A DC anunciou esse ano, Dark Days, um evento dividido em dois one-shots que revelará um segredo do sombrio do Universo DC, e os acontecimentos serão levados adiante em Dark Nights: Metal. A editora também anunciou um novo selo chamado Dark Matter que será influenciada por esses eventos e trará um equilíbrio entre roteirista e artista.
Hoje foi divulgado um pequeno preview da arte interna de Dark Days: The Forge, o primeiro dos dois one-shots. Os desenhos são de John Romita Jr, Andy Kubert e Jim Lee. Confira:
“Dark Days: The Forge começa com uma descoberta e um segredo. Aquaman, Flash e outros heróis da DC suspeitam que Batman está escondendo um segredo sombrio que pode ameaçar a existência do Multiverso ! O que ele descobriu ? E como isso se conecta com a origem de um dos mais lendários heróis da DC ?
Planejado por Scott Snyder, METAL e o seu prelúdio irão expandir o Universo DC como você conhece e que o mundo desses heróis possui muitos lugares desconhecidos. Mulher-Maravilha, Batman, Superman e o resto da Liga da Justiça pensam que já estiveram em todo canto do Multiverso, mas uma ameaça vem de um lugar que eles não tinham ciência de sua existência. Bem vindo a uma explosiva aventura espacial como você nunca viu antes.
Bem vindo ao Multiverso Sombrio.”
O quadrinho será lançado em junho, e a sua sequência, The Casting, em julho.
O Renascimento DC já está sendo publicado no Brasil pela editora Panini. Para mais informações, fique ligado na Torre de Vigilância.
“Eles riem da lei. Os ricos que a compram e a distorcem para seus caprichos. Os outros, que não têm nada a perder, que não se preocupam com eles mesmos, ou com as outras pessoas. Todos os que pensam que estão acima da lei, ou fora dela, ou além dela. Eles sabem que toda a lei é boa para manter as pessoas boas em linha. Todos eles riem. Eles riem da lei. Mas eles não riem de mim.” -Justiceiro: Retorno ao Grande Nada
Se um bandido encontra nas ruas de Nova York um sujeito com uma roupa preta, cara de poucos amigos, uma arma em cada punho, uma gigantesca caveira no peito e com aquele olhar de que o seu jeito é o jeito certo. Francis Castiglione, ou simplesmente Frank Castle, não perdoa e o resultado é brutal. A coluna Amazing Adventures tem o orgulho de trazer o guia de leitura definitivo do Justiceiro, com praticamente 50 histórias de todas as épocas.
Criado pelo escritor Gerry Conway e pelos artistas Ross Andru (1927/1993) e John Romita Sr. em 1974, ele se chamaria O Assassino, já que o nome Punisher já tinha sido usado pelo próprio Conway em um supervilão do Quarteto Fantástico, que nenhuma relação tinha com o personagem que conhecemos. Então Stan Lee o convenceu a usar o mesmo nome, reformulando o personagem, com esboços de Andru e Romita criando a icônica caveira, surgiu Frank Castle.
O Justiceiro é um personagem cascudo dentro da Marvel Comics, criado para ser um antagonista que apareceria em algumas edições do Homem-Aranha. No entanto, o personagem despertou o interesse dos leitores e veio a se tornar o anti-herói definitivo da Casa das Ideias.
O próprio Conway, anos mais tarde, disse que as suas maiores inspirações ao criar Castle foram: a crescente onda de violência em Nova York na década de 70, onde surgiram filmes como Desejo de Matar (1974) com Charles Bronson e a série de romances Mack Bolan: The Executioner criada por Don Pendleton (1927/1995) e publicada entre os anos 1960 e 1970. Mack Bolan era um ex-combatente do Vietnã que teve seu pai e sua irmã mortos pela máfia e parte para a sua vingança contra os criminosos. Bem parecido não? Frank Castle também tinha lutado no Vietnã e teve sua família (esposa e filhos) morta por bandidos.
Nos anos seguintes ele apareceria com mais frequência na HQ do Cabeça de Teia, sempre tocando no assunto de justiça pelaspróprias mãos vs. Acreditar nas autoridades, o que rendeu muitos fãs ao personagem. Mais tarde, Frank Miller usaria o fator “anti-herói psicopata” na série mensal do Demolidor. Mas a consagração veio mesmo na minissérie Círculo de Sangue (1985) de Steven Grant, onde definiu o justiceiro frio e calculista, dando força a sua ideia de combater o crime sendo juiz, júri e carrasco. O sucesso rendeu a primeira mensal onde foi introduzido o fiel parceiro Microchip.
