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Audiolivro de Sandman ganha seu trailer

A Graphic Novel de Neil Gaiman, Sandman, irá ganhar seu formato em audiolivro com James McAvoy interpretando Morpheus. O formato será lançado em 15 de Julho e teve seu trailer revelado hoje pelas redes sociais da DC Comics.

Além de McAvoy, o elenco conta com: Michael Sheen como Lúcifer, Kat Dennings como Morte e Miriam Margolyes como Desespero. A história é a mais famosa da carreira de Neil Gaiman e a mais prestigiada pelos fãs, lançada em 1989 ela é aclamada até hoje.

Sandman ainda irá ganhar uma série pela Netflix com Gaiman como produtor e Allan Heinberg como showrunner e roteirista.

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Atores de Sandman já estão contratados, diz Neil Gaiman

Em um comentário feito no Tumblr, Neil Gaiman afirmou que os atores de Sandman já estão contratados e que as filmagens estavam prestes a começar antes da pandemia do coronavírus.

“O desenvolvimento estava indo muito bem, mas agora está tudo parado, até que o mundo volte ao normal aos poucos. Os roteiros da primeira temporada foram concluídos. Os atores foram contratados. Os diretores estão definidos. Os cenários estavam sendo construídos. Estava tudo pronto para o início das filmagens, mas infelizmente, essa situação surgiu. Porém, durante esse tempo, iremos revisar os roteiros e quem sabe, preparar algumas coisas para o segundo ano.”

A primeira temporada contará com um total de 11 episódios e não terá ligações com Lúcifer, série de sucesso da Netflix que foi renovada para a sua quinta e última temporada.

Anteriormente, a New Line estava desenvolvendo um filme da história em quadrinhos com Joseph Gordon-Levitt na produção. Contudo, o mesmo foi cancelado em 2016.

Neil Gaiman's The Sandman is green lit by Netflix | Books | The ...

O seriado contará a história de Morfeus, um dos Perpétuos (criaturas análogas aos deuses, mas ainda maiores) responsável pelo Mundo dos Sonhos. Basicamente ele controla e tem acesso a todos os sonhos da humanidade e de todas as criaturas capazes de sonhar, sendo o senhor do Mundo dos Sonhos, a terra aonde vamos em nossas horas de sono.

Para futuras informações a respeito de Sandman, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

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Sandman | Série será situada nos dias atuais, afirma Neil Gaiman

Em uma entrevista exclusiva para a rádio canadense CBC, Neil Gaiman o criador de Sandman, afirmou que o seriado de mesmo nome será situado nos dias atuais.

“A idéia é permanecer fiel a Sandman, mas fazê-lo atual, em vez de torná-lo uma peça do período dos anos 80. No Sandman nº 1, há uma doença do sono que ocorre porque Morfeu, o Senhor dos Sonhos, foi capturado em 1916 e em 1988 ele escapou. Em vez de ele ficar em cativeiro por cerca de 80 anos, ele ficará em cativeiro por cerca de 110 anos e isso mudará as coisas. Espero que possamos fazer algo na televisão que pareça tão pessoal e verdadeiro quanto os melhores quadrinhos de Sandman. Apenas 30 anos depois do filme de Sandman”.

Gaiman afirmou, que a trama se passará em 2019. Até o momento, o seriado da Netflix não possui data de lançamento.

A primeira temporada contará com um total de 11 episódios e não terá ligações com Lúcifer, série de sucesso da Netflix que foi renovada para a sua quinta e última temporada.

Anteriormente, a New Line estava desenvolvendo um filme da história em quadrinhos com Joseph Gordon-Levitt na produção. Contudo, o mesmo foi cancelado em 2016.

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O seriado contará a história de Morfeus, um dos Perpétuos (criaturas análogas aos deuses, mas ainda maiores) responsável pelo Mundo dos Sonhos. Basicamente ele controla e tem acesso a todos os sonhos da humanidade e de todas as criaturas capazes de sonhar, sendo o senhor do Mundo dos Sonhos, a terra aonde vamos em nossas horas de sono.

Para futuras informações a respeito de Sandman, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

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Segunda temporada de Deuses Americanos ganha data de lançamento e novo poster

A segunda temporada de Deuses Americanos ganhou o seu novo cartaz oficial. Após atrasar por seis semanas, o seriado irá estrear em 10 de Março de 2019, através da emissora americana Starz.

