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Quadrinhos

Antologia Pandemonium, mistura terror e ficção cientifica, está no Catarse

Está em campanha de financiamento coletivo no Catarse a antologia em quadrinhos Pandemonium. O quadrinho está sendo produzido graças a união do coletivo Quadrinhos de Emergência com os organizadores da Mostra de Cinema Fantástico Cine Horror, de Salvador/BA, e a proposta é apresentar uma narrativa que explore o gênero terror, ficção cientifica, humor pesado e nonsense.

A primeira edição conta com Ítalo Silva, Rob Saint, Val Oliveira, Rodrigo Vinicius, Giulia Lagrotta, G. Pawlick, Alix, Hélcio Rogério, Ricardo Cidade, Damião Santana, Hector Salas, Romeu Martins, Alex Lins, Dino Lucas Galeazzi, Saul Mendez e Rogério Rios.

Pandemonium tem como inspiração materiais publicados no Brasil nas Kripta, Spektro, Calafrio, Aventura e Ficção e Animal, e publicações como a Heavy Metal, Metal Hurlant, Bizarre Adventure, Savage Tales e o material da EC Comics e Warren Comics, voltadas a um publico adulto. Parodiando elementos e costumes típicos dos quadrinhos e filmes dos anos 1970 e 1980.

Pandemonium tem formato 20 x 28 cm, 80 páginas e para saber mais detalhes da campanha, recompensas e valores, clique AQUI.

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Detective Comics Quadrinhos

A frágil proteção da existência humana de Love Kills

Em seu segundo título pela Darkside, Danilo Beyruth lança história cujo tema se encaixa de forma mais contundente na proposta da editora especializada em terror.

Desconsiderando seus quadrinhos feitos para a Marvel e Maurício de Sousa Produções, Beyruth traz ao público sua oitava publicação  original  em menos de 10 anos, e pouco mais de um ano após Samurai Shirô, com uma trama voltada à atuação da máfia japonesa em São Paulo. Sua prolífica produção de histórias é proposital e o auxilia na constante mudança de temas entre um trabalho e outro.

Como era de se esperar, a editora que agora traz ao mundo dos vivos esta HQ, já visitou o mundo dos semi-mortos com 30 dias de Noite, de Ben Templesmith e a referência-mor do gênero, com duas versões de Drácula de Bram Stocker. Mas, agora a trama está em nosso terreno, e as semelhanças não se resumem apenas entre a proximidade de idiomas, já que romeno e português são ramos do mesmo tronco linguístico.

Marcus trabalha arduamente todos os dias para sobreviver na cinzenta capital paulista mas, apesar de seu esforço, em pouco é reconhecido por isso. Passando pelas duras críticas e falsas ideias de ascensão de cargo prometidas por seu chefe, sua monótona rotina muda quando involuntariamente atravessa o caminho de Helena, uma vampira que, mesmo com sua aparência de jovem, guarda um fardo de séculos, e muito maior do que aparenta conservar seu corpo.

Seu passado datado como distante para nós é como ontem para ela. Seu histórico na terra é como uma trajetória utópica e pertenceria apenas aos livros de História para os seres humanos. Suas marcas na terra, apesar de serem guardadas com afeto por diversas recordações que a mesma insiste em manter, também carrega um passado turbulento e mal resolvido.

IMAGEM: Cortesia do autor

Helena é perseguida por uma gangue de sua espécie que busca vingança pelo que ela fez a eles e a Leander, este último alguém que Helena possui um laço muito mais estreito, numa intensidade similar ao vínculo formado com Marcus, que misteriosamente não pode ser controlado pelos poderes de Helena, embora seja totalmente humano.

A narrativa de Love Kills começa com apenas imagens nenhum texto por mais de 10 páginas, mecânica parecida com outro trabalho com participação de Beyruth: O longa-metragem Motorrad, com seus 15 minutos iniciais sem falas ou interjeições. A leitura flui facilmente e é surpreendentemente rápida. As mais de 200 páginas do tomo passam de uma forma tão dinâmica que mal parece ter essa extensão. Um dos artifícios que ajudam nesse aspecto é a constante movimentação, com diversas cenas de ação e perseguições.

IMAGEM: Cortesia do autor

Os elementos clássicos das histórias de Vampiros estão aqui com uma adição constante de metáforas entre eles, humanos e animais. Suas crises existenciais são expostas como pouco se vê e a casca de sua aparente imortalidade se mostra mais frágil do que parecia.

Todos os elementos então são condensados na sombria São Paulo com sua vida noturna, submundo das drogas e vidas despedaçadas, passando por detalhes minuciosos como seu deficiente esgoto aos pisos de taco, tão comuns nos apartamentos de várias regiões da cidade a partir dos anos 70. Beyruth mergulha mais uma vez em seu cenário mais recorrente, porém dessa vez explorando uma outra faceta da cidade que ele mesmo considera ser várias em uma só e, de fato, em sua mão se torna um abismo sem fundo aparente, onde a cada descida descobre-se um até então inexplorado nível ou subnível.

