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Crítica | Fear The Walking Dead (Piloto)

O sucesso da série The Walking Dead atualmente é absoluto. Com milhares de telespectadores hoje, a série conseguiu agradá-los tanto quanto a crítica especializada. Por conta disso, a AMC, canal norte-americano, decidiu fazer um spin-off da série original, contando o início do apocalipse zumbi.

Em alguns episódios de Walking Dead, podemos ver breves flashbacks mostrando o caos que acontecera quando o vírus se espalhou. Essas cenas só atiçaram mais a curiosidade do espectador, deixando-o ansioso para saber a origem de todos os problemas. É daí que surge Fear The Walking Dead.

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Fear The Walking Dead já com seu episódio piloto nos apresenta uma história promissora com muitos personagens interessantes e que provavelmente serão explorados ao longo do seriado. A narrativa começa mostrando a atual situação da sociedade na época: um vírus desconhecido está se espalhando por vários estados americanos. Isto posto, a população deve tomar uma vacina para tentar evitar a contaminação.

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O spin-off não perde em nada para seu original, tendo também uma ótima composição de elenco. Kim Dickens será Madison Clark, a protagonista da série; Cliff Curtis será Travis Manawa, este é professor como Madison, e tem uma relação conturbada com seu filho de um outro relacionamento. Além do mais, Travis foi o destaque do piloto, sendo o pilar para a construção do conflito. Frank Dillane interpreta Nick Clark, um garoto que não tem a total confiança de seus parentes e amigos, principalmente de sua mãe, Madison, também sendo o primeiro a ter contato direto com um zumbi; já sua irmã Alicia Clark (Alycia Debnam-Carey), é totalmente o oposto de seu irmão, tendo sua confiança por ele, igualmente a sua mãe, muito abalada.

Cliff Curtis as Sean, Kim Dickens as Miranda and Frank Dillane as Nick - Fear the Walking Dead _ Season 1, Episode 1 - Photo Credit: Justin Lubin/AMC

Apesar da série focar no desenvolvimento do vírus e nas discussões sobre a doença, esta se demonstra muito preocupada para apresentar a relação e os conflitos entre os personagens, podendo prejudicar o ritmo da narrativa.

Com o episódio piloto exibido, podemos tirar poucas conclusões, e especular sobre o futuro da série. Mas agora, o que nos resta a fazer é pensar se ela fará jus ao seu nome, carregando nas costas o peso de uma franquia tão incrível como The Walking Dead.

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Detective Comics Quadrinhos

A necessidade de um encadernado “Condenado”

Como alguns já devem saber, a Panini Comics resolveu dar uma pausa na numeração do mix Superman e produzir dois encadernados abordando a fase Superman: Condenado (Superman: Doomed nos EUA). O real motivo deste lançamento foi corrigir o excesso de títulos lançados no mix, que atualmente compila três títulos mensais. Essa superlotação acabou atrasando inúmeras histórias dentro da revista do herói.

Tendo em vista que esse atraso iria comprometer algumas sagas futuras, a Editora resolveu lançar os encadernados. Essa decisão acabou criando um descontentamento nos leitores, devido ao preço, mas também por ser considerado um encadernado “tapa buracos”, levando a acreditar que seria como um mix gigante (várias histórias abordando diferentes aventuras do herói).

Porém, não foi isso que acabou acontecendo. Coincidentemente a saga Superman: Condenado abordava todas as histórias inclusas no mix e até mais algumas, sendo perfeito para criar um encadernado fluido, divertido e sem fugir do tema. Além do mais, daria muito bem para tirar o atraso dos títulos, o que foi um prato cheio para a editora.

Vilão Apocalypse
Vilão Apocalypse

Apesar do preço um pouco acima do orçamento dos leitores, vale muito a pena conferir os encadernados, pois é abordada a primeira aparição do Apocalypse no universo dos Novos 52 (vilão famoso por ter matado o Superman). O público não é restrito apenas a quem acompanhava os títulos do Homem de Aço. Qualquer fã do herói pode ler, pois é possível entender tudo que acontece no encadernado graças aos prelúdios inclusos na obra.

Capas de Superman Condenado 1 e 2
Capas de Superman Condenado 1 e 2

O preço de capa dos encadernados Superman: Condenado 1 e 2  é de R$ 28,90 e R$ 29,90 respectivamente.

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Cinema Tela Quente

Crítica | Quarteto Fantástico

Durante seus trailers e seus primeiros minutos, Quarteto Fantástico nos promete uma história repleta de elementos de ficção-científica para recontar a origem dos heróis da década de 60, mas na realidade, ele acaba nos apresentando um filme tão complicado quanto a sua produção.