Surgiu ao mesmo tempo a mensal The Punisher: War Journal (personagens com duas séries mensais naquela época era algo raro), que ficou conhecida como o primeiro trabalho do Jim Lee. Diferente da sua outra HQ, nessa tinha mais participações dos heróis da Marvel. E no início da década de 90 começou a ser publicado trimestralmente The Punisher: Armory, onde detalhavam mais sobre o vasto arsenal de Frank Castle, e chegou a sua terceira mensal The Punisher: War Zone.
Justiceiro de Jim Lee.
Com tantas séries (fora os especiais, participações em outras HQ’s e o Justiceiro 2099), era grande o rodízio de roteiristas e desenhistas no Justiceiro. Um personagem com poucos coadjuvantes e um número reduzidíssimo de arqui-inimigos, não tinha como fazer histórias com longos capítulos. Então Chuck Dixon foi chamado para escrever esses “tiros curtos”, na época Dixon também escrevia as histórias do Batman na DC Comics. É considerada como uma das melhores fases do Justiceiro.
Mas com a chegada da crise nos quadrinhos no meio dos anos 90, o personagem foi perdendo espaço e teve algumas mensais canceladas. Com o tempo, ele foi passando por diversos escritores. Castle chegou a ser chefe de família mafiosa, chegou a cometer suicídio e voltar a vida com poderes de um anjo, série que era desenhada pela lenda dos quadrinhos de terror Berni Wrightson (1948/2017), que não agradou muito aos fãs.
O personagem ia mal das pernas, quando em 2000, a dupla Garth Ennis e Steve Dillon (1962/2016), que tinham acabado de encerrar a cultuada Preacher, assumiram as rédeas e trouxeram a violência crua e o humor negro para as histórias. A fase Justiceiro Max foi muito elogiada pela crítica e pelos fãs. Ennis ficou oito anos cuidando do personagem e Dillon seguiu com outros escritores no título, entre eles Jason Aaron, que fez outra fase memorável no mesmo título.
A elogiada fase de Garth Ennis e Steve Dillon.
A ideia de Garth Ennis sempre foi deixar Castle à parte do universo heroico da Marvel. A editora então relançou Punisher War Journal, onde não tinha ligação com o trabalho de Ennis, e Frank contracenava com os heróis da casa. Nessa época veio sua participação em sagas como Guerra Civil, Invasão Secreta e Reinado Sombrio. E o famigerado Franken-Castle. A última investida da Marvel Comics está sob a batuta de Becky Cloonan e Steve Dillon que estão cuidando da nova fase do Justiceiro.
Bem, vamos sem mais delongas para o Guia de Leitura do Justiceiro:
por Gerry Conway & Tony DeZunigapor Lein Wein & Ross Andrupor Steven Grant & Mike Zeckpor Mike Baronpor Carl Potts, Jim Lee, Mike Baron, Mark Texeira, Chuck Dixon, Steve Grant, Tod Smith, Ron Wagner, John Hebert, Hugh Haynes, Melvin Rubi, Gary Kwapisz.por Steven Grant & Mike Zeckpor Dan “D.G.” Chichester & Scott McDanielpor Pat Mills, TomMorgan & Tony Skinnerpor Pat Mills & Tony Skinnerpor Dan Abnett, Andy Lanning & Dale Eagleshampor Chuck Dixon & Rod Whighampor Larry Hama, Kerry Gammill & Tom Morganpor Christopher Golden, Tom Sniegoski & Bernie Wrightsonpor Chuck Dixon & Ed Barretopor Garth Ennis & Steve Dillonpor Garth Ennis & Doug Braithwaitepor Garth Ennis, Darick Robertson & Tom Palmerpor Garth Ennis e diversos artistaspor Matt Fraction & Ariel Olivettipor Matt Fraction & Ariel Olivettipor Garth Ennis & Goran Parlovpor Matt Fraction & Scott Wegenerpor Jonathan Maberry & Laurence Campbellpor Rick Remender & Jerome Opeñapor Michael Anthony Moore & Rick Remenderpor Rick Remender & Tan Eng Huatpor Garth Ennis & Steve Dillonpor Valerie D’Orazio & Laurence Campbellpor Peter Milligan & Juan José Ryppor Rob Williams & Laurence Campbellpor Jason Aaron & Steve Dillonpor Jason Aaron & Steve Dillonpor Rick Remender & Roland Boschipor Daniel Way & Steve Dillonpor Frank Tieri & Mark Texeirapor Ben Acker, Ben Blacker & Carlo Barbieripor Greg Rucka & Carmine Di Giandomenicopor Frank Tieri & Paul Azacetapor Marc Guggenheim & Leinil Francis Yupor Nathan Edmondson & Mitch Geradspor Becky Cloonan & Steve Dillon