IMAGEM: Cortesia do autor


Já algumas vezes Beyruth afirmou temer tornar-se esquecido, e também por isso está em constante produção. Apesar de considerarmos um medo exagerado, não vemos problemas em sua lista de trabalhos estar sempre em atualização pois, assim como os contos vampirescos, suas histórias estarão sempre ao nosso redor.

Love Kills
Danilo Beyruth
250 páginas
26 x 17 cm
R$69,90
Capa Dura
Darkside Books
Data de publicação: 01/2020

 

 

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Séries

Terror é confirmado na segunda temporada de The Boys

Durante a C2E2 2020, o ator Karl Urban confirmou que Terror, cachorro do grupo The Boys, estará presente no segundo ano do seriado de mesmo nome da equipe.

”Vocês irão amar a segunda temporada. Se vocês amam o Terror, vocês irão amar a segunda temporada. Terror definitivamente irá aparecer”.

O personagem teve uma breve aparição na primeira temporada da série, através de flashbacks.

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The Boys é uma visão irreverente do que acontece quando super-heróis, que são tão populares quanto celebridades, tão influentes quanto políticos e tão reverenciados como deuses, abusam de seus superpoderes ao invés de usá-los para o bem. É o sem poder contra o superpoder, quando os rapazes embarcam em uma jornada heroica para expor a verdade sobre “Os Sete” com o apoio da Vought.

A segunda temporada de The Boys chega em 2020.

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Quadrinhos Torre Entrevista

Sobrevoando a Carniça | Batemos um papo com Marcel Bartholo e Rodrigo Ramos

Lá pelos idos de 2017, surgia no quadrinho nacional Carniça. A HQ nasceu na parceria do roteirista Rodrigo Ramos e o desenhista Marcel Bartholo, tornando-se um sucesso e criando o embrião do selo independente Carniça Quadrinhos. Onde, em 2018, foi publicado Lama, confira nossa resenha AQUI. A terceira publicação desse “casamento” será agora no final do ano  com Canil. Na nova HQ vai levar o leitor ao presídio de Guarás. Um verdadeiro lugar de terror e morte onde a sociedade descarta aqueles que ela já esqueceu.

Para adquirir as publicações da Carniça Quadrinhos, clique AQUI.

Rodrigo Ramos é autor, roteirista, jornalista especializado em quadrinhos de terror, crítico e autor de Medo de Palhaço. Enquanto Marcel Bartholo é ilustrador, quadrinista, artista plástico, sócio fundador do Estúdio Ideaboa e vocalista da banda Efeito Imoral. Batemos um papo com a dupla e falamos sobre Canil, o selo Carniça Quadrinhos, Antologia VHS, projetos futuros, política nos quadrinhos e de uma possível “Cachaça Carniça”.

1 – Canil está chegando em dezembro, o que podemos esperar dessa  história e qual foi a maior inspiração para ela?

Rodrigo: Com a boa recepção que tivemos de Carniça e Lama, a ideia de lançar um título por ano foi devidamente sedimentada com a criação do selo Carniça Quadrinhos. Canil traz uma mistura de origens e referências. Primeiro, é a ideia de contar uma história sobre um dos meus monstros preferidos – que vai ficar em segredo pra não dar spoiler –  e dar o fechamento pra uma trilogia meio conceitual que acabou tomando forma conforme trabalhávamos em cada HQ. Cada um destes nossos três primeiros trabalhos traz um aspecto diferente do homem e lida com a desumanização a partir destes aspectos. Isso ficará bem claro quando virem as três capas em conjunto. Carniça falava da alma, Lama da mente e Canil tratará do corpo. Portanto espere algo bem gráfico e violento.

Marcel: O embrião de Canil surgiu juntamente com os primeiros esboços conceituais de Lama. Na época preferimos deixar o projeto para 2019 mesmo, uma ideia mais simples, raiva e confinamento.

2 – Podemos esperar o já tradicional terror com aquela ponta de crítica social, presente em Carniça e Lama, em Canil também?

Rodrigo: Sempre! Mas enquanto em Lama isso era muito mais presente, pois falava do Brasil assustador que surgiu no período das Eleições passadas, Canil será uma história mais direta. Tem uma mensagem ali, mas ela não conduz a história, ela só contextualiza e dá camadas de interpretações caso o leitor queira mergulhar no nosso universo. Caso contrário, será só uma boa e violenta história de terror como deve ser.

Marcel: O que mais me atrai em nossa empreitada carniceira é contar boas histórias de terror brasileiras. Histórias que possam de alguma maneira dialogar universalmente, mas mostrando nossa cultura. Não tem como falar de Brasil, sem uma visão crítica, e o gênero do terror é sempre crítico, seja por metáforas alegóricas, ou sátiras divertidas. Temos uma gama enorme de possibilidades para o futuro.

3 – Os quadrinhos sempre serviram para passar mensagens. Seja o estilo que ele for. Nas publicações da Carniça Quadrinhos, temos visto isso acontecer. É algo pensado, do tipo: “precisamos nos expressar” ou é algo que com o desenvolver da história acaba acontecendo naturalmente?

