho). Estes interpretam três partes importantíssimas para o desenvolvimento do filme e que no futuro terão uma forte importância na vida de Peter, tanto positiva quanto negativamente. Além do mais, as relações que o longa aborda são muitos boas, desde Peter com sua mãe até a sua amizade com Capitão Gancho. Infelizmente o romance não ficou de fora desta vez, já que sua presença é inevitável quando Gancho e a princesa Tigrinho entram em cena. Mas no final esta relação meio estranha não prejudica o filme tanto quanto poderia.

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Ainda que tenhamos uma quantidade inacreditável de referências à história original de Pan, cenas de ação excessivas e alguns clichês desnecessários, a fita consegue criar uma linha de raciocínio clara para o espectador.

Sendo assim, Peter Pan pode ser resumido como um filme original, divertido, que cumpre suas promessas e que não se esforça em momento algum para ganhar a aceitação do público infantil, apesar do destaque ainda ser a parte visual, muito bem feita.

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Anime Pagode Japonês

Análise | Gangsta. #1 a #6

O que temos quando juntamos um samurai surdo, um gigolô de tapa-olho, uma ex-prostituta com dependência química e uma cidade regada pelo crime? A resposta (que bem que poderia ser um novo filme do Tim Burton, estrelando Johnny Depp) está na obra da mangaká Kohske.

Com seu primeiro volume lançado em 2011, Gangsta. (com o ponto, para alegria de Eurico Miranda) é um mangá que acompanha as vidas de Arcangelo Worick e Nicolas Brown na cidade fictícia de Ergastulum. Cidade tal que nos fica bem claro, logo ao início da narrativa, que não se trata de um lugar onde você gostaria de passar as férias: drogas e prostituição preenchem cada esquina; cartéis, gangues e máfia são os que mandam nas ruas; corpos derrubados em combate profanam vielas; o dólar-turismo está em alta, etc.

Uma adaptação para anime foi aprovada e, com a temporada de julho, nos trouxe as desventuras dos Handymen para as telinhas nipônicas. Dirigido por Shukou Murase (um pouco famoso por seu trabalho como roteirista de Samurai Champloo) e animado pelo não-tão-famoso estúdio Manglobe (que animou Deadman Wonderland; The World God Only Knows e o infame mas divertido Samurai Flamenco), Gangsta. aparece como uma opção que se destaca no cenário atual – que é dominado pelo “moe” e pelo apelo sexual desenfreado que está levando o Japão ao declínio populacional – por ser uma obra que, perdão pela liberdade tomada, eu não encontraria melhor descrição do que “Edgy“.

Os protagonistas, casualmente chamados de Worick e Nic, são conhecidos na cidade como os “Handymen” (um termo inglês para algo como “quebra-galhos” ou “faz-tudo”). Num lugar onde várias partes precisam trabalhar mutualmente, mas não conjuntamente, para manter um equilíbrio delicado de forças, um grupo neutro é essencial para limpar a sujeira daqueles que tentam abalar as bases do sistema. É exatamente aqui que nossos mocinhos entram: eles tomam serviços tanto da polícia quanto da própria máfia, para resolver qualquer perturbação da “paz”.

Logo no primeiro episódio, conhecemos Alex, uma prostituta que era forçada a trabalhar numa área próxima à base dos Handymen. Mais tarde, descobrimos que ela era empregada por um zé-ruela que tentou criar uma nova facção na cidade, rompendo o tão querido equilíbrio de forças. Após acabar com a ameaça, Worick decide por “levá-la como espólio”, e ela se junta ao grupo como secretária.

Se esse papinho de guerra de gangues, limpeza e corrupção não foi o suficiente pra te comprar, pode sentar que ainda tem muita coisa pra jogar no ventilador. Como se todo esse cenário torpe não bastasse, temos ainda um fator de ficção-científica na história: Em Ergastulum, existem os Twilights. Não, eles não brilham no sol. É assim que são chamados os homens e mulheres que possuem uma alteração genética, que lhes dá capacidades físicas sobre-humanas, em troca de possíveis deficiências corporais e uma vida bem mais curta que o normal.

