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Krypton é um presente para os fãs do Superman

Desde o seu anúncio, Krypton era uma incógnita. Ao mesmo tempo que era promissora por explorar o lore alienígena do Superman, era um risco devido aos personagens desconhecidos. Diferente de Gotham, o planeta natal do personagem nunca contou com uma mitologia bem construída nos quadrinhos. A série era a oportunidade perfeita para construí-la de forma coesa. O piloto foi ao ar na última quarta-feira e felizmente, a série começou com o pé direito.

Na trama, a Casa de El é vista pela sociedade teocrática Kryptoniana como uma pária. Tudo isso se deve a quantidade de descobertas feitas por Val-El. 14 anos depois, o símbolo da Casa foi renegado e cabe a Seg-El reerguer o legado de sua família e salvar o seu planeta de uma futura ameaça. Em seus minutos iniciais, a série traça paralelos com cenas icônicas do Superman de Richard Donner. Os diretores Ciaran Donnelly e Colm McCarthy fazem um jogo de câmera interessante logo nos segundos iniciais. Temos a impressão de que veremos o Superman devido ao som da capa ao vento e ao emblema nela, mas é tudo um truque.

Seg-El

Falando em Superman, a série não apenas serve à sua própria trama, como também entende e abraça a importância do herói para a cultura pop. Seja através do tema composto por John Williams ou pelo recurso mais óbvio: Adam Strange, um herói vindo do futuro. Ele é o responsável por demonstrar o impacto do S no universo para Seg. O roteiro cumpre essa função com perfeição. Criando um ciclo onde tudo recomeça ou acaba com o Superman.

O roteiro de David Goyer (O Homem de Aço) é eficiente em sua maioria. Ele apresenta muito bem todos os conceitos, o modo de vida da sociedade e suas crenças. Goyer também escreve bem os personagens, mas os introduz de forma apressada. Como por exemplo, o romance entre o protagonista e Lyra Zod. Demora alguns minutos para o espectador se acostumar com a ideia. Já as tensões políticas e militares entre as Casas são muito bem construídas. O roteiro também aproveita alguns conceitos de O Homem de Aço como o controle artificial populacional. A série poderia facilmente se passar no Universo Cinematográfico da DC.

Seg-El e Lyra Zod

A construção de mundo é excelente. É notável o valor de produção aqui. Há muita inspiração nos designs de produção de O Homem de Aço, com estruturas medievais espaciais e a trilogia prequel de Star Wars, com edifícios luxuosos e modernos. É uma mistura perfeita e acarreta na criação de um visual único e totalmente consistente com a sua proposta.

Em relação ao elenco de Krypton, todos estão bem. Destaques para Ian McElhinney com Val-El em uma curta e memorável participação. Elliot Cowan, extremamente imponente e com excelentes overactings. Ann Ogbomo como Alura Zod, impressionando pela sua frieza e falta de compaixão. Cammeron Cuffe como Seg-El é um bom personagem, mas ainda há espaço para melhorar. O mesmo vale para Georgina Campbell como a filha de Alura.

Val-El

Krypton celebra o Superman como um todo, mesmo sem o próprio. É uma série extremamente promissora e empolgante. Torçamos para que o nível se mantenha e que as pequenas falhas sejam corrigidas. Em uma época escassa do personagem fora dos quadrinhos, esse piloto é um grande presente para os fãs do Homem de Aço e para os 80 anos de sua existência.

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Mindhunter: Pensando como um assassino

Ok, eu admito. Essa crítica demorou um pouco pra sair, já que a série estreou em Outubro, mas como já é de praxe da Torre de Vigilância, eu não queria trazer uma coisa superficial, sem sal nem açúcar, para você fiel leitor. Fui atrás de algum material necessário, e devo confessar que, pra mim particularmente, foi algo que fiz com muito prazer, já que assassinos em série é um assunto que me fascina demasiadamente. Se você ainda não assistiu e tem problemas com spoilers, aconselho clicar no aviso acima, pois a seguir, por força de informação completa, existirão alguns spoilers de cenas pertinentes. Feitos os avisos e as considerações iniciais, vamos ao que interessa.

Baseado no livro homônimo do experiente agente do FBI Jhon Douglas e do novelista e escritor Mark Olshaker, Mindhunter nos transporta para as décadas de 1970/80 de uma forma que só a maestria do diretor e produtor David Fincher (Se7en e Clube da Luta) poderia nos trazer. Inclusive, a atmosfera lúgubre e tensa lembra muito o clima de Se7en. A atuação de Jhonatan Groff no papel do Agente Holden Ford, diretamente inspirado no autor do livro com algumas licenças poéticas, óbvio, é impressionante. O roteiro também ajuda, transformando o Agente Ford em uma espécie de novo Sherlock Holmes, com sua capacidade dedutiva e de leitura das pessoas sendo o seu ponto forte. Apesar de seu personagem ser um dos pontos altos da série, ele não ofusca de todo os outros personagens, que também possuem seu brilho. Holt McCallany e Ana Torv também desempenham bem seus papéis, McCallany como o rabugento agente veterano Bill Tench e Torv como a consultora oficial da Divisão de Estudo Comportamental do FBI, Dra. Wendy Carr.

