Em um depoimento para o site Playlist, Paul Bettany revelou que no momento, não possui mais contrato com a Marvel Studios.
”Eu não tenho um contrato e não sei de nada, de nada mesmo. WandaVision está sendo indicada no Emmy, como uma série limitada, então, acho que não terá uma segunda temporada. Ainda não discutimos sobre o futuro do Visão Branco no MCU”.
No final de WandaVision, a versão branca do sintozóide foge para um lugar não revelado, após descobrir que ele é o verdadeiro Visão.
Paul Bettany faz parte do MCU desde 2008, quando emprestou a sua voz para a inteligência artificial de Tony Stark, J.A.R.V.I.S.. Entretanto, apenas em 2015 ele começou a dar vida ao Visão.
Para futuras informações a respeito do Visão, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.
Esta publicação está sendo escrita logo após o segundo episódio da série da Marvel,Falcão e Soldado Invernal, mas não teremos spoilersdesta série, mas sim de WandaVision. O que falarei aqui é uma opinião a respeito das séries, assim como qualquer outra opinião ela pode ser mudada no futuro. Caso aconteça vocês saberão, ou não.
A primeira coisa a se falar é que as séries da Marvel são boas, de fato, assim como aquelas que foram canceladas pela Netflix, Demolidor, Jéssica Jones, Luke Cage, O Justiceiro e Punho de Ferro e OsDefensores (estes dois últimos nem tanto). Até por que se não fossem boas teriam sido canceladas na primeira oportunidade, sem segundas temporadas (algumas), e não após a Disney anunciar um serviço de streaming próprio. Certo?
Mas o que tenho a falar aqui não envolve só as séries, envolve os filmes da Marvel também, até pelo fato desses apêndices serem comercializados como Universo Cinematográfico da Marvel – MCU ou parte dele. A questão aqui é o simples fato das séries serem boas, mas não acrescentarem em nada o desenvolvimento dos personagens que já conhecemos das telonas. Quando falo de desenvolvimento, é literalmente o seu sentido completo, como crescimento, evolução, progresso, e não de informações sobre o personagem passado para nós. Porque isso é passado, o que passamos a conhecer mais, durante a série sobre determinado personagem nada mais é, aquilo que ele já passou. Poderíamos não saber a respeito, mas ele já sabia e tudo o que ele é naquele momento (presente da série), é resultado deste passado. Assim como todos os eventos que nos levaram a ser como somos hoje.
Pegando WandaVision como exemplo, já que a série foi finalizada e foi a primeira a ser lançada nesse novo modelo adotado pela Marvel, podemos dizer que a protagonista Wanda não evolui durante a série. “Como assim? Tudo que ela passou durante a série não a fez evoluir?” Correto, não evoluiu. Ao final de Vingadores Ultimado, Wanda termina seu pequeno arco em luto pelo seu namorado/marido/esposo Visão, até que começamos a série com ela enfrentando estas mesmas dificuldades, porém com o acréscimo de tentar gerir tudo aquilo que ela esta provocando, manipulação mental dos cidadãos da cidade e cárcere (além de toques na manipulação da realidade). “E como ela evoluiria na série?” Primeiramente, ela passaria pela fase de luto, compreenderia que seus poderes usados de forma não responsável podem causar um dano gigantesco. E como terminamos a série todos nós que assistimos a série sabemos, de luto pelos seus filhos que só existiam dentro da sua realidade criada dentro do domo, e pelo Visão que nunca retornou dos mortos de fato.
Então entra o questionamento, mas o Visão passou suas lembranças para o Visão Branco, a Wanda teve contato com Agatha outra bruxa e aprendeu novos truques (nas hqs ela é inclusive a professora de Wanda Maximoff nas artes mágicas), e ao final estava estudando com o livro pego desta bruxa. De fato temos essas questões que são facilmente explicadas. A primeira é que o Visão Branco era um projeto secreto dentro da S.W.O.R.D – E.S.P.A.D.A, e só quem o viu foram Wanda, Visão, Monica Rambeau, EMT e Darcy. Além do fato dele ter desaparecido após a conversa de Barco de Teseu com Visão original, o que nós leva a necessidade de uma explicação por parte destes personagens para o alto escalão de personagens do Universo Marvel. Se há explicação não há evolução.