Em sua longa carreira contra o crime, Frank Castle, já bateu de frente com diversos outros personagens de quadrinhos. Demolidor, Deadpool (contando uma ainda inédita minissérie para 2017), Homem-Aranha, Batman (tanto o Bruce Wayne quanto o Jean-Paul Valley) e inúmeros quebras com o Wolverine. Listamos alguns desses encontros aqui:
por Carl Potts & Jim Leepor Terry Kavanagh & Scott McDanielpor Howard Mackie & John Romita Jr.por Denny O’ Neil, Barry Kitson & James Pascoepor Chuck Dixon & John Romita Jr.por Tom Sniegoski, Christopher Golden & Pat Leepor Jimmy Palmiotti & Georges Jeantypor Garth Ennis & Darick Robertsonpor Ron Marz & Adriana Melopor David LaphamDaniel Way & Steve Dillon
por Kevin Shinick & Checchettopor Charles Soule & Reilly Brownpor Fred Van Lente & Pere Perez
O Justiceiro também é figurinha carimbada nos cinemas. O personagem já ganhou três adaptações, sendo elas: O Justiceiro (1989) com Dolph Lundgren, Justiceiro (2004) com Thomas Jane e Justiceiro: Em Zona de Guerra (2008) com Ray Stevenson. Depois de roubar a cena na segunda temporada de Demolidor na Netflix, ele vai ganhar sua primeira série solo ainda esse ano. O ator Jon Bernthal veste o manto com a caveira agora.
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Como uma canção da fênix, a franquia X-Men vem renascendo com força em 2017. Primeiro com o sucesso do filme Logan, e também com o sucesso inesperado de Legion, série de TV da FOX. Indo para os quadrinhos, temos uma nova onde de quadrinhos mutantes que incluem X-Men: Gold, X-Men: Blue, Arma-X, Jean Grey, Homem de Gelo, Cable e Surpreendentes X-Men.
Para celebrar a estreia do novo quadrinho de Surpreendentes X-Men em Julho, a Marvel lançará uma linha de capas variantes com a arte remasterizada e recolorida dos X-Men da Era Jim Lee dos anos 90.
Originalmente com o desenho de Jim Lee e coloração de Scott Williams, os coloristas Jesus Aburtov, Israel Silva & Chris Sotomayor aplicaram técnicas modernas em artes dos X-Men que foram lançadas como cards de troca, e transformarão em capas variantes.
Confira as variantes divulgadas até agora:
As capas variantes serão lançadas em diversos títulos da Marvel em Julho nos EUA.
Chegando as portas do lançamento foi divulgada uma capa desenhada pelo icônico Jim Lee, onde vemos Batman, Superman, Lanterna Verde, Mulher-Maravilha e outros heróis de frente ao vilão Brainiac. O artista já disse em várias ocasiões que é fã do game.
“Gosto muito de Injustice, e fico emocionado em fazer parte do lançamento dos quadrinhos de Injustice 2,” disse Lee. “Tom Taylor tem uma grande história nesse universo que só vai aumentar a expectativa em torno do próximo jogo.”
Além de Tom Taylor, Injustice 2 #1, terá artes de Bruno Redondo a nova série terá as contribuições de Juan Albarran, Daniel Sampere e Mike S. Miller. Injustice 2 #1 chega aos serviços digitais em 11 de abril e será publicada semanalmente nos mesmos, logo após será publicada impresso e em encadernados.
A linha Wildstorm da DC Comics vai voltar e na batuta do seu escritor mais conhecido, Warren Ellis.
Criada originalmente na Image Comics e comprada pela DC Comics no ano de 1999, a linha da série contém títulos como WildC.A.T.s, The Authority, Planetary e Gen 13. Dois personagens originais da Wildstorm, Meia-Noite e Apolo vão ganhar nova HQ a partir de outubro.
“Depois de longa reflexão, eu não poderia recusar o convite para voltar à casa que Jim Lee construiu. Voltar a combinação única de paranóia cósmica e conspiração paramilitar com a loucura pós-política é como um sonho realizado” disse um empolgado Warren Ellis.
Jim Lee disse que existem poucos visionários no negócio das HQ’s e que Warren Ellis é um desses visionários. O trabalho que o escritor desempenhou no Wildstorm permanece atual e é o que melhor define a linha. Lee encerrou falando que assim como os fãs do mundo inteiro, mal pode esperar para que fevereiro chegue logo.