O ‘’destino’’ do novo filme da Fox já estava sendo escrito: o desastre. É muito duro você chegar no cinema e imaginar por tudo que ele passou para estar lá. A falta de planejamento, as brigas entre elenco, direção e estúdio e também a necessidade de seu roteiro ser reescrito. Portanto, devemos analisar a obra como um todo.

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No começo vemos um Reed Richards mais novo, que tem como sonho construir uma máquina onde o ser humano possa ser transportado para diversos lugares, desde um outro país até uma outra dimensão, inclusive nos é apresentado o início da relação entre Reed e Ben Grimm. Anos se passam, quando Ben (Jamie Bell) e Reed (Miles Teller) conhecem Sue Storm (Kate Mara) e o Professor Franklin Storm (Reg E. Cathey) em uma feira de ciências. Logo, por seu trabalho ter chamado a atenção do professor, Reed é convocado para trabalhar em um grande projeto no edifício Baxter.

Reed conhece alguns outros colegas: Victor von Doom (Toby Kebbell) e John Storm (Michael B. Jordan), duas controvérsias do longa, mas que não são grandes problemas do filme tendo ambos uma boa introdução. Reed e sua equipe começam a trabalhar em uma máquina onde iria tornar possível a viagem do homem para outra dimensão. Em certo momento, com o projeto finalizado e os testes aprovados, escondidos, a equipe decide ir até a outra dimensão, onde são expostos a uma energia que lhes concede poderes.

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Falando desta forma parece algo que ocorre em poucos minutos, mas não. Até a equipe conquistar seus poderes foram longos 50 minutos, mas até que aproveitáveis. O começo nos agrada de uma certa forma, o filme nos deixa bem claro que seu foco não é o relacionamento de Sue e Reed tampouco o relacionamento entre os personagens mas sim apresentar o contexto do filme, a criação da máquina e a discórdia entre a empresa e a equipe. Contudo o elemento da ficção-científica é muito pouco aproveitado e somado com diálogos irritantes e piadinhas sem graças e fora de hora,  resultam no descontentamento do público.

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A partir do momento em que eles ganham os poderes, até eles aceitarem esse fardo, o filme sobe um pouco de nível. Ao invés de fazer várias piadas sobre seus poderes, como seu antecessor, o filme retrata os poderes adquiridos como problemas genéticos, e a culpa de Reed por ter transformado sua equipe em “monstros” é algo muito bem mostrado e como eles administram esses poderes é outra coisa bem exemplificada. Estes são bem mais aproveitados na telona, deixando o fã ansioso para o seu desfecho.

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Não… Não, não e não. Essas quatro palavras soam na sua cabeça vendo o final da obra. Ao invés de seguir um raciocínio lógico que estava tendo desde o início, com a intromissão do estúdio no processo de filmagem, em uma tentativa desesperada de ganhar dinheiro, vender o filme e manter seus direitos, ele acaba deixando o espectador decepcionado e consequentemente, fazendo seu filme se tornar um dos piores do gênero… E não para por aí! Quando se produz um blockbuster como Quarteto Fantástico em um estúdio como a FOX, é de se esperar efeitos visuais que surpreendam, mas outra vez o filme decepciona apresentando efeitos visuais medíocres.

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Quarteto Fantástico ignorou tudo ao seu redor, com um elenco incrível que poderia ajudar e fazer a diferença, mas não os usou como deveria. Temos também os quadrinhos, com muito conteúdo para ser explorado, algo que não foi feito em nenhuma parte do filme. Seu vilão, o Dr. Destino (não, é o vilão mesmo, não apenas da equipe, mas do filme), o personagem mais criticado, não teve um visual nem um pouco fiel aos quadrinhos sendo pouco aceito pelo público, apesar de seus poderes e seu visual serem justificáveis. Quanto a sua motivação é algo que nem deveria ser discutido, sendo uma grande falha do roteiro. Já a equipe só teve um destaque realmente, que foi o Coisa, sendo bem melhor na questão visual e bem mais aproveitado nesse novo filme, tornando os outros personagens da equipe “esquecíveis”.