Deuses Americanos é baseado na obra literária de Neil Gaiman. Nela, o autor trás entidades clássicas das mitologias Celta, Nórdica, Egípcia e Grega para o mundo atual, além da criação de novos deuses, como o da estrada e o da internet.

Para futuras informações a respeito de Deuses Americanos, fique ligado (a) aqui, na Torre de Vigilância.

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Segunda temporada de Deuses Americanos ganha o seu trailer oficial

A segunda temporada de Deuses Americanos ganhou o seu primeiro trailer oficial. A produção do seriado está cerca de seis semanas atrasadas, forçando à entrar em hiato por tempo indeterminado.

https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=YuHkgufogco

Deuses Americanos é baseado na obra literária de Neil Gaiman. Nela, o autor trás entidades clássicas das mitologias Celta, Nórdica, Egípcia e Grega para o mundo atual, além da criação de novos deuses, como o da estrada e o da internet.

Para futuras informações a respeito de Deuses Americanos, fique ligado (a) aqui, na Torre de Vigilância.

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Já estamos vivendo a era dos Deuses Americanos “tupiniquins”

Deuses Americanos é uma das obras mais icônicas de Neil Gaiman. Ela é um dos clássicos do autor e é colocada quase no mesmo patamar de sua fase em Sandman. Publicado originalmente como livro em 2001, Deuses Americanos tem no seu currículo o Prêmio Hugo e o Prêmio Nebula, ambos na categoria Melhor Romance, em 2002. De lá pra cá, Gaiman chegou comentar que tem ideias para uma continuação, em 2017 ganhou adaptações para a TV e os quadrinhos.

Eu nunca tive contato com o livro e nem com a série da TV. Os quadrinhos foram lançados nos EUA pela Dark Horse Comics e foi dividida em três arcos: Shadows, My Ainsel e The Moment of the Storm, totalizando 27 edições. Aqui no Brasil, foi a Editora Intrínseca que segurou a responsa de publicar a obra, e vai realizar em três volumes. Em abril desse ano, chegou às livrarias Deuses Americanos – Volume 1 – Sombras, onde temos o ponto de partida das aventuras de Shadow Moon.

A trama, já muito conhecida por todos, fala sobre a guerra entre os deuses tradicionais que estão perdendo espaço para os novos mitos como a internet e os programas de TV, e caindo no esquecimento pelas novas gerações. O próprio Neil Gaiman produziu a adaptação para os quadrinhos, que tem roteiros de P. Craig Russell (que já trabalhou com Gaiman adaptando Coraline e fez os desenhos de Ramadan, publicada em Sandman #50) e desenhos de Scott Hampton.

Uma obra de tanto tempo e tão conceituada, já com inúmeras resenhas, escrever sobre ela, é como chover no molhado. Durante a leitura, minha mente viajou de como a obra se assemelha com a realidade. Como chegamos ao ponto de “endeusar” pessoas ou objetos que ditam a moda hoje em dia.

O fanatismo sempre existiu nas pessoas. Fãs que colecionam tudo, sabem tudo, conhecem tudo, se vestem igual, buscam ter mesmo pensamento, trejeitos e até modo de falar não é novidade. O fato de termos um ídolo, ou alguém que possa nos inspirar, não é todo ruim. É saudável até o ponto em que não perdemos nossa identidade, e a inspiração possa ser construtiva.

Hoje em dia, temos verdadeiras legiões de fãs que colocam em pedestais músicos, Youtubers, jogadores de futebol e políticos. Entretanto, muitos, me arrisco a dizer em sua maioria, são pessoas vazias, com pensamentos mesquinhos, que levantam multidões e introduzem ideais duvidosos no coletivo. Vemos diversos casos desses novos influenciadores/deuses modernos tem atitudes preconceituosas, escandalosas e mesmo assim as legiões de adoradores crescem cada vez mais. E como se deuses raivosos antigos, que punem, mas mesmo assim ainda continuam sendo adorados.