Rodrigo: Como fã e pesquisador do horror no cinema e nos quadrinhos, esse tipo de história sempre me atraiu mais que as outras. George Romero, John Carpenter e Wes Craven sempre fizeram um terror que tinha algo mais a dizer além de contar uma história assustadora. Os zumbis de Romero e Eles Vivem! do Carpenter são talvez as obras mais emblemáticas neste sentido. Eu não acredito em uma obra apolítica. Toda forma de expressão é politizada e isso não quer dizer que você está apoiando este ou aquele partido, mas sim que toda obra traz um pouco do seu contexto e um traço do seu tempo. É impossível se expressar sem colocar um pouco do que você pensa para fora. É deste tipo de política que estou falando. Em Carniça o contexto social estava ali apenas para desencadear a história que eu queria contar, mas em Lama, aí sim eu realmente queria falar algo além da história. Canil está mais próximo de Carniça neste sentido.

Marcel: Eu acho que a mensagem, o discurso por trás de uma história não pode ser desequilibrado com o ato de contar a história em si. Todo artista se expressa com a sua carga cultural e sua visão crítica do mundo. Acho que estamos com uma boa sintonia, na arte das Hqs eu busco trazer soluções diferentes a cada história, novas influências ,inspirações e técnicas que na minha visão combinem com o roteiro.

4 – Todas as publicações da Carniça Quadrinhos foram de vocês dois.  Existe algum planejamento de lançar algo de outros artistas (claro desde que fique no âmbito do selo)?

Rodrigo: Inicialmente estamos trabalhando como uma dupla, mas nada impede que isso possa se expandir no futuro, talvez com obras individuais ou outras mídias, mas ainda é cedo para falarmos nisso.

Marcel: Pois é, sinceramente ainda não falamos sobre isso. Estamos no começo, acho que o trabalho como dupla ainda pode ganhar uma consistência cada vez maior. Virtualmente nada impede que possamos agregar novas ideias no futuro. Um passo de cada vez.

5 – Como funciona o processo de criação da dupla? Vocês se encontram, um chega a dar pitaco no trabalho do outro e tal?

Rodrigo: Nosso processo de criação é mais simples do que eu gostaria. Eu tenho uma ideia, discutimos em conjunto, o Marcel dá suas sugestões e, se ambos concordarmos, passamos para o roteiro. Quando a arte começa, ele vai me mandando os esboços e vamos reconfigurando e ajustando o que for necessário. Às vezes nos falamos online, mas o processo todo demanda cada vez menos ajustes. São as vantagens de uma parceria de três anos.

Marcel: O processo é simples, chegamos no conceito e ideia juntos… Rodrigo escreve o resumo do roteiro e eu vou pesquisando as minhas referências e técnicas que acredito ilustrar melhor a ideia. Com o roteiro escrito, durante a fase de esboços vamos diagramando melhor página a página. Temos uma dinâmica tranquila.

6 – Com o Brasil do jeito que está, com lideranças duvidosas, casos e ameaças de censura, é um prato cheio para uma HQ de terror. Mas também acredito que devemos alertar e tentar falar abertamente sobre isso.  Caberia isso em alguma publicação da Carniça Quadrinhos?

Rodrigo: Este é um problema com o debate político atual no Brasil. Ser oposição ao governo não é ser a favor deste ou daquele governante. O povo tem sempre que fazer oposição ao governo. De maneira coerente e racional. Questionar e fazer valer o seu voto não é “torcer contra”, mas garantir que as coisas caminhem como o país precisa. As pessoas hoje estão muito passionais quando se trata deste tema e isso acaba podando alguns artistas que ficam com receio de se posicionar. Mas desde que a história não seja panfletária e não deixe o discurso falar mais alto, não vejo problema. O discurso pode te fazer perder este ou aquele leitor, mas uma boa história vai manter todo mundo atento ao seu trabalho. Este é o segredo. A partir daí, qualquer tema cabe em nossos quadrinhos.

Marcel: O Brasil é uma fonte inesgotável de decepções, um abismo que nunca chega, como diria o querido Fausto Fawcett. Eu particularmente sempre me posicionei criticamente a TODOS os governos que tivemos, e sigo assim. Política não é torcida de futebol. Com o mar de ignorância e cegueira ideológica avançando, o diálogo vai se embrutecendo. Eu sou um otimista relutante…vivo no meu mundinho, fazendo o que posso e está ao meu alcance.
Tudo pode e deve ser refletido na produção artística…sigamos em frente.

7 – Indo para outros trampos agora… Recentemente foi lançada a  campanha no Catarse da antologia VHS. O Rodrigo é um dos cabeças, junto com o Fernando Barone, e ainda escreve a  história “A Nova Ordem”.  Fale um pouco sobre o projeto e sobre a história Rodrigo.

Rodrigo:  A ideia surgiu há algum tempo atrás quando falávamos sobre criar um coletivo de horror em quadrinhos pra publicar histórias inéditas anualmente. Durante a CCXP no ano passado muitos dos autores de horror acabaram ficando bem próximos no que acabamos chamando entre nós de “beco do horror” e a ideia foi tomando forma aí. O Barone tem experiência como editor e topou embarcar nessa pra tirar esse projeto do papel. Abrimos uma espécie de “processo seletivo” e recebemos muitas histórias boas de muita gente com quem sempre quis trabalhar o que acabou resultando em uma coletânea de mais de 280 páginas! O resultado está muito bom e espero realmente que a campanha dê certo, pois a VHS merece ser lida!