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Com a má administração da direção, a interferência do estúdio e o desaproveitamento de vários setores já era de se esperar um fracasso nas bilheterias juntamente com uma péssima avaliação da crítica. E com tudo isso acontecendo, os estúdios Fox discutem se haverá uma continuação.20150127-fantastic-four-poster-reboot-615x911

Concluímos então que o novo filme tem uma premissa ótima e um elenco incrível, mas no final acaba decepcionando o fã por sua história falha, não conseguindo ser mais do que um simples filme cheio de promessas não cumpridas e um ritmo péssimo.

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Resenha | Zetman #01

sci-fi de ação que faltava na sua coleção.

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Tela Quente

O jeito Marvel e Warner de fazer cinema

Recentemente a Marvel Studios lançou seu 12º filme, o Homem-Formiga, que teve um bom desempenho tanto nas críticas quanto na bilheteria. A Warner Bros., concorrente direta da Marvel Studios, iniciou em 2013 seu universo cinematográfico com o filme Homem de Aço e ano que vem lançará um filme, ou melhor, um encontro, muito esperado por todos: Batman V Superman: A Origem da Justiça.

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Atualmente a maior discussão em fóruns e redes sociais é sobre o jeito dos estúdios produzirem seus longa-metragens. De um lado temos a Marvel com seus filmes repletos de piadas e ação a todo momento. Do outro, a Warner Bros., fazendo seus filmes com um tom mais sério e uma trama mais bem desenvolvida e complexa.

Começando pela Marvel, ela é a única que não tem do que reclamar. Conseguiu sozinha achar o resultado da equação para o sucesso, lançando em média 2 filmes por ano. A Marvel faz do jeito que ela quiser: filmes um pouco mais sérios, com piadas do início até o fim, repletos de easter-eggs, etc… Já foi deixado muito claro que o público alvo na realidade é aquela criança que irá ver o Homem de Ferro na tela e depois sairá correndo do cinema para comprar o bonequinho do herói na loja de brinquedos mais próxima.

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A Warner Bros. já foi muito criticada, e ainda é. Seja por uma escolha de elenco, pelo seu processo de marketing, por tudo. Ainda não é bem claro o ritmo que a Warner quer dar para seus filmes, já que seu universo por enquanto é só composto pelo Homem de Aço. Então, tendo base este filme e o trailer de Batman v Superman, podemos perceber notáveis diferenças relacionadas a sua concorrente: a história parece mais coesa, dramática, tendo uma discussão um pouco mais política, um filme feito por nerds para nerds e não para uma criança chegar, ver o Superman e o Batman quebrando pescoços e querer sair e comprar seu boneco. É óbvio que a Warner tem também o objetivo de vender seus produtos, além do mais, é o Batman e o Superman, um dos heróis mais conhecidos da história, deixando mais fácil para a Warner vender seus produtos.

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Infelizmente, obstáculos sempre aparecem e isso é  igual para ambos os estúdios e se chama: bilheteria. Sim, o filme é feito para divertir o espectador, sim, o filme é produzido para deixar o espectador refletindo, tudo isso… Mas, o maior objetivo de qualquer estúdio é faturar. A Marvel está conseguindo muitos resultados notáveis na bilheteria. Contudo, a Warner pode se atrapalhar e se prejudicar muito se ficar pensando completamente nos resultados relacionados às bilheterias, algo que influencia muito o destino do filme, do universo e do estúdio.

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Relacionado ao jeito de produzir seus filmes, os dois conseguem trabalhar muito bem, somando qualidade com profissionalidade, mas para tudo na vida existem vantagens e desvantagens. Quando você vai fazer uma história com várias questões políticas, drama, em um filme de super-herói, isso pode Batman-V-Superman-Batman-teaser-posterser um acerto e um erro. Os nerds mais velhos, os adultos, os idosos, até mesmo a crítica, irão gostar muito sobre o que o filme retrata, mas pode acabar decepcionando também, por esquecer os heróis e o contexto que envolve a trama da história.

Risadas, suspiros, gritos, excitação. Essas quatro palavras resumem um pouco a nossa experiência ao ver um filme da Marvel. Todas as pessoas no mundo, como eu, já disseram que a Marvel achou a sua ‘’fórmula’’ conseguindo o que todo estúdio quer: dinheiro e sucesso. Então, se ela já conseguiu tudo isso, por que está tentando fazer filmes mais sérios, contra sua fórmula?! Capitão América 2 é muito bom e é completamente diferente de todos os outros filmes de seu estúdio. Um filme que foi contra a fórmula, mas no final funcionou. Homem de Ferro 3 tentou fazer a mesma coisa, um filme mais sério… E errou feio, tanto que foi massacrado pelos fãs e críticos em todo mundo. Vingadores 2, a controversa da Marvel Studios, alguns gostam, outros não. A Marvel pecou fazendo algo que a Warner deve evitar: criar uma expectativa ao fã e acabar com ela instantaneamente quando ele senta na cadeira do cinema.