Em Deuses Americanos, os antigos deuses estão “morrendo” porque as novas gerações não pagam mais tributos, preces e não clamam por eles. Eles foram trocados por novos influenciadores modernos. O quadrinho em que a Lucy, do seriado I Love Lucy, fala que a TV é um tipo de Deus, e que as pessoas fazem sacrifícios para ela é a melhor explicação sobre o que está acontecendo. Na real quando as pessoas idolatram um Youtuber que prega algo que seus pais lhe ensinaram como errado, é o mesmo processo. Como por exemplo, um caso recente de um desses astros, que falou que fez sexo sem consentimento da sua namorada. Muitos condenaram a situação, mas existiu quem defendesse o rapaz.

Estamos vendo um novo processo de endeusamento. A moda ditando regras sempre aconteceu, mas a velocidade da informação hoje em dia é incrível. Um jogador de futebol que pinta o cabelo de manhã, de tarde já temos vários jovens fazendo o mesmo e defendendo ferrenhamente nas redes sociais o seu ídolo. O que está mais na moda, até por causa da proximidade das eleições, tem ficado insuportável a quantidade de pessoas defendendo candidatos A ou B. Estamos vendo amizades de anos se transformarem em ódio por causa de candidatos. Mas ninguém se preocupa em compartilhar as ideias e planos para o futuro de seu preferido.

E hoje em dia simplesmente aceitamos o que nos é passado.

Exatamente o que acontece com Shadow em Deuses Americanos. O protagonista não questiona nada que lhe é apresentado. Ele aceita e executa. Não se preocupa nem se instiga com o que está acontecendo ao seu redor, por mais absurda que a situação seja. Ele tem a dor da perda da esposa e pode ter ligado o foda-se. É algo como o pensamento daquele deputado: pior que está não fica.

Quantas vezes já pensamos nisso?

E assim como as informações são rápidas, Deuses Americanos é uma HQ em movimento. Não vemos sempre o mesmo cenário sempre e não conseguimos mensurar o que pode acontecer o que vem a seguir. A narrativa vai contextualizando, renovando, reinventando e apresentando algo novo para o leitor. A batida filosófica que Neil Gaiman implanta é forte, e transborda nas páginas da HQ. Ela não é uma leitura fácil às vezes, detalhes e excesso de diálogos dos personagens prendem mais do que o normal de uma HQ, digamos, comum.  Como eu não li a obra no formato original, acredito que esteja bem adaptado. A impressão que passa é que o carinho com a produção foi prioridade. E que tudo, ou a grande maioria, do que está no livro, foi transportado para a HQ.

Deixo alguns destaques para as pequenas histórias/contos que são espalhadas por Deuses Americanos. Do relacionamento dos humanos com os antigos deuses. Todas são interessantes. E obviamente a arte. As ilustrações que dividem os capítulos são divinas. Os traços são bem realistas, expressivas e alguns momentos assustadores. Mas apesar de buscar um ponto de realidade, o tom caricato dos personagens não se perde. A edição de Deuses Americanos da Intrínseca, ainda conta com 20 páginas de esboços de artes e notas.

Deuses Americanos tem formato 26 x 16,8 cm, 264 páginas e no link da Amazon Brasil abaixo está com 64% de desconto.

 

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Quadrinhos

Editora Intrínseca vai publicar adaptação em quadrinhos de Deuses Americanos

A adaptação em quadrinhos de Deuses Americanos será publicada no Brasil pela Editora Intrínseca. Publicada originalmente pela Dark Horse Comics ano passado, a obra foi dividida em três arcos: Shadows, My Ainsel e The Momento of the Storm, totalizando 27 edições. Por aqui será lançado em formato de trilogia com o primeiro volume programado para o dia 09 de abril.

Deuses Americanos – Volume 1 – Sombras, vai focar em Shadow Moon, recém-saído da prisão, ele descobre que sua esposa morreu em um trágico acidente de carro. No caminho para o funeral, ele conhece o enigmático Sr. Wednesday e embarca em uma viagem tumultuada e reveladora por cidades inusitadas dos Estados Unidos.

A dupla acaba entrando no meio da guerra dos deuses antigos da mitologia contra os novos (o dinheiro, a televisão, a tecnologia e as drogas).