A Nova Ordem, minha HQ que faz parte da coletânea é ilustrada pelo incrível Leopoldo Anjo, que trouxe exatamente a pegada oitentista que eu queria pra história. Aqui vemos um casal de heróis, Marreta e Ceifador, em direção a uma base alienígena de onde uma série de ordens mentais são enviadas para dominar a humanidade. É uma mistura de Eles Vivem!, Fuga de Nova Iorque e Thundercats. Coloquei de tudo um pouco das minhas referências adquiridas durante milhares de horas em frente à TV nos anos 80, além de, é claro, trazer a aventura pro nosso contexto atual. Se eu falar mais, vai estragar as surpresas, afinal é uma história curta.

8 – O Marcel também está em VHS, você fez a arte de “Controle de  Pragas Abençoado” que tem roteiro do estreante Hedjan Costa. Poderia falar um pouco sobre a história?

Marcel: Conheci o trabalho do Hedjan na antologia de contos de Terror “Narrativas do Medo vol 2”, onde fiz todas as ilustrações . Achei muito bacana ele se aventurar a também escrever quadrinhos. “Controle de Pragas Abençoado” é uma história que me divertiu muito trabalhar. Ela aborda o tema do machismo com toda uma estética “TRASH”. Acompanharemos  a dedetizadora Ângela em mais um dia normal de trabalho…rarararara. Não posso contar muita coisa, mas posso dizer quais foram algumas das minhas influências nessa Hq… Evil Dead, Ratos de Porão,Caça-Fantasmas,Tartarugas Ninja…rararara . VHS está MUITO bacana mesmo!

Arte de Canil

9 – Em termos de influências para escrever e desenhar, quais foram as maiores para vocês?

Rodrigo: Talvez minha principal influência seja meu já falecido tio-avô que me apresentou ao mundo das lendas e mitos do nosso folclore. Passei muitas horas em claro depois de ouvir suas histórias da época em que minha família morava na zona rural no interior. Também tenho muita influencia do j-horror e de Junji Ito, do body horror do David Cronenberg e do cinema crítico do John Carpenter. Os quadrinhos da EC Comics, os contos Edgar Allan Poe e Nelson Rodrigues e as músicas de Trent Reznor (Nine Inch Nails) e Maynard James Keenan (Tool) também acabam no meu balaio de referências e inspirações.

Marcel: É importante o artista beber em diversas fontes para ir sedimentando sua identidade. Apesar de trabalhar com Hqs há pouco tempo, tenho uma carga de experiência com pintura, ilustração, caricaturas e tudo acaba refletindo no meu trabalho de alguma forma. Vou tentar citar algumas das influências para meu trabalho. Na pintura, Cândido Portinari, Van Gogh, Goya e Bosch. Nas Hqs, Richard Corben, Flávio Colin, Júlio Shimamoto, Mutarelli, Walter Simonson. Na literatura, H.G Wells, Ray Bradbury, Monteiro Lobato, Dostoievski. 

10 – A Carniça Quadrinhos é bem querida por todos. Pela qualidade nas publicações e em suas histórias. Teremos alguns produtos relacionados às publicações? Como camisas, adesivos ou quem sabe até mesmo uma bebida alcoólica? Uma pimenta ia combinar legal…

Rodrigo: Já chegamos a conversar sobre isso. Estamos pensando em criar produtos que possam reforçar a marca e também recompensar nossos leitores que sempre nos acompanham. A ideia da camiseta e do boné já passou pela nossa cabeça, com o perdão do trocadilho, mas a ideia da bebida seria uma boa. Quem sabe um “Marafo Carniça” como a clássica cachaça que trazia o querido Zé do Caixão no rótulo? Alô fabricantes de pinga!

Marcel: Pois é, estamos ainda devendo nessa questão…mas são ideias que já conversamos e precisamos botar em prática. Em breve…quem sabe…

11 – Além de VHS e Canil, quais os próximos projetos de vocês?

Rodrigo: Para este ano, além destas duas HQs, também terei uma história minha publicada em Astrum Argentum de Aleister Crowley, da Draco, ao lado do grande artista e amigo Samuel Sajo. Para o ano que vem, além de mais um título do Carniça Quadrinhos, tenho planos de expandir o universo de Marreta e Ceifador com um álbum solo da dupla, novamente ao lado do Leopoldo Anjo, mas o projeto ainda está em fase de discussão sem data para lançamento.  E, se tudo der certo, quem sabe um segundo volume de VHS não pinta no Catarse ano que vem?

Marcel: Em 2019 já lancei a Hq “A Necromante” no primeiro semestre, agora em dezembro será lançada “Orixás” do roteirista Alex Mir, onde sou um dos desenhistas participantes, além das já citadas VHS e Canil. Para 2020 embarcarei na produção do álbum “João Verdura e o Diabo” do roteirista Lillo Parra (La Dansarina) , e faremos mais uma publicação pelo Carniça Quadrinhos que já está sendo definida conceitualmente. Tentarei participar de mais um volume da VHS, ou outras publicações de histórias curtas. Para 2021 quem sabe consigo lançar minha primeira HQ ,fazendo roteiro e arte. Muito café e trabalho por aqui….