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Depois desta matéria podemos chegar a uma conclusão: a Warner e a Marvelpossuem jeitos diferentes de trabalhar, com visões distintas relacionadas aos super-heróis. Então, não é necessário que a Warner ‘’aprenda’’ com a Marvel, mas sim seguir e trilhar seu próprio caminho. Discussões e brigas acontecem a todo momento por causa deste tema, mas na verdade, nós devemos parar e refletir um pouco mais.

Portanto, devemos aproveitar todos os filmes que os estúdios estão nos proporcionando, sabendo distinguir tanto pontos negativos, quanto positivos.

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Gameplay RPG

Análise | Dungeons & Dragons: Um bardo, um elfo e um anão entram em uma taverna…

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Uma pequena introdução ao universo de Dungeons & Dragons.

“Vocês estão sentados em uma mesa no canto da taverna, quando adentram três figuras interessantes. Seriam pessoas normais, não fosse o contraste entre eles: um bardo, com seu alaúde preso por uma corda; um elfo, segurando um arco simples e um anão com um machado de guerra. Eles vão até o balcão, pegam uma garrafa de hidromel e três canecas, caminham até uma mesa e abrem um mapa sobre ela. Eles falam algo sobre um tesouro e um dragão vermelho…”

Parece familiar? Bem, se você já leu algum livro de ficção fantástica, como Senhor dos Anéis ou Eragon, talvez soe familiar mesmo. Agora, se você já passou tardes e mais tardes de sábado ou domingo, sentado a uma mesa com mais quatro ou cinco pessoas viajando pelo mundo fantástico dos dragões e calabouços, sabe exatamente do que eu estou falando.

Sim, amigos, estou falando exatamente sobre Calabouços e Dragões, ou melhor Dungeons & Dragons, como é conhecido mundialmente. Para os íntimos, D&D. Um mundo onde tudo é possível, desde fazer surgir bolas de fogo de um cajado ou da própria mão, a uma luta de vida ou morte com um dragão vermelho. Criado com base em seres mitológicos e algumas influências do universo de Tolkien(os halflings são uma versão livremente inspirada nos hobbits) em 1974, por Gary Gygax e Dave Arneson, trouxe uma nova visão do que eram jogos de interpretação. Hoje, 40 anos depois, estamos na 5ª edição de um dos jogos mais jogados e influentes do mundo. E nessa 5ª edição podemos dizer que voltamos à era de ouro de D&D, pois muito do que havia se perdido, quando fundiram o Advanced Dungeons & Dragons, voltou. Novas classes de personagens, novas profissões, mais monstros. Além de um background excelente. E o que é o mais importante: quase todo o material necessário para juntar o seu grupo e montar sua mesa de jogo está disponível on-line apenas com o ônus de ser em inglês.

beholderPara os que já conhecem o sistema, claro que não será um problema. Mas se você não conhece, aconselho que leia o material anterior, pelo menos o Livro do Mestre, para facilitar o entendimento de algumas regras. A Wizards também tem feito um excelente trabalho com a franquia, criando cada background melhor que o outro. Atualmente, o ambiente de D&D não conta somente com dragões e orcs, mas demônios têm invadido o cenário de jogo.

E o mais interessante é que isso reflete em todas as plataformas que envolve o D&D, desde a virtual até os livros complementares. Essa “conversa” que a Wizards realiza entre as plataformas é o que tem tornado o sistema incrível a cada novidade lançada.

Então, se você gosta de lutar contra ordas de goblins, decepar cabeças de orcs e brandir um machado contra um exército de mortos-vivos enquanto caça
tesouros ou escapa de masmorras, fica aí a recomendação: Dungeons & Dragons é, atualmente, o melhor sistema para evocar a magia e a emoção das aventuras de fantasia que povoam sua mente.

Em breve, faremos também um artigo sobre dicas de como mestrar uma aventura sem cair nos clichês e contar uma história que fará seu grupo mergulhar de cabeça no mundo dos Calabouços e Dragões.wallpaper_Illo 8

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Detective Comics Quadrinhos

Resenha | Juiz Dredd – Ano Um

Em 2012, a editora americana IDW começou a publicar revistas em quadrinhos dos personagens da 2000 AD, como Rogue Trooper, e o próprio Juiz Dredd. Além da revista mensal, no ano de 2013 foi publicada uma mini-série em quatro partes chamada Juiz Dredd – Ano Um, que agora está nas bancas de todo o Brasil, em um encadernado lançado pela Mythos Editora!