Confira a capa de Deuses Americanos – Volume 1 – Sombras pela Editora Intrínseca:

O livro de Neil Gaiman apresenta essa guerra entre os deuses tradicionais que estão perdendo espaço para os novos mitos como a internet e os programas de TV, e caindo no esquecimento pelas novas gerações. O próprio autor produziu a adaptação para os quadrinhos que tem roteiros de P. Craig Russell (que já trabalhou com Gaiman adaptando Coraline e fez os desenhos de Ramadan, publicada em Sandman #50)  e desenhos de Scott Hampton.

Deuses Americanos – Volume 1 – Sombras terá extras como esboços dos quadrinhos, layouts originais e estudos dos personagens. E capas variantes de artistas como Fábio Moon, David Mack, Becky Cloonan e Glenn Fabry.

 

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Lugar Nenhum, HQ baseada na obra de Neil Gaiman, é publicada pela Panini

Já está disponível em pré-venda o encadernado Lugar Nenhum publicado pela Panini, baseada no best-seller de Neil Gaiman.  A obra nos quadrinhos foi adaptada por Mike Carey e Glenn Fabry em uma minissérie em cinco edições e foi lançada em 2005. Lugar Nenhum já teve representações em outras mídias como TV, Teatro e até uma rádio-novela com participação de James McAvoy e Natalie Dormer.

A trama apresenta a história de Richard Mayhew que tem uma pacata vida, com um emprego normal e segue a sua rotina dia após dia. Até que esbarra com uma jovem ferida nas ruas de Londres e vai ajuda-la. É nesse momento que a vida de Richard vira de pernas para o ar.

 

A jovem, que é chamada de Porta, é oriunda da cidade subterrânea de Londres Abaixo. Um local que nenhum habitante da superfície tem conhecimento. Depois que Richard visita a cidade misteriosa habitada por seres fantásticos, ele volta para casa se torna praticamente invisível para todos que conhecia. Como se sua existência tivesse sido simplesmente apagada. Então ele começa uma saga para retornar a sua antiga vida.

Lugar Nenhum tem formato 27 X 18,5 cm, 224 páginas e capa dura. O álbum está em pré-venda na Amazona Brasil com um desconto de 21%.

 

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Quadrinhos Torre Entrevista

Torre Entrevista | David Mack

Ele torna a violência, a agressão em uma folha de papel em algo suave como sua arte. David Mack é um dos maiores de sua geração. Em sua visita ao Brasil na CCXP, conversamos com o roteirista, capista e pintor que, inclusive, abriu o jogo sobre futuros projetos:

Vamos começar falando do Demolidor, cuja popularidade se multiplicou nos últimos anos, especialmente desde sua fase com Kevin Smith e, posteriormente, Brian Michael Bendis. Como é mexer com um herói tão cheio de imperfeições e quanto sua fase influenciou as outras mídias (filme, seriado…) ?
É um personagem que pode ser considerado um herói imperfeito desde sua infância, além da marca de “deficiente”, taxada por algumas pessoas. Mas, sua forma única de perceber o mundo torna-se sua vantagem. Então, gosto dessa ideia: Ele é bem diferente por causa disso e se destaca do resto da humanidade por essas experiências [sensoriais] com a realidade. Gosto dessa diferença pois o obstáculo vira uma qualidade e também como o tema da história. Quando comecei minha primeira história [do Demolidor] que o [Joe] Quesada desenhou, ele me pediu para criar um novo personagem e vim com a Echo porque achei que ela seria outro personagem que percebe o mundo de forma única, também transformando desvantagem em atributo. Cada um tem um forte ponto de vista, e quando os une, podemos fazer histórias muito interessantes. A terceira pessoa com fortes pontos desde sua infância foi Wilson Fisk. Assim, gostei muito de fazer a história que considero a origem de Fisk. Aliás, considero esta a primeira história cronologicamente dizendo que fiz sobre o DD. Várias ideias desse número foram parar no seriado em Vincent D’Onofrio, com o martelo, rachaduras na parede, as brigas dos pais… Se você olhar bem, eles usaram até as mesmas cores de roupas dos quadrinhos. Então, algumas partes da minha história foram para a Netflix.