 

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O devaneio do ‘pós-terror’, um movimento falso ou revolucionário?

Ao passar dos anos, os filmes de terror tem ganhado sua notoriedade. Corra! (2017) foi o primeiro longa do gênero à ganhar um Oscar. Temos o mais novo projeto do Robert Eggers, The Lighthouse (2019), que foi o vencedor no prêmio da crítica em Cannes, o festival mais importante de cinema. Com toda essa transformação no mundo do horror, o crítico do The Guardian, Steve Rose, criou um ‘movimento’ para a nova onda de filmes: O tão comentado “Pós-terror”.

Segundo Rose, o movimento é classificado como filmes de terror que saem do habitual. Sem os famosos jump-scares que grandes franquias usam (Invocação do Mal), sem litros de sangue sendo jorrados; sem ter os mesmos clichês e subvertendo o que o gênero estava saturando. Trazendo histórias e questões profundas como racismo (Corra!), a culpa religiosa (A Bruxa), a dor e o luto (A Ghost Story), desigualdade (As Boas Maneiras) entre outros. Porém, o problema da existência disso já começa daqui. Para entendermos e criarmos uma concepção sobre ‘o que é o terror?’, precisamos dialogar e falar sobre os subgêneros que esses filmes carregam.

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Desde o primeiro filme em curta metragem de terror, Le Manoir du Diable (1896), ganhávamos o gênero que viria se tornar um dos maiores e mais produzidos no cinema. Para se desenvolver e criar novas formas de assustar o público, o horror ganhou suas vertentes, e para decidirmos o que é o ‘pós-terror’ e entendermos se o argumento de Rose tem coerência, temos de analisar cada um:

• Físico (ou gore)
O gênero que é o mais difícil de ser visto por pessoas sensíveis por conter muito gore (violência, desmembramento explícito, canibalismo e etc). É um tipo de horror que vai lhe causar nojo e que necessita de muito sangue, muita violência visual, e isso não é necessariamente ruim. Filmes que se destacam nesse tipo de longa são Jogos Mortais e A Serbian Film.

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• Monstros
Drácula, Frankenstein, Lobisomem, Homem-Invisível, Godzilla, os mais icônicos nomes dos monstros do cinema. Durante a época de 20 até 60, a maioria dos longas eram sobre as monstruosidades, e todos tinham uma história moral e até profunda, dialogando com dualidade, guerra e outros assuntos. Dois memoráveis nomes desse tipo de longa são Cloverfield e Nosferatu (que receberá um remake dirigido por Robert Eggers).

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Assassinos (e Slasher)
Jason, Freddy Krueger e Michael Myers, chegou a hora de vocês! Utilizando dos subgêneros físico e psicológico, filmes desse tipo costumam brincar com a mente   dos protagonistas, apresentando assassinos frios e que são implacáveis, cometendo massacres usando armas brancas e deixando corpos por onde vão. Violência  gráfica aos montes e um terror para deixar tanto o espectador quanto os personagens totalmente aflitos. Grandes nomes desse gênero são Halloween e Chuck – O  Brinquedo Assassino, ambos receberam filmes na atual década.

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• Sobrenatural
Provavelmente um dos gêneros mais ricos da lista, podendo contar com seus vários tipos: bruxas, fantasmas, casas mal assombradas, found footage (que também pode ser encontrado nos outros subgêneros), e vários outros. Quando se fala de terror, o sobrenatural é o que simboliza tudo isso, e também o gênero que mais se popularizou em blockbusters, mantendo franquias, séries e bilheterias exorbitantes. Longas que marcaram e definiram o que é o sobrenatural no cinema são Atividade Paranormal e Invocação do Mal. Também podemos citar de um dos maiores e mais assustadores filmes dessa linha, O Exorcista.

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Psicológico
Ansiedade, calafrios, apreensão, tudo isso misturado em um filme para brincar com a sua concepção de verdade e mentalidade. Se os filmes destacados por Steve Rose como pós-terror tivessem que ser um subgênero, todos se encaixariam nesse. Com enredos extremamente bem trabalhados, histórias que tiram a zona de conforto de quem assiste, suspense e uma pitada de arthouse. Provavelmente esse é o gênero com mais filmes consagrados pela crítica e prêmios. Babadook, It – A Coisa, A Bruxa, Corra!, Eraserhead, O Iluminado, Suspiria e vários outros se destacam por seu diferencial e por serem ótimos filmes que constroem esse subgênero de ouro.


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Agora temos em mente os principais vertentes dessa longa história do terror no cinema, finalmente podemos dialogar. Com base no que sabemos, os gêneros podem se misturar, como A Bruxa ter elementos de um terror psicológico junto com o sobrenatural, e não há problema algum com isso. Agora, precisamos entender o que levou o crítico a usar o termo ‘pós-terror’.