Consequência (ou causa, ainda temos seis episódios para esclarecer isso) de um tipo de droga usada no passado durante uma guerra, os Twilights – também chamados de “Dog Tags“, por causa de suas identificações militares (veja imagem abaixo) – sofreram perseguições por parte dos humanos “normais”, e muitas questões éticas foram levantadas para chegar a algum lugar nesse conflito, embora não tenha dado muito certo. Por vários anos, os Twilights viveram num estado de escravidão; tendo poucos – ou quase nenhum – direito civil, totalmente subjugados pelos “normais”.

Foi só após proposta por parte de uma das três famílias, e muito bate-boca (a maioria resolvido na base da porrada) que os Twilights conseguiram voltar a sociedade – ou tentam. Caso respeitassem As três leis impostas a eles pelos “normais”, poderiam ter direitos – quase – iguais ao de qualquer humano (provável referência à Isaac Asimov, criador das leis da robótica).

Piadas a parte, Gangsta. se aproxima muito mais de filmes hollywoodianos de temática policial e toques cômicos (Como um Bad Boys um pouco mais sério) do que da mídia em que ele realmente se originou. Apenas o fato dos protagonistas serem homens formados, na casa dos trinta anos, já mostra uma distância entre os milhares de colegiais que normalmente vemos em animes salvando o mundo e desafiando leis físicas para cair em cima de peitos (e que não me levem a mal, eu gosto deles também!).

Com uma classificação etária de R-17+, o show não tem pudor e mostra cenas de violência explícita e sexo implícito (com o que a TV japonesa permite) ao longo de todos os episódios. Eles adoram te lembrar que essa cidade é o berço do caos e não medem esforços pra reforçar essa lembrança a cada cinco minutos.

E como não pode faltar, a trilha sonora de Gangsta. é sensacional. Confesso não ser o maior apreciador de músicas de fundo do mundo; mas as que estão presentes nesse show são muito bem colocadas, e aumentam a imersão no clima tenso que está quase o tempo todo presente. Mais importante para pessoas alheias e desinteressadas ao estudo musical (como eu sou), os temas de Abertura (“Renegade” por STEREO DIVE FOUNDATION) e Encerramento (“Yoru no Kuni” por Annabel) são muito contagiantes e emocionais (respectivamente, embora não exclusivamente).

Para não acabar transformando essa análise num resumo, deixo minha língua parar de correr por aqui. Garanto que só contei o essencial para te dar uma visão ampla do que esses seis primeiros episódios nos mostraram, e que sua experiência com a série será maravilhosa (se gostar da temática, claro).
Caso inglês não seja um problema, e você curta ficar na legalidade, o serviço de simulcast Funimation transmite os episódios nas madrugadas de domingo. Por mais que eu não seja fã da empresa (mas isso é assunto pra outra postagem) essa é a única alternativa.

https://www.youtube.com/watch?v=L2xpcZn0nOI

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Entretenimento

BGS 2015 | Estivemos lá

Durante os dias 08 à 12/10 a equipe da Torre de Vigilância esteve na Brasil Game Show 2015, o maior evento de games da América Latina, realizado no São Paulo Expo. Após muitas fotos e jogos testados, é chegada a hora de comentarmos o que achamos do evento!

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Pagode Japonês Quadrinhos

Resenha | Parasyte #01

“Vocês não percebem que
nós somos dotados apenas por sermos humanos.
Nós somos predadores absolutos.
Nós não temos sequer um inimigo.
Talvez aqui estejam outros animais nos observando
e pensando que, um dia,
nós iremos derrubá-los.”

Let Me Hear – Fear, and Loathing in Las Vegas

Com tais palavras temos o início da música de abertura do anime de Parasyte (Kiseijū), mangá de horror e ficção-científica criado por Hitoshi Iwaaki e publicado em 10 volumes entre 1988 e 1995. A publicação deste clássico no Brasil foi anunciada pela Editora JBC e a primeira edição pode ser encontrada atualmente nas bancas, e graças a ela, podemos observar todos as camadas desta obra que vai além dos exageros típicos, lidando com diversas questões sociais e biológicas dos seres vivos.