Nós temos que entender que séries e filmes mesmo dividindo o mesmo universo, são produtos para mídias e públicos diferentes, claro que existem aqueles grupos em comum, mas não idênticos – veja o pequeno gráfico que montei para explicar melhor. Imagine a confusão que a Marvel causaria no público comum (público que é alvo da Marvel), podendo causar um desinteresse, ao apresentar uma Wanda completamente diferente em uma sequencia cinematográfica, entretanto é fácil mostrar que ela simplesmente agora tem um novo uniforme, como qualquer outra super-heroína que muda de uniforme ou de visual todo filme, e que ela agora tem um livrinho pra estudar. Bem simples, sem precisar resumir a temporada inteira os acontecimentos etc. Mas o ponto é que no final das contas ela se encontra no mesmo estado, com psicológico abalado, e agindo de forma emocional, do mesmo jeito em que terminou o último filme em que participou. Ou seja, nesse ponto de vista que compartilho, não houve evolução da personagem.
1 – Público fervoroso (As vezes estou nesse, ou no 3). 2 – Público importante para o streaming. 3- Público Importante para os cinemas. 4 – Público mais recente, que pode ou não ter começado a acompanhar o MCU recentemente.
Um outro exemplo, bastante engraçado, já que faremos um exercício de pensamento inverso, é falarmos de OVAs e filmes de animações japonesas, animes. Me desculpem aqueles que possuem um conhecimento maior em relação a este tipo de mídia, mas aqui vou falar de forma fácil e genérica para demonstrar o ponto da evolução da história.
Um OVA (Original Video Animation), ou filme baseado em animes, normalmente são lançados fora da plataforma original deste anime, geralmente são spin-offs, e não possuem relevância significativa com a história principal. Mas possuem um enredo que trabalha mais o passado de cada personagem, trabalha alguma informação nova, mas que ao voltar para o anime, demandará de explicações. Ou seja, considerando os filmes da Marvel como um anime, que possuem dentro de cada obra seu desenvolvimento de personagens e trama, as séries podem ser encaixadas como esses spin-offs que sim, agregam. Mas não interferem na história principal que é o que temos no cinema.
Se pararmos para analisar de forma fria, até mesmo alguns filmes funcionam desta maneira. Como é o caso do Incrível Hulk com Edward Norton no papel de Bruce Banner, os primeiros filmes de Thor e Capitão América. Todos eles foram implementados de formas independentes, com pequenos easter eggs que os fãs mais fervorosos puderam perceber, e só depois de estabelecidos de forma correta, passaram a ter uma importância maior na timeline do Universo Cinematográfico da Marvel – MCU.
Pode ser, que as séries conversem entre si de forma mais concreta no futuro, e que eles realmente interfiram nos cinemas (o que acho difícil), mas no momento, com o material que temos em mãos isso não está parecendo possível.
Contudo, eu não desmereço as séries, muito pelo contrário, quanto mais conteúdo melhor, até porque sem elas eu não estaria escrevendo esta matéria. Sou consumidor, e admiro este trabalho que a Marvel faz, com relação a entender o seu público alvo de cada mídia, o que a faz grandiosa. Esta publicação serve para responder algumas perguntas daqueles que tem medo ou dúvidas do futuro que a Marvel está montando. “Será que vou precisar assistir todas as séries?” “Será que tudo vai ficar diferente de uma hora pra outra?” A resposta é simples, e direta. Não! A Marvel, sabe o que faz e não vai sair mudando tudo que ela construiu em mais de 10 anos de trabalho duro nos cinemas. Pode ficar tranquilo!