Mas, entretanto, não é isso que torna a série tensa, instigante e hipnotizante. Os ASSASSINOS EM SÉRIE que a fazem assim. Os atores que foram escolhidos para os papéis dos assassinos Edmund “Big Ed” Kemper (Cameron Britton), Jerome “Jerry” Brudos (Happy Anderson) e Richard Speck (Jack Erdie), além de serem muito parecidos com os assassinos reais, conseguiram emular de forma excepcional seus personagens.

Abaixo, uma galeria onde pode-se observar como a escolha dos atores, fisicamente, foi acertada.

 

[spoiler]Essa semelhança pode ser constatada, por exemplo, durante a cena em que Kemper narra os assassinatos e seus modus operandis, demonstrado no vídeo abaixo, em uma comparação. Pode-se notar a semelhança física e no modo de falar, além da total ausência de emoções do excelente Britton. Infelizmente não consegui o vídeo dublado ou legendado, mas dá pra notar as semelhanças sem problemas.

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A série segue por um emaranhado que alterna entre casos a serem resolvidos, como, por exemplo, um caso em Altoona, Pensylvania, onde Ford e Tench têm a oportunidade de experimentar pela primeira vez em uma investigação, seus métodos de mapeamento da psicologia de um (neste caso, mais de um) assassino com distúrbios psicológicos.

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Durante dois episódios, Ford e Tench se envolvem na investigação do assassinato de uma jovem de 22 anos. No decorrer da investigação, Ford começa a desconfiar das histórias do cunhado de Benjamin, o noivo da vítima, e do próprio Benjamin, o que o leva a fechar um pouco mais o cerco. A irmã de Benjamin, não suporta a pressão policial e resolve contar (quase) tudo, o que criou o cenário perfeito para que Ford e Tench armassem o cenário perfeito para que os dois confessassem.  [/spoiler]

A cada cena com os assassinos sendo entrevistas, fica no ar uma tensão de que algo pode acontecer a qualquer momento, principalmente nas cenas que envolvem Kemper.

Além dos já citados assassinos em série, vários outros são citados ou aparecem rapidamente, como Ed Gein, Charles Manson e Monte Rissell.

[spoiler]Em vários episódios, por alguns segundos, aparece um homem misterioso, com um uniforme da ADT. Este homem, na verdade, é Dennis Rader (Sonny Valicenti), conhecido como o BTK Killer (“Bind-Torture-Kill”, amarrar-torturar-matar), apelido que descreve o seu modus operandi. Ele será um dos assassinos que cruzará o caminho dos agentes Ford e Holden na segunda temporada.

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Dir.: Dennis Rader real; esq.: Sonny Valicenti como Dennys Rader.

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Se você gosta de séries policias que seguem o estilo “crime da semana”, acredito que possa não gostar do andamento de Mindhunter, mas peço que dê uma chance, pois a série é realmente envolvente. Já se você gosta do assunto serial killers e de filmes e séries thrillers, com certeza vai adorar, assim como eu. É impossível não maratonar os 10 episódios em um só dia e não ficar com água na boca para a próxima temporada, que infelizmente ainda não tem data de lançamento confirmada mas já foi assinado um contrato para a produção da segunda temporada.

Fica a dica pro final de semana: pipoca, Mindhunter e o número de um bom psiquiatra para impedir que você enlouqueça e saia matando gente por aí.

 

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Os Defensores infelizmente não defendem nada

Se a união dos Vingadores foi épica, o mesmo não se pode dizer de Os Defensores, o crossover entre os quatro heróis urbanos da Marvel/Netflix. Uma ótima ideia, visto que estes personagens mais “pé no chão” sempre tiveram histórias melhores e mais interessantes que o Homem de Ferro por exemplo. Infelizmente, o resultado é uma ideia mal executada. 

Uma série precisa começar interessante se ela quiser a atenção do público e Os Defensores começa confuso, não confuso no sentido de complexo, confuso no sentido de mal executado. O piloto começa com uma cena de ação em um esgoto, é impossível entender o que está se passando ali e essa primeira cena dita como serão a maioria das cenas de ação nos próximos episódios. Ainda não sei se elas são mal filmadas ou mal coreografadas, provavelmente os dois. Demolidor dá suas piruetas, Punho de Ferro continua não sabendo lutar nenhum tipo de arte marcial (e a repetir que ele é o Punho de Ferro Imortal), Luke Cage e Jessica Jones jogam pessoas no chão e é isso. Claro que temos uma exceção, no terceiro episódio temos uma cena ao melhor estilo “luta no corredor” que é extremamente empolgante, bem filmada, coreografada e com uma trilha que se encaixa de forma orgânica, sem sombra de dúvidas, é a melhor cena da temporada. Não existe o mesmo cuidado que existia na primeira temporada de Demolidor

Imagem relacionada
Essa cena é bacana.