Antes de mais nada devemos abordar alguns aspectos sobre as relações entre os seres. Na natureza, todo ser possui algum tipo de relação com outro, seja ela harmônica ou desarmônica. Na biologia caracterizamos inicialmente estas relações como intra-específicas e interespecíficas. No primeiro tipo podemos encaixar relações entre seres de uma mesma espécie, como sociedades, colônias ou canibalismo (as duas primeiras, harmônicas, visto que todos os seres colaboram uns com os outros, e a terceira, desarmônica pois alguém sai perdendo). Já as interespecíficas são caracterizadas pelas relações entre seres de diferentes espécies, e aí encaixamos coisas como o mutualismo, o predatismo e o parasitismo.

Mas quais seriam as diferenças entre estas três principais relações interespecíficas? O mutualismo é caracterizado pelos participantes mantendo uma relação de dependência e se beneficiando reciprocamente da associação entre eles. Já o predatismo, como o nome sugere, se dá quando um ser mata um outro ser, de outra espécie, para lhe servir de alimento. E por fim, o parasitismo se dá quando um ser vive no corpo de outro, denominado hospedeiro, com o objetivo de retirar alimentose de modo geral estes parasitas trazem-lhe apenas prejuízos. Existem outros tipos de relações interespecíficas, mas no caso de Parasyte, apenas estas três bastam para um desenvolvimento sobre a obra.

Em Parasyte temos dois protagonistas: Shinichi Izumi e Miggy. Este segundo é simplesmente um parasita alienígena de uma raça que, aparentemente, se apodera do cérebro dos seres vivos e iniciam comportamento canibal, visto que o ser possuído pelo parasita perde o controle sobre seu corpo, morrendo no processo. Além desta característica (na nossa visão) atroz, a área onde o parasita habita também se torna mutável, podendo assumir outros aspectos ou densidades corporais, incluindo uma enorme elasticidade e velocidade. No caso de Miggy o parasitismo não saiu como o esperado e ele passou a habitar somente a mão direita de Shinichi. Com a falha, esta relação acaba se tornando também um mutualismo, com ambos agindo juntos (unidos, por motivos óbvios) para sobreviverem e desvendarem os mistérios acerca dos parasitas alienígenas canibais.

Somente a proposta de Parasyte já deveria conquistar diversos leitores. Mas a obra vai além disso, abordando também questionamentos sociais e biológicos acerca do próprio ser humano. Em determinados momentos podemos observar Shinichi questionando o canibalismo dos humanos parasitados, julgando tais atitudes como horrendas, e Miggy contrabalanceia tais questionamentos com respostas como: “Nós estamos apenas exercendo a nossa biologia. Alimentação é algo natural e intrínseco a todo ser vivo. A vida de seus semelhantes é tão importante assim? Pra mim, a preservação da própria vida sempre virá acima de tudo.” Com tais palavras, também abrem-se as questões sobre o parasitismo do ser humano em relação à Terra. Afinal, nós devastamos o planeta, cometemos atrocidades, nos alimentamos de outros seres… Nossa vida é tão importante assim? É necessária esta quantidade absurda de seres humanos? E podemos julgar uma criatura que está apenas exercendo seu comportamento natural?

Através do convívio com Miggy, um ser frio e calculista que se importa apenas com o que fizer bem à ele, Shinichi começa a valorizar cada vez mais a vida como um todo. Não somente a vida humana, mas também o direito de viver dos animais, dos insetos, de tudo. E também a questionar sua própria ideologia sobre a preservação da vida humana. Será que somos tão importantes ou exclusivos assim? E eu devo combater, ou até mesmo matar estes seres que estão aniquilando meus semelhantes? Aparentemente, sim. E isso cria um embate ideológico mostrando a ideia mais pura de defesa à humanidade encarnada em Shinichi, e o egoísmo somada à autopreservação característica de Miggy.

O primeiro volume termina levantando uma questão: quem cederá? Shinichi virá a se tornar alguém mais frio graças à esta relação, ou Miggy passará a compreender os bons lados da humanidade? Quem se tornará o predador, e quem será a presa? Em algumas cenas o autor deixa bem claro que os parasitas são os predadores. Mas será que isso pode vir a mudar? O ser humano, tido como o topo da cadeia alimentar, voltará a assumir tal posto, mesmo com a presença de seres tão poderosos?