Após um ano sem produções da Marvel Cinematic Universe, fomos presentados com WandaVision, a primeira série do universo lançado na Disney Plus. Fugindo bastante da fórmula vista nos longas, o título tem sua premissa executada de forma excelente por meio de uma homenagem à televisão norte-americana em seus episódios e mostra o grandioso e promissor futuro da Marvel no novo serviço de streaming, que já conta com diversas séries confirmadas para expandir o grandioso universo apresentado nos cinemas.
Entretanto a produção e os atores criaram expectativa demais por meio de entrevistas no decorrer da série prometendo maior duração nos episódios finais, maiores surpresas para o futuro no audiovisual da Marvel e participações especiais – tal como a que ocorre no final da temporada de The Mandalorian. Toda essa expectativa resultou em diversas teorias semanais criadas pelos fãs, onde tais debates acabaram sendo melhores do que a conclusão da série em si que desperdiça seu enorme potencial em meio a um final apressado e levemente preguiçoso.
A trama de WandaVision segue após os eventos de Vingadores: Ultimato onde Wanda Maximoff acaba sequestrando uma cidade ao formar um domo em seu redor e trazendo o seu amor, Visão, de volta a vida. Dentro da cidade, a feiticeira cria uma simulação que no decorrer dos episódios transita entre as diversas épocas da televisão norte-americana como uma forma de contar sua história e de homenageá-la. Enquanto isso, coisas estranhas começam a acontecer dentro do domo e em seu exterior uma equipe tenta desfazer todo o caos que Wanda está promovendo com seus poderes. O roteiro funciona bem para atingir o objetivo do seriado: desenvolver os poderes e a personalidade da Wanda junto com relação entre os dois personagens de forma superior ao que foi feito nos últimos longas, porém apresenta alguns deslizes durante os episódios e principalmente na conclusão do título.
A partir do quarto episódio, quando o seriado começa a transitar entre o interior e o exterior da cúpula, observa-se a necessidade do roteiro em querer explicar tudo diversas vezes ao mesmo tempo que não explica quase nada em certos momentos. Com isso, em seus dois últimos episódios, o show sofre uma conclusão rápida com uma batalha final bem medíocre e com o desfecho de um personagem em específico extremamente decepcionante, desperdiçando uma oportunidade de ouro para desenvolver o mesmo e a ideia central do multiverso. Mas ao mesmo tempo que a conclusão foi meia-boca, ela funciona com o que a série propõe e faz com que seu desfecho seja satisfatório.
A montagem dos episódios foi feita de forma excepcional e na medida certa, onde os três primeiros episódios homenageiam os seriados antigos e a partir do quarto começa a transitar entre os dois pontos da série. O que deixou a desejar foi a duração: cada episódio apresenta certa de trinta a quarenta minutos onde apenas dez são de créditos, isso contribui para o que foi dito acima a respeito da conclusão ter sido rápida. Caso a duração fosse prolongada mais tal como prometeram nos últimos episódios, o problema poderia ter sido facilmente resolvido.
Elizabeth Olsen está perfeita no papel de Wanda, entregando aqui sua melhor atuação até então no papel da personagem – não que antes estivesse ruim, mas com os holofotes voltados para ela e com o desenvolvimento perfeito da protagonista no decorrer da série, sua atuação no seriado se destaca dos demais títulos da produtora. E o mesmo pode ser dito para Paul Bettany, inclusive a química entre os dois é sensacional e bem trabalhada em tela durante todos os nove episódios.
É inegável que WandaVision deu o empurrão inicial para as séries da Marvel na Disney Plus, apresentando a mesma qualidade vista em um filme e fugindo da fórmula apresentada ao longo dos anos. Imagina-se que as futuras séries da plataforma de streaming sigam o mesmo rumo, principalmente Loki: o vilão adorado por muitos fãs em breve estará chegando e imagino que sua série tenha a mesma repercussão que WandaVision teve nesses dois meses. Por outro lado a próxima a ser lançada neste dia 19 é O Falcão e o Soldado Invernal, seriado de ação da dupla que ao mesmo tempo que aparenta ter uma fotografia incrível e cumprir o que vende, também aparenta ser uma série que não alcançará o que esta conseguiu. Entretanto aparenta ser também uma incrível expansão do que foi apresentado em tela nos últimos dez anos de MCU, dando destaque e desenvolvimento aos dois protagonistas com a mesma qualidade vista nos filmes. O futuro é promissor, tanto das séries como dos filmes – agora vamos torcer para que seja de fato.