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Análise | Eternal Senia

Jogo do gênero ARPG (action role-playing game) desenvolvido de maneira independente por uma empresa chinesa chamada Holy Priest, com cutscenes e história que se assemelham muito às animações japonesas, este game gratuito entrega boas horas de diversão e emoções. [SEM SPOILERS]

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Pagode Japonês Quadrinhos

Resenha | Assassination Classroom

Ansatsu Kyoushitsu, mais conhecido como Assassination Classroom, é um mangá escrito por Yusei Matsui que conta uma história surpreendente e inimaginável ao mesmo tempo. Atualmente no mercado nacional, Assassination Classroom está em sua 7ª edição.

O mangá conta a história de um alienígena com capacidade de alcançar a velocidade Mach-20, que acabara de destruir 70% da lua e anunciara que em um ano ele destruirá o planeta Terra. Sendo assim, o alienígena dá esperança à humanidade, quando secretamente, junto ao governo, se infiltra em um colégio e irá ensinar aos piores alunos, que tiram notas baixíssimas (turma 3-E) a como matá-lo, e o aluno que conseguir, ganhará uma recompensa milionária.

Até aqui, o enredo é compreensível, mas como dito anteriormente, é uma história surpreendente, pois além do alienígena conhecido pelos alunos como Koro-Sensei ensiná-los a matá-lo todo dia, precisando se esquivar de balas e facas, ele também ensina todas as matérias e consegue ser um excelente professor, influenciando a nota dos alunos, elevando-as.

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É muito complicado dizer quem seriam os principais personagens, portanto, apresentaremos os mais importantes: Tadaomi Karasuma e Irina Jelavić, que representam a parte governamental no mangá. Tadaomi é o encarregado de informar tudo que está acontecendo e Irina é contratada para tentar assassinar Koro-Sensei. Na parte dos alunos, só um realmente se destaca e provavelmente será essencial para o desfecho do mangá: Nagisa Shiota, o aluno da turma 3-E que anota todo o comportamento de Koro-Sensei, desde seus sentimentos e relacionamentos até suas habilidades, algo extremamente útil para batalhas.

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Em relação a pontos positivos e negativos, o mangá contém acenas excelentes de ação. Ele desenvolve muito bem Koro-Sensei, conseguindo deixar o leitor com muitas dúvidas e muita ansiedade. O problema é que quando a história fica o tempo inteiro em Koro-Sensei, ela se perde, e não consegue se equilibrar. Na tentativa de mostrar outros personagens, ela rapidamente vai variando de personagem para personagem, prejudicando a si mesma.

Sim, é uma história bem maluca, mas que consegue fazer você se divertir, fazer você pensar o que Koro-Sensei está tramando e ainda deixa você refletindo sobre sua própria existência, algo característico da obra, tomada por muitos japoneses como algo extremamente crítico à sociedade nipônica.

O trabalho editoral da Panini está ótimo, e com certeza é um mangá que merece a atenção do público consumidor brasileiro. A obra é um sucesso estrondoso no Japão, sem previsão de término.

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Card Games Gameplay

Análise | Magic – Origins: As mecânicas e o conceito do novo set

Para todo jogador de Magic: The Gathering, a espera de um lançamento é um acontecimento. Ficam todos à espera dos spoilers, consumindo todas as notícias possíveis sobre as prováveis novas mecânicas de jogo, os novos Planinautas… Principalmente os novos Planinautas.

Existe uma aura que envolve os Planinautas, que todo jogador que se preze tenta montar pelo menos um deck baseado em um deles. Pode ser um deck affinity de artefatos, com o Tezzeret, Agente de Bolas; ou um deck de dano direto, com a Chandra Nalaar ou Piromestra. Se for um deck preto, monocor ou multicor, Liliana sempre terá lugar. Em um deck verde então, Garruk faz a festa.

Existem Planinautas que apareceram a primeira vez como criaturas lendárias e, só depois, acenderam a centelha, como é o caso de Nissa Revane, Venser e Nicol Bolas. Outros apareceram já como Planinautas, como Jace Beleren, Chandra e Liliana Vess. E é justamente sobre os Planinautas que a nova edição de Magic: The Gathering vem tratar. Não se trata só de lançar novos Planinautas, mas de contar as origens dos que nós já conhecemos.