E se os seres humanos não fossem o topo da cadeia alimentar? 

Abordando tantos assuntos interessantes, desenvolvendo uma excelente trama, sendo muito bem ilustrado e contendo ótimas ideias, Parasyte é, para mim, o melhor lançamento de mangá do ano. A edição da JBC está sendo lançada com uma qualidade incrível que inclui laminação fosca e belíssimas ilustrações (dos kanzenbans japoneses) nas capas, papel de boa qualidade, além de ótima tradução e revisão.

Vale lembrar que tudo o que foi dito neste texto foi extraído somente do primeiro volume. A história pode dar uma guinada assombrosa e tomar rumos completamente diferentes, mas isso apenas atiça ainda mais a nossa curiosidade como leitores. Qual será o destino da dupla Shinichi e Miggy?  Por quais outras situações extremas eles passarão?

Parasyte é um mangá mensal, contém cerca de 220 páginas em papel offset e será completo em 10 volumes. O preço é de R$16,90, e a distribuição, por fases. O anime pode ser assistido através da plataforma Crunchyroll.

https://www.youtube.com/watch?v=MrEX23xl-eM

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Mangá Pagode Japonês

Planetes #1

Muito além do que lixeiros espaciais.

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Consoles Gameplay Games

Análise | Metal Gear Solid V: The Phantom Pain

Desde sua pós-produção Metal Gear Solid V: The Phantom Pain vem arrancando suspiros e preocupações por parte de seus fãs. Tudo isso por causa de um nome em específico: Kojima, o diretor que trouxe a franquia de maior sucesso para a vida humilde de vários gamers, teve problemas com a distribuidora Konami.

Boatos rolaram, e declarações foram feitas, mas apesar de tudo isso o jogo foi lançado, e o que para alguns é o desfecho da história de Venom Snake, para outros não passa de mais uma parte da conturbada vida desse mercenário. Metal Gear Solid V: The Phantom Pain é o décimo primeiro titulo lançado da série Metal Gear, e o quinto em ordem cronológica. O jogo é a continuação de eventos ocorridos em Metal Gear Solid V: Ground Zeroes, porém sendo anteriores aos eventos do original Metal Gear. Produzido pela Kojima Productions e desenhado, idealizado, co-escrito e co-produzido por Hideo Kojima, foi publicado pela Konami para as plataformas de, PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360 e Xbox One  e para PCs em 1 de Setembro de 2015.

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De maneira espetacular, Metal Gear Solid V: The Phantom Pain segue um caminho diferente de outros jogos da série. Deixando de lado horas e horas de cutscenes, de maneira a intercalar esses momentos com os que tínhamos controle dos personagens, mas nos preenchendo de cenas épicas tal qual a que temos no hospital logo no início do game (já mostradas em vários trailers), The Phantom Pain é pura jogabilidade, possuindo mecânicas introduzidas em Ground Zeroes.

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Claro que há cutscenes, e há muitas delas, porém estão espalhadas no mundo inteiramente aberto e de liberdade absoluta, que acaba tomando o protagonismo para si. Possuindo uma diversidade de caminhos, o jogo nos surpreende ainda mais quando notamos a quantidade de elementos presentes nos cenários, desde soldados, carros, tanques, e helicópteros, a fuzis, rifles, pistolas, granadas, minas; animais como, cachorros, cavalos, ursos, lobos; e outros elementos como cabanas, torres, barracas, e montanhas.

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Graças a esse elemento novo que dispomos no jogo, a linearidade é simplesmente abandonada, deixando a critério do jogador, escolher como prosseguir a trama. Metal Gear Solid V: The Phantom Pain possui dois grandes mapas, um é o Afeganistão, e o outro é a Angola, cheios de vilarejos, bases, livres para exploração furtiva, ou como bem quiserem. As missões principais são facilmente notadas nos mapas, mas o que pode passar despercebido por você no calor da ação, pode esconder recompensas valiosas (recursos, soldados aliados), então preste atenção em locais que não tem tanta “importância”.