Então, é bom?
Sendo uma produção diferente do que foi visto nas últimas películas do estúdio, WandaVision foi uma incrível surpresa da Marvel no novo serviço de streaming e, por mais que os três primeiros episódios tenham sido levemente arrastados, eles cumpriram seu papel e a composição da série ficou incrível. É uma série que acrescenta em muito no desenvolvimento da personagem – que até então não tinha tido tanto destaque nos filmes do MCU, e na relação entre Wanda e Visão.
Foram oito semanas de teorias criadas pelos fãs após o final de cada episódio e expectativas criadas pelas entrevistas dadas pelo elenco, no fim, quase nada se cumpriu e o final dividiu opiniões entre quem criou expectativas acerca dos debates criados e se decepcionou e por quem não criou nada e se surpreendeu com a conclusão. O final da série é levemente problemático por parecer ter sido executado de forma apressada em seu último episódio, onde observa-se claramente o receio por parte do roteiro de querer explorar certos assuntos e de se aprofundar em outros que a série abriu brechas durante sua temporada. Acaba que a conclusão é medíocre, mas satisfatória ao que é mostrado na série e funciona em harmonia com toda a trama – abrindo também uma porta para o brilhante futuro da personagem no universo e cumprindo seu papel com maestria. Com mais tempo de episódio e coragem por parte do roteirista de abordar certas temáticas e ganchos, com toda a certeza sua conclusão poderia ser melhor.
Por fim, WandaVision é uma série excelente e com uma qualidade absurda, que serve perfeitamente como um prólogo para o que está por vir na sequência de DoutorEstranho, no futuro do universo cinematográfico e como o pontapé inicial para as séries seguintes na Disney Plus. Agora nos resta esperar para que O Falcão e o Soldado Invernal, que tem seu lançamento previsto para daqui a duas semanas, consiga expandir o universo da mesma forma e entreter no mesmo nível.
Em entrevista ao GMA, o ator Paul Bettany confirmou que o cameo secreto de WandaVision era ele mesmo como o Visão Branco. Bettany provocava que a série teria um personagem secreto interpretado por um ator que ele sempre quis contracenar.
“Eles estavam adivinhando pessoas como Benedict Cumberbatch, Patrick Stewart, eu estava pensando, ‘Eles vão ficar muito desapontados quando descobrirem que sou eu.’”
Vale mencionar que há um ano atrás, foi revelado que o Doutor Estranho estaria presente na produção (para mais informações, clique aqui).
Paul Bettany confirms the major #WandaVision cameo he was hinting at was himself: “They were guessing people like Benedict Cumberbatch, Patrick Stewart, I was thinking, 'They’re gonna be so disappointed when they find out it's me.’”
Após a morte do Visão e dos eventos de Vingadores: Ultimato, a Feiticeira Escarlate criou uma realidade perfeita para si mesma, onde o seu amado está vivo e saudável, além de ter dois filhos com ele. Entretanto, a personagem não contava que um mundo perfeito, traria consequências drásticas para o multiverso.
Para futuras informações a respeito de WandaVision, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.
Em um depoimento para o Digital Spy, o ator Paul Bettany afirmou que o quarto capítulo de WandaVision será de explodir cabeças.
“Acho que a razão pela qual eles mostraram à imprensa apenas os três primeiros episódios, é porque o capítulo quatro é de explodir cabeças. É uma troca de perspectiva muito divertida e acho que muita coisa será entendida neste momento”.
O episódio ira ao ar amanhã (29/01/2021) no Disney+.
Após a morte do Visão e dos eventos de Vingadores: Ultimato, a Feiticeira Escarlate criou uma realidade perfeita para si mesma, onde o seu amado está vivo e saudável, além de ter dois filhos com ele. Entretanto, a personagem não contava que um mundo perfeito, traria consequências drásticas para o multiverso.