Quando utilizamos a palavra ‘pós’ em qualquer coisa, significa que essa coisa está saindo do que seria tradicional, como por exemplo, pós-rock: Esse movimento se deu quando o gênero do rock se tornou algo mais experimental, bem distante daquilo que se ouvia na época de 1980. Geralmente, as bandas desse movimento são mais instrumentais do que vocais, mais uma diferença do tradicional. E pensando no contexto do ‘pós-terror’, o que Ao Cair Da Noite (2017), filme citado por Steve Rose, trás de novo? Já existem muitos filmes sobre grupos tentando sobreviver em cenários pós-apocalípticos. A Bruxa, Corra! e A Ghost Story trazem novas histórias, mas isso não significa que isso o torna revolucionário ao ponto de criar um movimento. Os elementos de cada subgênero ainda estão empregados neles, a tensão do Psicológico, o Sobrenatural, e o Assassino.

Temos as visões e os traços autorais de cada diretor nesses filmes, mas também não é algo que muda no terror, temos isso em filmes bem mais antigos, como em O Bebê de Rosemary. Um fato tanto curioso de se analisar, é que na matéria feita por Rose, ele apenas cita filmes mais puxados ao psicológico, e o que isso tem a dizer sobre o pós-terror? Uma classificação que exclui e que inferioriza.

Você diria que Halloween é ruim? Ou que Atividade Paranormal não deu uma nova visão do terror para o cinema? Pois bem, é exatamente isso que essa falsa ideia promove. É a mesma coisa que inferiorizar o gênero inteiro do terror e falar “Olhem! Agora os filmes de terror são bons, então vamos colocar um nome de pós e pronto. A partir de agora tudo é ótimo!”. No terror, temos espaço para falar de monstros gigantes, assassinos e também criar uma história menos convencional. Ao falar que um filme mais artístico, fora do convencional não é terror, e sim pós a isso, é como dizer que ser chamado de terror é um insulto, como se o gênero fosse falho. Cada tipo de filme, cada tipo de gênero merece sua atenção, artístico ou não, todos podem ter sua importante para moldar o que de fato define o que é terror.

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Em conclusão: Não, ‘pós-terror’ não existe, o terror não mudou nada nos últimos anos. E não merece ser difamado por conta dos novos longas e novas visões. Fãs sabem que um bom filme, sendo de qualquer subgênero, é terror e ponto. Devemos respeitar os clássicos, aprender com eles, toda essa abordagem de histórias complexas, enredos bem construídos e a questão artística já está desde o inicio dos primeiros longas. Agora, é aguardar mais e criar esperanças para que o terror continue sendo muito bem trabalhado, admirado e expandido.

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Resenha | Big Baby

Tony não costuma brincar na rua, tem um único amigo e uma aparência que faria qualquer garota tomar distância considerável dele. A maior diversão encontrada por ele é se fechar em seu mundo alimentado por seus brinquedos, quadrinhos e filmes de terror que precisa assistir escondido de seus pais. Criado em sua própria bolha, começa a ter dificuldades quando esta estoura e passa a respingar na vida real que, para ele, apresenta sempre fortes referências à sua bagagem cultural.

Assim, temos quase 100 páginas de quadrinhos que revivem casos clássicos que fazem parte do cotidiano norte-americano. Mas aqui, no lugar da falsidade dos vizinhos e urina dos convidados para o churrasco de fim de semana, a piscina guarda um segredo que só se vê no cinema trash, a babá irresponsável pode se arrepender de não seguir à risca sua chance de dinheiro fácil e os pais de Ricky Bellows teriam uma formidável companheira para o chá da tarde caso Pamela Voorhees quisesse compartilhar as peripécias de seu querido filho Jason.

Charles Burns desde cedo já despontava como um mestre do chiaroscuro. Sua arte ao mesmo momento que resgata o clássico, se torna atemporal. Burns já estava pronto em seu traço, mas não em seu roteiro. As histórias de Big Baby são medianas comparadas ao que se veria em Sem Volta ou Black Hole, este último claramente o resultado final da ideia que começou no tomo Peste Juvenil de Big Baby onde, assim como em Black Hole, uma doença é transmitida entre adolescentes através do sexo.

Tony é a bizarra encarnação das aventuras de seu autor quando jovem. Seus medos, a descoberta dos quadrinhos, os prazeres e perigos da leitura de material impróprio para sua idade, a curiosidade de descobrir por que era diferente dos seres mais velhos… Tudo está ali e nos brinda com o que muitos já passaram nessa idade. Inclusive quem agora redige esse texto. Apesar de tudo, a passagem de Tony pelo papel foi curta: Seu pai o criou para apenas 4 histórias entre 1983 e 1991. Se considerar a primeira somente introdução, podemos dizer que foi apenas trilogia. Big Baby teve uma morte prematura.

Poucos vão lembrar, mas essa não é a primeira vez que Big Baby aparece no Brasil: sua primeira história de apenas duas páginas foi publicada na revista Animal nº1 da editora VHD Diffusion em 1988. Agora, a Darkside nos traz em edição única todas as aventuras do garoto com feições que misturam um lagarto e o clássico Pinduca compilada em livro de capa dura com comentários do autor e extras.

IMAGEM: guiadosquadrinhos.com

Big Baby satisfaz a quem sente saudades de quando tinha entre 7 e 14 anos. Período perigosamente saudosista que insiste em não sair de nossas memórias e atitudes. Somos moldados justamente nesse período e, se tivermos as mesmas desventuras que Tony, as cicatrizes podem ser eternas.