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Em relação aos soldados aliados, pode se considerar como uma das mais marcantes adições na franquia. Podemos ter como nosso companheiro de missões duas figuras bem relevantes, uma é a sniper Quiet e a outra é DD, um cachorro bad-ass com tapa-olho, cada um possuindo habilidades distintas que se tornam úteis em determinadas missões, como a habilidade de DD, tornando-o capaz de encontrar inimigos próximos, plantas que podem ser usadas em medicamentos e animais hostis. Quiet é uma sniper, uma franco-atiradora, que pode, em pontos específicos, encontrar alvos, e oferecer cobertura. Tudo isso para nos deixar ainda mais envolvidos na jogabilidade, permitindo a criação de nossas próprias histórias como Big Boss.

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E o jogo fica muito melhor quando durante o gameplay podemos ouvir faixas de músicas encontradas durante o próprio. A seleção inclui músicas como The Man Who Sold the World, de David Bowie (música de entrada), Maneater, de Daryl Hall & John Oates, e Take On Me do A-Há, maravilhosamente durante toda essa experiência, os sons ambientes ficam abafados por conta dos fones nos ouvidos utilizados por Snake. E se isso não bastasse, além de músicas é possível adquirir diálogos, acrescentando em detalhes a mitologia da franquia.

Caso você nunca tenha jogado, lido, ou assistido nada relacionado a franquia Metal Gear, infelizmente você irá se perder, pois o jogo se conecta com as duas “fases” da saga, a história de Big Boss, com a original, de Solid Snake. Mas isso não irá interferir na obra prima de Hideo Kojima, se você considerar o jogo como uma continuação, e a história de um passado cheio de ódio e vingança.

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VEREDITO:

Em Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, Kojima se despede de forma épica. Unindo elementos já apresentados na série, o game se reinventa e muda a todo o momento para agradar o jogador. Nunca antes Metal Gear teve mecânicas e jogabilidade tão bem produzidas, com um mundo no qual nossas habilidades são realmente importantes para que tenhamos sucesso. Sua falta de foco na história não o torna ruim, nem o faz passar perto disso. Mesmo não possuindo um mapa ala Skyrim, com grande ambientação, ou numerosos ícones para eu explorar no mapa, Metal Gear Solid V: The Phantom Pain trouxe um novo conceito de exploração, nos obrigando a planejar, adaptar e improvisar. The Phantom Pain é de longe o título mais ousado e surpreendente a ser lançado pelo estúdio. Sendo não apenas o melhor Metal Gear, como também um dos melhores jogos de furtividade e ação.

Pontos Positivos

  • Jogabilidade
  • Gadgets
  • Ação desenfreada
  • Exploração
  • Furtividade

Pontos Negativos

  • Mundo aberto pouco aproveitado
  • Enredo sem profundidade

NOTA FINAL: 9,0

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Entretenimento Torre Entrevista

Torre Entrevista | Butcher Billy

Grande artista e com trabalhos espetaculares, Bily Mariano da Luz, ou Butcher Billy como é chamado, é conhecido por mesclar figuras da ficção com ícones do cotidiano, seja para crítica ou apenas por diversão. Com um carisma e simpatia enorme o “Açougueiro Pop” respondeu algumas perguntas para a equipe da Torre de Vigilância, confira:

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Anime Pagode Japonês

Análise | Gate: Jieitai Kanochi Nite, Kaku Tatakaeri #1 a #6

Gate: JieItai Kanochi Nite, Kaku Tatakeri, ou somente GATE, é uma série de novels escrita por Takumi Yanai e publicada desde 2010 no Japão. Em 2011 a obra começou a ser adaptada para os mangás, e na mais recente temporada de animes de 2015 finalmente obtivemos sua versão animada. Animação esta feita com um esmero absurdo.

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Crítica | Do jeito que o Diabo gosta.