Para futuras informações a respeito de WandaVision, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.
A Marvel Studios divulgou um novo teaser de WandaVison, no qual revela a música tema do seriado, composta por Kristen Anderson-Lopez and Robert Lopez, que também são os responsáveis pela trilha sonora de Frozen.
Após a morte do Visão e dos eventos de Vingadores: Ultimato, a Feiticeira Escarlate criará uma realidade perfeita para si mesma, onde o seu amado está vivo e saudável, além de ter dois filhos com ele. Entretanto, a personagem não contava que um mundo perfeito, traria consequências drásticas para o multiverso.
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Foi revelado por meio do MCU Direct, que WandaVision contará com uma cena de jantar inspirada em Visão de Tom King.
A reunião acontece em Visão #7 e conta com a presença de Wanda, Visão, Agatha Harkness, Wonder Man, Mercúrio, Bova Ayrshire, e Whizzer.
Até o momento, sabe-se que apenas Agatha estará presente no jantar, mas que deve contar com algumas surpresas.
Após a morte do Visão e dos eventos de Vingadores: Ultimato, a Feiticeira Escarlate criará uma realidade perfeita para si mesma, onde o seu amado está vivo e saudável, além de ter dois filhos com ele. Entretanto, a personagem não contava que um mundo perfeito, traria consequências drásticas para o multiverso.
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A série exclusiva do Disney+ Visão & Feiticeira Escarlate, pode ser inspirada em Pouco Pior que um Homem, HQ do Visão que chegou em 2018 no Brasil pela Panini com roteiro de Tom King (Senhor Milagre).
Em Pouco Pior que um Homem, acompanhamos a rotina do Visão e sua família, composta pela sua esposa Virgínia e por seus filhos gêmeos Viv e Vin. Todos herdaram sua aparência. Seus poderes. E compartilham de sua grande ambição: a necessidade incessante de ser normal. Eles são a família da casa ao lado, e têm poder para matar todos nós.
A especulação faz sentido, já que anteriormente, Tom King afirmou que estaria dando uma breve pausa nas histórias do Batman para ser consultor de uma série televisiva que não estava autorizado a dar nomes.
E mais, segundo o THR, a roteirista de Capitã Marvel e do vindouro filme da Viúva Negra, Jac Schaeffer, que além de ser produtora executiva do seriado, irá roteirizar todos os episódios.
Os heróis apareceram pela primeira vez em Vingadores: A Era de Ultron e posteriormente, deram as caras em Capitão América: Guerra Civil, Vinhadores: Guerra Infinita e no vindouro Vingadores 4.
Para futuras informações a respeito do serviço de streaming da Disney, fique ligado (a) aqui, na Torre de Vigilância.
A Marvel Studios através do Deadline, confirmou que Visão e Feiticeira Escarlate será o título da minissérie da heroína feita em conjunto com seu interesse amoroso exibida através do Disney+.
A produção será comandada por Kevin Feige e terá os atores Elizabeth Olsen e Paul Paul Bettany nos papeis principais, que também dão vida aos personagens na telona. Já estão confirmados seriados dos personagens Loki,e uma produção em conjunto dos heróis Falcão e Soldado Invernal.
Os heróis apareceram pela primeira vez em Vingadores: A Era de Ultron e posteriormente, deram as caras em Capitão América: Guerra Civil, Vinhadores: Guerra Infinita e no vindouro Vingadores 4.
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Finalmente chegou ao Brasil o tão comentado e elogiado arco de Tom King para o vingador Visão. A reformulação do personagem nas mãos do escritor trouxe um vendaval de inovações na mitologia do personagem, que muitas vezes só ganhava importância quando Ultron voltava a ser uma ameaça pela enésima vez ou quando estava nos braços da Feiticeira Escarlate. Venhamos e convenhamos, Visão sempre fui um dos personagens do segundo escalão dos Vingadores. Que teve uma origem fantástica, mas com o passar do tempo, fosse por desinteresse da Marvel ou dos roteiristas, nunca ganhou algo tão incrível como o que Tom King fez.