Os dois primeiros episódios são uma aula de como não se montar e dirigir um episódio. Os diretores abusam do uso da câmera giratória sem motivo algum, inclusive existe uma simples tomada com uma porta giratória. O pior exemplo que eu posso dar deste recurso está no primeiro episódio quando Matt está defendendo seu cliente e a câmera não sabe quando parar, causando tonteira no espectador. Quem dera fosse apenas isso, a transição de cenas com o metrô de Nova York dá uma cara de novela para a série e as cenas são mal encaixadas, a montagem delas é desconexa. Nesses dois primeiros episódios que por assim dizer, são fillers, a direção e o roteiro tentam construir um quebra cabeça para a união dos personagens, mesmo sendo desnecessário, pois ele já está montado, mas eles estão cegos para perceberem isto. 

Os Defensores também peca nos antagonistas. Depois de vilões fantásticos como o poderoso Rei do Crime de Vincent O’Donofrio e o manipulador Kilgrave de David Tennant, a Alexandra da Sigourney Weaver vem como um balde de água fria. Apesar da atriz ter feito o que pôde com o roteiro que tinha em mãos, é uma vilã com motivações não tão claras e mal escrita. Ela está morrendo, ela almeja a vida eterna, mas em nenhum momento nós sentimos que a personagem está perseguindo o seu objetivo, o que há de interessante nela, é a sua briga hierárquica com os membros do Tentáculo, se o roteiro tivesse investido um pouco mais nisso, não teríamos uma vilã memorável, mas uma vilã decente ao menos. Quando nós não tememos o antagonista, quase toda a tensão se perde e apesar do ótimo retorno da Elektra da Elodie Young – muito mais mortal e psicótica desta vez – não temos uma grande ameaça.

Caros roteiristas, não se desperdiça a Ripley deste jeito.

Já os nossos heróis, em sua maioria são carismáticos, mas alguns só funcionam ao lado de outro personagem, como é o caso do Punho de Ferro com o Luke Cage. Sozinho, Danny Rand é o pior Punho de Ferro que existe, é um personagem chato que recebe um destaque maior do que deveria, ao lado do Herói do Harlem, ele é um personagem mais interessante e um pouco mais carismático. Talvez a Marvel e a Netflix devam investir em uma série dos Heróis de Aluguel. Cage, Jessica Jones são bons personagens e tem seus momentos, mas quem brilha é o Demolidor. Ele é o personagem com o arco mais bem desenvolvido e mais bem escrito. Com o retorno da Elektra, temos ainda mais dilemas para o herói lidar. Esses dilemas poderiam ter sido facilmente abordados em uma terceira temporada da série dele, mas os roteiristas fizeram um bom trabalho aqui. Juntos, o grupo pode não impressionar nas cenas de ação, nem mesmo na química, mas é inegável afirmar a existência de boas interações aqui. 

Os Defensores, infelizmente não defendem nada e provavelmente foi pensado como uma forma de definir as tramas das próximas temporadas dos heróis da Marvel/Netflix. Em meio a inúmeros erros amadores, mais uma vez o maior problema é a montagem do quebra cabeça do “Universo Expandido”. O maior acerto foi a quantidade de episódios, tornando-a menos arrastada em relação às três séries anteriores. 

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Life is Strange | Dos games para a TV

Life is Strange, a aventura criada pela Square Enix, vai virar uma série de TV pela Legendary Digital Studios, segundo o site The Hollywood Reporter.

O jogo realmente se diferencia do que as pessoas pensam sobre vídeo games“, disse Greg Siegel, vice presidente de desenvolvimento do estúdio. “Pelo seu foco em personagens, há uma conexão emocional com a história que não acontece em outros jogos.

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Atualmente o estúdio está a procura de um roteirista e um diretor para a adaptação. Life is Strange foi lançado em 2015, e conta a vida de Max Caufield, uma menina que acidentalmente descobre que possui o poder de manipular o tempo após presenciar o assassinato de sua melhor amiga de infância. Com forte foco em emoções e escolhas do jogador, os cinco episódios foram prestigiados com indicações em diversas premiações do ano.

O primeiro capítulo de Life is Strange entrou recentemente para o catálogo de jogos gratuitos nos consoles e PC.

 

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Star Trek | Nova série de TV estreia em 2017

Há alguns meses foi anunciado que o canal CBS, responsável pela série original da franquia Star Trek, está desenvolvendo um novo seriado previsto para 2017. Hoje, dia 02 de novembro, surgiram novos detalhes acerca desta produção.

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Arrow | Confira a primeira imagem da aparição de Constantine

Apesar da série cancelada, Constantine ainda faz parte do universo televisivo da DC. O personagem vivido por Matt Ryan será introduzido no CW-Verso (que engloba Flash e Arrow) no quinto episódio da quarta temporada do Arqueiro, chamado ‘Haunted’.