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Resenha | Isto Não é Um Assassino

Já habitual referência nas histórias em quadrinhos europeias, René Magritte aterrissou nos quadrinhos brasileiros de forma surpreendente. O pintor surrealista já havia sido retratado recentemente por aqui em Óleo Sobre Tela, lançado em outubro de 2018 por Aline Zouvi e agora, pela Sesi-SP Editora, revela o então desconhecido Hugo Aguiar e um lado antes oculto de Gustavo Machado.

O barulho de um raio pode causar medo; Uma imagem pode causar medo; O pensamento no desconhecido pode causar medo. E bem aqui está a estratégia traçada pela história: A ausência total de texto, inclusive de onomatopeias. Palavras surgem apenas em uma conversa inicial e interlúdios.

O protagonista é justamente Magritte e seus conturbados pensamentos são a obra do horror nessa HQ. Seus quadros voltam contra si e sua vida e não há como escapar de seu cachimbo que não é cachimbo ao seu reflexo no espelho em outra perspectiva. A quantidade de referências é absurda e várias delas são inclusive difíceis de reconhecer logo de cara para quem não acompanha arte. Não que seja um problema, pois todas são explicadas ao fim da edição.

Já veterano, Machado se tornou conhecido no meio como ilustrador dos Quadrinhos Disney, Trapalhões e Turma do Arrepio, esta última um dos poucos registros populares em suas obras relacionadas ao terror, mesmo que para o público infanto-juvenil. Aqui, sua arte surpreende e muito. Seu traço é tão diferente nesta HQ que facilmente sua identidade poderia se passar por um heterônimo. É uma grata surpresa aos que se acostumaram ao seu traço mais alegre.

Surrealismo não é feito para entender, mas para sentir. De Magritte à Glauber Rocha, tentar explicar o inexplicável se torna uma armadilha. Cada um tira sua conclusão das obras dessa escola ao fim das contas.

A história é curta. Aconselhada para leituras rápidas, mas que renderá pesquisas muito maiores a quem se interessar pela obra do pintor à partir de então.

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Da Lama ao Caos, do caos a Lama nasce o revide da natureza

Lá pelo ano de 1564, a Capitania de São Vicente, teve um encontro bizarro e apavorante com um monstro que saía da água. Era o Ipupiara, o demônio d’água.

Em 05 de novembro de 2015, o rompimento da barragem da Samarco, provoca o maior desastre ambiental da história do Brasil. Derramando mais de 40 milhões de metros cúbicos de lama de minério em um vale, na área rural de Mariana, devastando povoados. Mais de 200 famílias perderam suas casas e 19 pessoas morreram. Até hoje ninguém foi condenado por esse crime.

“Ô Josué eu nunca vi tamanha desgraça. Quanto mais miséria tem, mais urubu ameaça.” (Da Lama ao Caos – Chico Science & Nação Zumbi)

Partindo desse verso dito pelo saudoso Chico Science no icônico disco Da Lama ao Caos (1996), é por onde segue a linha da trama de Lama, nova HQ de Rodrigo Ramos e Marcel Bartholo. Em uma incrível junção de ficção histórica, folclore e horror à la Lovecraft, é contada a história de uma pequena cidade que foi acometida por um desastre no estilo de Mariana. Nessa cidade vivem, ou sobrevivem, Jorge, um pequeno agricultor, e Maya, dona de uma pousada à beira da falência. Ambos insistem em permanecerem na cidade, mesmo depois de da tragédia, acreditando que um dia tudo irá melhorar.

Acontece que Lama é uma história sobre o revide. Sobre vingança. E o PUNCH vem da natureza. Uma força ancestral aparece para condenar os homens pela destruição do seu local de repouso. E ela usa os próprios homens como instrumentos para sua macabra vingança.

Algo como o ciclo que vivemos, já não é de hoje, mas sem monstros físicos (será que não existem mesmo?). O homem destrói a Terra, nisso ficamos escassos de recursos naturais, é a vingança, em forma morta. Mas isso é uma outra conversa, apesar de ser uma excelente analogia com a HQ.

“Se acabar não acostumando. Se acabar parado calado. Se acabar baixinho chorando. Se acabar meio abandonado.” (Segue o Seco – Marisa Monte)

Lama implica em cutucar mais fundo possível onde a esperança terminou. O cenário desolado da pequena cidade, muito bem ditado com a arte de Marcel Bartholo em preto e branco, remete melancolia e a falta de um futuro melhor. O povo tem a cara castigada e cansada assim como as ruas e prédios do local. Jorge é a personificação ideal da cidade. Ele tem o semblante entristecido e o olhar profundo da desesperança, assim como o povo vai abandonando a cidade. Jorge também foi abandonado. A cidade é orgulhosa, e repreende os que causaram o seu apocalipse ambiental. Como Jorge segue orgulhoso e não quer abaixar a cabeça e ão quer depender das pessoas que deixaram tudo ser destruído. Assim como a cidade ainda tenta respirar pelo amor dos que ficaram, o amor tenta fazer Jorge respirar. Maya é o porto que segura Jorge ali no lugar.