A história suburbana criada por King é uma mistura de filmes de suspense, ficção cientifica e comédia de erros no estilo de Fargo. Engana-se quem pensa que se trata de uma simples história de super-heróis, assim como fez em Xerife da Babilônia, Tom King cria um trilher que caberia muito bem no cinema, obviamente usando outros personagens e contextos. As reviravoltas existentes durante toda a história fazem o leitor perder o fôlego, e cria uma simpatia com os personagens.
A simpatia pelo Visão não é algo que ocorre de imediato. Algo normal se levarmos em consideração que ele sempre foi um personagem frio. E Tom King deixa isso bem explicito. Ele na verdade é até um tanto ausente. Por causa dos seus trabalhos, uma critica velada no roteiro para as famílias que vivem longe dos pais. Mas com o andamento da história, o Visão vai se apresentando um personagem protetor. Um pai de família zeloso, que acabamos criando laços. Mas os grandes protagonistas são a sua esposa Virginia e seus filhos Viv e Vin. Muitas vezes a torcida cresce dentro do leitor para o trio.
Tom King em diversas vezes, meio que cria uma armadilha para o leitor, o colocando em uma zona de conforto dentro da leitura, mas do nada, aparece uma arapuca. Seja na trama principal, ou seja, na hora de lidar com a emoção dos personagens. A Família Visão não apresenta emoções tão facilmente, a não ser quando estão sendo teatrais para vizinhos, mas sentimos, vindo dos personagens, coisas como alegria, fúria, amor, solidão e decepções. Como quando o Visão descobre que seu trabalho junto a Casa Branca não é remunerado e ele se preocupa com e renda familiar. O modo que é colocado, sentimos a decepção do personagem por isso.
Visão criou a sua família e se mudou para um subúrbio. Ele tem um ideal de ter uma vida normal com os vizinhos, trabalhando como contato dos Vingadores na Casa Branca, os filhos frequentando a escola. Mas não existe vida normal para super seres. Em um momento em que o patriarca está fora, o vilão Ceifador ataca a casa, e feri a filha Viv. Virginia então mata o agressor e o enterra no quintal. Então alguém (como no filme Janela Indiscreta) a filma fazendo isso e começa uma chantagem e o jogo dos erros sucessivos.
O texto visceral, que há muito tempo eu não via em um personagem da Marvel Comics, constrói o fato da Família Visão tentar ser o mais normal possível, as conversas familiares são de pessoas normais, mas o dialogo construído está longe disso. Eles se são figuras circenses aos olhares das pessoas próximas, e também alvo de preconceitos. Algo decorrente durante arco, mas que não é o principal tema. O tentar ser normal, tentar levar uma vida normal é o que nos faz pensar sobre o arco de Visão. Quantas e quantas famílias que vivem com diversos problemas internos tentam passar uma vida rotineira para quem está de fora?
O ato final estampa na cara do leitor que ainda é, apesar de todo o contexto diferenciado, uma história com personagens super-heróis. Mas o final, que é digno de um grande filme de suspense e com uma revelação incrível, bate na nossa cara a grande obra que é. Tom King realmente acertou no ponto certo em Visão, coisa que ainda falta fazer na sua mensal do Batman.
Os desenhos de Gabriel Hernandes Walta apresentam personagens com belos traços humanos e variadas expressões dignas de vencedores de Oscars, mas no o resultado final é bem comum. Mas não que seja por culpa do desenhista, mas o projeto em si, como a própria história pede, tem um ar de “normalidade”. A série tem menos ação que um gibi de heróis teria, com bastantes diálogos e situações de cotidiano. Acaba meio que indo no automático em alguns momentos.
Lançado originalmente em 12 edições, a Panini publicou em dois volumes, Pouco Pior Que Um Homem (Vol 1) e Eu Também Serei Salvo Pelo Amor (Vol. 2), essa fase de Tom King na HQ do Visão. Edições que não podem faltar na estante de nenhum amante de quadrinhos.