Magic – Origins vem desvendar o passado dos Planinautas, com seus respectivos cards, trazendo novas mecânicas de jogo, além de uma nova dinâmica para o Magic como um todo.

Nessa edição, os Planinautas abordados são Nissa, Jace, Gideon, Chandra e Liliana; trazendo também uma nova mecânica para os mesmos. Não serão Planinautas como estamos acostumados, mas eles vêm em dupla face e, para que se tornem Planinautas, deve acontecer algum evento que acione a habilidade.

Por exemplo, você conjura Chandra, Fogo de Kaladesh. Ela tem a seguinte habilidade:

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{T}: Chandra, Fogo de Kaladesh causa um ponto de dano ao jogador alvo. Se Chandra tiver causado 3 ou mais pontos de dano neste turno, exile-a e devolva-a para o campo de batalha transformada sob o controle de seu dono.

Para transformar Chandra de uma criatura lendária para uma Planinauta, você precisa fazer com que ela cause pelo menos 3 pontos de dano no mesmo turno e depois acionar a habilidade, virando-a.

Apesar de cartas de dupla face não serem uma novidade em Magic (elas já haviam sido apresentadas no bloco de Innistrad), a grande sacada é o “despertar da centelha”. Usar a mecânica de metamorfose para demonstrar a transição de personagens normais para Planinautas.

scryOutra mecânica que esta edição traz de volta, é a mecânica de Vidência. Esta mecânica foi mostrada a primeira vez na edição A Quinta Aurora (Fifth Dawn), do bloco Mirrodin. Ela consiste em olhar o número de cartas informadas pelo número logo após o nome (ex.: 1, {T}: Vidência 2. Olhe as duas cartas do topo do seu grimório, depois coloque um número qualquer delas no fundo do grimório e o resto no topo em qualquer ordem). Ela ficou esquecida durante um tempo, aparecendo vez ou outra nas edições anuais, voltando com bastante força no bloco Theros. Agora vem novamente como mecânica de edição, o que sempre é bom, pois cards com Vidência em jogos de módulo Standard vêm sempre a calhar.

Ainda sobre as mecânicas nem tão novas, uma habilidade antiga agora vem com um novo nome: Ameaçar. Esta mecânica consiste em que a criatura atacante só pode ser bloqueada por duas ou mais criaturas, como se estivesse sob o efeito de Tambores de Guerra Goblin. No site oficial da Wizards consta que, à partir de agora, todas as cartas que já haviam sido publicadas com este texto, terão seus oráculos mudados e a palavra-chave Ameaçar inclusa.

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Também trazida de outro bloco, só que um bloco mais recente, Khans de Tarkir, temos também a mecânica Destreza. Destreza é uma habilidade desencadeada, ativada quando o jogador conjura uma mágica que não seja de criatura. Mágicas com tipos ou sub-tipos criatura, não causam efeito em Destreza. Toda vez que um jogador conjurar uma mágica que não seja de criatura, ela coloca um marcador +1/+1 sobre a criatura com Destreza, que permanecerá até o fim do turno.

Agora, vamos às mecânicas novas. A primeira delas é o Renome, que também é uma habilidade desencadeada. Ela funciona da seguinte forma: toda vez que uma criatura que possui essa habilidade causar dano de combate a um jogador, ela ganha um número de marcadores +1/+1 igual ao número indicado após a palavra-chave e se torna renomada. Atente que esta habilidade só será desencadeada uma vez, mesmo que ela perca todos os marcadores adquiridos com a habilidade, enquanto a criatura permanecer no campo de batalha. ESTA HABILIDADE NÃO SERÁ DESENCADEADA SE O DANO FOR DADO EM UM PLANINAUTA.

A outra mecânica nova é a Maestria em Magia. Maestria em Magia é apenas um nome de habilidade, que não trás uma regra específica, mas cada card com esta habilidade possui uma regra particular, com alguma habilidade específica caso hajam dois ou mais cards de feitiço ou de mágica instantânea no cemitério do jogador.

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Bem, esta é a nova cara deste Set, que promete muitos decks Standard excepcionais. Claro que não poderíamos ficar de fora, então iremos fazer uma série sobre montagem de decks aproveitando estas mecânicas, além dos prováveis combos que podem advir da combinação com os Sets e Blocos anteriores.

No mais, no site da Wizards, você pode acompanhar a história em separado de cada um desses Planinautas e como a centelha de cada um despertou. Apreciem e divirtam-se com esta nova edição e, como eu disse no começo do artigo: Wizards, já estamos contando os dias para o próximo bloco.