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O Diabo pode tirar suas férias? Claro que pode. Gerenciar todo o Inferno e torturar almas alheias se torna algo bem rotineiro para quem comanda o Lar dos Condenados. Chega uma hora que é preciso transparecer e tomar um novo rumo na vida. É isso que o querido Lucifer faz. Desiste do seu imponente cargo para tentar se adaptar a vida em Los Angeles, onde é dono de um bar chamado Lux e se depara com questionamentos humanos, além de esbarrar com conhecidos de origem sobrenatural.

Antes de mais nada, deixe-­me explicar. A Fox pegou os direitos da HQ criada por Mike Carey para a Vertigo no final dos anos 90 até 2000. Atualmente, é a quarta série adaptada de histórias da Vertigo (Constantine durou apenas uma temporada, iZombie está em sua segunda temporada e Preacher se encontra em filmagens). Com isso, vem toda aquela histeria que estamos tão bem acostumados e toda a expectativa no que diz respeito à adaptação. Perguntas como ‘Será que vão adaptar tal arco?‘ ou ‘Nhá, já sei que não ficará legal‘ são bastante ouvidas/lidas em podcasts e fóruns de inúmeros grupos no Facebook. Diante dessas indagações, a pergunta de maior relevância é: a série mostrou a essência dos quadrinhos?

Após assistir o Piloto da série, podemos concluir imediatamente que a sinopse descrita acima será o único elemento semelhante entre a HQ e sua adaptação para a TV. E isso pode ser legal. Sei como alguns fãs podem ser exigentes em relação ao material original, mas às vezes é preciso se desvincular do mesmo para contemplar algo que possa ter potencial. Não posso dizer que Lucifer será um grande sucesso, porém tem chances de dar certo caso seja trabalhada da maneira correta.

Tenho certeza que alguns entortaram o nariz de cara ao descobrirem que o Príncipe das Trevas seria o personagem principal, não é mesmo? Até porque, com a excelente interpretação de Mark Pellegrino como o tal em Supernatural, quem precisaria aturar outro ator fazendo o mesmo papel?

Tom Ellis roubou a cena de início. Seu sotaque britânico combinado com sua forma de agir durante todo o Piloto não passaram despercebidos. A forma como ele consegue dobrar as pessoas ao seu bel prazer só reforça aquela expressão que o Diabo está nos detalhes. Além disso, seu humor é bastante afiado. Essa é a fórmula perfeita para criar aquela criatura que fica no nosso ombro dizendo coisas ruins.

Lucifer tem a Lux e também Mazikeen, que é apaixonada por ele. Mazi pode ser considerada aquela que lembra seu chefe de sua verdadeira natureza. Essa atitude traz um ponto interessante para o futuro da série. Lucifer acostumou-se com a humanidade e pode ter ficado amolecido como consequência, mas no final do episódio vimos sua verdadeira face. Ele tem essa balança diante de si. Em algum momento, o seu ‘eu’ primitivo vai aflorar e quando isso acontecer, será o inferno na terra (perdão pelo trocadilho).

Amenadiel é um anjo servente ao Senhor que deixa claro para seu desafeto que sua saída do Inferno causou um grande desequilíbrio e que tal ato terá consequências. A rivalidade entre os dois é bem evidente e deixa explícito que ambos poderão entrar numa futura guerra.

Chloe entra na vida de Lucifer após Delilah ser assassinada brutalmente em frente a Lux. A química entre os personagens é notável, mas o que intriga bastante é o fato dela não se persuadir ao seu dom. Esse mistério também o deixa totalmente desconsertado. Qual a verdadeira razão disso? Um bom plot para ser desenvolvido.

Outro elemento na vida do personagem principal será Trixie, filha de Chloe que veio para mostrar que crianças não são esses monstros que ele tem em mente. Ela é fofa e simpatizou com Morningstar de forma instantânea. Já prevejo boas risadas com os dois.

Com a detetive e o dono da Lux se tornando parceiros, confirma o que muitos temiam: a série terá uma pegada procedural, ou seja, a temporada se desenvolverá com casos da semana. O que contribuirá com uma trama direta e sem enrolação será a encomenda de apenas 13 episódios. Dei meu voto de confiança para a série e estou otimista para com a sua evolução. Querem uma fórmula para conseguirem gostar? Esqueça o que leu nos quadrinhos e foque apenas na série. Dica dada e fico por aqui.