Echo e a origem de Wilson Fisk por David Mack e Joe Quesada em Daredevil nº15. Abril de 2001. (Reprodução: Comixology.com)

Em Demolidor – Fim dos Dias, você apenas fez o roteiro. Como foi dessa vez, salvo algumas páginas, voltar a somente essa função? Tem ambição de regressar ao universo dele?
Claro. Eu amo o Demolidor! Como você disse, comecei fazendo o roteiro do Demolidor e não a arte interior. De fato, na maioria das histórias fui escrevendo, mas há uma que não o fiz e foi esta uma das primeiras que o Brian [Michael Bendis] escreveu para Marvel justo quando mudei para a arte interior. Isso foi basicamente para conseguir um emprego para o Brian como escritor. Era uma grande oportunidade de trabalharmos juntos em um projeto que selasse nossa longa amizade. Também gosto de saber que foi um dos seus pontos de partida na Marvel e fizemos coisas maravilhosas por lá de lá para cá. Então, foi fantástico voltarmos juntos em Demolidor – Fim dos Dias e de quebra, adoro que os artistas sejam Bill Sienkiewicz e Klaus Janson, porque Brian e eu crescemos e aprendemos lendo-os nas histórias do DD quando garotos…

Dois muito influentes artistas do DD!
Muito influentes também em storytelling em geral para mim e Brian. Aprendemos tanto que colocamos em nossas histórias e arte. Trabalhar com esses caras em uma história que eles também trouxeram à vida era um sonho. Agora é real. Desde então estou escrevendo uma sequência para DD – Fim dos Dias com a mesma equipe criativa na medida do possível. Klaus agora é um artista exclusivo da DC, queríamos que ele fizesse parte também, mas provavelmente o Bill vai fazer a maior parte da arte. Essa sequência se chamará Justiceiro – Fim dos dias. Amei escrever o Justiceiro em DD – Fim dos dias e penso que seria ele o ideal a próxima história fluir. Ainda terá os outros personagens da história anterior, onde Ben Urich a fez desenrolar em sua parte urbana mas, obviamente, ele não estaria em uma história subsequente. O Justiceiro então seria sucessor e já trabalhei muito nisso com o Brian antes dele assinar com a DC. Agora vamos ver como vai ser daqui em diante.

Justiceiro em Demolidor Fim dos dias (Reprodução: comicstore.marvel.com)

Frank Castle é um personagem mais urbano, assim como o Demolidor. Já pensou em fazer quadrinhos com um herói de características mais clássicas?
É uma boa pergunta. Também vejo o Justiceiro e Demolidor como personagens mais “de rua”. Quando escrevo-os, penso que devem permanecer por lá, para manter essa perspectiva de um núcleo do Universo Marvel, por isso foi bom o aspecto em colocar o Ben Urich nessa situação. Há uma parte em que ele quer se encontrar com Os Vingadores, mas eles não se encontram com ele. Nessa história, gosto da limitação entre esses personagens, deixando de lado a parte mais cósmica da Marvel. Apesar disso, eu adoraria fazer uma HQ do Doutor Estranho, Batman ou algo a mais.

Seu trabalho mais autoral é Kabuki. Esta vem de uma cultura estrangeira. Há pintores de alto nível no Japão, como [Ayami] Kojima, Yoshitaka Amano… Como esse sincretismo artístico o influencia?
Essa questão é interessante porque estive recentemente no Japão por duas semanas. Tenho muita influência em meu trabalho de culturas globais e do Japão especificamente em Kabuki. O divertido em roteirizar quadrinhos, fazer arte e até escrever histórias é que não há um dispositivo de desligamento para de onde vem sua inspiração. Você pode constantemente viajar entre diferentes níveis, mundos e, quando leva aos quadrinhos, isso se torna seu laboratório, seu playground para processar tudo que te inspira. Para pegar um pedaço de tudo que faça sentido, e essa é minha área de lazer.

página interna de Kabuki (Reprodução: Davidmackguide.com)

Você hoje é mais um capista. O quanto um roteirista tem poder sobre suas capas e o quão tênue é sua linha para não interferir na arte do miolo, feita por outro desenhista?
Não sei bem o quanto minha arte influencia ou interfere o conteúdo, é mais fácil falar com cada artista em individual. Em alguns momentos no começo de Alias – Jessica Jones fiz alguma arte interior mas eu estava satisfeito de fazer as capas. Em Deuses Americanos, de Neil Gaiman, fico feliz em fazer a arte de capa dessa nova série em quadrinhos assim como em Clube da Luta, de Chuck Palahniuk

Como é trabalhar com Gaiman?
Fantástico. Fazemos também pôsteres algumas vezes durante o ano, em feriados… inclusive estava fazendo um hoje de manhã no hotel! Este, um pôster promocional. Estou muito satisfeito em estar nessa com Neil. Muito contente de estar em Deuses Americanos e espero fazer mais coisas com ele.