A trama de Lama vai desbravando em duas frentes, uma no passado e outra no presente. Falando sobre a lenda de Ipupiara e sobre a pequena e condenada cidade. Com uma narrativa gráfica bem diferenciada do que normalmente estamos acostumados a ver, as sequencias tem tons dramáticos e causam até uma certa “ânsia” dentro de nós. Os quadros seguem dos mais diversos tipos, algo que se vê também em Carniça, HQ da dupla de autores (se não leu, corra para ler), e dita uma regra artística, mas ao mesmo tempo não se apegando muito nela, pois ao decorrer da leitura, os quadrinhos vão se diferenciando, mas continuando o mesmo estilo.

Os momentos de terror de Lama são de meter medo mesmo. Com requintes de suspense psicológico, de gore e de pavor. A história não nega ao leitor o que ele veio buscar ao adquirir a HQ. Pela bela capa sabemos o produto que temos em mãos, e ele não decepciona. O roteiro de Rodrigo Ramos nos transporta para aquele cenário angustiante e sem esperança. Eu ousaria falar que temos pitadas de Lovecraft com Monstro do Pântano e tempero brasileiro. A arte de Marcel Bartholo faz a ponte para esse cenário escrito, com tons de lápis alternando para o nanquim, ditam a mudança entre passado e presente. No passado, as imagens são mais claras. Quando a trama vira a chave para o momento presente, a arte fica mais escura, pesada. Contribuindo com o clima sem esperança da pequena cidade e a dupla de personagens principais.  Mas, não pense que Lama não tem seus suspiros de esperança. O amor é forte em todos os lugares. Até no meio da Lama. E ele tenta florescer no meio do caos como uma flor de lótus.  Só que o caos é forte.

O projeto é uma publicação do selo Carniça Quadrinhos, que leva o nome do primeiro trabalho da dupla, Carniça (2017). O selo foi formado para hospedarem suas futuras histórias de horror. Para adquirirem seus exemplares, entrem em contato na página do facebook da Carniça Quadrinhos.

Lama tem formato 21 x 28 cm, 48 páginas e papel couché fosco. Rodrigo Ramos e Marcel Bartholo estarão na mesa G37 do Artist’s Alley, na CCXP 2018, que acontece entre os dias 6 e 9 de dezembro.

 

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A Cor | HQ baseada em conto de Lovecraft está em campanha no Catarse

O romance gráfico A Cor, está em campanha de financiamento coletivo no Catarse. A trama é livremente inspirada no conto A Cor que Veio do Espaço, do escritor norte americano H.P. Lovecraft.

Na história, o ambicioso advogado Henry Page recebe a missão de investigar a relação entre uma misteriosa contaminação atingindo as fazendas na região de Arkham e a construção recente da represa hidrelétrica local. Quando chega à cidade, Henry descobre a história de horror envolvendo o “Descampado Maldito”, propriedade rural marcada pelas mortes da família Gardner, ocorridas após a queda de um meteoro no local, quarenta anos antes. A investigação arrasta o advogado para uma espiral de horror, que põe em risco sua vida e de sua família.

 

Escrita e desenhada por Rodrigo Fonseca, A Cor é uma HQ que busca ser atrativa tanto para os fãs das histórias e quadrinhos como aos leitores de contos de horror e suspense. Considerada pela crítica e pelo próprio autor, como uma de suas obras mais impactantes, o conto A Cor que Veio do Espaço (1927) é também um dos textos mais adorados por nomes como Jorge Luis Borges, Clive Barker e Alan Moore.

A Cor tem formato 21 X 30 cm, lombada quadrada e 96 páginas coloridas. A colorização e as letras estão a cargo de Dreyfus Soler. Para saber mais sobre valores, recompensas e como apoiar clique AQUI.

 

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Blood – Uma História de Sangue está sendo relançado no Brasil

Um clássico dos quadrinhos de terror está sendo relançado ao Brasil pela Editora Pipoca & NanquimBlood – Uma História de Sangue criação de J.M. DeMatteis e Kent Williams chega ao país em uma belíssima edição de luxo. Originalmente publicado pelo selo Epic Marvel em quatro partes no ano de 1987, a história teve um relançamento pelo selo Vertigo em 1996. No Brasil, a Editora Abril publicou a história entre os anos de 1990 e 1991.

Blood – Uma História de Sangue apresenta uma jornada metafórica pelos caminhos do interminável ciclo da vida para encontrar as sementes da redenção e do amor eterno. Confira abaixo a capa e uma prévia a edição de luxo:

 

Um bebê é encontrado por uma jovem em um rio e criado até o início da idade adulta, quando é deixado aos cuidados do Monastério para ser iniciado nos ensinamentos de Deus. Quando o rapaz descobre que não é a mão divina que escreve os livros que regem sua doutrina, mas sim a de seu mentor, ele se sente traído e parte, mas não sem antes assassinar o homem, em um acesso de fúria. Sem rumo certo, ele dá início a uma jornada de autoconhecimento, até se deparar com uma tribo de vampiros em uma floresta que, contra a sua vontade, o transforma em um deles. Nesse dia nasce Blood, o vampiro…

Blood – Uma História de Sangue tem formato 26,6 X 17,6 cm, 196 páginas e a edição da Editora Pipoca & Nanquim reúne os quatros capítulos da minissérie original.