Capa de American Gods: Shadows nº4 (Reprodução: Darkhorse.com)

Falando em autor, há uma história muito engraçada e curiosa porque existe um outro David Mack, que vocês inclusive dividem o mesmo website! Qual é sua relação com ele e como isso funciona?
David Alan Mack é um cavalheiro que escreve livros como os de Star Trek e tenho a honra de dividir meu nome. Há outros “David Macks” por aí, como um que é embaixador do oriente médio. Em geral, tenho uma ótima relação com eles.

 

Com o outro David Mack, o escritor, considero que seria interessante um trabalho conjunto, fazendo a capas dos livros. Quem sabe um dia…

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Panini lança os encadernados Marvel 1602, Elektra Vive e Guardiões da Galáxia

A Panini Lançou nesse final de ano alguns encadernados da Marvel Comics para todos os tipos de público. Para os leitores mais antigos e saudosistas, temos Elektra Vive de Frank Miller. Para os leitores mais recentes, tem Guardiões da Galáxia em dose dupla: A Queda e O Julgamento de Jean Grey. E para os que gostam de outras realidades e algo mais “cabeça”, foi lançado Marvel 1602 de Neil Gaiman.

Elektra Vive

Lançado originalmente em 1990 nos Estados Unidos, Elektra Vive conta a história da sua ressurreição pelo clã ninja Tentáculo. A HQ é uma das obras primas de Frank Miller com a ninja que ele mesmo criou para as páginas de Demolidor no inicio dos anos 80. É a primeira vez que a HQ ganha uma reedição no Brasil desde 1991, quando foi publicada pela Editora Abril em Graphic Album #6.

Elektra Vive tem formato 24,5 x 31,5 cm, 80 páginas e capa dura


Guardiões da Galáxia: A Queda

O Senhor das Estrelas está desaparecido e toda a galáxia está caçando o que sobrou da equipe dos Guardiões da Galáxia. Então o time faz novas adições com Venom e a Capitã Marvel para ajudar a superar essa fase dificil. É da fase elogiada de Brian Michael Bendis.

Guardiões da Galáxia: A Queda tem formato 26 x 17 cm, 128 páginas e capa dura.

 


Guardiões da Galáxia: O Julgamento de Jean Grey

Quando os X-Men originais chegaram do passado e se instalaram no presente, todo o Universo Marvel ficou em polvorosa. Mas até, então só tínhamos presenciado as reações no planeta Terra. O problema é quando o Império Shiar descobre que Jean Grey, a hospedeira da entidade Fênix, está viva. Eles então resolvem julgá-la pelos crimes e mortes da entidade cósmica. Sem se importar que essa versão da Jean, nunca entrou em contato com a Fênix. Então, os Mutantes se aliam aos Guardiões para resgatarem Jean.

Guardiões da Galáxia: O Julgamento de Jean Grey tem formato 17 x 26 cm, 136 páginas e capa dura.

 


Marvel 1602

Neil Gaiman apresenta uma versão diferente do Universo Marvel ambientada há 400 anos. Enquanto as intrigas minam a corte da Rainha Elizabeth I, os principais personagens da Casa das Ideias buscam resolver o mistério por trás de sua própria existência. Nick Fury é o chefe da inteligência britânica, Doutor Estranho é o médico da rainha, Peter Parker é o assistente de Fury, o Demolidor é um menestrel cego que conta canções sobre um grupo de navegadores que adquiriram poderes especiais chamado de Os Quatro do Fantásticko. Capitão America, Homem de Ferro, X-Men e outros personagens também participam. Os desenhos são de Andy Kubert.

Marvel 1602 tem formato 15,5 x 27,5 cm, 248 páginas e capa dura.

Fique ligado na Torre de Vigilância para mais notícias e lançamentos